12/08/2011
10/08/2011
08/08/2011
O jogo da bola
Acontece-me com o futebol mais do que qualquer outro espectáculo. O jogo de ontem foi apenas mais um.
O meu estado mórbido é apenas compatível com a utilização do sentido da audição. Todos os outros funcionam no mínimo.
Por isso, o futebol televisionado se encaixa nas actividades para dias de resguardo.
Ao som um pouco mais excitado do relator, pode ou não corresponder uma viragem de cabeça e um descerrar das pálpebras a tempo de ver uma repetição de um golo.
A minha recaída em relação ao ciclismo verificou-se justamente em idênticas circunstâncias.
Ainda que o som do ciclismo seja mais monótono.
Acontece-me com o futebol mais do que qualquer outro espectáculo. O jogo de ontem foi apenas mais um.
O meu estado mórbido é apenas compatível com a utilização do sentido da audição. Todos os outros funcionam no mínimo.
Por isso, o futebol televisionado se encaixa nas actividades para dias de resguardo.
Ao som um pouco mais excitado do relator, pode ou não corresponder uma viragem de cabeça e um descerrar das pálpebras a tempo de ver uma repetição de um golo.
A minha recaída em relação ao ciclismo verificou-se justamente em idênticas circunstâncias.
Ainda que o som do ciclismo seja mais monótono.
07/08/2011
Capuzes
Não deixa de ser irónico entrever pretos vestidos com uma daquelas coisas com capuz, que não sendo em bico, quando branca ainda lembra vagamente o capuz do traje do KKK.
Os capuzes e os lenços ou máscaras podem impossibilitar a identificação individual.
Não evitam que se perceba se um tipo é preto ou não. Os gestos chegam e sobram. Com aquela margem de erro que um bom mistificador penetra.
Não deixa de ser irónico entrever pretos vestidos com uma daquelas coisas com capuz, que não sendo em bico, quando branca ainda lembra vagamente o capuz do traje do KKK.
Os capuzes e os lenços ou máscaras podem impossibilitar a identificação individual.
Não evitam que se perceba se um tipo é preto ou não. Os gestos chegam e sobram. Com aquela margem de erro que um bom mistificador penetra.
06/08/2011
45 anos
A acreditar nas notícias o aniversário da Ponte ficou marcado por uma morte por atropelamento.
Estranhas circunstâncias para tal sítio.
A acreditar nas notícias o aniversário da Ponte ficou marcado por uma morte por atropelamento.
Estranhas circunstâncias para tal sítio.
04/08/2011
A senhora da Junta
Eu tenho uma especial predilecção por gente diligente. E competente.
Dito isto assim, soa a óbvio e a lugar comum. Que toda a gente terá preferência pelos diligentes e preterência* pelos indigentes.
E talvez seja. No entanto, julgo que a vulgarização da indigência mental e a saudação de tontos e ausentes como pessoas muito capazes leva-me a pensar que a noção vulgar de diligência não é a minha.
O que me coloca na posição de ir contramão. Seja.
Isto para dizer que estes dias, na minha senda das Ruas com Dias, fui dar a um povoado em que o erro duplicado dizia existir uma rua 12 de Dezembro.
De déu em déu, não batendo a bota com a perdigota, fui dar à junta de freguesia.
Atendeu-me uma jovem senhora exuberante e simpática.
Talvez por o meu caso estar muito fora das expectativas, excedeu-se ela em diligências para me ajudar.
Constatámos assim, lado a lado, a ocorrência do erro. Tal rua, como de resto já me tinham afiançado alguns antigos, estacionados a uma sombra, os mesmos que me recomendaram, por via das dúvidas, o balcão da junta, não existia.
Mas consta até da lista do código postal.
* Preterência parece-me bem.
Eu tenho uma especial predilecção por gente diligente. E competente.
Dito isto assim, soa a óbvio e a lugar comum. Que toda a gente terá preferência pelos diligentes e preterência* pelos indigentes.
E talvez seja. No entanto, julgo que a vulgarização da indigência mental e a saudação de tontos e ausentes como pessoas muito capazes leva-me a pensar que a noção vulgar de diligência não é a minha.
O que me coloca na posição de ir contramão. Seja.
Isto para dizer que estes dias, na minha senda das Ruas com Dias, fui dar a um povoado em que o erro duplicado dizia existir uma rua 12 de Dezembro.
De déu em déu, não batendo a bota com a perdigota, fui dar à junta de freguesia.
Atendeu-me uma jovem senhora exuberante e simpática.
Talvez por o meu caso estar muito fora das expectativas, excedeu-se ela em diligências para me ajudar.
Constatámos assim, lado a lado, a ocorrência do erro. Tal rua, como de resto já me tinham afiançado alguns antigos, estacionados a uma sombra, os mesmos que me recomendaram, por via das dúvidas, o balcão da junta, não existia.
Mas consta até da lista do código postal.
* Preterência parece-me bem.
112
A quantidade de imbecis por metro quadrado, que é uma quantidade que não depende da vontade de ninguém, nem da situação política, antes decorre da ordem natural das coisas, pode por vezes, passe a redundância, quantificar-se, por revelação instantânea.
Pode quantificar-se pela medição do número de opiniões sobre o caso da chamada para o 112 que não têm qualquer contacto com a realidade dos factos.
É sempre assim quando há um caso que vende jornais e anúncios de televisão. Quem opina a correr não tem a menor ideia do assunto sobre o qual opina.
A questão da localização, referida no post para o qual remete a ligação, espero que esteja melhorada. Com as ferramentas que há actualmente.
A quantidade de imbecis por metro quadrado, que é uma quantidade que não depende da vontade de ninguém, nem da situação política, antes decorre da ordem natural das coisas, pode por vezes, passe a redundância, quantificar-se, por revelação instantânea.
Pode quantificar-se pela medição do número de opiniões sobre o caso da chamada para o 112 que não têm qualquer contacto com a realidade dos factos.
É sempre assim quando há um caso que vende jornais e anúncios de televisão. Quem opina a correr não tem a menor ideia do assunto sobre o qual opina.
A questão da localização, referida no post para o qual remete a ligação, espero que esteja melhorada. Com as ferramentas que há actualmente.
01/08/2011
Sintonia
Estou em sintonia com o PCP quando o ouço pedir a conta.
A contazinha, bem explicadinha, do que custou e do que rendeu o BPN.
Dispenso os comentários às ditas contas e concomitantes justificações.

