(clicar para saber do que se trata, caso não seja óbvio como para mim não é)
27/05/2013
Aplicações
Há aplicações que identificam um tema musical a partir de um trecho, com recurso a uma base de dados. Funcionam com elevado grau de acerto para o meu nível de exigência na arte dos sons.
Ocorre-me a necessidade urgente de uma aplicação que identifique benfiquismos de toda a sorte e de qualquer ordem a partir de um trecho da argumentação de um estimado ouvinte ou atento telespectador em programas de opinião pública.
Isso, sim, faz falta.
Há aplicações que identificam um tema musical a partir de um trecho, com recurso a uma base de dados. Funcionam com elevado grau de acerto para o meu nível de exigência na arte dos sons.
Ocorre-me a necessidade urgente de uma aplicação que identifique benfiquismos de toda a sorte e de qualquer ordem a partir de um trecho da argumentação de um estimado ouvinte ou atento telespectador em programas de opinião pública.
Isso, sim, faz falta.
26/05/2013
Falta de educação
Ou o Benfica não se preocupa com a educação dos seus atletas ou mete os pés pelas mãos nessa educação. Ver que os seus jogadores, sendo quase todos estrangeiros, sobem à tribuna do Estádio Nacional para receber uma medalha e não cumprimentam o Presidente da República é disso claríssimo sintoma.
Ou o Benfica não se preocupa com a educação dos seus atletas ou mete os pés pelas mãos nessa educação. Ver que os seus jogadores, sendo quase todos estrangeiros, sobem à tribuna do Estádio Nacional para receber uma medalha e não cumprimentam o Presidente da República é disso claríssimo sintoma.
25/05/2013
24/05/2013
A direcção do olhar
Coisa que me dá que fazer é determinar se são as pessoas ou as circunstâncias que por sua vez determinam as posições relativas de dois interlocutores numa conversa que valha a pena.
Creio que há apenas três posições relativas que vale a pena enunciar:
Olhos nos olhos;
Lado a lado, olhando ambos em frente;
Olhar errático, cabeça de um apoiada no torso do outro.
O último modo parece não suscitar grandes dúvidas sobre a dependência de laços de grande intimidade entre os interlocutores bem como das circunstâncias.
Já os outros dois se me apresentam de mais difícil escrutínio.
Parece-me que vou dedicar ao tema umas horas de meditação.
Coisa que me dá que fazer é determinar se são as pessoas ou as circunstâncias que por sua vez determinam as posições relativas de dois interlocutores numa conversa que valha a pena.
Creio que há apenas três posições relativas que vale a pena enunciar:
Olhos nos olhos;
Lado a lado, olhando ambos em frente;
Olhar errático, cabeça de um apoiada no torso do outro.
O último modo parece não suscitar grandes dúvidas sobre a dependência de laços de grande intimidade entre os interlocutores bem como das circunstâncias.
Já os outros dois se me apresentam de mais difícil escrutínio.
Parece-me que vou dedicar ao tema umas horas de meditação.
23/05/2013
Apostinhas
Um dos meus velhos amigos, em casos que não vêm ao caso, costumava dizer: huuuuuuum, esconfiqu’ ela está com apostinhas de merda!
De merda ou de ervilha-de-cheiro aqui tenho feito as minhas. Poucas vezes mas tenho.
E, de acordo com o prometido há uns dias, aqui vai uma tabela de desacertos. Em libras, em vez de grades de cervejas. Que inclui apenas as apostas que eu disse que seria capaz de fazer, ainda que me tenha escapado alguma. Não os palpites furados que esses foram muitos mais.

clicar para ver a coisa como deve ser
Um dos meus velhos amigos, em casos que não vêm ao caso, costumava dizer: huuuuuuum, esconfiqu’ ela está com apostinhas de merda!
De merda ou de ervilha-de-cheiro aqui tenho feito as minhas. Poucas vezes mas tenho.
E, de acordo com o prometido há uns dias, aqui vai uma tabela de desacertos. Em libras, em vez de grades de cervejas. Que inclui apenas as apostas que eu disse que seria capaz de fazer, ainda que me tenha escapado alguma. Não os palpites furados que esses foram muitos mais.
clicar para ver a coisa como deve ser
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 19

