11/09/2010
10/09/2010
Impossibilidade
É, a juntar ao que aqui anteriormente disse, aquilo a que se convencionou chamar justiça não dar diariamente clara mostra da qualidade intelectual da esmagadora maioria dos seus integrantes.
É, a juntar ao que aqui anteriormente disse, aquilo a que se convencionou chamar justiça não dar diariamente clara mostra da qualidade intelectual da esmagadora maioria dos seus integrantes.
09/09/2010
Contrapartidas
Não estou informado sobre os pormenores das contrapartidas em negócios do Estado.
Todavia, a crer nas notícias que leio e ouço aqui e ali, fico convencido de que a coisa funcionaria mais ou menos de acordo com a velha máxima, ainda que adaptada:
Só te compro uma linguiça se me comprares um porco.
Deve haver aqui qualquer equívoco. Meu, na certa.
Não estou informado sobre os pormenores das contrapartidas em negócios do Estado.
Todavia, a crer nas notícias que leio e ouço aqui e ali, fico convencido de que a coisa funcionaria mais ou menos de acordo com a velha máxima, ainda que adaptada:
Só te compro uma linguiça se me comprares um porco.
Deve haver aqui qualquer equívoco. Meu, na certa.
08/09/2010
07/09/2010
As grandes questões universais - episódios q+11 a q+17 (para fazer sete)
Nesta votação que decorre para eleger as sete maravilhas naturais de Portugal, ocorre-me, para além de saber o que é natural ou não e de tudo me parecer assim uma tradução para o mauzinho de uma ideia comercial, o seguinte:
11) Quem vota no Portinho da Arrábida está a votar no Parque Natural da Arrábida?
12) Quem vota no Parque Natural da Arrábida está a votar no Portinho da Arrábida?
13) Quem vota no Pontal da Carrapateira está a votar no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina?
14) Quem vota no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina está a votar no Pontal da Carrapateira?
15) Quem vota na Ponta de Sagres está a votar no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina?
16) Quem vota no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina está a votar na Ponta de Sagres?
17 e mesmo para fazer sete – que é mais um pedido) Alguém me faculta o contacto de uma pessoa racional a organizar coisas afins em Portugal?
As questões pares parecem-me respondidas pela teoria dos conjuntos – se se considera um conjunto, consideram-se todos e cada um dos seus elementos.
Nesta votação que decorre para eleger as sete maravilhas naturais de Portugal, ocorre-me, para além de saber o que é natural ou não e de tudo me parecer assim uma tradução para o mauzinho de uma ideia comercial, o seguinte:
11) Quem vota no Portinho da Arrábida está a votar no Parque Natural da Arrábida?
12) Quem vota no Parque Natural da Arrábida está a votar no Portinho da Arrábida?
13) Quem vota no Pontal da Carrapateira está a votar no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina?
14) Quem vota no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina está a votar no Pontal da Carrapateira?
15) Quem vota na Ponta de Sagres está a votar no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina?
16) Quem vota no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina está a votar na Ponta de Sagres?
17 e mesmo para fazer sete – que é mais um pedido) Alguém me faculta o contacto de uma pessoa racional a organizar coisas afins em Portugal?
As questões pares parecem-me respondidas pela teoria dos conjuntos – se se considera um conjunto, consideram-se todos e cada um dos seus elementos.
06/09/2010
Os espiões de Santos Silva
O ministro da Defesa é um homem com cabeça.
Pode discordar-se dele as vezes que calhar, estar em campos opostos, que isso não faz dele nem de ninguém mais incapaz.
Li a resposta que deu ao I e achando que é de uma explicitação desnecessária, não me parece que ponha em causa seja o que fôr.
Se os serviços de informações militares não recolhem informação em todos os locais onde há forças portuguesas, é estranho que o não façam.
E se o fazem...
Não li na entrevista nada que se parecesse com uma lista de nomes.
Fico sempre com a ideia de que quem bate, não sabe bem ao que vem.
O ministro da Defesa é um homem com cabeça.
Pode discordar-se dele as vezes que calhar, estar em campos opostos, que isso não faz dele nem de ninguém mais incapaz.
Li a resposta que deu ao I e achando que é de uma explicitação desnecessária, não me parece que ponha em causa seja o que fôr.
Se os serviços de informações militares não recolhem informação em todos os locais onde há forças portuguesas, é estranho que o não façam.
E se o fazem...
Não li na entrevista nada que se parecesse com uma lista de nomes.
Fico sempre com a ideia de que quem bate, não sabe bem ao que vem.
05/09/2010
Anti-PCP primário
Sou um anti-PCP primário.
Poderia pôr-me aqui a dar razões a eito para tal. Passaria por deixar de ser uma coisa primária, institiva, fruto da exposição ao meio num dado intervalo de tempo.
Sou, naturalmente, incapaz de entrar numa festa do Avante.

