09/12/2010
08/12/2010
07/12/2010
Notas do dia d’ontem
O dia d’ontem foi pródigo em coisas menores que deram à costa em catadupa.
Tivemos o desenterramento do caso Concorde, aparentemente consolidando a ideia há muito propagada de que as circunstâncias pesaram mais do lado do ambiente (a peça perdida na pista) do que do ente (o avião que levava três décadas de bons serviços, sem incidentes de maior).
O que leva a considerações sobre a bizarria da decisão de abate do Concorde, avião sem par na história da aviação comercial.
Um outro avião, qualquer que seja, quando submetido a determinadas condições adversas (não tem que ser uma determinada peça num determinado local da pista de onde levanta) não sofrerá danos que lhe causem o despenho?
Claro que sofre e claro que cai.
Depois, ainda no mesmo ramo, dos aviões, das peças e da bizarria, a queda de pedaços de um Boeing 777 da TAAG sobre Almada faz relembrar o banimento que a companhia sofreu dos céus da Europa, tempos atrás.
Pode não haver descaso gritante na manutenção – aquilo a que chamamos acidentes acontece – mas não deixa de suscitar de imediato essa dúvida preconceituosa.
Depois ainda chegaram os restos da polémica “a César o que é de César” mesmo que isso cause mal-estar geral.
Ou como aqueles que tanto brandem as bandeiras da “discriminação positiva” ficam com as costas à mostra.
Como se discriminar positivamente um sub-conjunto não fosse discriminar negativamente o sub-conjunto complementar.
Depois o caso da agenda.
Todas as estações de televisão descobriram o calendário de 2011 ao mesmo tempo! E fizeram-no com o habitual estrondo de quem descobre a pólvora.
Como se os feriados fixos não tivessem apenas sete dias para cair e os móveis não caíssem sempre no mesmo dia da semana!
Ninguém mencionou o facto, esse sim, notável de a Páscoa ser a 24 de Abril (a Páscoa oscila entre 22 de Março e 25 de Abril – estaremos para o ano quase no limite para o lado estival). Coisa essa que não acontecia desde 1859! Só a Páscoa a 22 de Março que não acontece desde 1818, é mais remota.
Quando era moço de escola, adverso que a ela sempre fui, um terceiro período curto trazia a certeza de um fim vizinho e a ilusão de um ano mais suportável.
Nem sei se ainda há períodos.
Depois ainda os ecos da fixação das taxas do IMI, relembrando que as câmaras têm muitas rotundas e alindamentos para fazer, muita t-shirt para mandar imprimir, muita porcaria e inutilidade em que gastar dinheiro.
O que mais destaquei no meu dia foi ter encontrado a porta da rua com o vidro embaciado do lado de fora.
Não só dando conta do valor da humidade relativa mas também do gradiente térmico entre o vestíbulo e o exterior. Estando naturalmente o exterior muito mais quente do que o vestíbulo.
Caso que nunca tinha presenciado aqui.
E que me levou a relembrar uma afirmação que aqui fiz há tempos – se há coisa que de facto dei conta de ter mudado no tempo foi o regresso nesta segunda metada da década dos dias frios com precipitação, que tinham andado arredados durante muito tempo.
É que vieram de novo este ano para logo a temperatura subir até me embaciar a porta!
O dia d’ontem foi pródigo em coisas menores que deram à costa em catadupa.
Tivemos o desenterramento do caso Concorde, aparentemente consolidando a ideia há muito propagada de que as circunstâncias pesaram mais do lado do ambiente (a peça perdida na pista) do que do ente (o avião que levava três décadas de bons serviços, sem incidentes de maior).
O que leva a considerações sobre a bizarria da decisão de abate do Concorde, avião sem par na história da aviação comercial.
Um outro avião, qualquer que seja, quando submetido a determinadas condições adversas (não tem que ser uma determinada peça num determinado local da pista de onde levanta) não sofrerá danos que lhe causem o despenho?
Claro que sofre e claro que cai.
Depois, ainda no mesmo ramo, dos aviões, das peças e da bizarria, a queda de pedaços de um Boeing 777 da TAAG sobre Almada faz relembrar o banimento que a companhia sofreu dos céus da Europa, tempos atrás.
Pode não haver descaso gritante na manutenção – aquilo a que chamamos acidentes acontece – mas não deixa de suscitar de imediato essa dúvida preconceituosa.
Depois ainda chegaram os restos da polémica “a César o que é de César” mesmo que isso cause mal-estar geral.
Ou como aqueles que tanto brandem as bandeiras da “discriminação positiva” ficam com as costas à mostra.
Como se discriminar positivamente um sub-conjunto não fosse discriminar negativamente o sub-conjunto complementar.
Depois o caso da agenda.
Todas as estações de televisão descobriram o calendário de 2011 ao mesmo tempo! E fizeram-no com o habitual estrondo de quem descobre a pólvora.
Como se os feriados fixos não tivessem apenas sete dias para cair e os móveis não caíssem sempre no mesmo dia da semana!
Ninguém mencionou o facto, esse sim, notável de a Páscoa ser a 24 de Abril (a Páscoa oscila entre 22 de Março e 25 de Abril – estaremos para o ano quase no limite para o lado estival). Coisa essa que não acontecia desde 1859! Só a Páscoa a 22 de Março que não acontece desde 1818, é mais remota.
Quando era moço de escola, adverso que a ela sempre fui, um terceiro período curto trazia a certeza de um fim vizinho e a ilusão de um ano mais suportável.
Nem sei se ainda há períodos.
Depois ainda os ecos da fixação das taxas do IMI, relembrando que as câmaras têm muitas rotundas e alindamentos para fazer, muita t-shirt para mandar imprimir, muita porcaria e inutilidade em que gastar dinheiro.
O que mais destaquei no meu dia foi ter encontrado a porta da rua com o vidro embaciado do lado de fora.
Não só dando conta do valor da humidade relativa mas também do gradiente térmico entre o vestíbulo e o exterior. Estando naturalmente o exterior muito mais quente do que o vestíbulo.
Caso que nunca tinha presenciado aqui.
E que me levou a relembrar uma afirmação que aqui fiz há tempos – se há coisa que de facto dei conta de ter mudado no tempo foi o regresso nesta segunda metada da década dos dias frios com precipitação, que tinham andado arredados durante muito tempo.
É que vieram de novo este ano para logo a temperatura subir até me embaciar a porta!
06/12/2010
Agenda
Calculo que as agendas para 2011 tenham estado hoje à venda pela primeira vez.
O que desmente os meus olhos, pois vi há uns dias um atado delas numa papelaria.
E calculo isto porque em todo o lado se fala dos feriados e dos dias da semana a que vão calhar.
Até descobriram que o Corpo de Deus calha à quinta-feira!!!
Não ouvi nada sobre a sexta-feira santa. Mas calculo que também calhe à sexta. E o carnaval à terça.
Triste gente esta que parece que é licenciada.
Para isto.
Calculo que as agendas para 2011 tenham estado hoje à venda pela primeira vez.
O que desmente os meus olhos, pois vi há uns dias um atado delas numa papelaria.
E calculo isto porque em todo o lado se fala dos feriados e dos dias da semana a que vão calhar.
Até descobriram que o Corpo de Deus calha à quinta-feira!!!
Não ouvi nada sobre a sexta-feira santa. Mas calculo que também calhe à sexta. E o carnaval à terça.
Triste gente esta que parece que é licenciada.
Para isto.
05/12/2010
04/12/2010
O sinal D9

Ouvi há pouco o Governador Civil da Guarda dizer que haveria que pensar em tornar obrigatório o uso de correntes nos pneus em determinados locais em determinadas condições.
Pergunto-me se não é possível fazê-lo já, de forma expedita, às autoridades competentes.
Terá sido revogado este decreto regulamentar?

