Ele a dar-lhe
E a burra a fugir.
Ainda que o caso de Oslo e arredores não se explique por infecção exógena, tudo o que disse acima (abaixo) se aplica ao actual estado das coisas.
Mas é claro que o que me lançou para aquelas frases foi uma presunção preconceituosa. É coisa que me irrita a valer.
23/07/2011
22/07/2011
Terrorismo
A Europa não está preparada para lidar com infecções.
Trata o terrorismo com demasiado espalhafato e sem medidas sérias para o prevenir.
Como alguém que tem um panarício motivado por um exposição permanente a cortes infectos e sai para a rua aos berros e de mãos na cabeça.
O mesmo espalhafato que fariam vizinhos, familiares e amigos presentes se se tratasse de um caso com prognóstico de morte a curto prazo.
Que o terrorismo é uma infecção devida a agentes externos infiltrados e decididos a causarem dano, não me restam dúvidas.
Talvez fosse altura de tomar algumas precauções profilácticas. De procurar identificar os agentes infecciosos mais a sério e eliminá-los. Sem muito barulho.
Post Scriptum: A tentativa que aparentemente foi tentada em Portugal dias atrás coincide em grande parte com os meus receios.
A Europa não está preparada para lidar com infecções.
Trata o terrorismo com demasiado espalhafato e sem medidas sérias para o prevenir.
Como alguém que tem um panarício motivado por um exposição permanente a cortes infectos e sai para a rua aos berros e de mãos na cabeça.
O mesmo espalhafato que fariam vizinhos, familiares e amigos presentes se se tratasse de um caso com prognóstico de morte a curto prazo.
Que o terrorismo é uma infecção devida a agentes externos infiltrados e decididos a causarem dano, não me restam dúvidas.
Talvez fosse altura de tomar algumas precauções profilácticas. De procurar identificar os agentes infecciosos mais a sério e eliminá-los. Sem muito barulho.
Post Scriptum: A tentativa que aparentemente foi tentada em Portugal dias atrás coincide em grande parte com os meus receios.
Comentários
Já não é a primeira vez que a cópia de disparates ouvidos da boca dos especialistas em ciclismo me causa saudades de David Duffield, o comentador do Eurosport.
Por cá, havia Francisco Figueiredo que, tal como Duffield, não levava demasiado a sério a parte da competição e se perdia em comentários verdadeiramente interessantes como os pratos típicos da zona, os pontos de interesse, enquanto não relembrava histórias antigas de ciclismo.
Estes não.
Metem-se a fazer diagnósticos e prognósticos com métodos infantis de observação e de raciocínio.
Usam depois uns axiomas do ciclismo que, postos à prova, nunca se verificaram verdadeiros.
Mas que persistem, apesar de negados.
Já não é a primeira vez que a cópia de disparates ouvidos da boca dos especialistas em ciclismo me causa saudades de David Duffield, o comentador do Eurosport.
Por cá, havia Francisco Figueiredo que, tal como Duffield, não levava demasiado a sério a parte da competição e se perdia em comentários verdadeiramente interessantes como os pratos típicos da zona, os pontos de interesse, enquanto não relembrava histórias antigas de ciclismo.
Estes não.
Metem-se a fazer diagnósticos e prognósticos com métodos infantis de observação e de raciocínio.
Usam depois uns axiomas do ciclismo que, postos à prova, nunca se verificaram verdadeiros.
Mas que persistem, apesar de negados.
21/07/2011
Pestana
É o que se chama abrir (parte d)a pestana.
Mesmo que não se perceba o que é uma parte num conceito. Nem que se veja como é possível abrir um cabelo de forma expedita.
Mas houve qualquer coisa que caiu naquela reunião em Bruxelas – a moeda, talvez. A taxa, digo.
É o que se chama abrir (parte d)a pestana.
Mesmo que não se perceba o que é uma parte num conceito. Nem que se veja como é possível abrir um cabelo de forma expedita.
Mas houve qualquer coisa que caiu naquela reunião em Bruxelas – a moeda, talvez. A taxa, digo.
Буран
Ao encerrar o ciclo de exploração espacial do programa Space Shuttle (40% de perdas – dois veículos em cinco), a NASA enterra também o esquecido Buran, réplica soviética pouco à altura, no puro sentido dimensional do termo.

emblema retirado do site da NASA
* descontando o Enterprise que não fez voos espaciais
Ao encerrar o ciclo de exploração espacial do programa Space Shuttle (40% de perdas – dois veículos em cinco), a NASA enterra também o esquecido Buran, réplica soviética pouco à altura, no puro sentido dimensional do termo.
emblema retirado do site da NASA
* descontando o Enterprise que não fez voos espaciais
20/07/2011
Uma parte da questão
O Pingo Doce acaba de arrumar uma parte da questão.
O remanescente remanesce.
Mendel, diz o Google hoje.
Mendelssohn
Mandelbrot
Acrescento.
O Pingo Doce acaba de arrumar uma parte da questão.
O remanescente remanesce.
Mendel, diz o Google hoje.
Mendelssohn
Mandelbrot
Acrescento.
19/07/2011
Macário
Quais serão as palavras que estão entre a compreensão de Macário Correia pela introdução de portagens na Via Infante de Sagres e a sua posição de eventual comparência numa manifestação contra a dita introdução?
Isto a julgar pelos trechos que a RTP revelou de uma sua comunicação.
Quais serão as palavras que estão entre a compreensão de Macário Correia pela introdução de portagens na Via Infante de Sagres e a sua posição de eventual comparência numa manifestação contra a dita introdução?
Isto a julgar pelos trechos que a RTP revelou de uma sua comunicação.
18/07/2011
Apreensão
Acho que se tornou um passatempo nas mesas da Mexicana a partir da manhã em que o jornal “O Dia” passou a ter como título de 1ª página “Criança de 71 anos...”
Nessa altura, era apenas o maior ou menor jeito para desenhar letras de imprensa e intercalá-las, justapô-las onde fosse.
Hoje, é tudo muito mais fácil. Já não dá é para exibir o jornal e provocar caras de espanto nos circunstantes que espreitavam as gordas do jornal do vizinho.