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
21/05/2013
20/05/2013
Inconfidência
Numa daquelas estranhas manifestações que fazem de mim um delator e das quais pouco adianta penitenciar-me, aqui vos deixo uma missiva do quase inabalável Isabelino Abreu dos Anjos, da qual transparece um desespero que, tivesse eu uma página de Facebook, na certa lá partilharia com vós outros.
(clicar para ler como deve ser)
Numa daquelas estranhas manifestações que fazem de mim um delator e das quais pouco adianta penitenciar-me, aqui vos deixo uma missiva do quase inabalável Isabelino Abreu dos Anjos, da qual transparece um desespero que, tivesse eu uma página de Facebook, na certa lá partilharia com vós outros.
(clicar para ler como deve ser)
19/05/2013
17/05/2013
Da Lei e da Grei
Ao contrário do que supunham alguns assanhados militantes da causa homossexual, não será permitida (a fazer fé nos textos dos projectos de lei, que a redacção final não a conheço) a existência de três pais (dois de facto e de jure e um adoptivo)
Já no caso dos casamentos, que não vem hoje a terreiro, acho discriminatório que irmãos do mesmo sexo* não se possam casar. Por ser discriminatório, e de acordo com alguns entendimentos sobre discriminação que têm feito jurisprudência calculo que seja inconstitucional.
* apenas para citar um exemplo em que se compreende o impedimento quando se trate de pessoas de sexo diferente - a Lei nº 9/2010 não alterou nem revogou o Artº 1602 alínea b do Código Civil (impedimentos dirimentes).
Ao contrário do que supunham alguns assanhados militantes da causa homossexual, não será permitida (a fazer fé nos textos dos projectos de lei, que a redacção final não a conheço) a existência de três pais (dois de facto e de jure e um adoptivo)
Já no caso dos casamentos, que não vem hoje a terreiro, acho discriminatório que irmãos do mesmo sexo* não se possam casar. Por ser discriminatório, e de acordo com alguns entendimentos sobre discriminação que têm feito jurisprudência calculo que seja inconstitucional.
* apenas para citar um exemplo em que se compreende o impedimento quando se trate de pessoas de sexo diferente - a Lei nº 9/2010 não alterou nem revogou o Artº 1602 alínea b do Código Civil (impedimentos dirimentes).
16/05/2013
15/05/2013
Quem não marca engorda
Há uma imagem de um lance do jogo da 1ª jornada do campeonato nacional de futebol da primeira divisão desta época que não me esquece. O dito lance desenvolve-se como se existisse apenas uma equipa em campo, a do Sporting. A do Guimarães, que se dizia presente, esteve omissa. E o lance, estranhamente, não redundou em golo.
A época do Sporting aí iniciada foi a pior de sempre, caso que se sabe desde 2 de Março passado.
Espero, desejo, que não aconteça ao Benfica engordar (com bolas no bucho) por não marcar.
Pareceu um massacre. Pareceu. Pareceu.
Há uma imagem de um lance do jogo da 1ª jornada do campeonato nacional de futebol da primeira divisão desta época que não me esquece. O dito lance desenvolve-se como se existisse apenas uma equipa em campo, a do Sporting. A do Guimarães, que se dizia presente, esteve omissa. E o lance, estranhamente, não redundou em golo.
A época do Sporting aí iniciada foi a pior de sempre, caso que se sabe desde 2 de Março passado.
Espero, desejo, que não aconteça ao Benfica engordar (com bolas no bucho) por não marcar.
Pareceu um massacre. Pareceu. Pareceu.
Restos de colecção (81)