Ou por não haver menção expressa no Código da Estrada a tal obrigação, o sinal regulamentado não se aplica?
Não está atribuída a competência para a sua colocação?
Seja qual fôr a razão, tudo isto tresanda a incompetência.
Ouvi há pouco o Governador Civil da Guarda dizer que haveria que pensar em tornar obrigatório o uso de correntes nos pneus em determinados locais em determinadas condições.
Pergunto-me se não é possível fazê-lo já, de forma expedita, às autoridades competentes.
Terá sido revogado este decreto regulamentar?
Ou por não haver menção expressa no Código da Estrada a tal obrigação, o sinal regulamentado não se aplica?
Não está atribuída a competência para a sua colocação?
Seja qual fôr a razão, tudo isto tresanda a incompetência.
03/12/2010
Não ver para além da cerca
"The definition of life has just expanded," said Ed Weiler, NASA's associate administrator for the Science Mission Directorate at the agency's Headquarters in Washington. "As we pursue our efforts to seek signs of life in the solar system, we have to think more broadly, more diversely and consider life as we do not know it."
O texto de onde foi extraída esta citação é todo ele um reconhecimento da profunda ignorância e cegueira que alastram onde menos deveriam alastrar.
Nada a que não me tenha referido anteriormente (por exemplo, aqui e acolá).
Só que desta vez o disparatado preconceito é assumido com todas as letras.
"The definition of life has just expanded," said Ed Weiler, NASA's associate administrator for the Science Mission Directorate at the agency's Headquarters in Washington. "As we pursue our efforts to seek signs of life in the solar system, we have to think more broadly, more diversely and consider life as we do not know it."
O texto de onde foi extraída esta citação é todo ele um reconhecimento da profunda ignorância e cegueira que alastram onde menos deveriam alastrar.
Nada a que não me tenha referido anteriormente (por exemplo, aqui e acolá).
Só que desta vez o disparatado preconceito é assumido com todas as letras.
02/12/2010
Ter sangue de escravo
Há quem o tenha.
Seja secundário, subalterno em tudo.
Principalmente na obra, nas ideias.
Copiar dos outros sem dizer que o fez. Furtando, sejamos precisos.
Escravos e cobardolas.
Dois exemplos de escravos a reter:
http://www.riomira.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2263%3Adescarrilamento-de-1954&catid=8%3Asociedade-&Itemid=1
http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/314622.html?view=735230#t735230
Descubra as diferenças.
Nota (cerca das 9:00 de 3 Dez.):
O link de cima leva agora à mesmíssima coisa, com a pequena diferença de que lá aparece (sem link) o endereço do post original.
Sem nome, sem qualquer outra indicação, sem pedido de desculpas.
Como se lá tivesse estado desde o início. Substancia isto ainda mais o que acima disse.
Nota (cerca das 12:30 de 3 Dez.):
O Pravda Ilhéu emendou a mão. E bem.
Há quem o tenha.
Seja secundário, subalterno em tudo.
Principalmente na obra, nas ideias.
Copiar dos outros sem dizer que o fez. Furtando, sejamos precisos.
Escravos e cobardolas.
Dois exemplos de escravos a reter:
http://www.riomira.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2263%3Adescarrilamento-de-1954&catid=8%3Asociedade-&Itemid=1
http://pravdailheu.blogs.sapo.pt/314622.html?view=735230#t735230
Descubra as diferenças.
Nota (cerca das 9:00 de 3 Dez.):
O link de cima leva agora à mesmíssima coisa, com a pequena diferença de que lá aparece (sem link) o endereço do post original.
Sem nome, sem qualquer outra indicação, sem pedido de desculpas.
Como se lá tivesse estado desde o início. Substancia isto ainda mais o que acima disse.
Nota (cerca das 12:30 de 3 Dez.):
O Pravda Ilhéu emendou a mão. E bem.
01/12/2010
O sótão dos links
Um sótão, uma cave, um celeiro são, toda a gente o sabe, antecâmaras da morte de objectos.
Alguns têm a sorte de escapar à destruição lenta quando uma paixão esquecida se reacende ou um prosaico comprador de velharias passa à porta. Os outros seguem o seu destino insondável para além da morte do proprietário.
Tenho uma multitude de objectos nessas condições.
E também os tenho, como toda a gente, nos discos do computador.
Dei-me há uns tempos conta que, tal como a traça, o caruncho, a formiga branca, a água, os ratos e outros que tais dão conta dos objectos que espalhei por várias moradas também o defeito electrónico corrompe os que aqui vou depositando e esquecendo.
Na tentativa de reorganizar os links a que recorro com mais frequência, alarguei o campo das manobras e detive-me numa pasta que contém links antigos.
Muitos deles estavam corrompidos desde a febre que assolou o disco que se finou faz para aí um ano.
Não custa nada ver-me livre deles. Não levam já a lado nenhum.
Um sótão, uma cave, um celeiro são, toda a gente o sabe, antecâmaras da morte de objectos.
Alguns têm a sorte de escapar à destruição lenta quando uma paixão esquecida se reacende ou um prosaico comprador de velharias passa à porta. Os outros seguem o seu destino insondável para além da morte do proprietário.
Tenho uma multitude de objectos nessas condições.
E também os tenho, como toda a gente, nos discos do computador.
Dei-me há uns tempos conta que, tal como a traça, o caruncho, a formiga branca, a água, os ratos e outros que tais dão conta dos objectos que espalhei por várias moradas também o defeito electrónico corrompe os que aqui vou depositando e esquecendo.
Na tentativa de reorganizar os links a que recorro com mais frequência, alarguei o campo das manobras e detive-me numa pasta que contém links antigos.
Muitos deles estavam corrompidos desde a febre que assolou o disco que se finou faz para aí um ano.
Não custa nada ver-me livre deles. Não levam já a lado nenhum.
30/11/2010
29/11/2010
Queixinhas ou como já não sou capaz de guardar um segredo
Sem receio de quebrar confidências, ocorre-me, sei lá por quê, que a queixa que ainda hoje elejo como a principal foi a de alguém que me dizia que os seus próprios pais se davam demasiado bem.
Fê-lo pelo menos duas vezes, com um intervalo de cerca de vinte anos.
A razão de queixa seria a de que a atenção que a pessoa julgava que merecia dos pais era afinal concentrada um no outro.
Ainda que tenha tido todo o respeito e todos os cuidados de higiene, alimentação, educação e instrução num grau muito acima da mediania.
Sem receio de quebrar confidências, ocorre-me, sei lá por quê, que a queixa que ainda hoje elejo como a principal foi a de alguém que me dizia que os seus próprios pais se davam demasiado bem.
Fê-lo pelo menos duas vezes, com um intervalo de cerca de vinte anos.
A razão de queixa seria a de que a atenção que a pessoa julgava que merecia dos pais era afinal concentrada um no outro.
Ainda que tenha tido todo o respeito e todos os cuidados de higiene, alimentação, educação e instrução num grau muito acima da mediania.
28/11/2010
Paralelo 38
Entrementes, também sobre o paralelo 38 norte, mas em local muitíssimo mais pacífico...