página do Correio da Manhã manifestamente roubada ao Templário.
Acho que se tornou um passatempo nas mesas da Mexicana a partir da manhã em que o jornal “O Dia” passou a ter como título de 1ª página “Criança de 71 anos...”
Nessa altura, era apenas o maior ou menor jeito para desenhar letras de imprensa e intercalá-las, justapô-las onde fosse.
Hoje, é tudo muito mais fácil. Já não dá é para exibir o jornal e provocar caras de espanto nos circunstantes que espreitavam as gordas do jornal do vizinho.
página do Correio da Manhã manifestamente roubada ao Templário.
17/07/2011
Impostos, taxas, contribuições, portagens e derramas
Grande parte da discussão sobre o orçamento é sobre a forma como o pagode vai pagar – se é por multibanco, por cheque, por letra ou em moedas.
A discussão sobre a utilidade das coisas que ele paga essa é que tem que ser sempre abafada.
Porque o dinheiro é preciso. Já.
Grande parte da discussão sobre o orçamento é sobre a forma como o pagode vai pagar – se é por multibanco, por cheque, por letra ou em moedas.
A discussão sobre a utilidade das coisas que ele paga essa é que tem que ser sempre abafada.
Porque o dinheiro é preciso. Já.
16/07/2011
Na rede
Suponhamos que existe um certa urgência em contactar Fulano de Tal, velho conhecido (se há coisas que se tornaram mais difíceis de obter, mesmo na idade da informação, uma delas é o número de telemóvel de alguém).
Suponhamos que o fixo, fácil de obter, nos premeia com um sinal de impedimento.
Suponhamos que à mão está alguém que terá algures o número de telefone da mulher do dito que talvez seja diverso deste que se obteve e se encontra inacessível.
Suponhamos que, no entretanto, se vai pela rede à caça do homem.
Suponhamos que se não encontra nenhum número de telefone para além do que já se tentou mas... tropeça-se num edital em que aparecem juntos os nomes de Fulano de Tal e Senhora.
Ainda se vai a tempo de dizer: Não vale a pena procurar o número. Já não liga um a outro.
E de evitar um desconchavo.
Suponhamos que tudo isto aconteceu e no final Fulano de Tal estava do outro lado da linha. Da antena. Sem suspeitar que os seus assuntos particulares estavam à vista de um acaso.
Suponhamos que existe um certa urgência em contactar Fulano de Tal, velho conhecido (se há coisas que se tornaram mais difíceis de obter, mesmo na idade da informação, uma delas é o número de telemóvel de alguém).
Suponhamos que o fixo, fácil de obter, nos premeia com um sinal de impedimento.
Suponhamos que à mão está alguém que terá algures o número de telefone da mulher do dito que talvez seja diverso deste que se obteve e se encontra inacessível.
Suponhamos que, no entretanto, se vai pela rede à caça do homem.
Suponhamos que se não encontra nenhum número de telefone para além do que já se tentou mas... tropeça-se num edital em que aparecem juntos os nomes de Fulano de Tal e Senhora.
Ainda se vai a tempo de dizer: Não vale a pena procurar o número. Já não liga um a outro.
E de evitar um desconchavo.
Suponhamos que tudo isto aconteceu e no final Fulano de Tal estava do outro lado da linha. Da antena. Sem suspeitar que os seus assuntos particulares estavam à vista de um acaso.
14/07/2011
13/07/2011
12/07/2011
11/07/2011
Notas com cifrões
Já não há pachorra para os tipos que descobriram agora as agências de notação.
Um jornalista que escreve “O comércio de artigos de luxo disparou apesar da crise” é um jornalista que não conhece o conceito de adversidade, de adversativo.
Uma câmara municipal que gasta dinheiro em folhetos a cores (já não em papel acetinado mas em papel reciclado, ao que me parece) e indica logo no início do dito que está solidária com os munícipes é no mínimo ridícula. No mínimo. Podemos depois ir buscar a alegoria da pipa de vinho (cuja há mais de seis anos aqui chamei a terreiro).

clicar para ver a capa do folheto
Já não há pachorra para os tipos que descobriram agora as agências de notação.
Um jornalista que escreve “O comércio de artigos de luxo disparou apesar da crise” é um jornalista que não conhece o conceito de adversidade, de adversativo.
Uma câmara municipal que gasta dinheiro em folhetos a cores (já não em papel acetinado mas em papel reciclado, ao que me parece) e indica logo no início do dito que está solidária com os munícipes é no mínimo ridícula. No mínimo. Podemos depois ir buscar a alegoria da pipa de vinho (cuja há mais de seis anos aqui chamei a terreiro).
clicar para ver a capa do folheto
09/07/2011
08/07/2011
07/07/2011
Papel higiénico
O que não falta por esse mundo fora é a imprensa feita à imagem do que se diz ser a ânsia dos simples.
Talvez ninguém saiba muito bem o que é a ânsia dos simples. Isso pouco importa desde que se ponha à disposição deles qualquer coisa que eles comprem.
Diz que o “News of the World” fechará as portas. Não creio que seja um sinal de algo positivo. Apenas um episódio menor, embora com estrondo, na história da imprensa.
Tudo voltará a ser como era.
O que não falta por esse mundo fora é a imprensa feita à imagem do que se diz ser a ânsia dos simples.
Talvez ninguém saiba muito bem o que é a ânsia dos simples. Isso pouco importa desde que se ponha à disposição deles qualquer coisa que eles comprem.
Diz que o “News of the World” fechará as portas. Não creio que seja um sinal de algo positivo. Apenas um episódio menor, embora com estrondo, na história da imprensa.
Tudo voltará a ser como era.
06/07/2011
Coreia do Norte
Há pouco ouvi um jornalista dizer que a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 tinha sido atribuída a uma cidade da Coreia do Norte.
Achei a coisa bizarra mas andando arredado das convenções e diplomacias do olimpismo, fiquei apenas com a pulga atrás da orelha.
Mas era mesmo mais uma asneirola.
Há pouco ouvi um jornalista dizer que a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 tinha sido atribuída a uma cidade da Coreia do Norte.
Achei a coisa bizarra mas andando arredado das convenções e diplomacias do olimpismo, fiquei apenas com a pulga atrás da orelha.
Mas era mesmo mais uma asneirola.
05/07/2011
A formatação
Eu sei que a cultura portuguesa, e a minha em particular é pouco dada a manuais de instruções.
E ao mesmo tempo considero que há um objectivo válido em formatar mentes para fazerem só o que se lhes diz.
Para cumprirem linha a linha uma lista de procedimentos sem pestanejar.
Posto isto, já não tenho paciência para lidar com gente que me parece um autómato. Que é um autómato. Embora a voz pareça de facto humana.
Prima 2 para desligar.
Eu sei que a cultura portuguesa, e a minha em particular é pouco dada a manuais de instruções.
E ao mesmo tempo considero que há um objectivo válido em formatar mentes para fazerem só o que se lhes diz.
Para cumprirem linha a linha uma lista de procedimentos sem pestanejar.
Posto isto, já não tenho paciência para lidar com gente que me parece um autómato. Que é um autómato. Embora a voz pareça de facto humana.
Prima 2 para desligar.
03/07/2011
02/07/2011
01/07/2011
Comadres
Uma das características da sociedade actual é a propagação vertiginosa nos meios de informação do coscuvilho das comadres.
Verdades como punhos baseadas em rumores, em suposições, em fantasias até. Muitas vezes não resistindo sequer ao mais básico dos testes da lógica, da dedução.
Que fazem o seu percurso e são repetidas por pseudo-intelectuais com nome na praça e sujeitas a escrutínio não de consistência e veracidade mas de consequência e prognóstico, de valorização moral, política e por aí fora.
Todos os dias há exemplos disto.
Uma das características da sociedade actual é a propagação vertiginosa nos meios de informação do coscuvilho das comadres.
Verdades como punhos baseadas em rumores, em suposições, em fantasias até. Muitas vezes não resistindo sequer ao mais básico dos testes da lógica, da dedução.
Que fazem o seu percurso e são repetidas por pseudo-intelectuais com nome na praça e sujeitas a escrutínio não de consistência e veracidade mas de consequência e prognóstico, de valorização moral, política e por aí fora.
Todos os dias há exemplos disto.
30/06/2011
29/06/2011
27/06/2011
A reprodução do erro
Não há nada mais banal do que a reprodução do erro.
Na escrita, é normalmente aquela asneira que alguém escreve em letra de forma e que depois é copiada ene vezes sem sentido crítico.
Comprei estes dias uma publicação da Câmara Municipal de Sintra que pretende ser uma monografia muito pela rama de Queluz e do seu termo.