capa de folheto explicativo do funcionamento do Totogolo (SCML)
Que hoje não há cá palpites.
capa de folheto explicativo do funcionamento do Totogolo (SCML)
Que hoje não há cá palpites.
14/05/2013
12/05/2013
Roubei no Continente
Aqui há tempos roubei no (ao) Continente as rodelas semafóricas dos produtos alimentares.
Pensei com elas rotular designações, proposições, argumentos.
Cheguei ao ponto de admitir valores diários recomendados a nunca ultrapassar na leitura de expressões submetidas à impressão, ao gosto, à opinião, ao interesse, ao palpite e à poesia.
Resolvi depois simplificar ou enveredar por outra vereda. Cada afirmação passaria a ter apenas três informações em semáforo: percentagem de objectividade, subjectividade e emotividade não da dose diária recomendada mas encontrada na própria afirmação.
Com maior objectividade, o semáforo tenderia a verde; com maiores subjectividade e emotividade tenderia a vermelho.
Para exemplificar o que entendo por cada uma delas, veja-se o post de 23 de Maio de 2009.
Aqui há tempos roubei no (ao) Continente as rodelas semafóricas dos produtos alimentares.
Pensei com elas rotular designações, proposições, argumentos.
Cheguei ao ponto de admitir valores diários recomendados a nunca ultrapassar na leitura de expressões submetidas à impressão, ao gosto, à opinião, ao interesse, ao palpite e à poesia.
Resolvi depois simplificar ou enveredar por outra vereda. Cada afirmação passaria a ter apenas três informações em semáforo: percentagem de objectividade, subjectividade e emotividade não da dose diária recomendada mas encontrada na própria afirmação.
Com maior objectividade, o semáforo tenderia a verde; com maiores subjectividade e emotividade tenderia a vermelho.
Para exemplificar o que entendo por cada uma delas, veja-se o post de 23 de Maio de 2009.
10/05/2013
09/05/2013
Adenda a um adágio muito em voga
Já não é só a repetição constante, usando outras palavras, do mais vale ser rico e saudável do que pobre e doente.
É o número trucidante de gente que considera que existe uma espécie de direito divino de se ser rico e saudável. Logo nunca pobre nem doente.
Aos costumes dizem não saber.
Já não é só a repetição constante, usando outras palavras, do mais vale ser rico e saudável do que pobre e doente.
É o número trucidante de gente que considera que existe uma espécie de direito divino de se ser rico e saudável. Logo nunca pobre nem doente.
Aos costumes dizem não saber.
08/05/2013
07/05/2013
Homem que é Homem
Uma das críticas frequentes (e pertinentes) sobre a instrução do povo que Medina Carreira faz nos seus programas de televisão é a da menina do supermercado que não sabe fazer contas.
Confesso que é daquelas coisas que me haviam passado ao lado, suspeitando eu que as máquinas haviam substituído qualquer tipo de cálculo mental*.
Pois bem, homem que é Homem acaba por comprar certo dia uma grade de cervejas para levar para casa. Foi esta tarde. Até hoje só tinha comprado grades de cerveja para levar para o monte e claro que não foi cá em supermercados.
Ao apresentar a grade na caixa, perguntei se era preciso tirá-la do carrinho. A resposta foi que não. Mas tive que a levantar a um ponto em que o rapazinho pudesse contar uma, duas, três... vinte e quatro.
Depois tirou uma da grade e pip.

*Sou o feliz detentor de uma espécie de diário de viagem em que a minha companheira de então apontou um alusivo diálogo com uma mocinha na praça da Manta Rota.
Uma das críticas frequentes (e pertinentes) sobre a instrução do povo que Medina Carreira faz nos seus programas de televisão é a da menina do supermercado que não sabe fazer contas.
Confesso que é daquelas coisas que me haviam passado ao lado, suspeitando eu que as máquinas haviam substituído qualquer tipo de cálculo mental*.
Pois bem, homem que é Homem acaba por comprar certo dia uma grade de cervejas para levar para casa. Foi esta tarde. Até hoje só tinha comprado grades de cerveja para levar para o monte e claro que não foi cá em supermercados.
Ao apresentar a grade na caixa, perguntei se era preciso tirá-la do carrinho. A resposta foi que não. Mas tive que a levantar a um ponto em que o rapazinho pudesse contar uma, duas, três... vinte e quatro.
Depois tirou uma da grade e pip.
*Sou o feliz detentor de uma espécie de diário de viagem em que a minha companheira de então apontou um alusivo diálogo com uma mocinha na praça da Manta Rota.
06/05/2013
05/05/2013
04/05/2013
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 18

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real, apesar do erro detectado no destino.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real, apesar do erro detectado no destino.
02/05/2013
Tramontana
Para repetir e enfatizar o que aqui disse há tempos – um aparelho de GPS, esteja ele ou não com o tino no Passo de Drake, é um instrumento de desinteligência. Entre mim e eu próprio.
Desinstala-me a orientação do cérebro.
Para repetir e enfatizar o que aqui disse há tempos – um aparelho de GPS, esteja ele ou não com o tino no Passo de Drake, é um instrumento de desinteligência. Entre mim e eu próprio.
Desinstala-me a orientação do cérebro.
01/05/2013
30/04/2013
Palpites
Hei-de me dar ao trabalho de enumerar os palpites que aqui fiz, os acertos e as falhas.
Enquanto não, ponho à venda a aposta de 13/8 que não fiz, no Benfica à 10ª jornada, numa altura em que se encontrava a par do Porto.
Se ela rende 13/8 (65%) e agora o mais que se consegue segundo o Oddschecker é 1/4 (25%), sou tipo para aceitar já os 25% e deixar a outro a oportunidade de ganhar 30% em poucos dias.
O facto de não ter feito a aposta enquanto a coloco à venda é despiciendo na actual conjuntura, como calculam.
Não dou como quitada a aposta que aqui fiz, dias depois dessa, sobre um violento abanão apesar do que está a suceder ao largo de São Miguel.
O que noto é que das duas vezes – e foram só duas – em que aqui predisse um abanão ele aconteceu. Em 2007 sentiu-se no continente um sismo de grau 5,8, grau esse que não era atingido desde 1997 de acordo com os dados do então Instituto de Meteorologia (e Geofísica?). E desde essa altura não houve um outro dessa magnitude.
Nos Açores, segundo a mesma base de dados, desde 1999 que se não verificava um sismo de magnitude igual ou superior a 5,9.
Começo a assustar-me com esta pontaria.