imagem do Google Earth
Nota: lá pela infância, lembro-me de ouvir amiúde falar num afamado restaurante com o exacto nome de "Paralelo 38". Dou-me conta de que não seria sobre o dito. Nem sequer perto.
O que me leva a pensar que se referia mais à linha coreana e menos à proximidade geográfica.
Entrementes, também sobre o paralelo 38 norte, mas em local muitíssimo mais pacífico...
imagem do Google Earth
Nota: lá pela infância, lembro-me de ouvir amiúde falar num afamado restaurante com o exacto nome de "Paralelo 38". Dou-me conta de que não seria sobre o dito. Nem sequer perto.
O que me leva a pensar que se referia mais à linha coreana e menos à proximidade geográfica.
27/11/2010
Bola
O campeonato está arrumado desde Setembro, disse-o aqui.
Por mérito do Porto – desde a época 95/96, por referência aos três pontos por vitória, que nunca esteve melhor do que este ano à 12ª jornada. Esteve em igualdade de circunstâncias por três vezes. Duas delas com mais quatro jornadas para o fim.
Por demérito de Sporting e Benfica.
O Sporting só esteve pior na época passada.
O Benfica, com menos um jogo, esteve pior em quatro épocas, igual em três e melhor nas restantes oito.
Concorrem portanto as duas circunstâncias: força do Porto e fraqueza de Sporting e Benfica.
Em 2008 aconteceu o mesmo.



a verde, os anos com piores classificações; a vermelho, com melhores; a branco, em igual aproveitamento
O campeonato está arrumado desde Setembro, disse-o aqui.
Por mérito do Porto – desde a época 95/96, por referência aos três pontos por vitória, que nunca esteve melhor do que este ano à 12ª jornada. Esteve em igualdade de circunstâncias por três vezes. Duas delas com mais quatro jornadas para o fim.
Por demérito de Sporting e Benfica.
O Sporting só esteve pior na época passada.
O Benfica, com menos um jogo, esteve pior em quatro épocas, igual em três e melhor nas restantes oito.
Concorrem portanto as duas circunstâncias: força do Porto e fraqueza de Sporting e Benfica.
Em 2008 aconteceu o mesmo.
a verde, os anos com piores classificações; a vermelho, com melhores; a branco, em igual aproveitamento
26/11/2010
Memória da noite de há 43 anos

fotografia de "O Século" depositada no CPF, in "Os anos de Salazar", Planeta deAgostini, 2008
Que aviva a da manhã seguinte.
fotografia de "O Século" depositada no CPF, in "Os anos de Salazar", Planeta deAgostini, 2008
Que aviva a da manhã seguinte.
25/11/2010
Que é feito da puericultura?
Imagens de gazelas, lolitas e marias-rapaz com cadernos enfeitados, forrados, dobrados ou riscados, com a palavra Puericultura escrita povoaram-me de um ar a memória.
Não saíram de sonho algum.
Saíram de uma gaveta igualzinha à que tem lá dentro o Júlio Isidro a exibir ripas de balsa e a montar modelos de aviões.
Que é feito?
Imagens de gazelas, lolitas e marias-rapaz com cadernos enfeitados, forrados, dobrados ou riscados, com a palavra Puericultura escrita povoaram-me de um ar a memória.
Não saíram de sonho algum.
Saíram de uma gaveta igualzinha à que tem lá dentro o Júlio Isidro a exibir ripas de balsa e a montar modelos de aviões.
Que é feito?
24/11/2010
23/11/2010
Falta de
A maior parte da publicidade apela para tudo menos para a razão.
Não vale a pena determo-nos nisso.
O que é caso curioso é quando apela para a razão e o faz com um disparate de que qualquer criança se apercebe.
Como é o caso desta publicidade da Sony que descobriu que quando se fotografa nunca se apanha o universo completo mas não tirou daí as consequências dessa afirmação.
Às vezes, o disparate é intencional. Não creio que o seja neste caso. Presunção minha.