Logo nas primeiras páginas, um erro de palmatória – o anúncio da auto-estrada inaugurada em 1949 entre Queluz e o Cacém. Coisa que já vi escrita alhures, por mais de uma vez.

De facto, em 1949 foi inaugurada a variante à E.N. 249 entre Queluz e o Cacém, estrada (e não auto-estrada) que toda a gente da zona conheceu sem grandes modificações até aos tempos de Cavaco Silva.

DL online na Fundação Mário Soares

trecho do mapa do ACP de 1970
O livro tem data de edição de 2001. Nessa altura até as crianças se lembravam de tal estrada.
Sou dos pensam que quem se mete a fazer uma monografia de um local deve ter ele próprio bastante memória do sítio.
Significa isto que nenhuma das pessoas que escreveu e reviu o texto tem (tinha) essa memória.
E não a tendo, embarcou no primeiro disparate que leu em letra de forma. Muito mau sinal.
A bem dizer, auto-estrada entre Queluz e o Cacém só passou a existir quando o IC19 foi recentemente requalificado em A37.
Não há nada mais banal do que a reprodução do erro.
Na escrita, é normalmente aquela asneira que alguém escreve em letra de forma e que depois é copiada ene vezes sem sentido crítico.
Comprei estes dias uma publicação da Câmara Municipal de Sintra que pretende ser uma monografia muito pela rama de Queluz e do seu termo.
Logo nas primeiras páginas, um erro de palmatória – o anúncio da auto-estrada inaugurada em 1949 entre Queluz e o Cacém. Coisa que já vi escrita alhures, por mais de uma vez.
De facto, em 1949 foi inaugurada a variante à E.N. 249 entre Queluz e o Cacém, estrada (e não auto-estrada) que toda a gente da zona conheceu sem grandes modificações até aos tempos de Cavaco Silva.
DL online na Fundação Mário Soares
trecho do mapa do ACP de 1970
O livro tem data de edição de 2001. Nessa altura até as crianças se lembravam de tal estrada.
Sou dos pensam que quem se mete a fazer uma monografia de um local deve ter ele próprio bastante memória do sítio.
Significa isto que nenhuma das pessoas que escreveu e reviu o texto tem (tinha) essa memória.
E não a tendo, embarcou no primeiro disparate que leu em letra de forma. Muito mau sinal.
A bem dizer, auto-estrada entre Queluz e o Cacém só passou a existir quando o IC19 foi recentemente requalificado em A37.
25/06/2011
Ocorrências de um sol posto sem maresia
Faz-se uma apreciação do cheiro a sardinha assada.
Se o cheiro a sardinha assada é sempre suportável, se só o é de barriga vazia, se só o é no exterior...
Não confundir com o cheiro pós-sardinha assada. Nem esquecer os que detestam tal coisa.
Mais adiante, observa-se uma fêmea da espécie que se entretém no canteiro talvez junto ao prédio onde reside, a mondar.
Olhando com mais atenção, verifica-se que a fêmea não monda. É recolectora. Apanha moedas de entre as ervas como quem minera.
Abre o palmo bem aberto e as moedas reluzem, com que sol? Quase se diria não serem moedas de euro.
E há então uma altura em que se ascende à consciência de ter deixado para trás o fundo musical do talvegue para se estar no limite da audição do que toca no festo.
E eu.
Depois de há dias me ter entretido a ouvir uma emissora cuja playlist é miseravelmente curta, também me dou conta de que o reportório dos conjuntos de baile não vai muito além.
Deveria talvez ter-me apercebido de tal há uns séculos. Sei que sim.
Faz-se uma apreciação do cheiro a sardinha assada.
Se o cheiro a sardinha assada é sempre suportável, se só o é de barriga vazia, se só o é no exterior...
Não confundir com o cheiro pós-sardinha assada. Nem esquecer os que detestam tal coisa.
Mais adiante, observa-se uma fêmea da espécie que se entretém no canteiro talvez junto ao prédio onde reside, a mondar.
Olhando com mais atenção, verifica-se que a fêmea não monda. É recolectora. Apanha moedas de entre as ervas como quem minera.
Abre o palmo bem aberto e as moedas reluzem, com que sol? Quase se diria não serem moedas de euro.
E há então uma altura em que se ascende à consciência de ter deixado para trás o fundo musical do talvegue para se estar no limite da audição do que toca no festo.
E eu.
Depois de há dias me ter entretido a ouvir uma emissora cuja playlist é miseravelmente curta, também me dou conta de que o reportório dos conjuntos de baile não vai muito além.
Deveria talvez ter-me apercebido de tal há uns séculos. Sei que sim.
24/06/2011
Alfabeto latino