Cartaz do PCP colado na parede da casa de família, em 1974 – Espólio Campos Vilhena – trecho de foto de MSG.
Sou um anti-PCP primário.
Poderia pôr-me aqui a dar razões a eito para tal. Passaria por deixar de ser uma coisa primária, institiva, fruto da exposição ao meio num dado intervalo de tempo.
Sou, naturalmente, incapaz de entrar numa festa do Avante.
Cartaz do PCP colado na parede da casa de família, em 1974 – Espólio Campos Vilhena – trecho de foto de MSG.
03/09/2010
Único cálculo que me ocorre sobre o assunto do dia
Partamos do princípio de que o acórdão de que se fala tem de facto duas mil páginas.
Pelas minhas subjectivas contas, atenta a minha velocidade média de pronunciação, obtida pela média dos quocientes entre o número de palavras guardadas em ficheiros de som e a duração dos ditos ficheiros e a média do número de palavras por página A4 de uma série arbitrariamente escolhida de ficheiros de texto, com diversos tipos e tamanhos de letra, cheguei a um valor arredondado de cento e vinte horas.
A ver o tamanho do meu erro.
Diz que hoje há bola.
Adenda ainda a tempo (cerca das 17:40): O volume de papel que surgia na tribuna, a ser o acórdão, é compatível com a ordem de grandeza anunciada – à volta de duas mil páginas.
Pelo tempo que aparentemente demorou a leitura, não deverão ter sido lidas muito mais do que cem páginas, constituindo súmula.
Partamos do princípio de que o acórdão de que se fala tem de facto duas mil páginas.
Pelas minhas subjectivas contas, atenta a minha velocidade média de pronunciação, obtida pela média dos quocientes entre o número de palavras guardadas em ficheiros de som e a duração dos ditos ficheiros e a média do número de palavras por página A4 de uma série arbitrariamente escolhida de ficheiros de texto, com diversos tipos e tamanhos de letra, cheguei a um valor arredondado de cento e vinte horas.
A ver o tamanho do meu erro.
Diz que hoje há bola.
Adenda ainda a tempo (cerca das 17:40): O volume de papel que surgia na tribuna, a ser o acórdão, é compatível com a ordem de grandeza anunciada – à volta de duas mil páginas.
Pelo tempo que aparentemente demorou a leitura, não deverão ter sido lidas muito mais do que cem páginas, constituindo súmula.
02/09/2010
Esbanjamento
Ele há ene parábolas sobre o investimento interno e impulsos à economia.
Colou-se-me esta por me ter sido transmitida em muito tenra idade:
Como disse, esta parábola nunca me esqueceu. A prova aqui está.
Do muito que se supõe ser esbanjamento, despesa estúpida, gordura despesista, o que lhe quiserem chamar e já chamam, retenho aqui hoje três exemplos menores que todavia espelham bem a atitude do Estado:
Aqui no prédio onde resido, há cerca de cinco anos que um dos meus vizinhos recebe quase com frequência quinzenal na sua caixa de correio, tendo o cuidado de a colocar em local bem visível para devolução, uma carta das Finanças destinada a um certo Fulano que aqui não reside e cujo nome se pode confundir com dez mil outros. Ainda nos serviços ninguém se apercebeu da inutilidade e da burrice que é mandarem para a caixa de correio do meu vizinho tal coisa recorrentemente. Isto não custa dinheiro.
A Câmara Municipal de Sintra, para a qual contribuo como munícipe, resolveu através dos seus SMAS enviar duas vezes para cada contador de água um boletim A3 em papel acetinado onde, para além do tarifário em vigor, constam uma série de informações de preços praticados pelos laboratórios de análises à dita água, bem como de outros serviços que em nada relevam para o consumidor comum. Fê-lo com fotografias a cores e tabelas igualmente coloridas. Isto não custa dinheiro.
O serviço público denominado “Saúde 24” ofereceu uma quantidade indeterminada de bonés vermelhos com a inscrição “Saúde 24 – 808 24 24 24 – O número que o liga à saúde” na última Volta a Portugal em Bicicleta.
Poder-se-á dizer que é de toda a utilidade divulgar este número, de cujo acesso podem depender decisões de vida ou de morte. Não sei se assim é, mas dou esse desconto.
Só me pergunto se não há formas mais eficazes e difusoras de mostrar este número. E se não custam muito menos dinheiro.
Adenda ainda a tempo - A senhora Ministra da Saúde disse em tempos que a Linha Saúde 24 era uma parceria público-privado, como agora é moda dizer-se.
No site da dita linha, a custo se percebe que há por ali uma sociedade anónima. Presumo assim que a parte da despesa é toda suportada pelo sector privado. E que os bonés nada custaram ao contribuinte.
Ele há ene parábolas sobre o investimento interno e impulsos à economia.
Colou-se-me esta por me ter sido transmitida em muito tenra idade:
Dois amigos, produtores de vinho, resolveram ir à feira com uma barrica cheia meio por meio com o vinho de cada um, vender a copo a mistura. A dez tostões o copo de três.
Estando a feira sem grande movimento, um deles disse ao outro: visto que o vinho é dos dois, e que metade portanto me pertence, toma lá cinco tostões que eu vou beber um copo, que estou cheio de sede.
Não tardou muito que o sócio pronunciasse iguais palavras, devolvesse os cinco tostões à procedência e refrescasse as goelas.
Não tendo o negócio corrido nada bem, acabaram por dar por eles (ou não dar de todo) de barrica vazia e sem mais uma cheta do que tinham à partida.
Como disse, esta parábola nunca me esqueceu. A prova aqui está.
Do muito que se supõe ser esbanjamento, despesa estúpida, gordura despesista, o que lhe quiserem chamar e já chamam, retenho aqui hoje três exemplos menores que todavia espelham bem a atitude do Estado:
Aqui no prédio onde resido, há cerca de cinco anos que um dos meus vizinhos recebe quase com frequência quinzenal na sua caixa de correio, tendo o cuidado de a colocar em local bem visível para devolução, uma carta das Finanças destinada a um certo Fulano que aqui não reside e cujo nome se pode confundir com dez mil outros. Ainda nos serviços ninguém se apercebeu da inutilidade e da burrice que é mandarem para a caixa de correio do meu vizinho tal coisa recorrentemente. Isto não custa dinheiro.
A Câmara Municipal de Sintra, para a qual contribuo como munícipe, resolveu através dos seus SMAS enviar duas vezes para cada contador de água um boletim A3 em papel acetinado onde, para além do tarifário em vigor, constam uma série de informações de preços praticados pelos laboratórios de análises à dita água, bem como de outros serviços que em nada relevam para o consumidor comum. Fê-lo com fotografias a cores e tabelas igualmente coloridas. Isto não custa dinheiro.
O serviço público denominado “Saúde 24” ofereceu uma quantidade indeterminada de bonés vermelhos com a inscrição “Saúde 24 – 808 24 24 24 – O número que o liga à saúde” na última Volta a Portugal em Bicicleta.
Poder-se-á dizer que é de toda a utilidade divulgar este número, de cujo acesso podem depender decisões de vida ou de morte. Não sei se assim é, mas dou esse desconto.
Só me pergunto se não há formas mais eficazes e difusoras de mostrar este número. E se não custam muito menos dinheiro.
Adenda ainda a tempo - A senhora Ministra da Saúde disse em tempos que a Linha Saúde 24 era uma parceria público-privado, como agora é moda dizer-se.
No site da dita linha, a custo se percebe que há por ali uma sociedade anónima. Presumo assim que a parte da despesa é toda suportada pelo sector privado. E que os bonés nada custaram ao contribuinte.
31/08/2010
Canção do Verão
No ano passado deixei aqui nota sobre o fado que me perseguiu estivalmente.
Lembrando-me dos anos em que elegia a canção do Verão.
Este ano, bombardeado que fui, em conjunto com todo os que ouvem televisão, por certa melodia, acabei por permitir que ela ficasse com esse título.
Dizia há dias que a canção até se ouvia bem mas que o massacre era insuportável.
Quem me ouvia, concordou comigo.

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No ano passado deixei aqui nota sobre o fado que me perseguiu estivalmente.
Lembrando-me dos anos em que elegia a canção do Verão.
Este ano, bombardeado que fui, em conjunto com todo os que ouvem televisão, por certa melodia, acabei por permitir que ela ficasse com esse título.
Dizia há dias que a canção até se ouvia bem mas que o massacre era insuportável.
Quem me ouvia, concordou comigo.
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30/08/2010
Riantrê
Isto da riantrê é como os furacões. Uns anos ouve-se muito, outros não.
O ano passado foi farto. Este ano, tal como 2008, muito parco. A maioria conseguiu dizer rentrée sem grandes hesitações.
Mas agorinha mesmo, na RTP, lá veio.
Que saudades eu tinha!
Isto da riantrê é como os furacões. Uns anos ouve-se muito, outros não.
O ano passado foi farto. Este ano, tal como 2008, muito parco. A maioria conseguiu dizer rentrée sem grandes hesitações.
Mas agorinha mesmo, na RTP, lá veio.
Que saudades eu tinha!
29/08/2010
No vinte e nove, vale por nove

Espólio Campos Vilhena - Foto de MSG (já aqui publicada)
Esta foto fez hoje 54 anos.
Praia da Zambujeira, em que num dia 29 de Agosto da década seguinte, um autocarro desgovernado na descida para a praia, fez diversas vítimas.
Um destes dias, trarei esse episódio aqui.
Espólio Campos Vilhena - Foto de MSG (já aqui publicada)
Esta foto fez hoje 54 anos.
Praia da Zambujeira, em que num dia 29 de Agosto da década seguinte, um autocarro desgovernado na descida para a praia, fez diversas vítimas.
Um destes dias, trarei esse episódio aqui.
Solos
Tremo sempre que ouço alguém do governo falar em justiça.
No caso, foi a ministra do Ambiente que dizia não ser justo que terrenos particulares sejam valorizados por investimento público. O mesmo é dizer ter estrada mais perto, rede eléctrica, água e esgoto. Ou qualquer outra coisa que faça valorizar o mesmo.
Não faço ideia de como pretende a senhora regular tal coisa, para além do IMI que já leva em conta uma série destes pressupostos.
Esqueceu-se também a senhora de mencionar os casos contrários. Em que uma intervenção do Estado, limita sem lugar a indemnização o uso do solo. Muitas das vezes de forma perfeitamente arbitrária, como é o caso de grande número de PDM e planos quejandos, serventias de rede eléctrica, etc., etc..
Será que nesses casos já é justo?
Tremo sempre que ouço alguém do governo falar em justiça.
No caso, foi a ministra do Ambiente que dizia não ser justo que terrenos particulares sejam valorizados por investimento público. O mesmo é dizer ter estrada mais perto, rede eléctrica, água e esgoto. Ou qualquer outra coisa que faça valorizar o mesmo.
Não faço ideia de como pretende a senhora regular tal coisa, para além do IMI que já leva em conta uma série destes pressupostos.
Esqueceu-se também a senhora de mencionar os casos contrários. Em que uma intervenção do Estado, limita sem lugar a indemnização o uso do solo. Muitas das vezes de forma perfeitamente arbitrária, como é o caso de grande número de PDM e planos quejandos, serventias de rede eléctrica, etc., etc..
Será que nesses casos já é justo?
28/08/2010
27/08/2010
Formação profissional
Numa reportagem ouvida em fundo alguém dizia que iam formar formadores num bairro de Setúbal.
Isto assim dito é exemplar da forma predominante de encarar a formação profissional nos tempos que correm em que não há lugar para mestres (numa qualquer arte) e seus aprendizes.
Há apenas formadores de formadores. Uma forma de formar formadores em formação.
A parte seguinte da reportagem, no mesmo local, era sobre consumo de cerveja.
Não ouvi a expressão Novas Oportunidades.
Numa reportagem ouvida em fundo alguém dizia que iam formar formadores num bairro de Setúbal.
Isto assim dito é exemplar da forma predominante de encarar a formação profissional nos tempos que correm em que não há lugar para mestres (numa qualquer arte) e seus aprendizes.
Há apenas formadores de formadores. Uma forma de formar formadores em formação.
A parte seguinte da reportagem, no mesmo local, era sobre consumo de cerveja.
Não ouvi a expressão Novas Oportunidades.
26/08/2010
25/08/2010
Vista curta e anos-luz
Vista curta e ano-luz são coisas que pela sua definição, subjectiva num caso e objectiva noutro, implicam ainda assim ordens de grandeza muito diversas.
Custa ouvir repetir a mesma estapafúrdia lengalenga a propósito de toda e qualquer descoberta astronómica relevante – a possibilidade de existir vida extraterrestre igualinha à que aqui há.
Quando a vista é curta um centímetro torna-se um ano-luz.
Vista curta e ano-luz são coisas que pela sua definição, subjectiva num caso e objectiva noutro, implicam ainda assim ordens de grandeza muito diversas.
Custa ouvir repetir a mesma estapafúrdia lengalenga a propósito de toda e qualquer descoberta astronómica relevante – a possibilidade de existir vida extraterrestre igualinha à que aqui há.
Quando a vista é curta um centímetro torna-se um ano-luz.
22/08/2010
21/08/2010
Dar ares
Pertenço ao grupo dos que acham que Julia Gillard faz lembrar alguém.