publicidade na Revista do Expresso de 20-11-2010
A maior parte da publicidade apela para tudo menos para a razão.
Não vale a pena determo-nos nisso.
O que é caso curioso é quando apela para a razão e o faz com um disparate de que qualquer criança se apercebe.
Como é o caso desta publicidade da Sony que descobriu que quando se fotografa nunca se apanha o universo completo mas não tirou daí as consequências dessa afirmação.
Às vezes, o disparate é intencional. Não creio que o seja neste caso. Presunção minha.
publicidade na Revista do Expresso de 20-11-2010
21/11/2010
20/11/2010
Pacifismo
Disse aqui há tempos que começaria a levar a sério uma certa tropa dita ambientalista no dia em que ela começasse a dizer que é preciso reduzir a população mundial.
Digo agora que começarei a levar a sério uma certa tropa dita pacifista no dia em que a ouvir dizer que é preciso exterminar a raça humana.
Disse aqui há tempos que começaria a levar a sério uma certa tropa dita ambientalista no dia em que ela começasse a dizer que é preciso reduzir a população mundial.
Digo agora que começarei a levar a sério uma certa tropa dita pacifista no dia em que a ouvir dizer que é preciso exterminar a raça humana.
19/11/2010
Tradução instantânea
Estou aqui a ouvir Rasmussen e a intérprete de português cuja tradução soa em dois canais – SICN e TVI24.
Tenho a perfeita consciência da minha incapacidade para uma tal coisa.
Talvez por isso valorize mais quem o faz.
A intérprete tem sido irrepreensível, considerando a tarefa.
Lembrou-me a cimeira de 1996 da OSCE em Lisboa.
O intérprete que um canal de televisão lá colocou não fazia a menor ideia do que era tradução instantânea.
Depois de ter gaguejado, parado e quase chorado, disse algumas vezes “mas é impossível...”.
Foi substituído, ao fim de um dos mais longos períodos de bizarria televisiva, por alguém com a mesma desenvoltura da senhora de hoje.
A diferença entre os capazes e os incapazes é, afinal, fácil de traçar.
Estou aqui a ouvir Rasmussen e a intérprete de português cuja tradução soa em dois canais – SICN e TVI24.
Tenho a perfeita consciência da minha incapacidade para uma tal coisa.
Talvez por isso valorize mais quem o faz.
A intérprete tem sido irrepreensível, considerando a tarefa.
Lembrou-me a cimeira de 1996 da OSCE em Lisboa.
O intérprete que um canal de televisão lá colocou não fazia a menor ideia do que era tradução instantânea.
Depois de ter gaguejado, parado e quase chorado, disse algumas vezes “mas é impossível...”.
Foi substituído, ao fim de um dos mais longos períodos de bizarria televisiva, por alguém com a mesma desenvoltura da senhora de hoje.
A diferença entre os capazes e os incapazes é, afinal, fácil de traçar.
18/11/2010
17/11/2010
Da bola (cont.)
Não estamos esquecidos das péssimas exibições da selecção nacional de futebol em tempos recentes.
Mas aqui vejo substanciada a minha opinião de que, nos últimos jogos oficiais, as equipas portuguesa e espanhola se equivaleram.
Portugal tem uma das melhores equipas de futebol de todo o mundo. Não é preciso o ranking da FIFA para sabermos isso.
Tal como no anúncio acho que do iogurte, faltou “um bocadinho assim” em algumas ocasiões, para trazermos a taça. Aos espanhóis não faltou nos dois últimos anos.
Hoje, porém, não faltou nada. Foi um olé a feijões.
As oportunidades nem sempre se repetem. Quando é a sério.
adenda da responsabilidade do jornal "Marca":
Não estamos esquecidos das péssimas exibições da selecção nacional de futebol em tempos recentes.
Mas aqui vejo substanciada a minha opinião de que, nos últimos jogos oficiais, as equipas portuguesa e espanhola se equivaleram.
Portugal tem uma das melhores equipas de futebol de todo o mundo. Não é preciso o ranking da FIFA para sabermos isso.
Tal como no anúncio acho que do iogurte, faltou “um bocadinho assim” em algumas ocasiões, para trazermos a taça. Aos espanhóis não faltou nos dois últimos anos.
Hoje, porém, não faltou nada. Foi um olé a feijões.
As oportunidades nem sempre se repetem. Quando é a sério.
adenda da responsabilidade do jornal "Marca":
Da bola
Dos últimos jogos oficiais com a Espanha – 2004 e 2010 – ficou-me a ideia de que se o resultado fosse o inverso, ninguém ficaria escandalizado.
Já aqui o disse.
A ver vamos o que dá este amigável.
Do último (0-3 em Guimarães em 2003) não ficaram grandes recordações.
Nesse sim, o resultado espelhou bem o que se passou em campo.
Dos últimos jogos oficiais com a Espanha – 2004 e 2010 – ficou-me a ideia de que se o resultado fosse o inverso, ninguém ficaria escandalizado.
Já aqui o disse.
A ver vamos o que dá este amigável.
Do último (0-3 em Guimarães em 2003) não ficaram grandes recordações.
Nesse sim, o resultado espelhou bem o que se passou em campo.
16/11/2010
15/11/2010
Futuro
Qual a altura da torre São Rafael (ou seria São Gabriel?) no Parque das Nações? – era a pergunta do concurso televisivo.
As respostas mais disparatadas foram 12 m e 1000 m.
Ambas foram dadas por professoras.
É este o futuro que se prepara para o país.
Correcção: calcular a altura de uma torre qualquer em 12 m não é um disparate. Só o é sabendo de que torre se trata. E saber de que torre se trata não é propriamente uma exigência para qualquer professor.
Já responder 1000 m é não ter a "noção das proporções", coisa que se requer em qualquer professor, de qualquer área.
Qual a altura da torre São Rafael (ou seria São Gabriel?) no Parque das Nações? – era a pergunta do concurso televisivo.
As respostas mais disparatadas foram 12 m e 1000 m.
Ambas foram dadas por professoras.
É este o futuro que se prepara para o país.
Correcção: calcular a altura de uma torre qualquer em 12 m não é um disparate. Só o é sabendo de que torre se trata. E saber de que torre se trata não é propriamente uma exigência para qualquer professor.
Já responder 1000 m é não ter a "noção das proporções", coisa que se requer em qualquer professor, de qualquer área.
14/11/2010
Da idade e das falhas de clarividência
Uma coisa que me assusta ou que me assustou e já não me assusta ou que me assusta cada vez menos é não ter a paciência, a concentração e a clarividência para, por exemplo, ao construir um algoritmo em que entra uma constante k (que é de cálculo simples), encontrar o seu valor pelo dito cálculo mas ir lá por iterações.
Uma espécie de bilhar à zona.
Uma coisa que me assusta ou que me assustou e já não me assusta ou que me assusta cada vez menos é não ter a paciência, a concentração e a clarividência para, por exemplo, ao construir um algoritmo em que entra uma constante k (que é de cálculo simples), encontrar o seu valor pelo dito cálculo mas ir lá por iterações.
Uma espécie de bilhar à zona.
13/11/2010
12/11/2010
Câmbio
Quando ouço falar em propostas de regular câmbios entre diversas moedas – regular como, em favor de quem? – ocorre-me a velha história dos vizinhos em guerra que me foi contada lá na tenra idade em que era preciso perceber os paradoxos e testar a lógica:
Os carrapatenses estavam em guerra com os pulguícaros.
A moeda de Carrapatécia era o carrapato, claro. Enquanto a de Pulguícara era a pulga.
Abertas as hostilidades, o governo de Carrapatécia decidiu que a sua moeda, o carrapato, haveria de valer duas pulgas e não mais uma – que a paridade tinha sido frequente em tempo de paz.
Os pulguícaros, de imediato, retorquiram – a pulga passou a valer dois carrapatos.
Não tardou que os fronteiriços, arteiros no contrabando, iniciassem jornadas que tais:
Os de Carrapatécia muniam-se de mil carrapatos, que era muita massa, trocavam-nos na sua terra por duas mil pulgas e, cruzando a fronteira, aventuravam-se em país inimigo onde gastavam mil e quinhentas das duas mil pulgas e trocavam as restantes quinhentas por mil carrapatos.
Logo tornavam, a salto, ao país natal com os alforges cheios e o mesmo dinheiro com que tinham saído de casa. Tudo legal, excepto o contrabando e a violação da fronteira.
Os de Pulguícara haveriam de lhes ficar atrás?
Quando ouço falar em propostas de regular câmbios entre diversas moedas – regular como, em favor de quem? – ocorre-me a velha história dos vizinhos em guerra que me foi contada lá na tenra idade em que era preciso perceber os paradoxos e testar a lógica:
Os carrapatenses estavam em guerra com os pulguícaros.
A moeda de Carrapatécia era o carrapato, claro. Enquanto a de Pulguícara era a pulga.
Abertas as hostilidades, o governo de Carrapatécia decidiu que a sua moeda, o carrapato, haveria de valer duas pulgas e não mais uma – que a paridade tinha sido frequente em tempo de paz.
Os pulguícaros, de imediato, retorquiram – a pulga passou a valer dois carrapatos.
Não tardou que os fronteiriços, arteiros no contrabando, iniciassem jornadas que tais:
Os de Carrapatécia muniam-se de mil carrapatos, que era muita massa, trocavam-nos na sua terra por duas mil pulgas e, cruzando a fronteira, aventuravam-se em país inimigo onde gastavam mil e quinhentas das duas mil pulgas e trocavam as restantes quinhentas por mil carrapatos.
Logo tornavam, a salto, ao país natal com os alforges cheios e o mesmo dinheiro com que tinham saído de casa. Tudo legal, excepto o contrabando e a violação da fronteira.
Os de Pulguícara haveriam de lhes ficar atrás?
10/11/2010
Um número tipo-Erdős
Tenho a ideia de que a maioria das pessoas se deteve já a magicar sobre as redes de conhecimentos – sobre quem conheceriam os seus conhecidos e sobre quantas pessoas seriam precisas intercalar, partindo delas até se chegar a determinado indivíduo.
Alguém deu a esse número, com uma pequena diferença de conceito, a designação de número de Erdős.
Não se trata de nada mais do que do número de passos do caminho mais curto entre dois nós, numa dada rede.
As actuais redes sociais virtuais possibilitam a quem as gere obter uma boa aproximação sobre a moda desse número.
Ou seja: considerando, por exemplo, o universo do Facebook, qual será a moda do número mínimo de passos necessários para se ir de um indivíduo a outro, aleatoriamente escolhidos?
Qual será o número inteiro a partir do qual, temos apenas uma percentagem marginal de relações binárias indexadas a esse número e aos seus sucessores em ordem ascendente?
Qual será a correlação que existe entre uma amostra feita no Facebook e o mundo real?
Qual será o número tipo-Erdős mais frequente na ecúmena, considerando pessoas que se cumprimentaram pelo menos uma vez?

