14/12/2011
13/12/2011
12/12/2011
Inconstitucionalissimamente
Ora aí está!
Uma vez em que esta bizarra palavra, que vem ad hoc das charadas, se afigura necessária para ilustrar o modo de pensar dos que julgam que considerar um limite para um deficit como palavra da Constituição tem algum tipo de relevância para a vida nos anos que temos pela frente. Ou para quaisquer outros, sendo que a ideia se refere aos que temos de imediato pela frente.
E é isto que esta gente anda a discutir!
Inconstitucionalissimamente e rematadissimamente...
Ora aí está!
Uma vez em que esta bizarra palavra, que vem ad hoc das charadas, se afigura necessária para ilustrar o modo de pensar dos que julgam que considerar um limite para um deficit como palavra da Constituição tem algum tipo de relevância para a vida nos anos que temos pela frente. Ou para quaisquer outros, sendo que a ideia se refere aos que temos de imediato pela frente.
E é isto que esta gente anda a discutir!
Inconstitucionalissimamente e rematadissimamente...
Uma espécie de boletim
Há quem compre estações meteorológicas (é um dos meus sonhos de consumo) e quem se dedique voluntariamente a recolher dados de forma sistemática.
Dados esses assim recolhidos que informaram durante décadas os boletins oficiais.
E há quem faça coisas destas, com um método muito pouco científico, mais poético do que prosaico como conviria à precisão:

(clicar para ler, ende querendo)
Há quem compre estações meteorológicas (é um dos meus sonhos de consumo) e quem se dedique voluntariamente a recolher dados de forma sistemática.
Dados esses assim recolhidos que informaram durante décadas os boletins oficiais.
E há quem faça coisas destas, com um método muito pouco científico, mais poético do que prosaico como conviria à precisão:
(clicar para ler, ende querendo)
11/12/2011
10/12/2011
O meu reino por uma macro
Há, cada vez mais, uma cópia de ocasiões em que suspiro por uma macro que me substitua em trabalho de escravo.
Os erros que cometo assustam-me.
Em matéria de coisas feitas aqui na máquina e susceptíveis de a ela serem ensinadas, prefiro perder tempo a ensiná-la a fazê-las do que a corrigir depois os erros deixados por mim.
A concentração a que a programação obriga, muito depressa se dilui no trabalho repetitivo.
Há, cada vez mais, uma cópia de ocasiões em que suspiro por uma macro que me substitua em trabalho de escravo.
Os erros que cometo assustam-me.
Em matéria de coisas feitas aqui na máquina e susceptíveis de a ela serem ensinadas, prefiro perder tempo a ensiná-la a fazê-las do que a corrigir depois os erros deixados por mim.
A concentração a que a programação obriga, muito depressa se dilui no trabalho repetitivo.
08/12/2011
07/12/2011
06/12/2011
05/12/2011
Vamos à Lua!
Há uma vida atrás, numa tasca em plena Estrada de Benfica havia um magnífico quadro ou retábulo (não sei se lhe não hei-de chamar ex-voto) que consagrava o Grupo Almoçarista Fomos (ou Vamos, esta memória...) à Lua.
Era uma bela composição com as fotos dos baconautas e a competente nave alunada (estaria alunada?... esta memória...). E tinha uma data que a mesma memória que aqui já tanto pus em causa, situa nos finais dos anos 50, princípios de 60. Visionários, portanto.
Se quiser ser poético e simbolista, poderei dizer que acho que acabava por entrar lá mais vezes por causa do ex-voto do que pelo vinho ou pelos petiscos, dos quais não me ficou memória asseada.
Estava ali, num sítio já distante da recordada Estrada de Benfica, por detrás do balcão, e também já ilibado da cena de tiros ocorrida havia pouco e da qual um pedaço de chumbo torcido cravado na ombreira esquerda, de quem entra, da porta do corredor ainda era testemunho, quando me decidi a ligar um computador portátil que afinal nunca possuí e cuja posse pretendo postergar até que a tal seja obrigado.
Dessa ligação resultou uma outra, a uma rede social qualquer, e note-se que das redes sociais digo o mesmo do que dos computadores portáteis, que me informou em directo, simultâneo e a cores de que o carola cujas palavras estava lendo tinha acabado de fechar um negócio da China. Da China, não sei, agora todos sabemos como são os negócios dos chineses mas dos da China estamos menos bem informados.
Adiante. O que homem queria dizer, a mim e aos outros da simultânea, era que tinha acabado de comprar o negócio montado pela Virgin para a ida à Lua.
Os da Virgin, sabe-se lá por quê, depois das voltinhas à volta da Terra tinham decidido ir à Lua e depois não.
E era nesse não que se agarrava o nosso carola, eu próprio, e uns quantos mais, mal dormidos na certa. Ou mal deitados, que vem quase a dar no mesmo.
Ao nosso carola só lhe faltava uma coisa – o dinheiro. Por isso começara naquele mesmo momento atrás referido ou um pouco depois uma subscrição para o arranjar.
Já tinha na página um local, como nos cartazes das festas das nossas aldeias, em que se iam somando logotipos de empresas nacionais, adiante se verá a razão de serem e só serem nacionais, e o não menos competente contador de euros que, surpreendentemente ou não, deixava antever que, àquele ritmo, descontando é claro a tesão do mijo, chegaria a bom porto ou neste caso à mala para entregar aos da Virgin até ao fim do mês. Mais do que dentro do prazo de não sei quantos dias (não sei mesmo, não foi a memória que aqui me traiu) que a Virgin tinha estabelecido para fechar o negócio.
Eu, atrás do balcão, tinha deixado de prestar atenção aos pedidos dos clientes e apenas os convencia das maravilhas que uma tal empresa aportava à Pátria, já que o carola fazia questão, sabe-se lá como poderia ele certificar-se de tal, de só aceitar contributos lusos, agindo assim eu como agente empenhadíssimo de tal indústria.
Não é preciso dizer que acordei tarde e a más horas.
Há uma vida atrás, numa tasca em plena Estrada de Benfica havia um magnífico quadro ou retábulo (não sei se lhe não hei-de chamar ex-voto) que consagrava o Grupo Almoçarista Fomos (ou Vamos, esta memória...) à Lua.
Era uma bela composição com as fotos dos baconautas e a competente nave alunada (estaria alunada?... esta memória...). E tinha uma data que a mesma memória que aqui já tanto pus em causa, situa nos finais dos anos 50, princípios de 60. Visionários, portanto.
Se quiser ser poético e simbolista, poderei dizer que acho que acabava por entrar lá mais vezes por causa do ex-voto do que pelo vinho ou pelos petiscos, dos quais não me ficou memória asseada.
Estava ali, num sítio já distante da recordada Estrada de Benfica, por detrás do balcão, e também já ilibado da cena de tiros ocorrida havia pouco e da qual um pedaço de chumbo torcido cravado na ombreira esquerda, de quem entra, da porta do corredor ainda era testemunho, quando me decidi a ligar um computador portátil que afinal nunca possuí e cuja posse pretendo postergar até que a tal seja obrigado.
Dessa ligação resultou uma outra, a uma rede social qualquer, e note-se que das redes sociais digo o mesmo do que dos computadores portáteis, que me informou em directo, simultâneo e a cores de que o carola cujas palavras estava lendo tinha acabado de fechar um negócio da China. Da China, não sei, agora todos sabemos como são os negócios dos chineses mas dos da China estamos menos bem informados.
Adiante. O que homem queria dizer, a mim e aos outros da simultânea, era que tinha acabado de comprar o negócio montado pela Virgin para a ida à Lua.
Os da Virgin, sabe-se lá por quê, depois das voltinhas à volta da Terra tinham decidido ir à Lua e depois não.
E era nesse não que se agarrava o nosso carola, eu próprio, e uns quantos mais, mal dormidos na certa. Ou mal deitados, que vem quase a dar no mesmo.
Ao nosso carola só lhe faltava uma coisa – o dinheiro. Por isso começara naquele mesmo momento atrás referido ou um pouco depois uma subscrição para o arranjar.
Já tinha na página um local, como nos cartazes das festas das nossas aldeias, em que se iam somando logotipos de empresas nacionais, adiante se verá a razão de serem e só serem nacionais, e o não menos competente contador de euros que, surpreendentemente ou não, deixava antever que, àquele ritmo, descontando é claro a tesão do mijo, chegaria a bom porto ou neste caso à mala para entregar aos da Virgin até ao fim do mês. Mais do que dentro do prazo de não sei quantos dias (não sei mesmo, não foi a memória que aqui me traiu) que a Virgin tinha estabelecido para fechar o negócio.
Eu, atrás do balcão, tinha deixado de prestar atenção aos pedidos dos clientes e apenas os convencia das maravilhas que uma tal empresa aportava à Pátria, já que o carola fazia questão, sabe-se lá como poderia ele certificar-se de tal, de só aceitar contributos lusos, agindo assim eu como agente empenhadíssimo de tal indústria.
Não é preciso dizer que acordei tarde e a más horas.
04/12/2011
Serviço público
Um destes dias, será prestado um serviço egoísta à comunidade.
As Ruas Com Dias resolveram colocar uma placa a dizer “Rua Cinco de Fevereiro” num local onde tal placa não existe e deveria existir.
Dota-se assim a caderneta de cromos de uma espécie de número da bola, do tal cromo carimbado que dava direito a uma bola de futebol.
Falta o gosto a rebuçado na boca. Daqueles rebuçados.
Um destes dias, será prestado um serviço egoísta à comunidade.
As Ruas Com Dias resolveram colocar uma placa a dizer “Rua Cinco de Fevereiro” num local onde tal placa não existe e deveria existir.
Dota-se assim a caderneta de cromos de uma espécie de número da bola, do tal cromo carimbado que dava direito a uma bola de futebol.
Falta o gosto a rebuçado na boca. Daqueles rebuçados.
03/12/2011
02/12/2011
1959 - O ano em que as águas se soltaram