Ainda faltava o resgate.
O resgate que haveria de ser feito por resistentes emboscados na beira da auto-estrada.
O resgate que haveria de ser feito depois de intensa fuzilaria contra os ocupantes da Hanomag amarela que também eles eram amarelos.
Antes mesmo disso, tínhamos desembocados nus ali onde o êxodo se fazia pelas duas faixas, sem que alguém pretendesse dirigir-se para o horizonte.
E nus, corríamos perante a chuva de letras pretas de um céu azul estival. Na berma da auto-estrada amarela.
Eram essas letras sinais de uma qualquer invasão?
Uma mensagem? Enviada por quem?
Julguei ouvir alguém comentar que o facto de se tratar do alfabeto latino era um sinal qualquer na guerra contra os amarelos. Mas ali estávamos só nós. Nus e a correr.
Até que a Hanomag se aproximou, os seus ocupantes esboçaram um ataque e foram num ápice eliminados pelos nossos semelhantes, ali emboscados.
Da roupa que nos deram - a minha era verde mas não era propriamente uma farda - das armas que nos forneceram, das munições que catámos, de nós próprios há-de ter restado pouco quando o bunker finalmente soçobrou.
os carros da composição resultam de fotografias de autores alheios
Ainda faltava o resgate.
O resgate que haveria de ser feito por resistentes emboscados na beira da auto-estrada.
O resgate que haveria de ser feito depois de intensa fuzilaria contra os ocupantes da Hanomag amarela que também eles eram amarelos.
Antes mesmo disso, tínhamos desembocados nus ali onde o êxodo se fazia pelas duas faixas, sem que alguém pretendesse dirigir-se para o horizonte.
E nus, corríamos perante a chuva de letras pretas de um céu azul estival. Na berma da auto-estrada amarela.
Eram essas letras sinais de uma qualquer invasão?
Uma mensagem? Enviada por quem?
Julguei ouvir alguém comentar que o facto de se tratar do alfabeto latino era um sinal qualquer na guerra contra os amarelos. Mas ali estávamos só nós. Nus e a correr.
Até que a Hanomag se aproximou, os seus ocupantes esboçaram um ataque e foram num ápice eliminados pelos nossos semelhantes, ali emboscados.
Da roupa que nos deram - a minha era verde mas não era propriamente uma farda - das armas que nos forneceram, das munições que catámos, de nós próprios há-de ter restado pouco quando o bunker finalmente soçobrou.
os carros da composição resultam de fotografias de autores alheios
23/06/2011
21/06/2011
Diário íntimo
E é justamente quando os dias começam a ser cada vez mais curtos que, pela primeira vez, sou governado por um tipo mais novo do que eu. Coisa que, decerto, passará sempre a acontecer doravante.
Eu sei que não estou sózinho neste particular (que assim o não é) mas isso não me serve de muito.
E é justamente quando os dias começam a ser cada vez mais curtos que, pela primeira vez, sou governado por um tipo mais novo do que eu. Coisa que, decerto, passará sempre a acontecer doravante.
Eu sei que não estou sózinho neste particular (que assim o não é) mas isso não me serve de muito.
20/06/2011
19/06/2011
18/06/2011
17/06/2011
16/06/2011
The Computing-Tabulating-Recording Company
Foi criada faz hoje cem anos.
Era a época da vertigem, do progresso, do futurismo.
Hoje chama-se IBM e entretanto interferiu com tudo.
Associo Giacomo Balla a esta vertigem, que tanta falta faz cem anos depois. Ou noventa e oito, no caso do quadro, ao que dizem os registos.

Giacomo Balla, 1913
Foi criada faz hoje cem anos.
Era a época da vertigem, do progresso, do futurismo.
Hoje chama-se IBM e entretanto interferiu com tudo.
Associo Giacomo Balla a esta vertigem, que tanta falta faz cem anos depois. Ou noventa e oito, no caso do quadro, ao que dizem os registos.
Giacomo Balla, 1913
14/06/2011
13/06/2011
11/06/2011
10/06/2011
Opiniões
O Presidente da República tem as suas opiniões.
Ultimamente têm sido bastante discordantes das minhas.
Não consigo ver de que doença padeçam os portugueses que careçam dela ser curados.
A não ser a que aqui apontei há tempo. Se é que se pode chamar a isso doença.
E se é a ela que se refere o Presidente...
O Presidente da República tem as suas opiniões.
Ultimamente têm sido bastante discordantes das minhas.
Não consigo ver de que doença padeçam os portugueses que careçam dela ser curados.
A não ser a que aqui apontei há tempo. Se é que se pode chamar a isso doença.
E se é a ela que se refere o Presidente...
09/06/2011
08/06/2011
Cabeça
O Presidente da República, pegando nas palavras de um homenageado, afirmou que Portugal precisa de trabalho, trabalho, muito trabalho.
Discordo em absoluto.
O que Portugal precisa é de cabeça, cabeça, muita cabeça.
A frase não está no discurso escrito por ser uma citação oportuna. Mas ouve-se no fim.
O Presidente da República, pegando nas palavras de um homenageado, afirmou que Portugal precisa de trabalho, trabalho, muito trabalho.
Discordo em absoluto.
O que Portugal precisa é de cabeça, cabeça, muita cabeça.
A frase não está no discurso escrito por ser uma citação oportuna. Mas ouve-se no fim.
07/06/2011
Por Humphrey!
Esta coisa de abrir e de fechar ministérios, de convidar gente para a reforma - passam a ser pagos e nada produzem - e de esbanjar dinheiro no acessório há muito que deveria ter sido estancada.
Não se vislumbra o fim do sansonete.
Esta coisa de abrir e de fechar ministérios, de convidar gente para a reforma - passam a ser pagos e nada produzem - e de esbanjar dinheiro no acessório há muito que deveria ter sido estancada.
Não se vislumbra o fim do sansonete.
Jornalistas
Dizia há pouco a voz off feminina no Telejornal da RTP que (citando de memória) “[...] beneficiários falecidos continuaram a receber [...]”
A tal questão da paragem do autocarro.
Dizia há pouco a voz off feminina no Telejornal da RTP que (citando de memória) “[...] beneficiários falecidos continuaram a receber [...]”
A tal questão da paragem do autocarro.
06/06/2011
Eu tive um amigo
Eu tive um amigo que era adversário de José Sócrates.
Eu tive um amigo que era subordinante de António José Seguro.
Eu tive um amigo que esperava mais de António Guterres.
Eu tive um amigo que era um homem inteligente, capaz.
Já não tenho o amigo. Morreu na estrada há muito.
Lembro-me dele como amigo, como homem capaz.
Muito mais capaz do que esta tropa toda.
Faz falta ao Partido Socialista.
Muita falta.
O que se afigura daqui para a frente por lá é mais mediocridade.
Para mal do Partido Socialista e de Portugal.
Eu tive um amigo que era adversário de José Sócrates.
Eu tive um amigo que era subordinante de António José Seguro.
Eu tive um amigo que esperava mais de António Guterres.
Eu tive um amigo que era um homem inteligente, capaz.
Já não tenho o amigo. Morreu na estrada há muito.
Lembro-me dele como amigo, como homem capaz.
Muito mais capaz do que esta tropa toda.
Faz falta ao Partido Socialista.
Muita falta.
O que se afigura daqui para a frente por lá é mais mediocridade.
Para mal do Partido Socialista e de Portugal.
Melhor