(clicando, auditarão, pelo menos, a foto)
Estou em sintonia com o PCP quando o ouço pedir a conta.
A contazinha, bem explicadinha, do que custou e do que rendeu o BPN.
Dispenso os comentários às ditas contas e concomitantes justificações.
(clicando, auditarão, pelo menos, a foto)
31/07/2011
Dez
Há carros cuja traseira é dez números mais nova do que a dianteira.
E ninguém dá por isso.
Ou a história que se reinventa. A curto prazo.
Há carros cuja traseira é dez números mais nova do que a dianteira.
E ninguém dá por isso.
Ou a história que se reinventa. A curto prazo.
30/07/2011
29/07/2011
28/07/2011
27/07/2011
Eyes wide shut
De olhos bem fechados, atente-se no discurso.
Pelo timbre, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Pelo tema, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Pela opinião, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Há, porém, uma coisa que os pode distinguir – o uso dos silogismos.
Entrementes, a fancaria vai ocupando as prateleiras da loja.
De olhos bem fechados, atente-se no discurso.
Pelo timbre, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Pelo tema, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Pela opinião, pode ser Passos Coelho, pode ser António José Seguro.
Há, porém, uma coisa que os pode distinguir – o uso dos silogismos.
Entrementes, a fancaria vai ocupando as prateleiras da loja.
26/07/2011
Vibração
Numa sociedade toda virada para a protecção aos idosos e às crianças e o mais que se sabe, estranha-se que a essa protecção se sobreponha o politicamente correcto que fecha os ouvidos e os sensores aos carros dos Cro-Magnon que emitem vibrações – há quem ache que é música – capaz de fazer disparar os alarmes dos outros automóveis.
Não se consegue explicar a um Cro-Magnon aquilo que os medievais descobriram, quanto mais...
Se não fôr de multa pesada e carro apreendido, não há solução.
Numa sociedade toda virada para a protecção aos idosos e às crianças e o mais que se sabe, estranha-se que a essa protecção se sobreponha o politicamente correcto que fecha os ouvidos e os sensores aos carros dos Cro-Magnon que emitem vibrações – há quem ache que é música – capaz de fazer disparar os alarmes dos outros automóveis.
Não se consegue explicar a um Cro-Magnon aquilo que os medievais descobriram, quanto mais...
Se não fôr de multa pesada e carro apreendido, não há solução.
Preocupação
Um mero acaso levou-me a tropeçar no gráfico segunte.

Tendo em conta uma certa intuição maligna, a coisa é preocupante.
Um mero acaso levou-me a tropeçar no gráfico segunte.
Tendo em conta uma certa intuição maligna, a coisa é preocupante.
25/07/2011
Questões essenciais
Se eu vou sózinho sentado a estibordo da traineira, vendo o mar de Angola passar-me à frente, ondulando, ele o mar para Norte, há alguma razão para que eu não conheça já o patrão da embarcação?
Há alguma razão para que eu não o possa ver, num outro quadro, sem que me passe pelo sonho a ideia de me levantar e dizer para quem não me ouvia: Deixa lá ver se neste sonho conheço mais alguém. O patrão, por exemplo. Só dele supunha conhecimento uma vez que o barco se movia e tinha rumo.
Levantei-me e desci à cabine.
Era um velhote com boné de marinheiro, óculos de massa e duas grossas lentes, uma delas rachada e colada com fita adesiva. Pouco mais do que me ignorou.
Tripulação não vi. Mas vi a bela cujo dono se apressou a beijá-la ao pressentir os meus instintos. E mais uns quantos que compunham o quadro. Sem serem vistos.
Se eu vou sózinho sentado a estibordo da traineira, vendo o mar de Angola passar-me à frente, ondulando, ele o mar para Norte, há alguma razão para que eu não conheça já o patrão da embarcação?
Há alguma razão para que eu não o possa ver, num outro quadro, sem que me passe pelo sonho a ideia de me levantar e dizer para quem não me ouvia: Deixa lá ver se neste sonho conheço mais alguém. O patrão, por exemplo. Só dele supunha conhecimento uma vez que o barco se movia e tinha rumo.
Levantei-me e desci à cabine.
Era um velhote com boné de marinheiro, óculos de massa e duas grossas lentes, uma delas rachada e colada com fita adesiva. Pouco mais do que me ignorou.
Tripulação não vi. Mas vi a bela cujo dono se apressou a beijá-la ao pressentir os meus instintos. E mais uns quantos que compunham o quadro. Sem serem vistos.
Doença auto-imune
Confesso que esta designação sempre me pareceu um pouco dúbia. Talvez escarafunchando um pouco no dicionário se conseguisse uma designação mais conforme com o conceito.
Isto para dizer que, ao que parece, não se tratou em Oslo de infecção exógena mas de doença auto-imune.
Num caso ou noutro, trata-se de um organismo que se debate com patologias a que se deve dar atenção.
Confesso que esta designação sempre me pareceu um pouco dúbia. Talvez escarafunchando um pouco no dicionário se conseguisse uma designação mais conforme com o conceito.
Isto para dizer que, ao que parece, não se tratou em Oslo de infecção exógena mas de doença auto-imune.
Num caso ou noutro, trata-se de um organismo que se debate com patologias a que se deve dar atenção.
24/07/2011
Referenciais de inércia
Uma coisa que me deixa curioso é que tipo de algoritmos usam os tipos que fazem as contas dos atrasos, ao longo da corrida, no ciclismo.
Não me parece que seja tão simples como fixar as coordenadas de um ponto P e ver quanto tempo demora o ciclista B a passar por lá depois do ciclista A.
Uma coisa que me deixa curioso é que tipo de algoritmos usam os tipos que fazem as contas dos atrasos, ao longo da corrida, no ciclismo.
Não me parece que seja tão simples como fixar as coordenadas de um ponto P e ver quanto tempo demora o ciclista B a passar por lá depois do ciclista A.
Ganhou o Cadelo
No ciclismo, os nomes são tudo.
Jorge Corvo, Van Impe, Fernando Escartín, Davide Rebellin, Vidal Fitas, Cadel Evans. Para não maçar os meus leitores com uma lista exaustiva.
Este ano, acabo por ver um dos meus favoritos no ponto mais alto, ali à sombra do Arco do Triunfo.
É façanha, para quem escolhe pela sonoridade!