exemplo meramente ilustrativo e sem significado a partir de um mapa do Facebook
(clicar para ampliar)
Tenho a ideia de que a maioria das pessoas se deteve já a magicar sobre as redes de conhecimentos – sobre quem conheceriam os seus conhecidos e sobre quantas pessoas seriam precisas intercalar, partindo delas até se chegar a determinado indivíduo.
Alguém deu a esse número, com uma pequena diferença de conceito, a designação de número de Erdős.
Não se trata de nada mais do que do número de passos do caminho mais curto entre dois nós, numa dada rede.
As actuais redes sociais virtuais possibilitam a quem as gere obter uma boa aproximação sobre a moda desse número.
Ou seja: considerando, por exemplo, o universo do Facebook, qual será a moda do número mínimo de passos necessários para se ir de um indivíduo a outro, aleatoriamente escolhidos?
Qual será o número inteiro a partir do qual, temos apenas uma percentagem marginal de relações binárias indexadas a esse número e aos seus sucessores em ordem ascendente?
Qual será a correlação que existe entre uma amostra feita no Facebook e o mundo real?
Qual será o número tipo-Erdős mais frequente na ecúmena, considerando pessoas que se cumprimentaram pelo menos uma vez?
exemplo meramente ilustrativo e sem significado a partir de um mapa do Facebook
(clicar para ampliar)
09/11/2010
FCP

Desde a 6ª jornada que o Futebol Clube do Porto parece ter o titulo assegurado.
Isto por comparação com o que aconteceu nos últimos quinze anos.
Não há nenhum caso em que uma tal diferença de rendimento – 100% para o Porto contra 61 % de Académica, Braga e Guimarães que eram então os segundos classificados exaequo – tenha sido superada nos jogos restantes.
O Porto é portanto campeão no final de Setembro!
Não sou propriamente um apreciador das cores portistas. Não que não torça pelo Porto nas competições europeias, mas fico incomodado com o grupo de pessoas que, à volta dele, acendem uma certa raiva anti-lisboeta e anti-sulista.
Raiva essa que não se nota em mais clube nenhum, do norte ou do sul, do continente ou das ilhas. Raiva da qual acabam por ser vítimas, por ricochete.
Essa raiva, extravasada dos lindíssimos contornos do Estádio do Dragão, só tem algum paralelo recente nas declarações de alguns madeirenses.
Quanto ao clima cismático que pretende criar, excluindo os episódios madeirenses, só indo buscar a linha de Rio Maior em 1975 ou o nebuloso caso do movimento independentista algarvio se encontram similitudes. Num contexto completamente diferente.
O Futebol Clube do Porto, apesar de ou contando com esta singularidade, merece o crédito das suas façanhas futebolísticas.
Mas não cria simpatias entre os que hostiliza, directa ou indirectamente.
Desde a 6ª jornada que o Futebol Clube do Porto parece ter o titulo assegurado.
Isto por comparação com o que aconteceu nos últimos quinze anos.
Não há nenhum caso em que uma tal diferença de rendimento – 100% para o Porto contra 61 % de Académica, Braga e Guimarães que eram então os segundos classificados exaequo – tenha sido superada nos jogos restantes.
O Porto é portanto campeão no final de Setembro!
Não sou propriamente um apreciador das cores portistas. Não que não torça pelo Porto nas competições europeias, mas fico incomodado com o grupo de pessoas que, à volta dele, acendem uma certa raiva anti-lisboeta e anti-sulista.
Raiva essa que não se nota em mais clube nenhum, do norte ou do sul, do continente ou das ilhas. Raiva da qual acabam por ser vítimas, por ricochete.
Essa raiva, extravasada dos lindíssimos contornos do Estádio do Dragão, só tem algum paralelo recente nas declarações de alguns madeirenses.
Quanto ao clima cismático que pretende criar, excluindo os episódios madeirenses, só indo buscar a linha de Rio Maior em 1975 ou o nebuloso caso do movimento independentista algarvio se encontram similitudes. Num contexto completamente diferente.
O Futebol Clube do Porto, apesar de ou contando com esta singularidade, merece o crédito das suas façanhas futebolísticas.
Mas não cria simpatias entre os que hostiliza, directa ou indirectamente.
08/11/2010
Coordenadas
Então trata-se de encontrar os pontos estruturantes do desenho, em coordenadas esféricas.
Adaptadas aos hemisférios, e em proporção resultante da média de ambas (uma é rectangular, outra quadrada e a cruz tem nas duas proporções diferentes em relação à altura), de um lado, a bandeira da Cruz Vermelha, do outro a da Suiça.
Isto para ilustrar a bola que ressaltou nas cabeças dos que acompanhavam à última morada uma de duas pessoas.
Vista de um balão goodieariano, em trajectória ascendente, depois de uma justificada e indignada charutada desferida por um dos circunstantes.
A história é muito mais complicada do que os cálculos.

imagem adaptada do Google maps
Então trata-se de encontrar os pontos estruturantes do desenho, em coordenadas esféricas.
Adaptadas aos hemisférios, e em proporção resultante da média de ambas (uma é rectangular, outra quadrada e a cruz tem nas duas proporções diferentes em relação à altura), de um lado, a bandeira da Cruz Vermelha, do outro a da Suiça.
Isto para ilustrar a bola que ressaltou nas cabeças dos que acompanhavam à última morada uma de duas pessoas.
Vista de um balão goodieariano, em trajectória ascendente, depois de uma justificada e indignada charutada desferida por um dos circunstantes.
A história é muito mais complicada do que os cálculos.
imagem adaptada do Google maps
07/11/2010
06/11/2010
05/11/2010
04/11/2010
Os mercados