Corrigenda: Em 2009, a 17 de Dezembro, registou-se um sismo de grau 6,0 Richter a sudoeste do Cabo de São Vicente, sentido com intensidade V no barlavento algarvio, tal como o referido sismo de 2007, de 12 de Fevereiro. É portanto errado dizer que depois de 2007 não houve sismos com magnitude superior a 5,8 sentidos no continente.
Hei-de me dar ao trabalho de enumerar os palpites que aqui fiz, os acertos e as falhas.
Enquanto não, ponho à venda a aposta de 13/8 que não fiz, no Benfica à 10ª jornada, numa altura em que se encontrava a par do Porto.
Se ela rende 13/8 (65%) e agora o mais que se consegue segundo o Oddschecker é 1/4 (25%), sou tipo para aceitar já os 25% e deixar a outro a oportunidade de ganhar 30% em poucos dias.
O facto de não ter feito a aposta enquanto a coloco à venda é despiciendo na actual conjuntura, como calculam.
Não dou como quitada a aposta que aqui fiz, dias depois dessa, sobre um violento abanão apesar do que está a suceder ao largo de São Miguel.
O que noto é que das duas vezes – e foram só duas – em que aqui predisse um abanão ele aconteceu. Em 2007 sentiu-se no continente um sismo de grau 5,8, grau esse que não era atingido desde 1997 de acordo com os dados do então Instituto de Meteorologia (e Geofísica?). E desde essa altura não houve um outro dessa magnitude.
Nos Açores, segundo a mesma base de dados, desde 1999 que se não verificava um sismo de magnitude igual ou superior a 5,9.
Começo a assustar-me com esta pontaria.
Corrigenda: Em 2009, a 17 de Dezembro, registou-se um sismo de grau 6,0 Richter a sudoeste do Cabo de São Vicente, sentido com intensidade V no barlavento algarvio, tal como o referido sismo de 2007, de 12 de Fevereiro. É portanto errado dizer que depois de 2007 não houve sismos com magnitude superior a 5,8 sentidos no continente.
29/04/2013
28/04/2013
27/04/2013
26/04/2013
Incompreensão
Há uma imagem razoavelmente composta na rede de um grupo pseudo-intelectual que tinta de estúpidos não os que são incapazes de compreender aquilo que é compreensível (a complexidade nas convenções teóricas coerentes) mas os que não interpretam lá da maneira que eles o fazem os sinais do que é incompreensível, incluindo nisto algumas convenções incoerentes. É a incoerência de que sofrem que as torna incompreensíveis, sujeitas a romantismos, quixotismos e absurdas tomadas de posição.
Quixotismos de penaltis de taberna mais os seus competentes e inconsequentes insultos.
Grupo que, sem se misturar com as massas, exerce o proselitismo do like.
Há uma imagem razoavelmente composta na rede de um grupo pseudo-intelectual que tinta de estúpidos não os que são incapazes de compreender aquilo que é compreensível (a complexidade nas convenções teóricas coerentes) mas os que não interpretam lá da maneira que eles o fazem os sinais do que é incompreensível, incluindo nisto algumas convenções incoerentes. É a incoerência de que sofrem que as torna incompreensíveis, sujeitas a romantismos, quixotismos e absurdas tomadas de posição.
Quixotismos de penaltis de taberna mais os seus competentes e inconsequentes insultos.
Grupo que, sem se misturar com as massas, exerce o proselitismo do like.
23/04/2013
Dia de São Jorge