imagem do site do Tour
No ciclismo, os nomes são tudo.
Jorge Corvo, Van Impe, Fernando Escartín, Davide Rebellin, Vidal Fitas, Cadel Evans. Para não maçar os meus leitores com uma lista exaustiva.
Este ano, acabo por ver um dos meus favoritos no ponto mais alto, ali à sombra do Arco do Triunfo.
É façanha, para quem escolhe pela sonoridade!
imagem do site do Tour
23/07/2011
Os factos e as opiniões
Não sei por quê mas não me cheira que a Estação da Funcheira tenha sido inaugurada há exactos cem anos.
Creio que será cerca de cinco a dez anos mais nova.
Matéria de facto, susceptível de controvérsia quando a minha ignorância preenche os espaços quase todos.
Ora o Diário do Alentejo que faz referência a uma história que ouvi contar diversas vezes e que situo essa sim há cerca de cem anos, vem sustentar as minhas dúvidas. Há exactos cem anos passou-se qualquer coisa. Mas não foi decerto a inauguração da estação, estou capaz de apostar.
N’A Capital nem uma linha. Na véspera desse dia e nos dias seguintes.

espólio Campos Vilhena - postal ilustrado (autor e editor desconhecidos)
Não sei por quê mas não me cheira que a Estação da Funcheira tenha sido inaugurada há exactos cem anos.
Creio que será cerca de cinco a dez anos mais nova.
Matéria de facto, susceptível de controvérsia quando a minha ignorância preenche os espaços quase todos.
Ora o Diário do Alentejo que faz referência a uma história que ouvi contar diversas vezes e que situo essa sim há cerca de cem anos, vem sustentar as minhas dúvidas. Há exactos cem anos passou-se qualquer coisa. Mas não foi decerto a inauguração da estação, estou capaz de apostar.
N’A Capital nem uma linha. Na véspera desse dia e nos dias seguintes.
espólio Campos Vilhena - postal ilustrado (autor e editor desconhecidos)
22/07/2011
Terrorismo
A Europa não está preparada para lidar com infecções.
Trata o terrorismo com demasiado espalhafato e sem medidas sérias para o prevenir.
Como alguém que tem um panarício motivado por um exposição permanente a cortes infectos e sai para a rua aos berros e de mãos na cabeça.
O mesmo espalhafato que fariam vizinhos, familiares e amigos presentes se se tratasse de um caso com prognóstico de morte a curto prazo.
Que o terrorismo é uma infecção devida a agentes externos infiltrados e decididos a causarem dano, não me restam dúvidas.
Talvez fosse altura de tomar algumas precauções profilácticas. De procurar identificar os agentes infecciosos mais a sério e eliminá-los. Sem muito barulho.
Post Scriptum: A tentativa que aparentemente foi tentada em Portugal dias atrás coincide em grande parte com os meus receios.
A Europa não está preparada para lidar com infecções.
Trata o terrorismo com demasiado espalhafato e sem medidas sérias para o prevenir.
Como alguém que tem um panarício motivado por um exposição permanente a cortes infectos e sai para a rua aos berros e de mãos na cabeça.
O mesmo espalhafato que fariam vizinhos, familiares e amigos presentes se se tratasse de um caso com prognóstico de morte a curto prazo.
Que o terrorismo é uma infecção devida a agentes externos infiltrados e decididos a causarem dano, não me restam dúvidas.
Talvez fosse altura de tomar algumas precauções profilácticas. De procurar identificar os agentes infecciosos mais a sério e eliminá-los. Sem muito barulho.
Post Scriptum: A tentativa que aparentemente foi tentada em Portugal dias atrás coincide em grande parte com os meus receios.
Comentários
Já não é a primeira vez que a cópia de disparates ouvidos da boca dos especialistas em ciclismo me causa saudades de David Duffield, o comentador do Eurosport.
Por cá, havia Francisco Figueiredo que, tal como Duffield, não levava demasiado a sério a parte da competição e se perdia em comentários verdadeiramente interessantes como os pratos típicos da zona, os pontos de interesse, enquanto não relembrava histórias antigas de ciclismo.
Estes não.
Metem-se a fazer diagnósticos e prognósticos com métodos infantis de observação e de raciocínio.
Usam depois uns axiomas do ciclismo que, postos à prova, nunca se verificaram verdadeiros.
Mas que persistem, apesar de negados.
Já não é a primeira vez que a cópia de disparates ouvidos da boca dos especialistas em ciclismo me causa saudades de David Duffield, o comentador do Eurosport.
Por cá, havia Francisco Figueiredo que, tal como Duffield, não levava demasiado a sério a parte da competição e se perdia em comentários verdadeiramente interessantes como os pratos típicos da zona, os pontos de interesse, enquanto não relembrava histórias antigas de ciclismo.
Estes não.
Metem-se a fazer diagnósticos e prognósticos com métodos infantis de observação e de raciocínio.
Usam depois uns axiomas do ciclismo que, postos à prova, nunca se verificaram verdadeiros.
Mas que persistem, apesar de negados.
21/07/2011
Pestana
É o que se chama abrir (parte d)a pestana.
Mesmo que não se perceba o que é uma parte num conceito. Nem que se veja como é possível abrir um cabelo de forma expedita.
Mas houve qualquer coisa que caiu naquela reunião em Bruxelas – a moeda, talvez. A taxa, digo.
É o que se chama abrir (parte d)a pestana.
Mesmo que não se perceba o que é uma parte num conceito. Nem que se veja como é possível abrir um cabelo de forma expedita.
Mas houve qualquer coisa que caiu naquela reunião em Bruxelas – a moeda, talvez. A taxa, digo.
Буран
Ao encerrar o ciclo de exploração espacial do programa Space Shuttle (40% de perdas – dois veículos em cinco), a NASA enterra também o esquecido Buran, réplica soviética pouco à altura, no puro sentido dimensional do termo.