Vai para um quarto de século, ao balcão do banco onde fazia as minhas apostas na bolsa, um alpaca, acenando com um folheto, enumerava-me, de acordo com as tabelas constantes do dito folheto, as vantagens de ir a uma certa OPV.
Depois de o ouvir até ao fim, respondi-lhe que considerava esta coisa dos mercados mais como um reflexo do faro de alguns e menos como uma sólida consequência de uma conta de somar. A palavra que usei era uma derivada de psique, disso recordo-me.
E apesar de não ter a menor recordação da cara dele – ainda que considere ter uma razoável memória fotográfica – tenho a lembrança do tipo de morfologia indumental e do ricto que talvez significasse a distância benevolente face a um indivíduo mais novo e mais ignorante dos segredos da vida.
Passava-se esta cena no tempo fervilhante que antecedeu a noite do “gato por lebre”, única ocasião em que um político me fez sair da cama mais cedo. No dia seguinte, à primeira hora, dei ordem para vender tudo.
Talvez ao mesmo alpaca.
Muitas vezes até hoje me lembrei dele.
Por ter achado que ele estava convencido do que dizia, ao contrário do que sucede com o vulgar vendedor.
É isso que acho muitas vezes a propósito daqueles que, com responsabilidades, dizem não concordar (mais significativo do que não perceber) com a evolução dos mercados - que estão mesmo convencidos do que dizem.
Não digo que não seja um grosseiro erro meu. De avaliação.
Vai para um quarto de século, ao balcão do banco onde fazia as minhas apostas na bolsa, um alpaca, acenando com um folheto, enumerava-me, de acordo com as tabelas constantes do dito folheto, as vantagens de ir a uma certa OPV.
Depois de o ouvir até ao fim, respondi-lhe que considerava esta coisa dos mercados mais como um reflexo do faro de alguns e menos como uma sólida consequência de uma conta de somar. A palavra que usei era uma derivada de psique, disso recordo-me.
E apesar de não ter a menor recordação da cara dele – ainda que considere ter uma razoável memória fotográfica – tenho a lembrança do tipo de morfologia indumental e do ricto que talvez significasse a distância benevolente face a um indivíduo mais novo e mais ignorante dos segredos da vida.
Passava-se esta cena no tempo fervilhante que antecedeu a noite do “gato por lebre”, única ocasião em que um político me fez sair da cama mais cedo. No dia seguinte, à primeira hora, dei ordem para vender tudo.
Talvez ao mesmo alpaca.
Muitas vezes até hoje me lembrei dele.
Por ter achado que ele estava convencido do que dizia, ao contrário do que sucede com o vulgar vendedor.
É isso que acho muitas vezes a propósito daqueles que, com responsabilidades, dizem não concordar (mais significativo do que não perceber) com a evolução dos mercados - que estão mesmo convencidos do que dizem.
Não digo que não seja um grosseiro erro meu. De avaliação.
03/11/2010
Os bois

Como é preciso arrumar os bois partidários em manjedouras (sempre a olhar para um palácio) admira-me que esta iniciativa para criar uma comissão ainda não tenha sido copiada cá.
Sem submissão a sufrágio, naturalmente, e com fundos do erário público.
Será por causa dos cortes na despesa?
Como é preciso arrumar os bois partidários em manjedouras (sempre a olhar para um palácio) admira-me que esta iniciativa para criar uma comissão ainda não tenha sido copiada cá.
Sem submissão a sufrágio, naturalmente, e com fundos do erário público.
Será por causa dos cortes na despesa?
02/11/2010
O obamismo
Gerou o Tea Party.
Equivalem-se em profundidade. Em substância.
Os que criaram o mito Obama, creram na mais velha das crenças: serem todos mais felizes, mais ricos, mais saudáveis, mais bonitos por causa de um só homem.
Os outros crêem na mais velha das crenças, antes daquela e vice-versa, que é tudo simples desde que reduzido ao canónico. Um argumento (crença) de rabo na boca, perto de La Palisse.
Por se equivalerem em profundidade e substância é que germinam (germinaram) a par, na mesma terra.
Uma soma de zeros dá zero.
Classificá-los, a uns e outros, com outros apodos é não atentar à soma.
As meninas do Tea Party fariam as delícias de um velho amigo. Que assevera haver um tom de voz que é inequívoco quanto à capacidade mental das mulheres e que gosta delas assim.
Quanto a mim, não estarei instalado na residencial das eleições americanas.
Ou seja, um sítio de eleição para os primeiros dias de Novembro.
Gerou o Tea Party.
Equivalem-se em profundidade. Em substância.
Os que criaram o mito Obama, creram na mais velha das crenças: serem todos mais felizes, mais ricos, mais saudáveis, mais bonitos por causa de um só homem.
Os outros crêem na mais velha das crenças, antes daquela e vice-versa, que é tudo simples desde que reduzido ao canónico. Um argumento (crença) de rabo na boca, perto de La Palisse.
Por se equivalerem em profundidade e substância é que germinam (germinaram) a par, na mesma terra.
Uma soma de zeros dá zero.
Classificá-los, a uns e outros, com outros apodos é não atentar à soma.
As meninas do Tea Party fariam as delícias de um velho amigo. Que assevera haver um tom de voz que é inequívoco quanto à capacidade mental das mulheres e que gosta delas assim.
Quanto a mim, não estarei instalado na residencial das eleições americanas.
Ou seja, um sítio de eleição para os primeiros dias de Novembro.
01/11/2010
Terrorismo
Não faço a menor ideia se estes alertas para o terrorismo que volta e meia são substanciados por episódios mais ou menos rocambolescos são ou não legítimos.
Acho irrelevante que o sejam ou deixem de o ser.
O que é relevante e notável é que o mundo ocidental tenha estado a salvo de um atentado de grandes proporções desde Julho de 2005. Há mais de cinco anos.
Isto significa que tem sido feito muito bom trabalho de sapa. Não pode haver disso a menor dúvida.
O que não quer dizer que um dia destes não sejamos atacados em grande escala pelos nossos inimigos. Por uns inimigos que nem sabemos que temos.
É uma questão de tempo, apenas.
Não faço a menor ideia se estes alertas para o terrorismo que volta e meia são substanciados por episódios mais ou menos rocambolescos são ou não legítimos.
Acho irrelevante que o sejam ou deixem de o ser.
O que é relevante e notável é que o mundo ocidental tenha estado a salvo de um atentado de grandes proporções desde Julho de 2005. Há mais de cinco anos.
Isto significa que tem sido feito muito bom trabalho de sapa. Não pode haver disso a menor dúvida.
O que não quer dizer que um dia destes não sejamos atacados em grande escala pelos nossos inimigos. Por uns inimigos que nem sabemos que temos.
É uma questão de tempo, apenas.
31/10/2010
30/10/2010
29/10/2010
Raoul’s umbrella*