imagem do site do Partido Trabalhista australiano
Pertenço ao grupo dos que acham que Julia Gillard faz lembrar alguém.
imagem do site do Partido Trabalhista australiano
20/08/2010
The Few
É uma ignomínia não me lembrar da palavra dita pela mulher que ouvia passar os Spitfires.
Disse então à repórter de televisão que “só os que passaram por isto, é que sabem o conforto que este som inconfundível nos dava ao ouvi-lo”.
Da palavra que aqui traduzi por conforto. Poderia ser agasalho, sensação de protecção, ânimo, orgulho, uma soma de tudo isso, qualquer coisa que aquela mulher queria que os outros soubessem que tinha sentido ao ouvi-los.
Passam hoje setenta anos sobre o célebre discurso de Churchill.
É uma ignomínia não me lembrar da palavra dita pela mulher que ouvia passar os Spitfires.
Disse então à repórter de televisão que “só os que passaram por isto, é que sabem o conforto que este som inconfundível nos dava ao ouvi-lo”.
Da palavra que aqui traduzi por conforto. Poderia ser agasalho, sensação de protecção, ânimo, orgulho, uma soma de tudo isso, qualquer coisa que aquela mulher queria que os outros soubessem que tinha sentido ao ouvi-los.
Passam hoje setenta anos sobre o célebre discurso de Churchill.
18/08/2010
17/08/2010
16/08/2010
Ideia genial para acabar de vez com os incêndios em Portugal

Com os olhos postos no ícone do Comendador Marques de Correia, sinto-me vez por outra inspirado por ele.
Desta feita, qual génio da lâmpada, ou melhor génio do ícone, pois estava a limpar-lhe o pó, a iluminação:
É possível, viável e até fácil acabar com os incêndios em Portugal.
Senão vejamos:
Há um número assinalável de incêndios a começar de noite e de madrugada.
Esses fogos não se devem a outra coisa senão a intervenção humana.
Muitos deles serão ateados por quem é incendiário por natureza. Bêbedo, débil mental, feiticeiro, todas as designações com que a ciência actual brinda aqueles que se sentem atraídos pelo fogo.
Diz-se que em cada ano se detêm não sei quantos reincidentes. Este ano já ouvi falar nuns quantos que foram detidos.
Evitemos então que esta gente incendeie.
Como?
Fácil. É criar junto do mar uma zona de resort, só com materiais incombustíveis ou muito dificilmente ardentes onde nós, os contribuintes, pagaríamos umas férias forçadas e devidamente vigiadas a estas pessoas.
Fácil é ver que havendo todas as condições de conforto nesse local – que nem outra coisa seria admissível à luz dos actuais direitos humanos, nada de guantanameras nem essas coisas – todos os anos haveria gente a candidatar-se a tal vilegiatura, ateando o seu fogozito e agindo algo bizarramente a ver se pegava.
Cedo nós os contribuintes seríamos chamados a contribuir – passe a redundância – para a ampliação do dito resort, calcetando as áreas florestais anexas de onde atempadamente se removeriam as árvores para lugar mais seguro, contrariando assim a máxima interrogativa (de lógica imbatível) de um publicitário do passado recente que punha na voz de um conhecido actor esta pérola “Se elas [as árvores] andassem, como é que tinhas sombra?”.
Ano após ano, garanto-vos, o resort cresceria e o número de incêndios acabaria por entrar em derivada negativa depois de um crescimento exponencial.
Tenderia para zero, é claro.
Com alguma sorte ficaríamos todos de férias à beira-mar, à pala dos contribuintes. Ainda que rotulados de bêbedos, débeis mentais, feiticeiros e outros epítetos com que a a ciência actual qualifica os que se sentem atraídos pelo fogo e o desencadeiam.
Sopram-me aqui que os contribuintes somos todos nós – um disparate, sei-o eu, apesar de o ter escrito ali em cima - e que este raciocínio que eu reputo de brilhante é, afinal, um somatório de asneiras igualzinho ao dos tontinhos idealistas que traçam cenários, fazendo variar uma só variável. Uma falácia.
Vou agora arredar o ícone do Comendador para ir ao dicionário ver o que é uma falácia. Já volto.