emblema retirado do site da NASA
* descontando o Enterprise que não fez voos espaciais
Ao encerrar o ciclo de exploração espacial do programa Space Shuttle (40% de perdas – dois veículos em cinco), a NASA enterra também o esquecido Buran, réplica soviética pouco à altura, no puro sentido dimensional do termo.
emblema retirado do site da NASA
* descontando o Enterprise que não fez voos espaciais
20/07/2011
Uma parte da questão
O Pingo Doce acaba de arrumar uma parte da questão.
O remanescente remanesce.
Mendel, diz o Google hoje.
Mendelssohn
Mandelbrot
Acrescento.
O Pingo Doce acaba de arrumar uma parte da questão.
O remanescente remanesce.
Mendel, diz o Google hoje.
Mendelssohn
Mandelbrot
Acrescento.
19/07/2011
Macário
Quais serão as palavras que estão entre a compreensão de Macário Correia pela introdução de portagens na Via Infante de Sagres e a sua posição de eventual comparência numa manifestação contra a dita introdução?
Isto a julgar pelos trechos que a RTP revelou de uma sua comunicação.
Quais serão as palavras que estão entre a compreensão de Macário Correia pela introdução de portagens na Via Infante de Sagres e a sua posição de eventual comparência numa manifestação contra a dita introdução?
Isto a julgar pelos trechos que a RTP revelou de uma sua comunicação.
18/07/2011
Apreensão
Acho que se tornou um passatempo nas mesas da Mexicana a partir da manhã em que o jornal “O Dia” passou a ter como título de 1ª página “Criança de 71 anos...”
Nessa altura, era apenas o maior ou menor jeito para desenhar letras de imprensa e intercalá-las, justapô-las onde fosse.
Hoje, é tudo muito mais fácil. Já não dá é para exibir o jornal e provocar caras de espanto nos circunstantes que espreitavam as gordas do jornal do vizinho.

página do Correio da Manhã manifestamente roubada ao Templário.
Acho que se tornou um passatempo nas mesas da Mexicana a partir da manhã em que o jornal “O Dia” passou a ter como título de 1ª página “Criança de 71 anos...”
Nessa altura, era apenas o maior ou menor jeito para desenhar letras de imprensa e intercalá-las, justapô-las onde fosse.
Hoje, é tudo muito mais fácil. Já não dá é para exibir o jornal e provocar caras de espanto nos circunstantes que espreitavam as gordas do jornal do vizinho.
página do Correio da Manhã manifestamente roubada ao Templário.
17/07/2011
Impostos, taxas, contribuições, portagens e derramas
Grande parte da discussão sobre o orçamento é sobre a forma como o pagode vai pagar – se é por multibanco, por cheque, por letra ou em moedas.
A discussão sobre a utilidade das coisas que ele paga essa é que tem que ser sempre abafada.
Porque o dinheiro é preciso. Já.
Grande parte da discussão sobre o orçamento é sobre a forma como o pagode vai pagar – se é por multibanco, por cheque, por letra ou em moedas.
A discussão sobre a utilidade das coisas que ele paga essa é que tem que ser sempre abafada.
Porque o dinheiro é preciso. Já.
16/07/2011
Na rede
Suponhamos que existe um certa urgência em contactar Fulano de Tal, velho conhecido (se há coisas que se tornaram mais difíceis de obter, mesmo na idade da informação, uma delas é o número de telemóvel de alguém).
Suponhamos que o fixo, fácil de obter, nos premeia com um sinal de impedimento.
Suponhamos que à mão está alguém que terá algures o número de telefone da mulher do dito que talvez seja diverso deste que se obteve e se encontra inacessível.
Suponhamos que, no entretanto, se vai pela rede à caça do homem.
Suponhamos que se não encontra nenhum número de telefone para além do que já se tentou mas... tropeça-se num edital em que aparecem juntos os nomes de Fulano de Tal e Senhora.
Ainda se vai a tempo de dizer: Não vale a pena procurar o número. Já não liga um a outro.
E de evitar um desconchavo.
Suponhamos que tudo isto aconteceu e no final Fulano de Tal estava do outro lado da linha. Da antena. Sem suspeitar que os seus assuntos particulares estavam à vista de um acaso.
Suponhamos que existe um certa urgência em contactar Fulano de Tal, velho conhecido (se há coisas que se tornaram mais difíceis de obter, mesmo na idade da informação, uma delas é o número de telemóvel de alguém).
Suponhamos que o fixo, fácil de obter, nos premeia com um sinal de impedimento.
Suponhamos que à mão está alguém que terá algures o número de telefone da mulher do dito que talvez seja diverso deste que se obteve e se encontra inacessível.
Suponhamos que, no entretanto, se vai pela rede à caça do homem.
Suponhamos que se não encontra nenhum número de telefone para além do que já se tentou mas... tropeça-se num edital em que aparecem juntos os nomes de Fulano de Tal e Senhora.
Ainda se vai a tempo de dizer: Não vale a pena procurar o número. Já não liga um a outro.
E de evitar um desconchavo.
Suponhamos que tudo isto aconteceu e no final Fulano de Tal estava do outro lado da linha. Da antena. Sem suspeitar que os seus assuntos particulares estavam à vista de um acaso.
14/07/2011
13/07/2011
12/07/2011
11/07/2011
Notas com cifrões
Já não há pachorra para os tipos que descobriram agora as agências de notação.
Um jornalista que escreve “O comércio de artigos de luxo disparou apesar da crise” é um jornalista que não conhece o conceito de adversidade, de adversativo.
Uma câmara municipal que gasta dinheiro em folhetos a cores (já não em papel acetinado mas em papel reciclado, ao que me parece) e indica logo no início do dito que está solidária com os munícipes é no mínimo ridícula. No mínimo. Podemos depois ir buscar a alegoria da pipa de vinho (cuja há mais de seis anos aqui chamei a terreiro).