imagens colhidas aqui e acolá
O ano de 1959 começou e terminou com duas catástrofes semelhantes.
A primeira ocorreu em terras de Zamora, Espanha. Interessei-me por ela por ter coincidido quase com a hora em que nasci.
A segunda ocorreu junto ao Mediterrâneo, na Riviera francesa e só dela soube há alguns meses.
Distantes no espaço cerca de 1100 km e no tempo de 327 dias. De 9 de Janeiro a 2 de Dezembro.
Em ambos os casos, a ruptura de barragens mal projectadas ou mal construídas fez com que as águas sepultassem centenas de pessoas. Cerca de centena e meia em Espanha e mais de quatrocentas em França.
Faz portanto hoje 52 anos que ocorreu a segunda.
Aqui fica a nota e algumas ligações para imagens de televisão (de Espanha, a vermelho; de França, a azul):











Cresci com uma profecia até hoje falhada de que em Portugal sucederia o mesmo.
imagens colhidas aqui e acolá
O ano de 1959 começou e terminou com duas catástrofes semelhantes.
A primeira ocorreu em terras de Zamora, Espanha. Interessei-me por ela por ter coincidido quase com a hora em que nasci.
A segunda ocorreu junto ao Mediterrâneo, na Riviera francesa e só dela soube há alguns meses.
Distantes no espaço cerca de 1100 km e no tempo de 327 dias. De 9 de Janeiro a 2 de Dezembro.
Em ambos os casos, a ruptura de barragens mal projectadas ou mal construídas fez com que as águas sepultassem centenas de pessoas. Cerca de centena e meia em Espanha e mais de quatrocentas em França.
Faz portanto hoje 52 anos que ocorreu a segunda.
Aqui fica a nota e algumas ligações para imagens de televisão (de Espanha, a vermelho; de França, a azul):
Cresci com uma profecia até hoje falhada de que em Portugal sucederia o mesmo.
Boa nova
A Nação também se faz destas alegrias.
E o cimento de que ela se faz tem um categoria directamente proporcional ao grau destas emoções.
A Nação também se faz destas alegrias.
E o cimento de que ela se faz tem um categoria directamente proporcional ao grau destas emoções.
01/12/2011
30/11/2011
29/11/2011
28/11/2011
Inseguro é o Estádio Nacional (II)
É claro que há algum tempo lá puseram cadeiras estilhaçáveis e combustíveis. Era preciso fazê-lo para o tornarem mais “seguro”.
Quanto aos cro-magnons do costume, a técnica do aproveitamento piezoeléctrico de energia já existe e está experimentada.
Não é preciso deixá-los atear fogos.