© Disney / Cameron Mackintosh - imagem encontrada aqui
Confirma-se. Foi em 1994, pelo São Miguel, na feira de Ourique, a última vez que comprei um chapéu de chuva.
Um daqueles azuis, a sério. Que ostentei, alardeando a minha deambulação feiral com uma namorada improvável.
Esse outono e esse inverno e os do ano seguinte terão sido provavelmente os últimos em que me dotei de tal adereço para me abrigar da chuva.
Faço conta de ir hoje comprar um.
O que dá, se só andei duas invernias com o último, quinze anos. Mais perto de um terço da minha vida do que de um quarto.
Isto deve querer dizer qualquer coisa sobre:
A meteorologia dos últimos anos nos locais onde costumo hibernar.
Os meus hábitos de vida e de indumentária.
O cajado do de Ourique vai dar uma belíssima bengala.
*jogo de palavras enigmático.
© Disney / Cameron Mackintosh - imagem encontrada aqui
Confirma-se. Foi em 1994, pelo São Miguel, na feira de Ourique, a última vez que comprei um chapéu de chuva.
Um daqueles azuis, a sério. Que ostentei, alardeando a minha deambulação feiral com uma namorada improvável.
Esse outono e esse inverno e os do ano seguinte terão sido provavelmente os últimos em que me dotei de tal adereço para me abrigar da chuva.
Faço conta de ir hoje comprar um.
O que dá, se só andei duas invernias com o último, quinze anos. Mais perto de um terço da minha vida do que de um quarto.
Isto deve querer dizer qualquer coisa sobre:
A meteorologia dos últimos anos nos locais onde costumo hibernar.
Os meus hábitos de vida e de indumentária.
O cajado do de Ourique vai dar uma belíssima bengala.
*jogo de palavras enigmático.
28/10/2010
25/10/2010
Javardo

Quando vi este sinal no anúncio, veio-me à memória um outro, com três porquinhos de rabo retorcido, feito à medida.
Esse é mais difícil de filmar/fotografar.
Quando vi este sinal no anúncio, veio-me à memória um outro, com três porquinhos de rabo retorcido, feito à medida.
Esse é mais difícil de filmar/fotografar.
24/10/2010
Medidas simbólicas
Há umas coisas a que alguém deu o nome de medidas simbólicas e que são as primeiras medidas com um algum alcance que um governo toma.
Desde o fecho dos hipermercados nas tardes e noites de domingos e feriados até à deslocação de secretarias de Estado para fora da capital, temos que considerar a abolição de portagens na CREL, a possibilidade de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias e outras que agora não me ocorrem.
Verifica-se que deste lote só sobrevive a última.
No resto, temos um rol de asneiras que, a prazo, foram corrigidas. O que é significativo.
Ainda não consegui que alguém me explicasse a repercussão que a abertura dos hipermercados nas tardes e noites de domingo tem para o pequeno comércio retalhista.
Acho que, com isto, não quebrei a promessa que fiz. Levo isto à conta de História.
Há umas coisas a que alguém deu o nome de medidas simbólicas e que são as primeiras medidas com um algum alcance que um governo toma.
Desde o fecho dos hipermercados nas tardes e noites de domingos e feriados até à deslocação de secretarias de Estado para fora da capital, temos que considerar a abolição de portagens na CREL, a possibilidade de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias e outras que agora não me ocorrem.
Verifica-se que deste lote só sobrevive a última.
No resto, temos um rol de asneiras que, a prazo, foram corrigidas. O que é significativo.
Ainda não consegui que alguém me explicasse a repercussão que a abertura dos hipermercados nas tardes e noites de domingo tem para o pequeno comércio retalhista.
Acho que, com isto, não quebrei a promessa que fiz. Levo isto à conta de História.
23/10/2010
22/10/2010
Um mundo de doidos
Já não se trata da normal fuga à razão, própria dos comuns.
Vive-se um tempo de mentes doidas. Em que o mais estrondoso disparate faz escola, é repetido amiúde sem oposição.
Um qualquer napoleão de manicómio que ameace com uma espada de cartão fazer desabar um arranha-céus leva a que se reforce a estrutura do dito edifício.
É nisto que estamos. E longe de sair.
Já não se trata da normal fuga à razão, própria dos comuns.
Vive-se um tempo de mentes doidas. Em que o mais estrondoso disparate faz escola, é repetido amiúde sem oposição.
Um qualquer napoleão de manicómio que ameace com uma espada de cartão fazer desabar um arranha-céus leva a que se reforce a estrutura do dito edifício.
É nisto que estamos. E longe de sair.
20/10/2010
19/10/2010
18/10/2010
17/10/2010
The end
Espero ter a virilidade suficiente para manter a promessa – não mais falar dos atrasados mentais da regência e do bando de salteadores do pinhal da Azambuja.
Virilidade que é preciso ter para não mencionar tais desgraças.
Espero tê-la e mantê-la.
Há muito que pensava que um dia a cidadania haveria de finalmente desabrochar. Querer pagar impostos para obter determinado Estado em contrapartida.
Verifica-se que essa meta está a ser alucinantemente ultrapassada e que começa a haver cada vez mais seguidores da máxima “Não pagar impostos é um dever social!”
É-o, de facto. Alimentar prebendas, comedouros e malgas para uma tropa medíocre de situacionistas que, sem trabalhar a favor da organização do Estado por para isso serem intelectualmente incapazes, é um crime de lesa-Estado.
Não falarei mais desta tropa fandanga.
Espero ter a virilidade suficiente para manter a promessa – não mais falar dos atrasados mentais da regência e do bando de salteadores do pinhal da Azambuja.
Virilidade que é preciso ter para não mencionar tais desgraças.
Espero tê-la e mantê-la.
Há muito que pensava que um dia a cidadania haveria de finalmente desabrochar. Querer pagar impostos para obter determinado Estado em contrapartida.
Verifica-se que essa meta está a ser alucinantemente ultrapassada e que começa a haver cada vez mais seguidores da máxima “Não pagar impostos é um dever social!”
É-o, de facto. Alimentar prebendas, comedouros e malgas para uma tropa medíocre de situacionistas que, sem trabalhar a favor da organização do Estado por para isso serem intelectualmente incapazes, é um crime de lesa-Estado.
Não falarei mais desta tropa fandanga.
15/10/2010
Pesquisa e trabalho de campo