Foi possível fazer melhor.
O boletim da esquerda acusa neste momento um total de 54, igual ao recorde de há seis anos.
Mas será reduzido com os eventuais acertos nos mandatos atribuídos pela emigração.
Este método – que é o “então vamos lá ver quantos votos é que estes tipos vão ter desta vez?” em cada círculo eleitoral, aplicando depois o método de Hondt – parece não ser muito menos eficaz que muitos dos métodos escolásticos que por aí se viram.
Mas isto sou eu a escrever.
Foi possível fazer melhor.
O boletim da esquerda acusa neste momento um total de 54, igual ao recorde de há seis anos.
Mas será reduzido com os eventuais acertos nos mandatos atribuídos pela emigração.
Este método – que é o “então vamos lá ver quantos votos é que estes tipos vão ter desta vez?” em cada círculo eleitoral, aplicando depois o método de Hondt – parece não ser muito menos eficaz que muitos dos métodos escolásticos que por aí se viram.
Mas isto sou eu a escrever.
05/06/2011
Ambiente
Na fúria evangelizadora dos Dias Mundiais, 5 de Junho é o Dia Mundial do Ambiente.
Há muitos anos, noutra encarnação, era salvo o erro ditame do programa lectivo da disciplina que então ministrava, a feitura de um cartaz alusivo.
De todos os que os alunos produziram, houve um que ainda hoje me vem à memória e que serviu de modelo à ilustração aposta.
Recordo-me que combinava traço preciso e boa combinação de cores.
E que, acima de tudo, com os círculos verdes copa d’árvore materializava a ideia entranhada nas massas que a cor do ambiente é o verde.
Eu não sei se o ambiente tem cor mas tenho a certeza de que a cor natural ecuménica é o azul.
Em todos os céus aparece. Em todos ou quase todos os lagos se vê reflectido. Em muitos dos rios se vislumbra. Em toda a praia se divisa.
Já o verde que pode cansar na selva não se entrevê no deserto. É ralo na savana e inexistente nos pólos.
Eu não sei se o ambiente tem cor. Se não será transparente o ambiente que envolve os humanos e toda a fauna e flora terrestres e aéreas.
Pode até ser amarelo como o olho de Ra que paira sobre todos.
Não sei se tem. Não sei.
Na fúria evangelizadora dos Dias Mundiais, 5 de Junho é o Dia Mundial do Ambiente.
Há muitos anos, noutra encarnação, era salvo o erro ditame do programa lectivo da disciplina que então ministrava, a feitura de um cartaz alusivo.
De todos os que os alunos produziram, houve um que ainda hoje me vem à memória e que serviu de modelo à ilustração aposta.
Recordo-me que combinava traço preciso e boa combinação de cores.
E que, acima de tudo, com os círculos verdes copa d’árvore materializava a ideia entranhada nas massas que a cor do ambiente é o verde.
Eu não sei se o ambiente tem cor mas tenho a certeza de que a cor natural ecuménica é o azul.
Em todos os céus aparece. Em todos ou quase todos os lagos se vê reflectido. Em muitos dos rios se vislumbra. Em toda a praia se divisa.
Já o verde que pode cansar na selva não se entrevê no deserto. É ralo na savana e inexistente nos pólos.
Eu não sei se o ambiente tem cor. Se não será transparente o ambiente que envolve os humanos e toda a fauna e flora terrestres e aéreas.
Pode até ser amarelo como o olho de Ra que paira sobre todos.
Não sei se tem. Não sei.
04/06/2011
03/06/2011
A escola de Chicago
A jornalista da RTP que cobria a atribuição do Pritzker a Souto Moura afirmou que Barack Obama nasceu em Chicago.
Se Donald Trump a ouvir e a perceber...
A jornalista da RTP que cobria a atribuição do Pritzker a Souto Moura afirmou que Barack Obama nasceu em Chicago.
Se Donald Trump a ouvir e a perceber...
02/06/2011
Talvez me engane
Ia jurar que às 2:00 TMG (3:00 de Lisboa) houve algures um sismo significativo.
actualização às 3:00 TMG (4:00 de Lisboa): Não creio que se tratasse deste sismo. Dado o erro na hora e a magnitude assinalada.
actualização às 20:00 TMG (21:00 de Lisboa): O site do IM assinala às 2:57 TMG um sismo de magnitude 1,4 no Banco Gorringe. A haver um lapso na hora, os três minutos são perfeitamente aceitáveis para a propagação. Notei que o tremor foi excepcionalmente prolongado, comparando com os últimos sismos sentidos.
actualização às 21:00 TMG (22:00 de Lisboa)): Deixando de tresler as horas, parece-me ter sido este evento.
Ia jurar que às 2:00 TMG (3:00 de Lisboa) houve algures um sismo significativo.
actualização às 3:00 TMG (4:00 de Lisboa): Não creio que se tratasse deste sismo. Dado o erro na hora e a magnitude assinalada.
actualização às 20:00 TMG (21:00 de Lisboa): O site do IM assinala às 2:57 TMG um sismo de magnitude 1,4 no Banco Gorringe. A haver um lapso na hora, os três minutos são perfeitamente aceitáveis para a propagação. Notei que o tremor foi excepcionalmente prolongado, comparando com os últimos sismos sentidos.
actualização às 21:00 TMG (22:00 de Lisboa)): Deixando de tresler as horas, parece-me ter sido este evento.
01/06/2011
30/05/2011
Num mundo de doidos
Os jormalistas aferem e tergiversam sobre os diferentes instantes em que as personagens pedem a maioria absoluta.
E assim as instam, com a sua lengalenga, a fazê-lo.
É esta uma exemplar ilustração da doidice que caracteriza a sociedade actual, que leva já uns bons anos de uso:
Quem pede uma maioria absoluta, quase sempre o faz tendo em vista uma certa marca de vodka e copo cheio, é bom de ver. É um pedido interessante, tão interessante que todas as campanhas eleitorais são marcadas pela sua ocorrência. Há o antes e o depois do pedido de maioria absoluta. Já pediu a maioria absoluta? Desde que pediu a maioria absoluta...