fotografia de Patrícia Melo Moreira / AFP in JN
É claro que há algum tempo lá puseram cadeiras estilhaçáveis e combustíveis. Era preciso fazê-lo para o tornarem mais “seguro”.
Quanto aos cro-magnons do costume, a técnica do aproveitamento piezoeléctrico de energia já existe e está experimentada.
Não é preciso deixá-los atear fogos.
fotografia de Patrícia Melo Moreira / AFP in JN
27/11/2011
Curiosidades
Estava capaz de apostar que a bordo do MSL (Laboratório científico marciano) lançado há menos de 24 horas se encontra uma aplicação capaz de implantar o fado como canção nacional no planeta vermelho.
Afinal não era esse o desígnio de Alfredo Marciano e do seu inseparável Miltinho Neném?
Estava capaz de apostar que a bordo do MSL (Laboratório científico marciano) lançado há menos de 24 horas se encontra uma aplicação capaz de implantar o fado como canção nacional no planeta vermelho.
Afinal não era esse o desígnio de Alfredo Marciano e do seu inseparável Miltinho Neném?
26/11/2011
Expresso
Naquela linha que aqui referi há algum tempo, o Expresso ofereceu há uns meses e publicitou largamente a oferta, umas biografias de célebres.
Nessa publicitação e na capa ou lombada nem uma única menção ao autor. Nem sempre era sequer referido na contracapa. Quem se relevava era quem tinha escrito o prefácio.
Só aparecia o nome depois que se abria o livro.
Voltou o Expresso a oferecer e publicitar biografias de célebres. Desta feita, na capa vem o nome do autor.
Ainda que com menor destaque do que o do autor do prefácio, esse sempre publicitado. Bizarros critérios. Apontados para certo tipo de mentalidades.
Pode sempre dizer-se que uma biografia é escrita pelo biografado a cada dia.
Mas, caramba, alguém compilou as coisas e as escreveu. Bem ou mal. E um prefácio, excepções raras, é palha.
A cavalo dado não se deveria olhar o dente.
E ninguém me manda comprar o Expresso desde sempre. Mas são coisas que chateiam.
E eu que nem passo cartão a biografias.

(clicar para ampliar)
Naquela linha que aqui referi há algum tempo, o Expresso ofereceu há uns meses e publicitou largamente a oferta, umas biografias de célebres.
Nessa publicitação e na capa ou lombada nem uma única menção ao autor. Nem sempre era sequer referido na contracapa. Quem se relevava era quem tinha escrito o prefácio.
Só aparecia o nome depois que se abria o livro.
Voltou o Expresso a oferecer e publicitar biografias de célebres. Desta feita, na capa vem o nome do autor.
Ainda que com menor destaque do que o do autor do prefácio, esse sempre publicitado. Bizarros critérios. Apontados para certo tipo de mentalidades.
Pode sempre dizer-se que uma biografia é escrita pelo biografado a cada dia.
Mas, caramba, alguém compilou as coisas e as escreveu. Bem ou mal. E um prefácio, excepções raras, é palha.
A cavalo dado não se deveria olhar o dente.
E ninguém me manda comprar o Expresso desde sempre. Mas são coisas que chateiam.
E eu que nem passo cartão a biografias.
(clicar para ampliar)
25/11/2011
O esquecido terramoto de 25 de Novembro de 1941

No dia 25 de Novembro de 1941, pouco depois das seis da tarde, um violentíssimo terramoto ocorreu no mar a cerca de 460 milhas do Cabo da Roca e a uma distância quase igual das ilhas da Madeira e Santa Maria, nos Açores – cerca de 290 milhas de cada.

Este terramoto foi graduado na escala de Richter entre 7,9 e 8,4 e, de acordo com os dados que consultei, terá sido o sismo registado de maior magnitude no território nacional e mar adjacente.
Com esta magnitude elevada, apesar da distância, foi bem sentido em Lisboa.
No entanto hoje não figura nas habituais listas de sismos a que a imprensa deita mão. É um daqueles eventos apagados da memória colectiva a que só os especialistas se referem.
Desse ano de 1941 relembra-se o ciclone e a guerra.
É por isso que aqui deixo estes recortes de imprensa, a título de setenta anos contados:


(clicar para ampliar)
Diário de Lisboa, 26 de Novembro de 1941
Diário de Lisboa, 27 de Novembro de 1941
ABC Madrid, 26 de Novembro de 1941
ABC Sevilha, 26 de Novembro de 1941
La Vanguardia, 26 de Novembro de 1941
Fontes: Fundação Mário Soares (DL online) e hemerotecas de ABC e La Vanguardia
No dia 25 de Novembro de 1941, pouco depois das seis da tarde, um violentíssimo terramoto ocorreu no mar a cerca de 460 milhas do Cabo da Roca e a uma distância quase igual das ilhas da Madeira e Santa Maria, nos Açores – cerca de 290 milhas de cada.
Este terramoto foi graduado na escala de Richter entre 7,9 e 8,4 e, de acordo com os dados que consultei, terá sido o sismo registado de maior magnitude no território nacional e mar adjacente.
Com esta magnitude elevada, apesar da distância, foi bem sentido em Lisboa.
No entanto hoje não figura nas habituais listas de sismos a que a imprensa deita mão. É um daqueles eventos apagados da memória colectiva a que só os especialistas se referem.
Desse ano de 1941 relembra-se o ciclone e a guerra.
É por isso que aqui deixo estes recortes de imprensa, a título de setenta anos contados:
(clicar para ampliar)
Diário de Lisboa, 26 de Novembro de 1941
Diário de Lisboa, 27 de Novembro de 1941
ABC Madrid, 26 de Novembro de 1941
ABC Sevilha, 26 de Novembro de 1941
La Vanguardia, 26 de Novembro de 1941
Fontes: Fundação Mário Soares (DL online) e hemerotecas de ABC e La Vanguardia
24/11/2011
Feriado e mal pago