clicar para ver a capa do folheto
Já não há pachorra para os tipos que descobriram agora as agências de notação.
Um jornalista que escreve “O comércio de artigos de luxo disparou apesar da crise” é um jornalista que não conhece o conceito de adversidade, de adversativo.
Uma câmara municipal que gasta dinheiro em folhetos a cores (já não em papel acetinado mas em papel reciclado, ao que me parece) e indica logo no início do dito que está solidária com os munícipes é no mínimo ridícula. No mínimo. Podemos depois ir buscar a alegoria da pipa de vinho (cuja há mais de seis anos aqui chamei a terreiro).
clicar para ver a capa do folheto
09/07/2011
08/07/2011
07/07/2011
Papel higiénico
O que não falta por esse mundo fora é a imprensa feita à imagem do que se diz ser a ânsia dos simples.
Talvez ninguém saiba muito bem o que é a ânsia dos simples. Isso pouco importa desde que se ponha à disposição deles qualquer coisa que eles comprem.
Diz que o “News of the World” fechará as portas. Não creio que seja um sinal de algo positivo. Apenas um episódio menor, embora com estrondo, na história da imprensa.
Tudo voltará a ser como era.
O que não falta por esse mundo fora é a imprensa feita à imagem do que se diz ser a ânsia dos simples.
Talvez ninguém saiba muito bem o que é a ânsia dos simples. Isso pouco importa desde que se ponha à disposição deles qualquer coisa que eles comprem.
Diz que o “News of the World” fechará as portas. Não creio que seja um sinal de algo positivo. Apenas um episódio menor, embora com estrondo, na história da imprensa.
Tudo voltará a ser como era.
06/07/2011
Coreia do Norte
Há pouco ouvi um jornalista dizer que a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 tinha sido atribuída a uma cidade da Coreia do Norte.
Achei a coisa bizarra mas andando arredado das convenções e diplomacias do olimpismo, fiquei apenas com a pulga atrás da orelha.
Mas era mesmo mais uma asneirola.
Há pouco ouvi um jornalista dizer que a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018 tinha sido atribuída a uma cidade da Coreia do Norte.
Achei a coisa bizarra mas andando arredado das convenções e diplomacias do olimpismo, fiquei apenas com a pulga atrás da orelha.
Mas era mesmo mais uma asneirola.
05/07/2011
A formatação
Eu sei que a cultura portuguesa, e a minha em particular é pouco dada a manuais de instruções.
E ao mesmo tempo considero que há um objectivo válido em formatar mentes para fazerem só o que se lhes diz.
Para cumprirem linha a linha uma lista de procedimentos sem pestanejar.
Posto isto, já não tenho paciência para lidar com gente que me parece um autómato. Que é um autómato. Embora a voz pareça de facto humana.
Prima 2 para desligar.
Eu sei que a cultura portuguesa, e a minha em particular é pouco dada a manuais de instruções.
E ao mesmo tempo considero que há um objectivo válido em formatar mentes para fazerem só o que se lhes diz.
Para cumprirem linha a linha uma lista de procedimentos sem pestanejar.
Posto isto, já não tenho paciência para lidar com gente que me parece um autómato. Que é um autómato. Embora a voz pareça de facto humana.
Prima 2 para desligar.
03/07/2011
02/07/2011
01/07/2011
Comadres
Uma das características da sociedade actual é a propagação vertiginosa nos meios de informação do coscuvilho das comadres.
Verdades como punhos baseadas em rumores, em suposições, em fantasias até. Muitas vezes não resistindo sequer ao mais básico dos testes da lógica, da dedução.
Que fazem o seu percurso e são repetidas por pseudo-intelectuais com nome na praça e sujeitas a escrutínio não de consistência e veracidade mas de consequência e prognóstico, de valorização moral, política e por aí fora.
Todos os dias há exemplos disto.
Uma das características da sociedade actual é a propagação vertiginosa nos meios de informação do coscuvilho das comadres.
Verdades como punhos baseadas em rumores, em suposições, em fantasias até. Muitas vezes não resistindo sequer ao mais básico dos testes da lógica, da dedução.
Que fazem o seu percurso e são repetidas por pseudo-intelectuais com nome na praça e sujeitas a escrutínio não de consistência e veracidade mas de consequência e prognóstico, de valorização moral, política e por aí fora.
Todos os dias há exemplos disto.
30/06/2011
29/06/2011
27/06/2011
A reprodução do erro
Não há nada mais banal do que a reprodução do erro.
Na escrita, é normalmente aquela asneira que alguém escreve em letra de forma e que depois é copiada ene vezes sem sentido crítico.
Comprei estes dias uma publicação da Câmara Municipal de Sintra que pretende ser uma monografia muito pela rama de Queluz e do seu termo.

Logo nas primeiras páginas, um erro de palmatória – o anúncio da auto-estrada inaugurada em 1949 entre Queluz e o Cacém. Coisa que já vi escrita alhures, por mais de uma vez.

De facto, em 1949 foi inaugurada a variante à E.N. 249 entre Queluz e o Cacém, estrada (e não auto-estrada) que toda a gente da zona conheceu sem grandes modificações até aos tempos de Cavaco Silva.