com a devida vénia à marca registada
Os jormalistas aferem e tergiversam sobre os diferentes instantes em que as personagens pedem a maioria absoluta.
E assim as instam, com a sua lengalenga, a fazê-lo.
É esta uma exemplar ilustração da doidice que caracteriza a sociedade actual, que leva já uns bons anos de uso:
Quem pede uma maioria absoluta, quase sempre o faz tendo em vista uma certa marca de vodka e copo cheio, é bom de ver. É um pedido interessante, tão interessante que todas as campanhas eleitorais são marcadas pela sua ocorrência. Há o antes e o depois do pedido de maioria absoluta. Já pediu a maioria absoluta? Desde que pediu a maioria absoluta...
com a devida vénia à marca registada
29/05/2011
28/05/2011
Diário íntimo
Não me lembro de alguma vez ter sonhado com uma situação de vida relacionada comigo, com o meu quotidiano.
Até hoje. Em que me vi a resolver um problema que está em 502º na minha ordem de prioridades.
Lá estava eu, em plena cidade do Porto, a resolver a questão de forma expedita.
Como se diz lá para a minha zona - morreu algum burro...
Não me lembro de alguma vez ter sonhado com uma situação de vida relacionada comigo, com o meu quotidiano.
Até hoje. Em que me vi a resolver um problema que está em 502º na minha ordem de prioridades.
Lá estava eu, em plena cidade do Porto, a resolver a questão de forma expedita.
Como se diz lá para a minha zona - morreu algum burro...
Propaganda
Não se notam os mínimos sinais de contacto com a realidade da parte seja de quem fôr.
Talvez o PCP seja o que está mais perto de avaliar realisticamente o que se passa. É, ao mesmo tempo, conjuntamente com o BE, o que está mais longe de ter propostas realistas para a sociedade portuguesa.
Uns vivem num mundo à parte quanto à observação da realidade.
Outros, quanto às soluções que oferecem.
Creio que há espaço de sobra para um partido que tenha uma ideia quase realista do que afinal se passa. E que tenha uma ideia fora das utopias para a solução dos problemas. Mesmo que arda. Que arda muito. Mas que cure, porra.
Não se notam os mínimos sinais de contacto com a realidade da parte seja de quem fôr.
Talvez o PCP seja o que está mais perto de avaliar realisticamente o que se passa. É, ao mesmo tempo, conjuntamente com o BE, o que está mais longe de ter propostas realistas para a sociedade portuguesa.
Uns vivem num mundo à parte quanto à observação da realidade.
Outros, quanto às soluções que oferecem.
Creio que há espaço de sobra para um partido que tenha uma ideia quase realista do que afinal se passa. E que tenha uma ideia fora das utopias para a solução dos problemas. Mesmo que arda. Que arda muito. Mas que cure, porra.
Bonito

imagem do IM
E esta minha impressão de que, uns poucos anos atrás, tivemos um período excepcionalmente longo, aqui na zona de Lisboa, sem trovoadas.
imagem do IM
E esta minha impressão de que, uns poucos anos atrás, tivemos um período excepcionalmente longo, aqui na zona de Lisboa, sem trovoadas.
27/05/2011
Apostinhas
Retomando uma "tradição antiga", preenchi duas apostas desta vez.
Uma, tendo como ponto de apreciação para o palpite os resultados das últimas eleições; outra, todo o histórico de eleições parlamentares pós-74.
São dois chutes, como todos os outros.
Da última vez, como se viu, falhei em barda*. Julgo que desta vez é possível fazer melhor.

(clicar para ver ampliado)
* a soma dos módulos das diferenças entre o palpite e a realidade foi de 54. Muito mau.
Retomando uma "tradição antiga", preenchi duas apostas desta vez.
Uma, tendo como ponto de apreciação para o palpite os resultados das últimas eleições; outra, todo o histórico de eleições parlamentares pós-74.
São dois chutes, como todos os outros.
Da última vez, como se viu, falhei em barda*. Julgo que desta vez é possível fazer melhor.
(clicar para ver ampliado)
* a soma dos módulos das diferenças entre o palpite e a realidade foi de 54. Muito mau.
26/05/2011
Por um prato de lentilhas*
Não deixa de ser irónico que Ratko Mladić aterre daqui a bocado precisamente em solo holandês.
Nunca há criminosos de guerra do lado dos vencedores, estamos fartos de o saber.
Mas é em nome da justiça que estes actos são levados a cabo.
* Génesis 25:29-34
actualização cerca das 15:00: não será afinal daqui a bocado que aterrará na Holanda.
Não deixa de ser irónico que Ratko Mladić aterre daqui a bocado precisamente em solo holandês.
Nunca há criminosos de guerra do lado dos vencedores, estamos fartos de o saber.
Mas é em nome da justiça que estes actos são levados a cabo.
* Génesis 25:29-34
actualização cerca das 15:00: não será afinal daqui a bocado que aterrará na Holanda.
25/05/2011
O Sr. d’Hondt
Quem instruiu Paulo Portas sobre votações e distribuições proporcionais de mandatos fê-lo mal.
Convenceu-o de que é o método de Hondt e não a formatação distrital que dá a diferença entre proporção nacional dos votos e os mandatos alcançados.
Depois da referência aqui feita, repetiu-se.
A única coisa certa é que na distribuição proporcional de Hondt, dois partidos que se coliguem para a eleição nunca obtêm um número de mandatos menor do que obteriam em soma concorrendo separadamente. O mais frequente, no entanto, é que obtenham um todo igual à soma das partes.
No caso, como diria Guterres, é fazer a conta. Ou a simulação.
Quem instruiu Paulo Portas sobre votações e distribuições proporcionais de mandatos fê-lo mal.
Convenceu-o de que é o método de Hondt e não a formatação distrital que dá a diferença entre proporção nacional dos votos e os mandatos alcançados.
Depois da referência aqui feita, repetiu-se.
A única coisa certa é que na distribuição proporcional de Hondt, dois partidos que se coliguem para a eleição nunca obtêm um número de mandatos menor do que obteriam em soma concorrendo separadamente. O mais frequente, no entanto, é que obtenham um todo igual à soma das partes.
No caso, como diria Guterres, é fazer a conta. Ou a simulação.
24/05/2011
23/05/2011
Recordações da casa amarela*