com a devida vénia ao Ephemera, ao Incertitudes e à CGTP e STAL.
Não sei se o dia 24 de Novembro não terá tendência a demorar-se como dia de Greve Geral. Dizem que não há duas sem três e depois de três seguidas há razão para se considerar uma série.
Devia o governo considerar esta hipótese.
É feriado, como pretende o trabalhador, e não é pago, como pretende o patrão.
Sendo feriado, dá aos trabalhadores algum descanso excepto aos que se dedicarem aos piquetes, impondo o feriado aos renitentes.
Não sendo pago, tem impacto sobre a produção mas não sobre a produtividade (hum).
E para além de tudo o mais faz bem aos fígados dos que se manifestam, gritando os seus impropérios e clamando por desiderata.
Claro que prejudica uns quantos desgraçados que precisam de se transportar ou de se tratar, por exemplo.
Mas nada que não se resolva.
Mais feriados destes resolviam em parte a questão que ora se debate se se há-de extinguir ou não o feriado de 7 de Junho.
Por mim extingue-se.
com a devida vénia ao Ephemera, ao Incertitudes e à CGTP e STAL.
Não sei se o dia 24 de Novembro não terá tendência a demorar-se como dia de Greve Geral. Dizem que não há duas sem três e depois de três seguidas há razão para se considerar uma série.
Devia o governo considerar esta hipótese.
É feriado, como pretende o trabalhador, e não é pago, como pretende o patrão.
Sendo feriado, dá aos trabalhadores algum descanso excepto aos que se dedicarem aos piquetes, impondo o feriado aos renitentes.
Não sendo pago, tem impacto sobre a produção mas não sobre a produtividade (hum).
E para além de tudo o mais faz bem aos fígados dos que se manifestam, gritando os seus impropérios e clamando por desiderata.
Claro que prejudica uns quantos desgraçados que precisam de se transportar ou de se tratar, por exemplo.
Mas nada que não se resolva.
Mais feriados destes resolviam em parte a questão que ora se debate se se há-de extinguir ou não o feriado de 7 de Junho.
Por mim extingue-se.
23/11/2011
Referências
Uma das coisas que eu calculava possível mas não sabia ao meu alcance era esbarrar literal e materialmente com um paralelo.
Foi o que aconteceu no momento em que tirava esta fotografia. Como se pode estimar pela presumida posição do ponteiro do velocímetro, a colisão foi a baixíssima velocidade.
Uma das coisas que eu calculava possível mas não sabia ao meu alcance era esbarrar literal e materialmente com um paralelo.
Foi o que aconteceu no momento em que tirava esta fotografia. Como se pode estimar pela presumida posição do ponteiro do velocímetro, a colisão foi a baixíssima velocidade.
22/11/2011
Praça pública
Ouvi uma jornalista referir que alguém teria dito que preferia que um certo processo judicial fosse discutido no tribunal e não na praça pública (coisa que me parece ser repetida amiúde).
A verdade é que não se pode impedir que a praça pública discuta a vida alheia. Tenha ela consequências sobre as vidas dos discutidores ou não.
Faz parte do mundo. As coisas são assim.
Ainda que se lamente que a imprensa, de uma maneira geral, discuta os processos em curso como os discutiriam duas ignaras comadres, é disso mesmo que se trata – de um lamento.
E os lamentos de pouco servem.
Ouvi uma jornalista referir que alguém teria dito que preferia que um certo processo judicial fosse discutido no tribunal e não na praça pública (coisa que me parece ser repetida amiúde).
A verdade é que não se pode impedir que a praça pública discuta a vida alheia. Tenha ela consequências sobre as vidas dos discutidores ou não.
Faz parte do mundo. As coisas são assim.
Ainda que se lamente que a imprensa, de uma maneira geral, discuta os processos em curso como os discutiriam duas ignaras comadres, é disso mesmo que se trata – de um lamento.
E os lamentos de pouco servem.
21/11/2011
É automático!
Aquela rábula de não pensar como é que se faz o café porque é automático compete em imbecilidade com aqueloutra em que se dizia “Se elas [as árvores] andassem, como é que tinhas sombra?”
Será que a coisa foi estudada para um público-alvo, perdão, alvar?
Aquela rábula de não pensar como é que se faz o café porque é automático compete em imbecilidade com aqueloutra em que se dizia “Se elas [as árvores] andassem, como é que tinhas sombra?”
Será que a coisa foi estudada para um público-alvo, perdão, alvar?
20/11/2011
Espanha
Se Rajoy chegar, como dizem os heraldos, a presidente do governo de Espanha, a Espanha terá literalmente um governante que caiu do céu.
Não acredito que isso modifique seja o que fôr na linha de rumo que ali se segue há décadas em paralelo com Portugal. Mais PS menos PSOE, mais PP menos PSD, tudo desagua onde se vê.
Rimou.
Se Rajoy chegar, como dizem os heraldos, a presidente do governo de Espanha, a Espanha terá literalmente um governante que caiu do céu.
Não acredito que isso modifique seja o que fôr na linha de rumo que ali se segue há décadas em paralelo com Portugal. Mais PS menos PSOE, mais PP menos PSD, tudo desagua onde se vê.
Rimou.
19/11/2011
Proibições
Não haverá ninguém que ache ridícula e inútil uma proibição de alguém contactar outrem quando ambos têm interesse nesse contacto?
Não haverá ninguém que ache ridícula e inútil uma proibição de alguém contactar outrem quando ambos têm interesse nesse contacto?
18/11/2011
O Fado
O fado do Fado é ser Fado. Nada mais do que isso, creio eu.
A campanha que vai agora em procissão de tornar o Fado em património da humanidade é, aos meus olhos, uma recidiva de menor engenho do que a saga que Herman José protagonizou, com o seu fadista afamado e o companheiro Miltinho Neném, de tentar implantar em outro planeta o fado como canção nacional.
Se a memória não me pregou a partida era disso que tratava a saga (não encontrei nada na net). E era muitíssimo bem escrita e dita.
Esta campanha de agora, ao contrário daquela, que me proporcionou excelentes momentos de humor, é pífia e nada acrescenta a coisa alguma.
Esta coisa das coisas serem património da humanidade traz que benefícios? Fama? É difícil a fama brotar onde nada há que distinga uma entre tantas. É quase como o símbolo de material reciclável numa embalagem. Como dizia um velho amigo, se não há cão nem gato que não seja reciclável faz sentido é que se assinalem os que o não são.
Trará dinheiro? Ao fado em geral? Onde é que o fado tem os bolsos?
Desejo-lhes boa sorte e que se entretenham enquanto a coisa dura.
O fado do Fado é ser Fado. Nada mais do que isso, creio eu.
A campanha que vai agora em procissão de tornar o Fado em património da humanidade é, aos meus olhos, uma recidiva de menor engenho do que a saga que Herman José protagonizou, com o seu fadista afamado e o companheiro Miltinho Neném, de tentar implantar em outro planeta o fado como canção nacional.
Se a memória não me pregou a partida era disso que tratava a saga (não encontrei nada na net). E era muitíssimo bem escrita e dita.
Esta campanha de agora, ao contrário daquela, que me proporcionou excelentes momentos de humor, é pífia e nada acrescenta a coisa alguma.
Esta coisa das coisas serem património da humanidade traz que benefícios? Fama? É difícil a fama brotar onde nada há que distinga uma entre tantas. É quase como o símbolo de material reciclável numa embalagem. Como dizia um velho amigo, se não há cão nem gato que não seja reciclável faz sentido é que se assinalem os que o não são.
Trará dinheiro? Ao fado em geral? Onde é que o fado tem os bolsos?
Desejo-lhes boa sorte e que se entretenham enquanto a coisa dura.
17/11/2011
Justiça e jornalismo
A maioria dos jornalistas que ouvi hoje a propósito do caso do rapaz desaparecido há 13 anos, afirma que se espera que se descubra o seu paradeiro ou o que é que lhe aconteceu através do julgamento que hoje se inicia de um acusado de implicação no caso.
O próprio advogado da família o afirma.
Estranha presunção num caso que se arrasta há tantos anos.
Presunção que em mim acentua a sensação de que o racionalismo atirado para o cesto dos papéis é coisa que se propaga vertiginosamente.
corrigenda ainda a tempo: talvez devesse ter escrito racionalidade em vez de racionalismo.
A maioria dos jornalistas que ouvi hoje a propósito do caso do rapaz desaparecido há 13 anos, afirma que se espera que se descubra o seu paradeiro ou o que é que lhe aconteceu através do julgamento que hoje se inicia de um acusado de implicação no caso.
O próprio advogado da família o afirma.
Estranha presunção num caso que se arrasta há tantos anos.
Presunção que em mim acentua a sensação de que o racionalismo atirado para o cesto dos papéis é coisa que se propaga vertiginosamente.
corrigenda ainda a tempo: talvez devesse ter escrito racionalidade em vez de racionalismo.
16/11/2011
Falhanços
Também de falhanços se faz o indígena.
Desta feita, junto logo dois e peço quitação de tal encargo.
Nem a selecção ficou afastada do Euro nem o número de furacões de grau igual ou maior do que 3 foi superior ao do ano passado.
Em 2010:
4 Danielle
4 Earl
4 Igor
4 Julia
3 Karl
Em 2011:
4 Irene
4 Katia
4 Ophelia
3 Rina
É preciso reconhecer os palpites errados e pagar logo as apostas para se ser assanhado, digo eu.
Também de falhanços se faz o indígena.
Desta feita, junto logo dois e peço quitação de tal encargo.
Nem a selecção ficou afastada do Euro nem o número de furacões de grau igual ou maior do que 3 foi superior ao do ano passado.
Em 2010:
4 Danielle
4 Earl
4 Igor
4 Julia
3 Karl
Em 2011:
4 Irene
4 Katia
4 Ophelia
3 Rina
É preciso reconhecer os palpites errados e pagar logo as apostas para se ser assanhado, digo eu.
15/11/2011
Tântalo
Há, nos líderes europeus actuais, uma propensão para pensarem que os seus súbditos se submeterão ad aeternum ao suplício de Tântalo.
Outros que não eles vão ter nas mãos a resposta a tal presunção.