DL online na Fundação Mário Soares

trecho do mapa do ACP de 1970
O livro tem data de edição de 2001. Nessa altura até as crianças se lembravam de tal estrada.
Sou dos pensam que quem se mete a fazer uma monografia de um local deve ter ele próprio bastante memória do sítio.
Significa isto que nenhuma das pessoas que escreveu e reviu o texto tem (tinha) essa memória.
E não a tendo, embarcou no primeiro disparate que leu em letra de forma. Muito mau sinal.
A bem dizer, auto-estrada entre Queluz e o Cacém só passou a existir quando o IC19 foi recentemente requalificado em A37.
Não há nada mais banal do que a reprodução do erro.
Na escrita, é normalmente aquela asneira que alguém escreve em letra de forma e que depois é copiada ene vezes sem sentido crítico.
Comprei estes dias uma publicação da Câmara Municipal de Sintra que pretende ser uma monografia muito pela rama de Queluz e do seu termo.
Logo nas primeiras páginas, um erro de palmatória – o anúncio da auto-estrada inaugurada em 1949 entre Queluz e o Cacém. Coisa que já vi escrita alhures, por mais de uma vez.
De facto, em 1949 foi inaugurada a variante à E.N. 249 entre Queluz e o Cacém, estrada (e não auto-estrada) que toda a gente da zona conheceu sem grandes modificações até aos tempos de Cavaco Silva.
DL online na Fundação Mário Soares
trecho do mapa do ACP de 1970
O livro tem data de edição de 2001. Nessa altura até as crianças se lembravam de tal estrada.
Sou dos pensam que quem se mete a fazer uma monografia de um local deve ter ele próprio bastante memória do sítio.
Significa isto que nenhuma das pessoas que escreveu e reviu o texto tem (tinha) essa memória.
E não a tendo, embarcou no primeiro disparate que leu em letra de forma. Muito mau sinal.
A bem dizer, auto-estrada entre Queluz e o Cacém só passou a existir quando o IC19 foi recentemente requalificado em A37.
25/06/2011
Ocorrências de um sol posto sem maresia
Faz-se uma apreciação do cheiro a sardinha assada.
Se o cheiro a sardinha assada é sempre suportável, se só o é de barriga vazia, se só o é no exterior...
Não confundir com o cheiro pós-sardinha assada. Nem esquecer os que detestam tal coisa.
Mais adiante, observa-se uma fêmea da espécie que se entretém no canteiro talvez junto ao prédio onde reside, a mondar.
Olhando com mais atenção, verifica-se que a fêmea não monda. É recolectora. Apanha moedas de entre as ervas como quem minera.
Abre o palmo bem aberto e as moedas reluzem, com que sol? Quase se diria não serem moedas de euro.
E há então uma altura em que se ascende à consciência de ter deixado para trás o fundo musical do talvegue para se estar no limite da audição do que toca no festo.
E eu.
Depois de há dias me ter entretido a ouvir uma emissora cuja playlist é miseravelmente curta, também me dou conta de que o reportório dos conjuntos de baile não vai muito além.
Deveria talvez ter-me apercebido de tal há uns séculos. Sei que sim.
Faz-se uma apreciação do cheiro a sardinha assada.
Se o cheiro a sardinha assada é sempre suportável, se só o é de barriga vazia, se só o é no exterior...
Não confundir com o cheiro pós-sardinha assada. Nem esquecer os que detestam tal coisa.
Mais adiante, observa-se uma fêmea da espécie que se entretém no canteiro talvez junto ao prédio onde reside, a mondar.
Olhando com mais atenção, verifica-se que a fêmea não monda. É recolectora. Apanha moedas de entre as ervas como quem minera.
Abre o palmo bem aberto e as moedas reluzem, com que sol? Quase se diria não serem moedas de euro.
E há então uma altura em que se ascende à consciência de ter deixado para trás o fundo musical do talvegue para se estar no limite da audição do que toca no festo.
E eu.
Depois de há dias me ter entretido a ouvir uma emissora cuja playlist é miseravelmente curta, também me dou conta de que o reportório dos conjuntos de baile não vai muito além.
Deveria talvez ter-me apercebido de tal há uns séculos. Sei que sim.
24/06/2011
Alfabeto latino

Ainda faltava o resgate.
O resgate que haveria de ser feito por resistentes emboscados na beira da auto-estrada.
O resgate que haveria de ser feito depois de intensa fuzilaria contra os ocupantes da Hanomag amarela que também eles eram amarelos.
Antes mesmo disso, tínhamos desembocados nus ali onde o êxodo se fazia pelas duas faixas, sem que alguém pretendesse dirigir-se para o horizonte.
E nus, corríamos perante a chuva de letras pretas de um céu azul estival. Na berma da auto-estrada amarela.
Eram essas letras sinais de uma qualquer invasão?
Uma mensagem? Enviada por quem?
Julguei ouvir alguém comentar que o facto de se tratar do alfabeto latino era um sinal qualquer na guerra contra os amarelos. Mas ali estávamos só nós. Nus e a correr.
Até que a Hanomag se aproximou, os seus ocupantes esboçaram um ataque e foram num ápice eliminados pelos nossos semelhantes, ali emboscados.
Da roupa que nos deram - a minha era verde mas não era propriamente uma farda - das armas que nos forneceram, das munições que catámos, de nós próprios há-de ter restado pouco quando o bunker finalmente soçobrou.
os carros da composição resultam de fotografias de autores alheios
Ainda faltava o resgate.
O resgate que haveria de ser feito por resistentes emboscados na beira da auto-estrada.
O resgate que haveria de ser feito depois de intensa fuzilaria contra os ocupantes da Hanomag amarela que também eles eram amarelos.
Antes mesmo disso, tínhamos desembocados nus ali onde o êxodo se fazia pelas duas faixas, sem que alguém pretendesse dirigir-se para o horizonte.
E nus, corríamos perante a chuva de letras pretas de um céu azul estival. Na berma da auto-estrada amarela.
Eram essas letras sinais de uma qualquer invasão?
Uma mensagem? Enviada por quem?
Julguei ouvir alguém comentar que o facto de se tratar do alfabeto latino era um sinal qualquer na guerra contra os amarelos. Mas ali estávamos só nós. Nus e a correr.
Até que a Hanomag se aproximou, os seus ocupantes esboçaram um ataque e foram num ápice eliminados pelos nossos semelhantes, ali emboscados.
Da roupa que nos deram - a minha era verde mas não era propriamente uma farda - das armas que nos forneceram, das munições que catámos, de nós próprios há-de ter restado pouco quando o bunker finalmente soçobrou.
os carros da composição resultam de fotografias de autores alheios
23/06/2011
21/06/2011
Diário íntimo
E é justamente quando os dias começam a ser cada vez mais curtos que, pela primeira vez, sou governado por um tipo mais novo do que eu. Coisa que, decerto, passará sempre a acontecer doravante.
Eu sei que não estou sózinho neste particular (que assim o não é) mas isso não me serve de muito.
E é justamente quando os dias começam a ser cada vez mais curtos que, pela primeira vez, sou governado por um tipo mais novo do que eu. Coisa que, decerto, passará sempre a acontecer doravante.
Eu sei que não estou sózinho neste particular (que assim o não é) mas isso não me serve de muito.
20/06/2011
19/06/2011
18/06/2011
17/06/2011
16/06/2011
The Computing-Tabulating-Recording Company
Foi criada faz hoje cem anos.
Era a época da vertigem, do progresso, do futurismo.
Hoje chama-se IBM e entretanto interferiu com tudo.
Associo Giacomo Balla a esta vertigem, que tanta falta faz cem anos depois. Ou noventa e oito, no caso do quadro, ao que dizem os registos.