Com os olhos postos no ícone do Comendador Marques de Correia, sinto-me vez por outra inspirado por ele.
Desta feita, qual génio da lâmpada, ou melhor génio do ícone, pois estava a limpar-lhe o pó, a iluminação:
É possível, viável e até fácil acabar com os incêndios em Portugal.
Senão vejamos:
Há um número assinalável de incêndios a começar de noite e de madrugada.
Esses fogos não se devem a outra coisa senão a intervenção humana.
Muitos deles serão ateados por quem é incendiário por natureza. Bêbedo, débil mental, feiticeiro, todas as designações com que a ciência actual brinda aqueles que se sentem atraídos pelo fogo.
Diz-se que em cada ano se detêm não sei quantos reincidentes. Este ano já ouvi falar nuns quantos que foram detidos.
Evitemos então que esta gente incendeie.
Como?
Fácil. É criar junto do mar uma zona de resort, só com materiais incombustíveis ou muito dificilmente ardentes onde nós, os contribuintes, pagaríamos umas férias forçadas e devidamente vigiadas a estas pessoas.
Fácil é ver que havendo todas as condições de conforto nesse local – que nem outra coisa seria admissível à luz dos actuais direitos humanos, nada de guantanameras nem essas coisas – todos os anos haveria gente a candidatar-se a tal vilegiatura, ateando o seu fogozito e agindo algo bizarramente a ver se pegava.
Cedo nós os contribuintes seríamos chamados a contribuir – passe a redundância – para a ampliação do dito resort, calcetando as áreas florestais anexas de onde atempadamente se removeriam as árvores para lugar mais seguro, contrariando assim a máxima interrogativa (de lógica imbatível) de um publicitário do passado recente que punha na voz de um conhecido actor esta pérola “Se elas [as árvores] andassem, como é que tinhas sombra?”.
Ano após ano, garanto-vos, o resort cresceria e o número de incêndios acabaria por entrar em derivada negativa depois de um crescimento exponencial.
Tenderia para zero, é claro.
Com alguma sorte ficaríamos todos de férias à beira-mar, à pala dos contribuintes. Ainda que rotulados de bêbedos, débeis mentais, feiticeiros e outros epítetos com que a a ciência actual qualifica os que se sentem atraídos pelo fogo e o desencadeiam.
Sopram-me aqui que os contribuintes somos todos nós – um disparate, sei-o eu, apesar de o ter escrito ali em cima - e que este raciocínio que eu reputo de brilhante é, afinal, um somatório de asneiras igualzinho ao dos tontinhos idealistas que traçam cenários, fazendo variar uma só variável. Uma falácia.
Vou agora arredar o ícone do Comendador para ir ao dicionário ver o que é uma falácia. Já volto.
13/08/2010
12/08/2010
Jornalismo científico
Ou, como é costume, não ter a menor ideia do que se está a dizer.
Enganei-me. Não é ciência científica, é ciência de mercearia.
Menos ainda, são contas de dividir. Uma coisa tão simples como o preço da água.
Na TVI 24, há pouco, uma voz feminina anunciava que o preço de litro e meio de água andava à volta de um euro, se esta fosse engarrafada. Anda pois, para cima ou para baixo, dependendo do sítio onde se compra.
E disse, comparando, que já a mesma quantidade de água da torneira custava menos de 25 cêntimos.
Também é verdade, custa menos de 25 cêntimos.
Só não vejo a que propósito vêm os 25 cêntimos. Também custa menos de 5 euros e também custa menos de 1 cêntimo, já com tudo incluído, mesmo nas localidades onde a água é mais cara, suponho.
Isto para parar no valor facial mais baixo da moeda circulante.
No meu caso, litro e meio de água custa-me cerca de 0,0018 €. Ou menos de 1/5 de cêntimo.
Onde é que ela, a voz feminina, terá ido buscar os 25 cêntimos?
Ou, como é costume, não ter a menor ideia do que se está a dizer.
Enganei-me. Não é ciência científica, é ciência de mercearia.
Menos ainda, são contas de dividir. Uma coisa tão simples como o preço da água.
Na TVI 24, há pouco, uma voz feminina anunciava que o preço de litro e meio de água andava à volta de um euro, se esta fosse engarrafada. Anda pois, para cima ou para baixo, dependendo do sítio onde se compra.
E disse, comparando, que já a mesma quantidade de água da torneira custava menos de 25 cêntimos.
Também é verdade, custa menos de 25 cêntimos.
Só não vejo a que propósito vêm os 25 cêntimos. Também custa menos de 5 euros e também custa menos de 1 cêntimo, já com tudo incluído, mesmo nas localidades onde a água é mais cara, suponho.
Isto para parar no valor facial mais baixo da moeda circulante.
No meu caso, litro e meio de água custa-me cerca de 0,0018 €. Ou menos de 1/5 de cêntimo.
Onde é que ela, a voz feminina, terá ido buscar os 25 cêntimos?
11/08/2010
O fogo
O fogo é daqueles assuntos que já não tem assunto.
Passe a tragédia das mortes. Que essa também não é matéria para este tipo de escrutínio.
Ainda assim, gostaria de ouvir os tontinhos com responsabilidades que tanto andaram a dizer que o sistema montado era eficaz, sendo essa a razão pela qual tinha havido menos área ardida nos últimos anos, etc....
Há depois algo mais a que voltarei um destes dias. Para um assunto que já não tem assunto...
O fogo é daqueles assuntos que já não tem assunto.
Passe a tragédia das mortes. Que essa também não é matéria para este tipo de escrutínio.
Ainda assim, gostaria de ouvir os tontinhos com responsabilidades que tanto andaram a dizer que o sistema montado era eficaz, sendo essa a razão pela qual tinha havido menos área ardida nos últimos anos, etc....
Há depois algo mais a que voltarei um destes dias. Para um assunto que já não tem assunto...
10/08/2010
De fora parte

Com atraso em relação à relativa promessa, aqui vai o link para a colecção de cromos roubados ao Google.
Numa altura em que a street view do dito está a ser questionada por cá.
Estamos então numa base de ladrão que rouba a ladrão. Mal comparado.
Quem é alheio a esta recolha pirata é Fernando Vilela, que mandou uma legítima foto de uma placa toponímica que mais uma vez agradeço.
A colecção ainda está em acabamentos. Faltam 100 cromos, arranjar as páginas mensais e dar outro aspecto à página de entrada.
Claro que a ideia é trocar as fotos do Google por fotos legítimas.
Com atraso em relação à relativa promessa, aqui vai o link para a colecção de cromos roubados ao Google.
Numa altura em que a street view do dito está a ser questionada por cá.
Estamos então numa base de ladrão que rouba a ladrão. Mal comparado.
Quem é alheio a esta recolha pirata é Fernando Vilela, que mandou uma legítima foto de uma placa toponímica que mais uma vez agradeço.
A colecção ainda está em acabamentos. Faltam 100 cromos, arranjar as páginas mensais e dar outro aspecto à página de entrada.
Claro que a ideia é trocar as fotos do Google por fotos legítimas.
Incondicional
Sou um admirador incondicional dos bombeiros.
Esta coisa de morrerem a combater o fogo...

imagem daqui
Heróis facilmente esquecidos como os de 1966 em Sintra, que eram afinal soldados. Os de 1985 em Armamar e 1986 em Águeda, os de 2006 em Famalicão da Serra. E tantos, tantos outros. Que é sempre mais fácil relembrarmos as tragédias colectivas.
Sou um admirador incondicional dos bombeiros.
Esta coisa de morrerem a combater o fogo...
imagem daqui
Heróis facilmente esquecidos como os de 1966 em Sintra, que eram afinal soldados. Os de 1985 em Armamar e 1986 em Águeda, os de 2006 em Famalicão da Serra. E tantos, tantos outros. Que é sempre mais fácil relembrarmos as tragédias colectivas.
09/08/2010
Exemplo dos tempos
Um excelente exemplo das características irracionais dos tempos que correm é a novela telejornalística global à volta das pedras que deram à senhorita Campbell.
Sem qualquer tipo de conteúdo mas susceptível de ser escrutinada no Tribunal da Haia.
Aparentemente para que se faça prova testemunhal algo enviezada de que Charles Taylor conhecia e detinha diamantes em bruto.
Isto leva a algum lado?
Assim como assim, novela por novela, a do C. sempre teve mais piada.
Um excelente exemplo das características irracionais dos tempos que correm é a novela telejornalística global à volta das pedras que deram à senhorita Campbell.
Sem qualquer tipo de conteúdo mas susceptível de ser escrutinada no Tribunal da Haia.
Aparentemente para que se faça prova testemunhal algo enviezada de que Charles Taylor conhecia e detinha diamantes em bruto.
Isto leva a algum lado?
Assim como assim, novela por novela, a do C. sempre teve mais piada.
Não há memória
Desta feita, concorro com os saltimbancos das novas e com os arautos da desgraça.
Não tenho memória de ter feito uma leitura tal aqui neste meu escritório de trabalho desde finais de 2002, quando para aqui vim.
A noite quase sem arrefecimento aqui por estas bandas prenunciava já algo assim.
Não fosse eu maçã do Baixo Alentejo e não haveria condições, parafraseando o ilustre Comendador Marques de Correia.
Desta feita, concorro com os saltimbancos das novas e com os arautos da desgraça.
Não tenho memória de ter feito uma leitura tal aqui neste meu escritório de trabalho desde finais de 2002, quando para aqui vim.
A noite quase sem arrefecimento aqui por estas bandas prenunciava já algo assim.
Não fosse eu maçã do Baixo Alentejo e não haveria condições, parafraseando o ilustre Comendador Marques de Correia.
08/08/2010
Travoada
Primeiro, vi as nuvens.
Cheirou-me a trovoada lá para as minhas bandas.
Fui espreitar e nada. Pouco depois, voltei lá e vi um só raio sobre todo o território continental.
Onde teria caído o bicho?
Estava capaz de apostar que foi na linha Sines – Ferreira. Já depois das Ermidas.
Primeiro, vi as nuvens.
Cheirou-me a trovoada lá para as minhas bandas.
Fui espreitar e nada. Pouco depois, voltei lá e vi um só raio sobre todo o território continental.
Onde teria caído o bicho?
Estava capaz de apostar que foi na linha Sines – Ferreira. Já depois das Ermidas.
07/08/2010
Pérolas (de autor, como agora se diz)
"A ponte Áifel (de Viana do Castelo) deve o nome ao construtor da famosa torre Êifel."
Cito assim de memória um dos comentadores da Volta a Portugal em bicicleta na RTP.
O que conta é a forma como o mesmíssimo nome foi pronunciado de duas maneiras diferentes numa frase curta.
Sem que a intenção fosse mesmo essa.
Uma nota ainda sobre a péssima sinalização e guarnição do percurso este ano.
Desde carros que aparecem a circular entre os ciclistas. Por acaso no mesmo sentido.
Até aos sucessivos enganos de trajecto suscitados aos corredores.
Os comentadores permanecem a anedota do costume, é claro.
"A ponte Áifel (de Viana do Castelo) deve o nome ao construtor da famosa torre Êifel."
Cito assim de memória um dos comentadores da Volta a Portugal em bicicleta na RTP.
O que conta é a forma como o mesmíssimo nome foi pronunciado de duas maneiras diferentes numa frase curta.
Sem que a intenção fosse mesmo essa.
Uma nota ainda sobre a péssima sinalização e guarnição do percurso este ano.
Desde carros que aparecem a circular entre os ciclistas. Por acaso no mesmo sentido.
Até aos sucessivos enganos de trajecto suscitados aos corredores.
Os comentadores permanecem a anedota do costume, é claro.
06/08/2010
Ruas com dias