Alciato, “Livro dos Emblemas”, encontrada aqui
Há, nos líderes europeus actuais, uma propensão para pensarem que os seus súbditos se submeterão ad aeternum ao suplício de Tântalo.
Outros que não eles vão ter nas mãos a resposta a tal presunção.
Alciato, “Livro dos Emblemas”, encontrada aqui
13/11/2011
Meridianos dias
Aqui há tempos defini aqui o equador pessoal.
Hoje represento-o. Válido, com este erro, para mim e para mais uns quantos.
Há dias que, de tão meridianos na essência, no simbolismo, suscitam estas alegorias.

traçado sobre o Google Earth
Aqui há tempos defini aqui o equador pessoal.
Hoje represento-o. Válido, com este erro, para mim e para mais uns quantos.
Há dias que, de tão meridianos na essência, no simbolismo, suscitam estas alegorias.
traçado sobre o Google Earth
12/11/2011
11/11/2011
Richter 10

Chegou-me há dias este livro. Estava para o comprar há uma catrefa de tempo mas só agora é que calhou.
Estou numa fase da leitura, ainda incipiente, em que se preparam os protagonistas para ir para debaixo do vulcão.
A coincidência do passo da obra com os desenvolvimentos recentes em El Hierro é uma fabricação minha como o são a maioria das coincidências. Elas estão em toda a parte, a todo o momento, só temos que as escolher e elaborar à nossa maneira, como quem colhe frutos de uma árvore e os descasca antes de os comer.