Giacomo Balla, 1913
Foi criada faz hoje cem anos.
Era a época da vertigem, do progresso, do futurismo.
Hoje chama-se IBM e entretanto interferiu com tudo.
Associo Giacomo Balla a esta vertigem, que tanta falta faz cem anos depois. Ou noventa e oito, no caso do quadro, ao que dizem os registos.
Giacomo Balla, 1913
14/06/2011
13/06/2011
11/06/2011
10/06/2011
Opiniões
O Presidente da República tem as suas opiniões.
Ultimamente têm sido bastante discordantes das minhas.
Não consigo ver de que doença padeçam os portugueses que careçam dela ser curados.
A não ser a que aqui apontei há tempo. Se é que se pode chamar a isso doença.
E se é a ela que se refere o Presidente...
O Presidente da República tem as suas opiniões.
Ultimamente têm sido bastante discordantes das minhas.
Não consigo ver de que doença padeçam os portugueses que careçam dela ser curados.
A não ser a que aqui apontei há tempo. Se é que se pode chamar a isso doença.
E se é a ela que se refere o Presidente...
09/06/2011
08/06/2011
Cabeça
O Presidente da República, pegando nas palavras de um homenageado, afirmou que Portugal precisa de trabalho, trabalho, muito trabalho.
Discordo em absoluto.
O que Portugal precisa é de cabeça, cabeça, muita cabeça.
A frase não está no discurso escrito por ser uma citação oportuna. Mas ouve-se no fim.
O Presidente da República, pegando nas palavras de um homenageado, afirmou que Portugal precisa de trabalho, trabalho, muito trabalho.
Discordo em absoluto.
O que Portugal precisa é de cabeça, cabeça, muita cabeça.
A frase não está no discurso escrito por ser uma citação oportuna. Mas ouve-se no fim.
07/06/2011
Por Humphrey!
Esta coisa de abrir e de fechar ministérios, de convidar gente para a reforma - passam a ser pagos e nada produzem - e de esbanjar dinheiro no acessório há muito que deveria ter sido estancada.
Não se vislumbra o fim do sansonete.
Esta coisa de abrir e de fechar ministérios, de convidar gente para a reforma - passam a ser pagos e nada produzem - e de esbanjar dinheiro no acessório há muito que deveria ter sido estancada.
Não se vislumbra o fim do sansonete.
Jornalistas
Dizia há pouco a voz off feminina no Telejornal da RTP que (citando de memória) “[...] beneficiários falecidos continuaram a receber [...]”
A tal questão da paragem do autocarro.
Dizia há pouco a voz off feminina no Telejornal da RTP que (citando de memória) “[...] beneficiários falecidos continuaram a receber [...]”
A tal questão da paragem do autocarro.
06/06/2011
Eu tive um amigo
Eu tive um amigo que era adversário de José Sócrates.
Eu tive um amigo que era subordinante de António José Seguro.
Eu tive um amigo que esperava mais de António Guterres.
Eu tive um amigo que era um homem inteligente, capaz.
Já não tenho o amigo. Morreu na estrada há muito.
Lembro-me dele como amigo, como homem capaz.
Muito mais capaz do que esta tropa toda.
Faz falta ao Partido Socialista.
Muita falta.
O que se afigura daqui para a frente por lá é mais mediocridade.
Para mal do Partido Socialista e de Portugal.
Eu tive um amigo que era adversário de José Sócrates.
Eu tive um amigo que era subordinante de António José Seguro.
Eu tive um amigo que esperava mais de António Guterres.
Eu tive um amigo que era um homem inteligente, capaz.
Já não tenho o amigo. Morreu na estrada há muito.
Lembro-me dele como amigo, como homem capaz.
Muito mais capaz do que esta tropa toda.
Faz falta ao Partido Socialista.
Muita falta.
O que se afigura daqui para a frente por lá é mais mediocridade.
Para mal do Partido Socialista e de Portugal.
Melhor