Cuja instituição que acolhe é hoje centenária.
Por ela, posterior edifício pachequista, passei fazendo mais cadeiras na Mexicana do que nos livros de termos (trajecto mencionado aqui pelo caro amigo Bic Laranja).
E de lá saí sem dar oportunidade ao Carvalhosa de ir na motorizada comprar os foguetes.
* título roubado a João César Monteiro por muitos dos que por lá andaram.
Cuja instituição que acolhe é hoje centenária.
Por ela, posterior edifício pachequista, passei fazendo mais cadeiras na Mexicana do que nos livros de termos (trajecto mencionado aqui pelo caro amigo Bic Laranja).
E de lá saí sem dar oportunidade ao Carvalhosa de ir na motorizada comprar os foguetes.
* título roubado a João César Monteiro por muitos dos que por lá andaram.
21/05/2011
Jamor

Certa vez, dei por um trio de comentadores da bola mailo moderador não saber onde é que ficava o norte no Estádio Nacional.
Julgo que é com o mesmo tipo de sapiência e de raciocínio que se afirma que o Estádio Nacional tem problemas de segurança.
Pode ter muitos problemas de desconforto, admito-o. Mas não é isso que a tropa do costume aponta. É a segurança.
A mim, não me ocorre um único estádio em Portugal que garanta melhores condições de segurança. Falo, é claro, de condições que impeçam uma grande tragédia, envolvendo muitas baixas. Que esta malta agarra-se sempre ao trágico episódio em que um cro-magnon fez saltar um very-light sobre a bancada contrária. Parecendo que tal caso tem alguma dependência das condições do estádio.
Não me ocorre um único.
Não quer dizer que não exista.
Era de saber onde está que eu gostava
Certa vez, dei por um trio de comentadores da bola mailo moderador não saber onde é que ficava o norte no Estádio Nacional.
Julgo que é com o mesmo tipo de sapiência e de raciocínio que se afirma que o Estádio Nacional tem problemas de segurança.
Pode ter muitos problemas de desconforto, admito-o. Mas não é isso que a tropa do costume aponta. É a segurança.
A mim, não me ocorre um único estádio em Portugal que garanta melhores condições de segurança. Falo, é claro, de condições que impeçam uma grande tragédia, envolvendo muitas baixas. Que esta malta agarra-se sempre ao trágico episódio em que um cro-magnon fez saltar um very-light sobre a bancada contrária. Parecendo que tal caso tem alguma dependência das condições do estádio.
Não me ocorre um único.
Não quer dizer que não exista.
Era de saber onde está que eu gostava
20/05/2011
O fim do Mundo
Vem aí, aprazado para amanhã, mais um fim do Mundo.
Já nem sei por quantos alertas vermelhos (negros, mesmo) destes já passei.
Ocorreram-me hoje, porém, algumas perguntas parvas – sabendo todos nós que todos os dias são o fim do Mundo para incontáveis pessoas, a quantas tocará assistir ao próprio fim do Mundo? E quantas de entre elas terão disso consciência?
Voltando ao alerta – qual será a utilidade de alertar para o fim do Mundo?
Vem aí, aprazado para amanhã, mais um fim do Mundo.
Já nem sei por quantos alertas vermelhos (negros, mesmo) destes já passei.
Ocorreram-me hoje, porém, algumas perguntas parvas – sabendo todos nós que todos os dias são o fim do Mundo para incontáveis pessoas, a quantas tocará assistir ao próprio fim do Mundo? E quantas de entre elas terão disso consciência?
Voltando ao alerta – qual será a utilidade de alertar para o fim do Mundo?
Relembrando
O que aqui não se disse.

fotografias: uma de alguém próximo de Eduardo Catroga (cedida à Lusa e retirada do site da RTP*) e outra encontrada aqui.
* a RTP a bem dizer não merece ser citada uma vez que utiliza obra alheia sem pedido nem citação.
O que aqui não se disse.
fotografias: uma de alguém próximo de Eduardo Catroga (cedida à Lusa e retirada do site da RTP*) e outra encontrada aqui.
* a RTP a bem dizer não merece ser citada uma vez que utiliza obra alheia sem pedido nem citação.
19/05/2011
18/05/2011
Landsdowne Road

Para os que, como eu, eram indefectíveis das Cinco Nações e dos relatos de Cordeiro do Vale, Landsdowne Road era o antigo estádio onde a Irlanda recebia.
A forma como ele pronunciava este nome, Arms Park de Cardiff, Twickenham nos arredores de Londres, Murrayfield em Edimburgo e o Parque dos Príncipes em Paris era inconfundível e prazenteira, dada a imitações entusiastas.
Num estádio diferente, no mesmo local, ver-se-á uma taça europeia voar para uma prateleira em Portugal.
Não desminto que gostaria de lá estar. Com o tal cachecol da Académica.
A festa por aqui, entre os que não são nem do Braga nem do Porto, e que sempre se fez quando uma equipa portuguesa arrebata uma taça destas, já perdeu élan por não ter sido feita quando o Porto esmagou o Vilarreal.
Que a taça já é nossa, aconteça o que acontecer.
Para os que, como eu, eram indefectíveis das Cinco Nações e dos relatos de Cordeiro do Vale, Landsdowne Road era o antigo estádio onde a Irlanda recebia.
A forma como ele pronunciava este nome, Arms Park de Cardiff, Twickenham nos arredores de Londres, Murrayfield em Edimburgo e o Parque dos Príncipes em Paris era inconfundível e prazenteira, dada a imitações entusiastas.
Num estádio diferente, no mesmo local, ver-se-á uma taça europeia voar para uma prateleira em Portugal.
Não desminto que gostaria de lá estar. Com o tal cachecol da Académica.
A festa por aqui, entre os que não são nem do Braga nem do Porto, e que sempre se fez quando uma equipa portuguesa arrebata uma taça destas, já perdeu élan por não ter sido feita quando o Porto esmagou o Vilarreal.
Que a taça já é nossa, aconteça o que acontecer.
17/05/2011
As novas oportunidades
Haja quem ponha em causa as carimbadelas das Novas Oportunidades.
PSD e PS são o pai e a mãe delas.
O exemplo aqui patente (de uma cópia deste blogue) é apenas um entre muitos do que tal coisa significa.
Trata-se enfim de fazer pouco dos que, ao mesmo tempo que trabalhavam, se esforçaram por estudar, por aprender.
Olhando para as intenções que estão por trás da ideia, é um belíssimo tiro pela culatra.
Como todas as ideias que fazem sair a correr, com o “coitadinhismo” à frente, a rufar tambores.
Mas uma bela ideia para quem quer ter títalos atrás do nome.
Haja quem ponha em causa as carimbadelas das Novas Oportunidades.
PSD e PS são o pai e a mãe delas.
O exemplo aqui patente (de uma cópia deste blogue) é apenas um entre muitos do que tal coisa significa.
Trata-se enfim de fazer pouco dos que, ao mesmo tempo que trabalhavam, se esforçaram por estudar, por aprender.
Olhando para as intenções que estão por trás da ideia, é um belíssimo tiro pela culatra.
Como todas as ideias que fazem sair a correr, com o “coitadinhismo” à frente, a rufar tambores.
Mas uma bela ideia para quem quer ter títalos atrás do nome.
Pairar
Pairando como sempre à custa da reserva mental de energia, o sobrevoo das árvores deu-lhe a ilusória impressão de que a placa gráfica, o processador e o software concorriam para uma exímia narrativa da paisagem.
Debatia-se entre a defesa e o ataque a esta ilusão.