Desde que me deitei ao trabalho de fotografar placas toponímicas com datas que tropecei nos casos mais caricatos:
ruas que não existem a não ser no papel mas que já têm nome e código postal;
ruas que há muito existem, estão tombadas nos serviços camarários com tal nome mas que não só não o ostentam como, interrogados, os habitantes próximos (ninguém lá mora) dizem que não tem nome – nem esse nem nenhum;
ruas que têm o nome engatado nos serviços camarários;
Isto para além de muitos erros nos Google Maps, Bing Maps.
No ponto em que a coisa está, faltam-me descobrir placas para trinta e seis dias do ano – quase um décimo – a saber, caso algum de vós conheça uma que não cacei:
Desde que me deitei ao trabalho de fotografar placas toponímicas com datas que tropecei nos casos mais caricatos:
ruas que não existem a não ser no papel mas que já têm nome e código postal;
ruas que há muito existem, estão tombadas nos serviços camarários com tal nome mas que não só não o ostentam como, interrogados, os habitantes próximos (ninguém lá mora) dizem que não tem nome – nem esse nem nenhum;
ruas que têm o nome engatado nos serviços camarários;
Isto para além de muitos erros nos Google Maps, Bing Maps.
No ponto em que a coisa está, faltam-me descobrir placas para trinta e seis dias do ano – quase um décimo – a saber, caso algum de vós conheça uma que não cacei:
13/10/2010
12/10/2010
Apolo XIII
Dentro das comparações espaciais que se fazem entre esta situação dos mineiros cabe perguntar se, desde a Apolo XIII, o mundo se debruçou tanto da janela para assistir a uma operação de resgate.
Dentro das comparações espaciais que se fazem entre esta situação dos mineiros cabe perguntar se, desde a Apolo XIII, o mundo se debruçou tanto da janela para assistir a uma operação de resgate.
11/10/2010
Das divisões do Mundo (episódio hors-série)
Dir-se-ia que o Mundo se divide entre os que acham que todos os outros desejam, valorizam as, e acreditam nas mesmas coisas e os que acham que só eles desejam, valorizam as, e acreditam nas mesmas coisas.
Dir-se-ia, se não fosse o caso de cada um passar por uma espécie de estados quânticos em que está de um lado da divisão no que respeita a um objecto ou conceito e do outro no que respeita a outro objecto ou conceito.
Afinal a natureza humana. Ou o que se supõe que ela é e contém.
Dir-se-ia que o Mundo se divide entre os que acham que todos os outros desejam, valorizam as, e acreditam nas mesmas coisas e os que acham que só eles desejam, valorizam as, e acreditam nas mesmas coisas.
Dir-se-ia, se não fosse o caso de cada um passar por uma espécie de estados quânticos em que está de um lado da divisão no que respeita a um objecto ou conceito e do outro no que respeita a outro objecto ou conceito.
Afinal a natureza humana. Ou o que se supõe que ela é e contém.
10/10/2010
09/10/2010
Náufragos na terra
Há um livro de Arthur C. Clarke - Náufragos da Lua - que trata do resgate dos ocupantes de uma nave que se atolou numa finíssima poeira lunar.
Lá aparece a figura do escrutinador. Aquele que tem como função ouvir tudo e todos com o intuito de captar uma ideia brilhante para solucionar um problema.
Em tempos, ouvi um conhecido contar-me de certa vez em que adoptou esse método para resolver um problema básico de engenharia.
Pareceu-me então que uma das ideias que ele considerara disparatada era afinal uma boa hipótese de solução.
Não faço a menor ideia de como se desenrolou a preparação do resgate em curso dos mineiros encurralados no fundo da mina chilena, que sempre me lembrou tal livro.
No muito que esta história ainda tem para dar, conhecer esses meandros seria muito interessante.
Quanto à parte humana, veremos também o sumo que se extrai de um azar tal. Haveria de ser muito.
Há um livro de Arthur C. Clarke - Náufragos da Lua - que trata do resgate dos ocupantes de uma nave que se atolou numa finíssima poeira lunar.
Lá aparece a figura do escrutinador. Aquele que tem como função ouvir tudo e todos com o intuito de captar uma ideia brilhante para solucionar um problema.
Em tempos, ouvi um conhecido contar-me de certa vez em que adoptou esse método para resolver um problema básico de engenharia.
Pareceu-me então que uma das ideias que ele considerara disparatada era afinal uma boa hipótese de solução.
Não faço a menor ideia de como se desenrolou a preparação do resgate em curso dos mineiros encurralados no fundo da mina chilena, que sempre me lembrou tal livro.
No muito que esta história ainda tem para dar, conhecer esses meandros seria muito interessante.
Quanto à parte humana, veremos também o sumo que se extrai de um azar tal. Haveria de ser muito.
08/10/2010
No país do atraso mental
Há uns quantos, sentados em cadeirões públicos, que descobriram agora que o país é rico.
Que gasta à tripa-forra em apitos e flautas, música e fardamentos novos, putas e linguiça.
Não se esperava outra coisa, de resto.
Há uns quantos, sentados em cadeirões públicos, que descobriram agora que o país é rico.
Que gasta à tripa-forra em apitos e flautas, música e fardamentos novos, putas e linguiça.
Não se esperava outra coisa, de resto.
07/10/2010
06/10/2010
Enigma (resolvido)
Voltando a um caso que deixei em suspenso:

© Google Street View
Se não fossem as sombras e a hora da foto, não chegava lá.
Voltando a um caso que deixei em suspenso:

© Google Street View
Se não fossem as sombras e a hora da foto, não chegava lá.
05/10/2010
Viva a República!

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó patria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os Bretões
Marchar, marchar!
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira
Portugal não pereceu!
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir de amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os Bretões
Marchar, marchar!
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir,
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os Bretões
Marchar, marchar!
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó patria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os Bretões
Marchar, marchar!
Desfralda a invicta bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira
Portugal não pereceu!
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir de amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os Bretões
Marchar, marchar!
Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir,
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os Bretões
Marchar, marchar!
04/10/2010
Mau projecto ou o quê?
Partindo do princípio de que as afirmações do responsável pelo Hospital Fernando da Fonseca, vulgo Amadora-Sintra, são correctas, a água acumulou-se em zonas críticas do hospital em virtude do deficiente isolamento de uma junta de dilatação.
Em primeiro lugar, não passa pela cabeça de ninguém instalar um serviço crítico numa zona atravessada por uma junta de dilatação.
Em segundo lugar, desenhar uma junta de dilatação e sua protecção de uma forma a que a água entre em abundância num edifício, ainda que este não seja hospitalar, também não devia passar pela cabeça de ninguém.
Mas passa, passou, a serem correctas as palavras do entrevistado pela RTP. Coisa de que não tenho razão para duvidar.
Há também quem tenha riscado do seu dicionário construtivo a expressão junta de dilatação.
Mas isso...
Partindo do princípio de que as afirmações do responsável pelo Hospital Fernando da Fonseca, vulgo Amadora-Sintra, são correctas, a água acumulou-se em zonas críticas do hospital em virtude do deficiente isolamento de uma junta de dilatação.
Em primeiro lugar, não passa pela cabeça de ninguém instalar um serviço crítico numa zona atravessada por uma junta de dilatação.
Em segundo lugar, desenhar uma junta de dilatação e sua protecção de uma forma a que a água entre em abundância num edifício, ainda que este não seja hospitalar, também não devia passar pela cabeça de ninguém.
Mas passa, passou, a serem correctas as palavras do entrevistado pela RTP. Coisa de que não tenho razão para duvidar.
Há também quem tenha riscado do seu dicionário construtivo a expressão junta de dilatação.
Mas isso...
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