Passado pouco tempo de me ter deitado, vai para ano e tal, à tarefa de coleccionar fotografias de placas toponímicas com datas, tropecei nesta página que inventaria os dias de um ano inteiro pelo mundo fora.
Nota-se uma preponderância de países latinos, europeus e americanos.
Com a oferta de Fernando Vilela, aqui há dias, veio à cabeça outra ideia disparatada – fazer uma colecção ecuménica, exceptuando agora as placas em português.
Para já, o único cromo legítimo é o que Fernando Vilela gentilmente entregou para a colecção.
Há depois uns quantos – muitos – sacados ao Google Street View.
Espera-se que cada um deles seja substituído por uma fotografia a sério.
Vai levar tempo.
A colecção deve ficar acessível este fim-de-semana.
Passado pouco tempo de me ter deitado, vai para ano e tal, à tarefa de coleccionar fotografias de placas toponímicas com datas, tropecei nesta página que inventaria os dias de um ano inteiro pelo mundo fora.
Nota-se uma preponderância de países latinos, europeus e americanos.
Com a oferta de Fernando Vilela, aqui há dias, veio à cabeça outra ideia disparatada – fazer uma colecção ecuménica, exceptuando agora as placas em português.
Para já, o único cromo legítimo é o que Fernando Vilela gentilmente entregou para a colecção.
Há depois uns quantos – muitos – sacados ao Google Street View.
Espera-se que cada um deles seja substituído por uma fotografia a sério.
Vai levar tempo.
A colecção deve ficar acessível este fim-de-semana.
05/08/2010
Escol
Faz amanhã 44 anos que uma vasta equipa dirigida por estes homens entregou ao serviço do país uma notável obra de engenharia.
Fê-lo com seis meses de... avanço em relação ao prazo previsto.

in Magazine da Morrison-Knudsen Company, Inc., Novembro de 1964
(em clicando, verão ampliado e legendado)
Faz amanhã 44 anos que uma vasta equipa dirigida por estes homens entregou ao serviço do país uma notável obra de engenharia.
Fê-lo com seis meses de... avanço em relação ao prazo previsto.

in Magazine da Morrison-Knudsen Company, Inc., Novembro de 1964
(em clicando, verão ampliado e legendado)
04/08/2010
Rien se perd, rien ne se crée, tout se transforme
Talvez se trate de uma questão de conforto espititual.
Vi hoje uma apresentação na Casa Branca de um gráfico em tarte que traduziria a frase “Where did the oil go?”

A ferramenta que gerou este gráfico é referida na comunicação respectiva.
Deve tratar-se de uma questão de conforto espiritual, como disse.
Mesmo como arma de arremesso jurídica, suponho o seu valor pouco maior do que nulo.
Que tipo de ciência será esta?
Talvez se trate de uma questão de conforto espititual.
Vi hoje uma apresentação na Casa Branca de um gráfico em tarte que traduziria a frase “Where did the oil go?”
A ferramenta que gerou este gráfico é referida na comunicação respectiva.
Deve tratar-se de uma questão de conforto espiritual, como disse.
Mesmo como arma de arremesso jurídica, suponho o seu valor pouco maior do que nulo.
Que tipo de ciência será esta?
03/08/2010
02/08/2010
Educação
“Vamos querer até que haja uma aprendizagem efectiva” – pouco importa que esta frase seja retirada do contexto. Vale por si e a menos que houvesse da minha parte uma inversão do seu sentido, tivesse ela sido dita num contexto semelhante ao deste post, está bem patente o que quer dizer.
A frase, para quem esteja mais desatento, foi proferida pela Ministra da Educação a propósito do caso da eliminação das reprovações.
Passo por cima do caso principal por achar que não me merece para já grande atenção.
Atento apenas na frase.
Diz portanto a senhora ministra que vamos querer até.
A preposição até diz-nos que a querença ultrapassará as expectativas vulgares.
E quais são essas expectativas? Não sabemos. Apenas que estão abaixo de que haja uma aprendizagem efectiva. Mais simplesmente, que estão abaixo de que se aprenda na escola.
Não ignoro que nem sempre os sistemas educativos estão destinados a dar instrução ao povo.
Talvez sejam mais os casos em que não estão do que os que para isso são montados.
A questão aqui é que esta frase é uma assunção de que o nosso sistema não está virado para uma aprendizagem efectiva. Está virado para qualquer outra coisa.
Na minha opinião, um sistema educativo ou instrutivo deve adequar-se ao modelo social e à realidade. Creio mesmo que qualquer sistema desadequado à realidade...
Na minha valorização das coisas, estou atento ao lugar comum, imemorial e óbvio da cultura em terra produtiva e do abandono das terras inférteis. Ainda que se possa elaborar sobre os limites da infertilidade.
Atentando a tal, julgo que uma sociedade deverá saber identificar os seus melhores em cada campo e aproveitá-los como tal.
Nem toda a gente serve para pensar. Terá algum tipo de interesse para o colectivo e para o indivíduo que com ele se percam tempo e energias a tentá-lo fazer usar a cabeça?
Enquanto isso há, perdida numa aldeia do interior, sem meios, uma criança notável que só não dará um contributo precioso à nossa organização futura se não lhe dermos a hipótese de o fazer.
Essa criança está condenada ao subaproveitamento num sistema que se entretém a nivelar por baixo. Ficará inevitavelmente uns degraus acima dos seus pares mas nunca dará o que poderia dar.
Se é isso que queremos, ter um rebanho controlável e pouco reivindicativo, o caminho não está mal lançado.
Temos que contar é que, rebanho à parte, estamos a perder, a desperdiçar os nossos melhores. Tantos mais desperdiçaremos quantas mais faixas sociais deixarmos ao abandono.
E que para o lugar deles, irão os incapazes com meios. Como podemos verificar já, olhando à nossa volta. Incapazes com I grande.
Um caminho para baixo. Sempre para baixo.
A menos que esta frase “Vamos querer até que haja uma aprendizagem efectiva” seja uma espécie de revelação. De apocalipse.
Alguém acredita nisso?
Errata: claro que até nesta frase não é preposição, é advérbio.
“Vamos querer até que haja uma aprendizagem efectiva” – pouco importa que esta frase seja retirada do contexto. Vale por si e a menos que houvesse da minha parte uma inversão do seu sentido, tivesse ela sido dita num contexto semelhante ao deste post, está bem patente o que quer dizer.
A frase, para quem esteja mais desatento, foi proferida pela Ministra da Educação a propósito do caso da eliminação das reprovações.
Passo por cima do caso principal por achar que não me merece para já grande atenção.
Atento apenas na frase.
Diz portanto a senhora ministra que vamos querer até.
A preposição até diz-nos que a querença ultrapassará as expectativas vulgares.
E quais são essas expectativas? Não sabemos. Apenas que estão abaixo de que haja uma aprendizagem efectiva. Mais simplesmente, que estão abaixo de que se aprenda na escola.
Não ignoro que nem sempre os sistemas educativos estão destinados a dar instrução ao povo.
Talvez sejam mais os casos em que não estão do que os que para isso são montados.
A questão aqui é que esta frase é uma assunção de que o nosso sistema não está virado para uma aprendizagem efectiva. Está virado para qualquer outra coisa.
Na minha opinião, um sistema educativo ou instrutivo deve adequar-se ao modelo social e à realidade. Creio mesmo que qualquer sistema desadequado à realidade...
Na minha valorização das coisas, estou atento ao lugar comum, imemorial e óbvio da cultura em terra produtiva e do abandono das terras inférteis. Ainda que se possa elaborar sobre os limites da infertilidade.
Atentando a tal, julgo que uma sociedade deverá saber identificar os seus melhores em cada campo e aproveitá-los como tal.
Nem toda a gente serve para pensar. Terá algum tipo de interesse para o colectivo e para o indivíduo que com ele se percam tempo e energias a tentá-lo fazer usar a cabeça?
Enquanto isso há, perdida numa aldeia do interior, sem meios, uma criança notável que só não dará um contributo precioso à nossa organização futura se não lhe dermos a hipótese de o fazer.
Essa criança está condenada ao subaproveitamento num sistema que se entretém a nivelar por baixo. Ficará inevitavelmente uns degraus acima dos seus pares mas nunca dará o que poderia dar.
Se é isso que queremos, ter um rebanho controlável e pouco reivindicativo, o caminho não está mal lançado.
Temos que contar é que, rebanho à parte, estamos a perder, a desperdiçar os nossos melhores. Tantos mais desperdiçaremos quantas mais faixas sociais deixarmos ao abandono.
E que para o lugar deles, irão os incapazes com meios. Como podemos verificar já, olhando à nossa volta. Incapazes com I grande.
Um caminho para baixo. Sempre para baixo.
A menos que esta frase “Vamos querer até que haja uma aprendizagem efectiva” seja uma espécie de revelação. De apocalipse.
Alguém acredita nisso?
Errata: claro que até nesta frase não é preposição, é advérbio.
01/08/2010
31/07/2010
30/07/2010
29/07/2010
27/07/2010
Freeport
Talvez fosse agora altura de ouvir os imbecis com responsabilidades que tanta volta deram à roda de Alcochete e arredores.
Atacar Sócrates, com a intenção de o atacar, pelo que ele não fez é apenas um sinal de burrice. Apenas isso. Nada mais.
Infelizmente estamos atolados nela. Na burrice dos responsáveis.
Talvez fosse agora altura de ouvir os imbecis com responsabilidades que tanta volta deram à roda de Alcochete e arredores.
Atacar Sócrates, com a intenção de o atacar, pelo que ele não fez é apenas um sinal de burrice. Apenas isso. Nada mais.
Infelizmente estamos atolados nela. Na burrice dos responsáveis.
26/07/2010
25/07/2010
23/07/2010
Teste de carga