gráfico elaborado a partir dos dados do IGN de Espanha
A crise sísmica em El Hierro a que tenho dado atenção é, entre muitas outras coisas, também uma, mais uma, chamada de atenção para a imprevisibilidade dos fenómenos naturais.
Chegou-me há dias este livro. Estava para o comprar há uma catrefa de tempo mas só agora é que calhou.
Estou numa fase da leitura, ainda incipiente, em que se preparam os protagonistas para ir para debaixo do vulcão.
A coincidência do passo da obra com os desenvolvimentos recentes em El Hierro é uma fabricação minha como o são a maioria das coincidências. Elas estão em toda a parte, a todo o momento, só temos que as escolher e elaborar à nossa maneira, como quem colhe frutos de uma árvore e os descasca antes de os comer.
gráfico elaborado a partir dos dados do IGN de Espanha
A crise sísmica em El Hierro a que tenho dado atenção é, entre muitas outras coisas, também uma, mais uma, chamada de atenção para a imprevisibilidade dos fenómenos naturais.
10/11/2011
09/11/2011
Idade da informação
O que há verdadeiramente de novo neste princípio de século é a multiplicação da imagem.
Há inúmeros captores de imagens e facilidade na sua difusão.
E é isso que nos mostra, faz prova, de coisas que sabíamos de ouvir dizer.
A imagem da onda colhida na Nazaré tem ainda um factor decisivo associado – a escala.
Só o homem na prancha dá a devida proporção às coisas. Se ele lá não estivesse, a imagem diria quase nada.
E quanto ao que uma imagem pode dizer, já se trata disso há cerca de oitenta anos com algum acerto.
Neste caso, um belo exercício de geometria descritiva seria o de estimar um intervalo para a amplitude da onda.
O que há verdadeiramente de novo neste princípio de século é a multiplicação da imagem.
Há inúmeros captores de imagens e facilidade na sua difusão.
E é isso que nos mostra, faz prova, de coisas que sabíamos de ouvir dizer.
A imagem da onda colhida na Nazaré tem ainda um factor decisivo associado – a escala.
Só o homem na prancha dá a devida proporção às coisas. Se ele lá não estivesse, a imagem diria quase nada.
E quanto ao que uma imagem pode dizer, já se trata disso há cerca de oitenta anos com algum acerto.
Neste caso, um belo exercício de geometria descritiva seria o de estimar um intervalo para a amplitude da onda.
08/11/2011
2005 YU55
Consoante a época, assim o barulho.
O asteróide que daqui a pouco zumbirá mais perto do que a Lua, não se fez acompanhar de grande escolta de arautos.
Há outros astros em disputa pelo lugar nas notícias.
Consoante a época, assim o barulho.
O asteróide que daqui a pouco zumbirá mais perto do que a Lua, não se fez acompanhar de grande escolta de arautos.
Há outros astros em disputa pelo lugar nas notícias.
06/11/2011
Inseguro é o Estádio Nacional
Já aqui referi várias vezes a enormidade que é dizer-se que o Estádio Nacional não é seguro, ao mesmo tempo que os pós 2003 são todos de uma segurança perfeita.
Não sei de nenhum que o seja tanto como aquele. A probabilidade de acontecerem ali acidentes graves é remota, dada a disposição, os caminhos de fuga e a inexistência de armadilhas.
Uma queda como a que aconteceu em Alvalade esta noite não seria possível ali. Não há desníveis assim ao alcance da populaça.
Mas o Estádio Nacional é que não é seguro. Porque uma vez entrou lá um cro-magnon e matou um homem.
Já aqui referi várias vezes a enormidade que é dizer-se que o Estádio Nacional não é seguro, ao mesmo tempo que os pós 2003 são todos de uma segurança perfeita.
Não sei de nenhum que o seja tanto como aquele. A probabilidade de acontecerem ali acidentes graves é remota, dada a disposição, os caminhos de fuga e a inexistência de armadilhas.
Uma queda como a que aconteceu em Alvalade esta noite não seria possível ali. Não há desníveis assim ao alcance da populaça.
Mas o Estádio Nacional é que não é seguro. Porque uma vez entrou lá um cro-magnon e matou um homem.
04/11/2011
Prorrogação
Fui prorrogado há exactos quarenta anos menos umas horas.
Porque a esta hora despedia-me do mundo, entre os gritos mudos das luzes das ambulâncias que cortavam a noite, enquadrada naquela janela de hospital.
É pois ao miúdo à janela que me dirijo – nunca pensaste estar cá quarenta anos depois:
E que tal, pá?
Fui prorrogado há exactos quarenta anos menos umas horas.
Porque a esta hora despedia-me do mundo, entre os gritos mudos das luzes das ambulâncias que cortavam a noite, enquadrada naquela janela de hospital.
É pois ao miúdo à janela que me dirijo – nunca pensaste estar cá quarenta anos depois:
E que tal, pá?
03/11/2011
Apuramento
Dizem que o Sporting está apurado desde a 3ª jornada do grupo da Liga Europa.
Ora o grupo tem 4 equipas e 6 jornadas.
A única forma de uma equipa ficar apurada a meio do percurso, final da primeira volta, é gozar de um factor de desempate extraordinário que a ponha sempre acima das outras.
Será isso?
Ou será mais uma asneirada grossa?
adenda ainda a tempo: com um certo critério de desempate (prioridade aos pontos obtidos nos jogos entre equipas empatadas), é possível. Deu-me uma branca.
Dizem que o Sporting está apurado desde a 3ª jornada do grupo da Liga Europa.
Ora o grupo tem 4 equipas e 6 jornadas.
A única forma de uma equipa ficar apurada a meio do percurso, final da primeira volta, é gozar de um factor de desempate extraordinário que a ponha sempre acima das outras.
Será isso?
Ou será mais uma asneirada grossa?
adenda ainda a tempo: com um certo critério de desempate (prioridade aos pontos obtidos nos jogos entre equipas empatadas), é possível. Deu-me uma branca.
Leão d’Ouro
Torna-se confuso saber quem ganhou o Leão d’Ouro.

Composição intregrando elementos de:
http://www.therichest.org/celebnetworth/politician/president/nicolas-sarkozy-net-worth/
http://www.topnews.in/merkel-eases-stance-nationalization-industry-2108122
http://tvlowcostnetwork.wordpress.com/page/2/
Torna-se confuso saber quem ganhou o Leão d’Ouro.
Composição intregrando elementos de:
http://www.therichest.org/celebnetworth/politician/president/nicolas-sarkozy-net-worth/
http://www.topnews.in/merkel-eases-stance-nationalization-industry-2108122
http://tvlowcostnetwork.wordpress.com/page/2/
02/11/2011
Inflexão*
Se as previsões estão, como eu pretendo que estão, a cada dia mais desacreditadas, isso deve-se a:
Uma maior massa de capacidade crítica absoluta – mais gente mais capaz de dar por isso a cada dia.
Um maior número de previsões e de fontes emissoras de previsões, que, ainda que não fazendo aumentar o número relativo de previsões falhadas, faz aumentar o seu número absoluto e a sua percepção.
Uma maior densidade de pontos de inflexão nas curvas estudadas e a predizer, que malogra os algortimos simples, baseados na derivada constante ou com pequenas oscilações.
Nenhum dos acima ditos.
*Homenagem a uma mente brilhante
Se as previsões estão, como eu pretendo que estão, a cada dia mais desacreditadas, isso deve-se a:
Uma maior massa de capacidade crítica absoluta – mais gente mais capaz de dar por isso a cada dia.
Um maior número de previsões e de fontes emissoras de previsões, que, ainda que não fazendo aumentar o número relativo de previsões falhadas, faz aumentar o seu número absoluto e a sua percepção.
Uma maior densidade de pontos de inflexão nas curvas estudadas e a predizer, que malogra os algortimos simples, baseados na derivada constante ou com pequenas oscilações.
Nenhum dos acima ditos.
*Homenagem a uma mente brilhante
31/10/2011
30/10/2011
Livros
Este era um livro que eu julgava ter nas estantes. Melhor dizendo, quando o comprei não pensava que já o tivesse lido e que me havia sido surripiado das estantes entretanto.
Não ligava a história ao título nem à capa. Sabia apenas que, na altura da compra, ele não constava das fichas.
A ideia que tinha da história centrava-se em dois pormenores: o das moedas iguais lançadas na máquina do tempo, uma para trás outra para diante, simbolizando a necessidade de massas iguais numa espécie de acção-reacção temporal e o do homem que poderia se ter encontrado consigo próprio – o que enfermava, na minha opinião nessa época já remota, de uma incompatibilidade conceptual decisiva.
Quando agora peguei no livro, só reconheci a história quando cheguei ao ponto das moedas viajarem no tempo.
Antes disso, uma coisa tinha-me impressionado: a expressão assinalada neste parágrafo:

E-book extraído daqui
O livro data de 1957. Devo tê-lo lido na década de 70. Nessa altura esta expressão era apenas uma entre muitas que compõem visões artísticas do futuro.
Como se vê, às vezes acertam na mouche.
Pesquisei e não encontrei nenhuma referência na net a este acerto.
Mais ninguém terá dado por ele?
Este era um livro que eu julgava ter nas estantes. Melhor dizendo, quando o comprei não pensava que já o tivesse lido e que me havia sido surripiado das estantes entretanto.
Não ligava a história ao título nem à capa. Sabia apenas que, na altura da compra, ele não constava das fichas.
A ideia que tinha da história centrava-se em dois pormenores: o das moedas iguais lançadas na máquina do tempo, uma para trás outra para diante, simbolizando a necessidade de massas iguais numa espécie de acção-reacção temporal e o do homem que poderia se ter encontrado consigo próprio – o que enfermava, na minha opinião nessa época já remota, de uma incompatibilidade conceptual decisiva.
Quando agora peguei no livro, só reconheci a história quando cheguei ao ponto das moedas viajarem no tempo.
Antes disso, uma coisa tinha-me impressionado: a expressão assinalada neste parágrafo:
E-book extraído daqui
O livro data de 1957. Devo tê-lo lido na década de 70. Nessa altura esta expressão era apenas uma entre muitas que compõem visões artísticas do futuro.
Como se vê, às vezes acertam na mouche.
Pesquisei e não encontrei nenhuma referência na net a este acerto.
Mais ninguém terá dado por ele?
29/10/2011
12 ou 14
Outra discussão ridícula é a que gira em torno dos meses a pagar por ano.
Não tem qualquer tipo de relevância nominal, embora eu aposte que psicologicamente a maioria das pessoas preferirá ter o mesmo valor a dividir por 14 em vez de 12.
Na origem, isto teve significado. Passar de 12 para 13 salários. E de 13 para 14.
Agora, sem haver redução do valor auferido anualmente, é irrelevante.
Mas é de irrelevâncias que se faz o discurso dos tolos.
Misturar isto com o corte dos referidos salários nos anos próximos é fazer um bolo mal amassado de coisas diferentes, apanágio dos mesmos tolos.
Outra discussão ridícula é a que gira em torno dos meses a pagar por ano.
Não tem qualquer tipo de relevância nominal, embora eu aposte que psicologicamente a maioria das pessoas preferirá ter o mesmo valor a dividir por 14 em vez de 12.
Na origem, isto teve significado. Passar de 12 para 13 salários. E de 13 para 14.
Agora, sem haver redução do valor auferido anualmente, é irrelevante.
Mas é de irrelevâncias que se faz o discurso dos tolos.
Misturar isto com o corte dos referidos salários nos anos próximos é fazer um bolo mal amassado de coisas diferentes, apanágio dos mesmos tolos.
28/10/2011
Genéricos
A renovada polémica sobre a prescrição de medicamentos genéricos é daqueles assuntos que só prospera num lodo de ignorância e pesporrência.
A questão básica é a transferência de valor das farmacêuticas para os medicados e para o Estado comparticipante ou entre farmacêuticas.
Saber se há diferenças substantivas entre medicamentos com o mesmo princípio activo é uma tarefa que qualquer criança leva a cabo desde que tenha ferramentas para tal. Havendo, um medicamento não deveria ser considerado homólogo de outro. É a lógica da batata.
Saber se uma farmacêutica pode ou não vender os seus produtos é uma tarefa das autoridades fiscalizadoras competentes.
Só a ignorância amalgamada em argumentos estéreis sustenta esta polémica. Polémica que carimba quem nela se arrasta.
A renovada polémica sobre a prescrição de medicamentos genéricos é daqueles assuntos que só prospera num lodo de ignorância e pesporrência.
A questão básica é a transferência de valor das farmacêuticas para os medicados e para o Estado comparticipante ou entre farmacêuticas.
Saber se há diferenças substantivas entre medicamentos com o mesmo princípio activo é uma tarefa que qualquer criança leva a cabo desde que tenha ferramentas para tal. Havendo, um medicamento não deveria ser considerado homólogo de outro. É a lógica da batata.
Saber se uma farmacêutica pode ou não vender os seus produtos é uma tarefa das autoridades fiscalizadoras competentes.
Só a ignorância amalgamada em argumentos estéreis sustenta esta polémica. Polémica que carimba quem nela se arrasta.
27/10/2011
7 x 109
Não sei se a data simbólica em que supostamente se contariam 7 mil milhões na ecúmena é a de hoje ou não. Como se trata de uma data simbólica tanto faz.
Desde que por aqui ando, a população da Terra mais do que duplicou, dizem as estimativas. Foi a época da glória dos humanos. A Idade do Ouro.
Logo no início do troço que se apresenta recto no gráfico, se intensificaram os movimentos higienistas. Primeiro de uma forma generalizada contra a poluição e a destruição dos habitats, agora ameaçando com as catastróficas alterações climáticas que um deus irado há-de brandir.
Ora o busílis é a multiplicação dos seres.
E começa finalmente, quase a medo, a campanha decisiva – a do controle demográfico que previna a catástrofe inevitável, caso não colonizemos a tempo outros planetas.
Esse é o tema. Tudo o resto é secundaríssimo face às implicações de um crescimento contínuo da população.
Se prestarmos atenção aos discursos políticos do Velho Mundo, assolado por um envelhecimento populacional, veremos que aspiram pela expansão demográfica e não pela contenção.
Não faço ideia, tal como quem desenhou a curva futura deste gráfico, o que se seguirá. A ideia generalizada de que o mundo subdesenvolvido continuará a ter crescimentos demográficos significativos enquanto o primeiro mundo estagna ou decresce parece-me demasiado simplista e mera projecção com base na derivada actual.