Foi possível fazer melhor.
O boletim da esquerda acusa neste momento um total de 54, igual ao recorde de há seis anos.
Mas será reduzido com os eventuais acertos nos mandatos atribuídos pela emigração.
Este método – que é o “então vamos lá ver quantos votos é que estes tipos vão ter desta vez?” em cada círculo eleitoral, aplicando depois o método de Hondt – parece não ser muito menos eficaz que muitos dos métodos escolásticos que por aí se viram.
Mas isto sou eu a escrever.
Foi possível fazer melhor.
O boletim da esquerda acusa neste momento um total de 54, igual ao recorde de há seis anos.
Mas será reduzido com os eventuais acertos nos mandatos atribuídos pela emigração.
Este método – que é o “então vamos lá ver quantos votos é que estes tipos vão ter desta vez?” em cada círculo eleitoral, aplicando depois o método de Hondt – parece não ser muito menos eficaz que muitos dos métodos escolásticos que por aí se viram.
Mas isto sou eu a escrever.
05/06/2011
Ambiente
Na fúria evangelizadora dos Dias Mundiais, 5 de Junho é o Dia Mundial do Ambiente.
Há muitos anos, noutra encarnação, era salvo o erro ditame do programa lectivo da disciplina que então ministrava, a feitura de um cartaz alusivo.
De todos os que os alunos produziram, houve um que ainda hoje me vem à memória e que serviu de modelo à ilustração aposta.
Recordo-me que combinava traço preciso e boa combinação de cores.
E que, acima de tudo, com os círculos verdes copa d’árvore materializava a ideia entranhada nas massas que a cor do ambiente é o verde.
Eu não sei se o ambiente tem cor mas tenho a certeza de que a cor natural ecuménica é o azul.
Em todos os céus aparece. Em todos ou quase todos os lagos se vê reflectido. Em muitos dos rios se vislumbra. Em toda a praia se divisa.
Já o verde que pode cansar na selva não se entrevê no deserto. É ralo na savana e inexistente nos pólos.
Eu não sei se o ambiente tem cor. Se não será transparente o ambiente que envolve os humanos e toda a fauna e flora terrestres e aéreas.
Pode até ser amarelo como o olho de Ra que paira sobre todos.
Não sei se tem. Não sei.
Na fúria evangelizadora dos Dias Mundiais, 5 de Junho é o Dia Mundial do Ambiente.
Há muitos anos, noutra encarnação, era salvo o erro ditame do programa lectivo da disciplina que então ministrava, a feitura de um cartaz alusivo.
De todos os que os alunos produziram, houve um que ainda hoje me vem à memória e que serviu de modelo à ilustração aposta.
Recordo-me que combinava traço preciso e boa combinação de cores.
E que, acima de tudo, com os círculos verdes copa d’árvore materializava a ideia entranhada nas massas que a cor do ambiente é o verde.
Eu não sei se o ambiente tem cor mas tenho a certeza de que a cor natural ecuménica é o azul.
Em todos os céus aparece. Em todos ou quase todos os lagos se vê reflectido. Em muitos dos rios se vislumbra. Em toda a praia se divisa.
Já o verde que pode cansar na selva não se entrevê no deserto. É ralo na savana e inexistente nos pólos.
Eu não sei se o ambiente tem cor. Se não será transparente o ambiente que envolve os humanos e toda a fauna e flora terrestres e aéreas.
Pode até ser amarelo como o olho de Ra que paira sobre todos.
Não sei se tem. Não sei.
04/06/2011
03/06/2011
A escola de Chicago
A jornalista da RTP que cobria a atribuição do Pritzker a Souto Moura afirmou que Barack Obama nasceu em Chicago.
Se Donald Trump a ouvir e a perceber...
A jornalista da RTP que cobria a atribuição do Pritzker a Souto Moura afirmou que Barack Obama nasceu em Chicago.
Se Donald Trump a ouvir e a perceber...
02/06/2011
Talvez me engane
Ia jurar que às 2:00 TMG (3:00 de Lisboa) houve algures um sismo significativo.
actualização às 3:00 TMG (4:00 de Lisboa): Não creio que se tratasse deste sismo. Dado o erro na hora e a magnitude assinalada.
actualização às 20:00 TMG (21:00 de Lisboa): O site do IM assinala às 2:57 TMG um sismo de magnitude 1,4 no Banco Gorringe. A haver um lapso na hora, os três minutos são perfeitamente aceitáveis para a propagação. Notei que o tremor foi excepcionalmente prolongado, comparando com os últimos sismos sentidos.
actualização às 21:00 TMG (22:00 de Lisboa)): Deixando de tresler as horas, parece-me ter sido este evento.
Ia jurar que às 2:00 TMG (3:00 de Lisboa) houve algures um sismo significativo.
actualização às 3:00 TMG (4:00 de Lisboa): Não creio que se tratasse deste sismo. Dado o erro na hora e a magnitude assinalada.
actualização às 20:00 TMG (21:00 de Lisboa): O site do IM assinala às 2:57 TMG um sismo de magnitude 1,4 no Banco Gorringe. A haver um lapso na hora, os três minutos são perfeitamente aceitáveis para a propagação. Notei que o tremor foi excepcionalmente prolongado, comparando com os últimos sismos sentidos.
actualização às 21:00 TMG (22:00 de Lisboa)): Deixando de tresler as horas, parece-me ter sido este evento.
01/06/2011
30/05/2011
Num mundo de doidos
Os jormalistas aferem e tergiversam sobre os diferentes instantes em que as personagens pedem a maioria absoluta.
E assim as instam, com a sua lengalenga, a fazê-lo.
É esta uma exemplar ilustração da doidice que caracteriza a sociedade actual, que leva já uns bons anos de uso:
Quem pede uma maioria absoluta, quase sempre o faz tendo em vista uma certa marca de vodka e copo cheio, é bom de ver. É um pedido interessante, tão interessante que todas as campanhas eleitorais são marcadas pela sua ocorrência. Há o antes e o depois do pedido de maioria absoluta. Já pediu a maioria absoluta? Desde que pediu a maioria absoluta...

com a devida vénia à marca registada
Os jormalistas aferem e tergiversam sobre os diferentes instantes em que as personagens pedem a maioria absoluta.
E assim as instam, com a sua lengalenga, a fazê-lo.
É esta uma exemplar ilustração da doidice que caracteriza a sociedade actual, que leva já uns bons anos de uso:
Quem pede uma maioria absoluta, quase sempre o faz tendo em vista uma certa marca de vodka e copo cheio, é bom de ver. É um pedido interessante, tão interessante que todas as campanhas eleitorais são marcadas pela sua ocorrência. Há o antes e o depois do pedido de maioria absoluta. Já pediu a maioria absoluta? Desde que pediu a maioria absoluta...
com a devida vénia à marca registada
29/05/2011
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