Rob Gonsalves, Bedtime Aviation
Pairando como sempre à custa da reserva mental de energia, o sobrevoo das árvores deu-lhe a ilusória impressão de que a placa gráfica, o processador e o software concorriam para uma exímia narrativa da paisagem.
Debatia-se entre a defesa e o ataque a esta ilusão.
Rob Gonsalves, Bedtime Aviation
16/05/2011
Portas
Para Paulo Portas, o desvio de proporcionalidade entre o número de votos e os mandatos no parlamento deve-se ao método de Hondt.
Ver aqui. (44:15 a 44:28)
Para Paulo Portas, o desvio de proporcionalidade entre o número de votos e os mandatos no parlamento deve-se ao método de Hondt.
Ver aqui. (44:15 a 44:28)
15/05/2011
13/05/2011
Energia
Para um leigo muito leigo nas ciências dos fenómenos da circulação na troposfera, o último ano tem sido pródigo em imagens inéditas do satélite que fotografa o sector nordeste do Atlântico e que o IM nos oferece.
Denotam elas, aos meus olhos, maior desorganização. Ou seja, é visual essa percepção. Até que ponto ela corresponde a uma desorganização de facto e a uma maior entropia, não faço ideia.

© 2011 EUMETSAT / IM
Para um leigo muito leigo nas ciências dos fenómenos da circulação na troposfera, o último ano tem sido pródigo em imagens inéditas do satélite que fotografa o sector nordeste do Atlântico e que o IM nos oferece.
Denotam elas, aos meus olhos, maior desorganização. Ou seja, é visual essa percepção. Até que ponto ela corresponde a uma desorganização de facto e a uma maior entropia, não faço ideia.
© 2011 EUMETSAT / IM
12/05/2011
11/05/2011
A feira de Garvão
A feira de Garvão não nasceu nem com a canção de Vitorino nem com as cenas iniciais do filme de Fonseca e Costa “Os demónios de Alcácer-Quibir”.
Não.
Nasceu muitos séculos antes. Tantos que ninguém sabe ao certo quando. Talvez não muito depois nem muito antes do foral afonsino (D. Afonso III).
Também ninguém sabe ao certo quando é que começou a calhar em 9, 10 e 11 de Maio.
O que se sabe é que, ao fim de um tempo que ninguém sabe quanto é, quanto foi, alguém decidiu mudar-lhe a data. Neste ano da graça de dois mil e onze.
A tradição cede a uma hipótese de negócio. Uma mera hipótese.
Sabemos todos que o país rural passou a ter fins de semana. Que o compasso da semana americana é mestre em todo o lado.
Sabemos mesmo que talvez já nem haja país rural.
Não se trata aqui de defender com razões a data fixa.
As coisas que têm valor intrínseco não se defendem com argumentário.
Apenas se notam várias coisas:
Que seja a Câmara de Ourique (a que título?) a decidir a mudança da data.
Que no Correio do Alentejo surja uma reportagem em que se diz que a data foi mudada por diversas razões, segundo uma fonte da dita câmara. As diversas razões são aparentemente as que o artigo depois enumera.
Que na página da mesma câmara a feira surja marcada nas datas tradicionais (9, 10 e 11 de Maio) na página dos eventos. Aparentemente, ainda não criaram a regra para a data móvel.
Que por lá não vi escritas as razões de tal mudança.
Que o Zé Raúl, honra lhe seja, votou contra.
edital da C.M.O.
correcção: A acta da reunião de câmara em que a deliberação foi tomada está acessível aqui.
edital da C.M.O.
correcção: A acta da reunião de câmara em que a deliberação foi tomada está acessível aqui.
10/05/2011
09/05/2011
A morte em directo
Não se pode dizer que a morte em directo na televisão se tenha banalizado na mesma medida em que a cobertura dos acontecimentos se multiplicou.
Mas aconteceu hoje. No ciclismo.
É pornografia que eu dispenso.
O algoritmo dá-me neste momento 4211 combinações de três letras. E continua a excluir.
Não se pode dizer que a morte em directo na televisão se tenha banalizado na mesma medida em que a cobertura dos acontecimentos se multiplicou.
Mas aconteceu hoje. No ciclismo.
É pornografia que eu dispenso.
O algoritmo dá-me neste momento 4211 combinações de três letras. E continua a excluir.
Coisas da máxima importância
Trata-se agora de saber, das 17576 combinações possíveis de três letras do alfabeto latino adicionado com as três letras do costume, quais são as que não se utilizam em português, sem considerar acentos gráficos.
Um algoritmo que me tem estado a fazer o trabalho diz-me neste momento que 4761 não se utilizam. Mas continua a cortar à medida que as vai detectando em pacotes de texto com o qual o alimento.
Ora saber isto é da máxima importância. Adiante se verá a que tipo de trabalho isto serve para simplificar.
Trata-se agora de saber, das 17576 combinações possíveis de três letras do alfabeto latino adicionado com as três letras do costume, quais são as que não se utilizam em português, sem considerar acentos gráficos.
Um algoritmo que me tem estado a fazer o trabalho diz-me neste momento que 4761 não se utilizam. Mas continua a cortar à medida que as vai detectando em pacotes de texto com o qual o alimento.
Ora saber isto é da máxima importância. Adiante se verá a que tipo de trabalho isto serve para simplificar.
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