imagem do blogue Rio de Janeiro Antigo
Indagar da relevância para o sistema bancário de usar um algoritmo para medir uma coisa qualquer, fazendo variar umas variáveis, seria talvez a curiosidade do dia.
Seria, se não fosse particularmente óbvia a irrelevância do exercício académico e talvez politicamente necessário.
O que me faz lembrar da escada do economista.
Será que um tal teste de carga a esta escada também a aprovava?
imagem do blogue Rio de Janeiro Antigo
Indagar da relevância para o sistema bancário de usar um algoritmo para medir uma coisa qualquer, fazendo variar umas variáveis, seria talvez a curiosidade do dia.
Seria, se não fosse particularmente óbvia a irrelevância do exercício académico e talvez politicamente necessário.
O que me faz lembrar da escada do economista.
Será que um tal teste de carga a esta escada também a aprovava?
22/07/2010
Vidas
Pelo pouco que vi nas reportagens sobre o caso dos presumidos homicídios de Carqueija, interrogo-me sobre se há alguma informação relevante sobre a sociedade que dali se retire, não tanto pelos crimes mas pela envolvente, ou se é um caso cuja ponderação é irrelevante, com traços semelhantes a tantos outros de tantas outras épocas.
Pelo pouco que vi nas reportagens sobre o caso dos presumidos homicídios de Carqueija, interrogo-me sobre se há alguma informação relevante sobre a sociedade que dali se retire, não tanto pelos crimes mas pela envolvente, ou se é um caso cuja ponderação é irrelevante, com traços semelhantes a tantos outros de tantas outras épocas.
21/07/2010
20/07/2010
Busca e salvamento
Pergunto-me, quando vejo o aparato das corvetas e dos helicópteros, qual é a razão entre os casos de sucesso de busca e salvamento de pessoas perdidas no mar sem embarcação e o número total de casos em que tais meios são aplicados?
A partir de quanto tempo é que se pode falar ainda em salvamento e se esse tempo é compatível com a utilização das corvetas.
Quantos casos de busca, já não de salvamento, justificam tais meios?
E para que servem as motos de água e as chatas com motor a ziguezaguer sem norte, a partir do tal intervalo de tempo, que eu não sei determinar, em que o índice de sobrevivência está abaixo de zero?
Trata-se apenas e só, de um nada racional conforto psicológico para os que cá ficaram?
Pergunto-me, quando vejo o aparato das corvetas e dos helicópteros, qual é a razão entre os casos de sucesso de busca e salvamento de pessoas perdidas no mar sem embarcação e o número total de casos em que tais meios são aplicados?
A partir de quanto tempo é que se pode falar ainda em salvamento e se esse tempo é compatível com a utilização das corvetas.
Quantos casos de busca, já não de salvamento, justificam tais meios?
E para que servem as motos de água e as chatas com motor a ziguezaguer sem norte, a partir do tal intervalo de tempo, que eu não sei determinar, em que o índice de sobrevivência está abaixo de zero?
Trata-se apenas e só, de um nada racional conforto psicológico para os que cá ficaram?
18/07/2010
O terramoto de 19 de Fevereiro de 1989
Apercebi-me hoje de que algo me deveria ter escapado há vinte e um anos atrás.
Ou então que da memória se me apagou tal facto.
Num livrito fraco que acabei de ler, encontrei referências a uma predição de um sismo feita por uma “bruxa” e que teve destaque na imprensa da época, aparentemente da mais popular e sensacionalista à mais circunspecta.
E que tal rumor terá gerado uma espécie de êxodo dos alfacinhas e seus circunvizinhos.
De facto, não tenho a menor ideia de tal.
Pela minha agenda, dou-me conta de que era uma época demasiado ocupada para que me desse conta de sentimentos populares mais ou menos visíveis.
Não me lembro. Ponto.
Para quem como eu observou de perto e com muita curiosidade o êxodo fantástico de Novembro de 1967, em que milhares de pessoas fugiam pelos campos e pelas estradas, a pé, de uma colossal explosão com hora marcada, seria esperável que tivesse dado alguma atenção a uma possível replicação do fenómeno embora desta vez anunciado ao que parece com muito maior antecedência, privando assim a experiência do dramatismo das fugas sem tino e sem destino.
Pois, como disse, ou não me dei mesmo conta ou a coisa foi de tal modo pífia que se me obliterou das gavetas.
Apercebi-me hoje de que algo me deveria ter escapado há vinte e um anos atrás.
Ou então que da memória se me apagou tal facto.
Num livrito fraco que acabei de ler, encontrei referências a uma predição de um sismo feita por uma “bruxa” e que teve destaque na imprensa da época, aparentemente da mais popular e sensacionalista à mais circunspecta.
E que tal rumor terá gerado uma espécie de êxodo dos alfacinhas e seus circunvizinhos.
De facto, não tenho a menor ideia de tal.
Pela minha agenda, dou-me conta de que era uma época demasiado ocupada para que me desse conta de sentimentos populares mais ou menos visíveis.
Não me lembro. Ponto.
Para quem como eu observou de perto e com muita curiosidade o êxodo fantástico de Novembro de 1967, em que milhares de pessoas fugiam pelos campos e pelas estradas, a pé, de uma colossal explosão com hora marcada, seria esperável que tivesse dado alguma atenção a uma possível replicação do fenómeno embora desta vez anunciado ao que parece com muito maior antecedência, privando assim a experiência do dramatismo das fugas sem tino e sem destino.
Pois, como disse, ou não me dei mesmo conta ou a coisa foi de tal modo pífia que se me obliterou das gavetas.
As mulheres com cara de pão
Se eu me esforçasse agora um pouco talvez conseguisse dar, por escrito ou por desenhado, uma ideia do que me ocorreu serem as mulheres com cara de pão.
Talvez com isso despertasse, numa probabilidade desprezável, o receio de alguém meu conhecido se sentir identificado com o conceito.
Não o vou fazer, por ambas as razões. Não estou para esforços numa manhã de domingo e não quero correr o risco de embater com probabilidades desprezáveis.
Dito isto, posso afirmar que foi esta uma ocorrência de há minutos. A de eu ter constatado que um certo tipo de mulheres que ostenta um certo tipo de cara – e ainda assim posso adiantar sem revelar mais do que isso, que o pão deve ter vindo à baila associado a uma pele algo curtida e grossa – a de eu ter constatado, dizia, que essas mulheres depois de durante anos as ter provavelmente associado ao pão, a um panito sem sal, convenhamos, à moda do meu Alentejo, me despertavam agora uma certa curiosidade feminil.
Tudo isto se desfiou atrás dos meus olhos há pouco.
Será caso da idade?
Ou as minhas células ordenam-me que desça à rua e compre pão quente?
Se eu me esforçasse agora um pouco talvez conseguisse dar, por escrito ou por desenhado, uma ideia do que me ocorreu serem as mulheres com cara de pão.
Talvez com isso despertasse, numa probabilidade desprezável, o receio de alguém meu conhecido se sentir identificado com o conceito.
Não o vou fazer, por ambas as razões. Não estou para esforços numa manhã de domingo e não quero correr o risco de embater com probabilidades desprezáveis.
Dito isto, posso afirmar que foi esta uma ocorrência de há minutos. A de eu ter constatado que um certo tipo de mulheres que ostenta um certo tipo de cara – e ainda assim posso adiantar sem revelar mais do que isso, que o pão deve ter vindo à baila associado a uma pele algo curtida e grossa – a de eu ter constatado, dizia, que essas mulheres depois de durante anos as ter provavelmente associado ao pão, a um panito sem sal, convenhamos, à moda do meu Alentejo, me despertavam agora uma certa curiosidade feminil.
Tudo isto se desfiou atrás dos meus olhos há pouco.
Será caso da idade?
Ou as minhas células ordenam-me que desça à rua e compre pão quente?
17/07/2010
15/07/2010
14/07/2010
13/07/2010
O tipo que era uma perna só
Explicava eu aos circunstantes que, lá dá vila, do meu tempo, era este, aquele e aqueloutro.
Como exemplo de um dos mais próximos, dava um que aparecia de repente na forma de uma só perna embrulhada em qualquer coisa.
Depois chegou outro, pessoalizado, mas cheio de pressa.
Foi desse outro que ouvi pronunciar o nome agora mesmo ao telefone, o que me despertou esta onírica recordação fresquinha.
Explicava eu aos circunstantes que, lá dá vila, do meu tempo, era este, aquele e aqueloutro.
Como exemplo de um dos mais próximos, dava um que aparecia de repente na forma de uma só perna embrulhada em qualquer coisa.
Depois chegou outro, pessoalizado, mas cheio de pressa.
Foi desse outro que ouvi pronunciar o nome agora mesmo ao telefone, o que me despertou esta onírica recordação fresquinha.
12/07/2010
Breve nota sobre o Mundial de futebol
Como se pode aferir pelo palpite* que fiz, não percebo patavina de futebol.
Já o sabia. Mas é mais uma prova de que não me engano.
Ou de que me engano muito em se tratando destes palpites:
A Inglaterra vem-me desiludindo campeonato após campeonato, quando acreditava neles para irem até ao fim.
Neste, esperava mais da Argentina. Frente à Alemanha, desmoronou-se como todos viram. Continuo com dúvidas de que um Maradona sózinho consiga fazer desmoronar uma equipa assim.
A Itália também me surpreendeu pela negativa.
O resto que eu esperava pode avaliar-se pelos palpites que dei.
Não percebendo portanto nada de futebol, ouso ainda assim opinar de cátedra:
- O jogo Portugal – Espanha foi muito semelhante ao que ocorreu em Lisboa para o Euro 2004. Qualquer uma das duas equipas poderia ter ganho o jogo. Tal como Portugal teve mais sorte dessa vez, desta foi a ocasião da Espanha.
- Tenho uma estranha sensação de que a Espanha mereceu ser campeã. Estranha, porque vi meia-dúzia de jogos.