Entrementes, a minha campanha que é também uma previsão do caminho que isto leva, ornou-me o bolso da camisa. Saiu à rua.
Não sei se a data simbólica em que supostamente se contariam 7 mil milhões na ecúmena é a de hoje ou não. Como se trata de uma data simbólica tanto faz.
Desde que por aqui ando, a população da Terra mais do que duplicou, dizem as estimativas. Foi a época da glória dos humanos. A Idade do Ouro.
Logo no início do troço que se apresenta recto no gráfico, se intensificaram os movimentos higienistas. Primeiro de uma forma generalizada contra a poluição e a destruição dos habitats, agora ameaçando com as catastróficas alterações climáticas que um deus irado há-de brandir.
Ora o busílis é a multiplicação dos seres.
E começa finalmente, quase a medo, a campanha decisiva – a do controle demográfico que previna a catástrofe inevitável, caso não colonizemos a tempo outros planetas.
Esse é o tema. Tudo o resto é secundaríssimo face às implicações de um crescimento contínuo da população.
Se prestarmos atenção aos discursos políticos do Velho Mundo, assolado por um envelhecimento populacional, veremos que aspiram pela expansão demográfica e não pela contenção.
Não faço ideia, tal como quem desenhou a curva futura deste gráfico, o que se seguirá. A ideia generalizada de que o mundo subdesenvolvido continuará a ter crescimentos demográficos significativos enquanto o primeiro mundo estagna ou decresce parece-me demasiado simplista e mera projecção com base na derivada actual.

Entrementes, a minha campanha que é também uma previsão do caminho que isto leva, ornou-me o bolso da camisa. Saiu à rua.
26/10/2011
Caminho
A estrada hoje não está para “meninos”.
Em pouco mais de 60km percorridos, um tipo estava de pantanas (a parte de baixo do carro parecia estimadinha) e dois outros cheira-cus passeavam os coletes fluorescentes.
Havia de tudo, calhaus enormes à espera de uma coquinada, lencóis de água corrente, ramalhos e folhas, areia e terra.
Gosto da estrada assim. Com perigos já suspeitados, como uma viagem no Comboio Fantasma.
Só o risco é que é maior.
Porque os "meninos" andem aí.
A estrada hoje não está para “meninos”.
Em pouco mais de 60km percorridos, um tipo estava de pantanas (a parte de baixo do carro parecia estimadinha) e dois outros cheira-cus passeavam os coletes fluorescentes.
Havia de tudo, calhaus enormes à espera de uma coquinada, lencóis de água corrente, ramalhos e folhas, areia e terra.
Gosto da estrada assim. Com perigos já suspeitados, como uma viagem no Comboio Fantasma.
Só o risco é que é maior.
Porque os "meninos" andem aí.
25/10/2011
Preguiça
Este ano de 2011 presenteou-me com uma mania nova. A de escrever muitas vezes com a folha ao contrário, como se à mesa do café quisesse explicar algo a quem está à minha frente, ou, nos tempos de magistério, na folha de um aluno deixar uma nota, estando para ele virado, à frente da carteira.
Basta para tal que a mensagem seja curta e que a folha já escrita esteja virada ao contrário. Faço-o automaticamente. Com cada vez mais frequência.
Este ano de 2011 presenteou-me com uma mania nova. A de escrever muitas vezes com a folha ao contrário, como se à mesa do café quisesse explicar algo a quem está à minha frente, ou, nos tempos de magistério, na folha de um aluno deixar uma nota, estando para ele virado, à frente da carteira.
Basta para tal que a mensagem seja curta e que a folha já escrita esteja virada ao contrário. Faço-o automaticamente. Com cada vez mais frequência.
24/10/2011
Cabeças de vento
Quando ocorrem situações como a de hoje no aerogare de Faro, uma e pelo menos uma de três hipóteses se estabelecem como causa:
Ocorreram circunstâncias excepcionais para as quais a estrutura não foi calculada.
Houve deficiente cálculo estrutural.
Houve deficiente execução do projecto.
Ponho de lado a deficiente manutenção por se tratar de uma estrutura recente.
Os gráficos do IM, quer quanto a intensidade de precipitação quer quanto a velocidade do vento não se mostram compatíveis com a primeira hipótese. Mas pode ainda assim ter ocorrido pontualmente algo de excepcional.
Quanto a estas estruturas de cobertura ditas aligeiradas, tenho um preconceito – são vendidas em pacote com cálculo incluído para situações standard, tal como uma porta à prova disto ou daquilo. Não há depois quem refaça os cálculos para situações concretas.
E os casos ocorrem.
Às vezes morre gente.
Isto é um mero preconceito meu. Está longe de ser a realidade, antes de comprovado.
adenda cerca das 21:30: a situação excepcional a que fiz referência pode ter ocorrido.
Quando ocorrem situações como a de hoje no aerogare de Faro, uma e pelo menos uma de três hipóteses se estabelecem como causa:
Ocorreram circunstâncias excepcionais para as quais a estrutura não foi calculada.
Houve deficiente cálculo estrutural.
Houve deficiente execução do projecto.
Ponho de lado a deficiente manutenção por se tratar de uma estrutura recente.
Os gráficos do IM, quer quanto a intensidade de precipitação quer quanto a velocidade do vento não se mostram compatíveis com a primeira hipótese. Mas pode ainda assim ter ocorrido pontualmente algo de excepcional.
Quanto a estas estruturas de cobertura ditas aligeiradas, tenho um preconceito – são vendidas em pacote com cálculo incluído para situações standard, tal como uma porta à prova disto ou daquilo. Não há depois quem refaça os cálculos para situações concretas.
E os casos ocorrem.
Às vezes morre gente.
Isto é um mero preconceito meu. Está longe de ser a realidade, antes de comprovado.
adenda cerca das 21:30: a situação excepcional a que fiz referência pode ter ocorrido.
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