(clicar para ver que "seguimos siendo el mejor equipo del mundo")
E, confesso, comprei a Marca no dia a seguir à derrota dos espanhóis com a Suiça e L’Équipe do dia a seguir à derrota dos franceses com o México.
* há uma incorrecção nos palpites dos quatro finais de CJ, que foi mais certeiro ao incluir a Holanda e a Espanha.
Como se pode aferir pelo palpite* que fiz, não percebo patavina de futebol.
Já o sabia. Mas é mais uma prova de que não me engano.
Ou de que me engano muito em se tratando destes palpites:
A Inglaterra vem-me desiludindo campeonato após campeonato, quando acreditava neles para irem até ao fim.
Neste, esperava mais da Argentina. Frente à Alemanha, desmoronou-se como todos viram. Continuo com dúvidas de que um Maradona sózinho consiga fazer desmoronar uma equipa assim.
A Itália também me surpreendeu pela negativa.
O resto que eu esperava pode avaliar-se pelos palpites que dei.
Não percebendo portanto nada de futebol, ouso ainda assim opinar de cátedra:
- O jogo Portugal – Espanha foi muito semelhante ao que ocorreu em Lisboa para o Euro 2004. Qualquer uma das duas equipas poderia ter ganho o jogo. Tal como Portugal teve mais sorte dessa vez, desta foi a ocasião da Espanha.
- Tenho uma estranha sensação de que a Espanha mereceu ser campeã. Estranha, porque vi meia-dúzia de jogos.
(clicar para ver que "seguimos siendo el mejor equipo del mundo")
E, confesso, comprei a Marca no dia a seguir à derrota dos espanhóis com a Suiça e L’Équipe do dia a seguir à derrota dos franceses com o México.
* há uma incorrecção nos palpites dos quatro finais de CJ, que foi mais certeiro ao incluir a Holanda e a Espanha.
11/07/2010
Espanha
Comecei a escrever este (um outro) post ainda havia zero a zero.
Para dizer que era espanhol, face à vergonha do jogo holandês.
Se é certo que em tempos um jogo da selecção espanhola era um festival de pancadaria, hoje foi ao contrário.
Ainda que houvesse fora-de-jogo no lance do golo, a Espanha merece ganhar.
Comecei a escrever este (um outro) post ainda havia zero a zero.
Para dizer que era espanhol, face à vergonha do jogo holandês.
Se é certo que em tempos um jogo da selecção espanhola era um festival de pancadaria, hoje foi ao contrário.
Ainda que houvesse fora-de-jogo no lance do golo, a Espanha merece ganhar.
10/07/2010
Da gentileza
A gentileza é algo que eu valorizo, determinismo à parte.
É qualquer coisa que me desarma.
Nunca fui um interneteiro.
Vi-me num IRC meia-dúzia de vezes, dez anos atrás.
Troquei umas dezenas de moedas a partir de um forum, na era do Euro.
Recebo uns três a cinco mails por mês. Ou menos. Exceptuando os dos comentários. Sequer sou alvo de spam por aí além. Já aqui o disse.
Não ingressei em nenhuma rede social, apesar do blogue.
Conheci duas pessoas por causa dele.
Não sei quem é Fernando Vilela.
Não sei quando e com que frequência visita este blogue.
Sei apenas que, por várias vezes, teve a gentileza de me enviar fotografias de placas toponímicas com dias do ano.
Fê-lo sem fazer a menor ideia de quem eu sou, apesar do blogue.
E desta vez, enviou-me esta:

A gentileza é algo que eu valorizo, determinismo à parte.
É qualquer coisa que me desarma.
Bem haja, Fernando Vilela.
A gentileza é algo que eu valorizo, determinismo à parte.
É qualquer coisa que me desarma.
Nunca fui um interneteiro.
Vi-me num IRC meia-dúzia de vezes, dez anos atrás.
Troquei umas dezenas de moedas a partir de um forum, na era do Euro.
Recebo uns três a cinco mails por mês. Ou menos. Exceptuando os dos comentários. Sequer sou alvo de spam por aí além. Já aqui o disse.
Não ingressei em nenhuma rede social, apesar do blogue.
Conheci duas pessoas por causa dele.
Não sei quem é Fernando Vilela.
Não sei quando e com que frequência visita este blogue.
Sei apenas que, por várias vezes, teve a gentileza de me enviar fotografias de placas toponímicas com dias do ano.
Fê-lo sem fazer a menor ideia de quem eu sou, apesar do blogue.
E desta vez, enviou-me esta:
A gentileza é algo que eu valorizo, determinismo à parte.
É qualquer coisa que me desarma.
Bem haja, Fernando Vilela.
08/07/2010
A menoridade de sempre
É pelos vistos, a causa das coisas.
A ser verdade que se tratava de um atraso para uma cerimónia de tomada de posse.
É pelos vistos, a causa das coisas.
A ser verdade que se tratava de um atraso para uma cerimónia de tomada de posse.
Acções do Estado (II)
Estou aqui a ouvir o Ministro das Comunicações no Telejornal e até agora, para além de não ter dito coisa alguma, pareceu sempre um apresentador de programas de vinhos – disse nada com ênfase e palavras extraordinariamente escolhidas e aparentou estar convencido do que dizia. Efabulando com conceitos absurdos.
Seria de esperar mais?
Estou aqui a ouvir o Ministro das Comunicações no Telejornal e até agora, para além de não ter dito coisa alguma, pareceu sempre um apresentador de programas de vinhos – disse nada com ênfase e palavras extraordinariamente escolhidas e aparentou estar convencido do que dizia. Efabulando com conceitos absurdos.
Seria de esperar mais?
Acções do Estado
Esta gente que nos governa, estes e outros que os antecederam, ainda não percebeu que quando se vende uma coisa se perdem os direitos que sobre ela se têm.
E que excepções de soberania são incompatíveis com a integração europeia.
É uma questão de capacidade. Não tem nada a ver com política nem com outra coisa qualquer.
Sabe-se que a política não é linear. Sequer é racional. É uma conjugação de forças, como quase tudo neste mundo. Avaliá-las mal é que é uma incapacidade. Racional ou artística.
Esta gente que nos governa, estes e outros que os antecederam, ainda não percebeu que quando se vende uma coisa se perdem os direitos que sobre ela se têm.
E que excepções de soberania são incompatíveis com a integração europeia.
É uma questão de capacidade. Não tem nada a ver com política nem com outra coisa qualquer.
Sabe-se que a política não é linear. Sequer é racional. É uma conjugação de forças, como quase tudo neste mundo. Avaliá-las mal é que é uma incapacidade. Racional ou artística.
Tempo

imagem do IM
Foi este gráfico que me despertou a curiosidade.
O aumento brutal da temperatura entre as duas e as três da manhã, antecedido de uma outra variação anómala entre a meia-noite e a uma, pôs-me a pulga atrás da orelha.
Vejo agora que se tratou de algo mais vasto do que um fenómeno na zona de São Teotónio.
Algo que me desperta recordações de uma certa noite do final da década de 80 ou dos primórdios de 90 em que da varanda do monte via o céu vermelho a sul, a trovoada seca e as descargas nuvem-nuvem.
Disseram-me depois que na zona central do Algarve a temperatura havia subido entre a meia-noite e as três da manhã de forma semelhante à de hoje.
Depois choveu forte e secou depressa.
Lá na vila só fez “travoada”.
E eu era muito mais novo.
imagem do IM
Foi este gráfico que me despertou a curiosidade.
O aumento brutal da temperatura entre as duas e as três da manhã, antecedido de uma outra variação anómala entre a meia-noite e a uma, pôs-me a pulga atrás da orelha.
Vejo agora que se tratou de algo mais vasto do que um fenómeno na zona de São Teotónio.
Algo que me desperta recordações de uma certa noite do final da década de 80 ou dos primórdios de 90 em que da varanda do monte via o céu vermelho a sul, a trovoada seca e as descargas nuvem-nuvem.
Disseram-me depois que na zona central do Algarve a temperatura havia subido entre a meia-noite e as três da manhã de forma semelhante à de hoje.
Depois choveu forte e secou depressa.
Lá na vila só fez “travoada”.
E eu era muito mais novo.
Maura, a mulher-cobra e Paulo, o polvo palpiteiro
Uma das coisas por que valerá a pena passar os olhos depois do Mundial é o nascimento e a evolução da fábula do polvo palpiteiro. Propagando-se à ecúmena.
Nada mais do que uma mulher-cobra dos tempos que correm.
Não me recordo se essa também dava palpites ou era apenas uma atracção de circo.
A nível regional.
Uma das coisas por que valerá a pena passar os olhos depois do Mundial é o nascimento e a evolução da fábula do polvo palpiteiro. Propagando-se à ecúmena.
Nada mais do que uma mulher-cobra dos tempos que correm.
Não me recordo se essa também dava palpites ou era apenas uma atracção de circo.
A nível regional.
07/07/2010
Noites longas
Um alentejano contando mais de meio século tem nas suas memórias incontáveis noites de calor.
No meu caso prazenteiras.
É por isso mesmo que estranho a razão pela qual estas noites quentes me trouxeram à memória não uma das muitas que já tive o prazer de atravessar mas uma cena de um filme – a cena inicial de Body Heat em que Ned Racine (William Hurt) contempla um incêndio longínquo enquanto fuma um cigarro e ignora a mulher que se veste nas suas costas.
Não me recordo de outra cena de filme que tanto me tenha instilado uma sensação de calor.
FADE IN:
EXT. NIGHT SKY
Flames in the night sky. Distant sirens. Pulling back,
we see that the burning building is mostly hidden by dense,
black shapes that define the oceanside skyline of Miranda
Beach, Florida. We're watching from across town. The
sound of a bathroom shower comes to a dripping stop at
about the same time we see the naked back and head of Ned
Racine. We continue to pull back into
RACINE'S APARTMENT - NIGHT
Racine, dressed in undershorts, is standing on the small
porch off his apartment on the upper floor of an old house.
Racine lights a cigarette and continues to stare off at
the fire. We've passed him now, into the bedroom of the
apartment, and the shape of a young woman, Angela, flashes
by, drying her body with a towel.
trecho do guião em http://www.imsdb.com/scripts/Body-Heat.html
Um alentejano contando mais de meio século tem nas suas memórias incontáveis noites de calor.
No meu caso prazenteiras.
É por isso mesmo que estranho a razão pela qual estas noites quentes me trouxeram à memória não uma das muitas que já tive o prazer de atravessar mas uma cena de um filme – a cena inicial de Body Heat em que Ned Racine (William Hurt) contempla um incêndio longínquo enquanto fuma um cigarro e ignora a mulher que se veste nas suas costas.
Não me recordo de outra cena de filme que tanto me tenha instilado uma sensação de calor.
FADE IN:
EXT. NIGHT SKY
Flames in the night sky. Distant sirens. Pulling back,
we see that the burning building is mostly hidden by dense,
black shapes that define the oceanside skyline of Miranda
Beach, Florida. We're watching from across town. The
sound of a bathroom shower comes to a dripping stop at
about the same time we see the naked back and head of Ned
Racine. We continue to pull back into
RACINE'S APARTMENT - NIGHT
Racine, dressed in undershorts, is standing on the small
porch off his apartment on the upper floor of an old house.
Racine lights a cigarette and continues to stare off at
the fire. We've passed him now, into the bedroom of the
apartment, and the shape of a young woman, Angela, flashes
by, drying her body with a towel.
trecho do guião em http://www.imsdb.com/scripts/Body-Heat.html
06/07/2010
05/07/2010
O Princípio
Um princípio, enquanto não me convencerem do contrário, é uma lei. Segundo a qual. Segundo o qual.
Não consegui ainda perceber o que é o princípio do utilizador-pagador.
Porque não é um princípio segundo o qual quem utiliza e só quem utiliza seja o que fôr, paga.
É apenas um lugar-comum que fica bem numa argumentação vazia de conteúdo.
Sempre dá um ar...
Um princípio, enquanto não me convencerem do contrário, é uma lei. Segundo a qual. Segundo o qual.
Não consegui ainda perceber o que é o princípio do utilizador-pagador.
Porque não é um princípio segundo o qual quem utiliza e só quem utiliza seja o que fôr, paga.
É apenas um lugar-comum que fica bem numa argumentação vazia de conteúdo.
Sempre dá um ar...
04/07/2010
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