Lucas van Leyden; "São Jorge libertando a princesa de Trebizonda"; colecção Rosenwald na National Gallery of Art de Washington
Lucas van Leyden; "São Jorge libertando a princesa de Trebizonda"; colecção Rosenwald na National Gallery of Art de Washington
Especialistas e comentadores
Não é conta que se faça. É impressão. Impressão de que noventa por cento dos especialistas económicos e comentadores políticos repisam a mesmíssima ideia: mais vale ser rico e saudável do que pobre e doente. E daí não saem.
Isto porque enquanto tirava um café me dei ao trabalho de ouvir um tipo que era uma espécie de lectótipo de ambas as espécies acima designadas.
Subsumi. Mas subsumi com base no muito que tenho lido e escutado.
Não é conta que se faça. É impressão. Impressão de que noventa por cento dos especialistas económicos e comentadores políticos repisam a mesmíssima ideia: mais vale ser rico e saudável do que pobre e doente. E daí não saem.
Isto porque enquanto tirava um café me dei ao trabalho de ouvir um tipo que era uma espécie de lectótipo de ambas as espécies acima designadas.
Subsumi. Mas subsumi com base no muito que tenho lido e escutado.
22/04/2013
20/04/2013
19/04/2013
Moral
Um dos aspectos infantis que fazem o tal encosto ao limite inferior do intervalo antes (abaixo) referido é a apreciação – tal como a ouvi agora na CNN – do que é suposto e não é suposto, do que é bem e do que é mal. Do que se espera e do que não se espera de quem é acolhido nos Estados Unidos da América, afinal.
Um dos aspectos infantis que fazem o tal encosto ao limite inferior do intervalo antes (abaixo) referido é a apreciação – tal como a ouvi agora na CNN – do que é suposto e não é suposto, do que é bem e do que é mal. Do que se espera e do que não se espera de quem é acolhido nos Estados Unidos da América, afinal.
18/04/2013
Se
Se a idade mental modal a que se destinam os conteúdos da internet é algo que se situa entre os 7 e os 12 anos, de acordo com os limites que estabeleci aqui há cerca de um ano, verifica-se que as grandes cadeias de televisão internacionais, sempre que ocorre algo que lhes ocupa as 24 horas do dia, como é o caso agora, se esmeram por se encostar ao limite inferior daquele intervalo.
O que diz alguma coisa sobre a humanidade nesta segunda década do século XXI.
Se a idade mental modal a que se destinam os conteúdos da internet é algo que se situa entre os 7 e os 12 anos, de acordo com os limites que estabeleci aqui há cerca de um ano, verifica-se que as grandes cadeias de televisão internacionais, sempre que ocorre algo que lhes ocupa as 24 horas do dia, como é o caso agora, se esmeram por se encostar ao limite inferior daquele intervalo.
O que diz alguma coisa sobre a humanidade nesta segunda década do século XXI.
16/04/2013
15/04/2013
12/04/2013
And then... we fail
Não te reconheci, ainda que soubesse os fraternais laços que te ligariam, se ali estivesses, àquele com quem falavas.
Não te reconheci, ainda que soubesse os fraternais laços que te ligariam, se ali estivesses, àquele com quem falavas.
11/04/2013
10/04/2013
As grandes questões universais - episódio q+25
Há quantos anos não se demanda a ilha de São Barambum?

trecho de Carte de la Barbarie, de la Nigritie, et de la Guinée / par Guillaume Del'Isle de l'academie royale des sciences, premier geographe du Roy ; C. Inselin sculpsit disponível na Biblioteca do Congresso dos E.U.A..
Há quantos anos não se demanda a ilha de São Barambum?
trecho de Carte de la Barbarie, de la Nigritie, et de la Guinée / par Guillaume Del'Isle de l'academie royale des sciences, premier geographe du Roy ; C. Inselin sculpsit disponível na Biblioteca do Congresso dos E.U.A..
09/04/2013
Is this it*?

Imagens da Sky News, reportagem de David Chater à chegada das tropas americanas a Bagdade.
Dez anos depois, yes, this is just about it. Cada um que ponha o it onde lhe calha.
* ainda hoje tenho dúvidas entre "is this it?" e "this is it?"
Imagens da Sky News, reportagem de David Chater à chegada das tropas americanas a Bagdade.
Dez anos depois, yes, this is just about it. Cada um que ponha o it onde lhe calha.
* ainda hoje tenho dúvidas entre "is this it?" e "this is it?"
Medos
Se há medo em mim de alguma coisa é seguramente o de o chão me fugir debaixo dos pés. Quase em oposição aos irredutíveis gauleses que temiam apenas que o céu lhes caísse em cima das cabeças.
E, de facto, por estes dias passou-me pela dita cabeça várias vezes a hipótese de se desencadearem fenómenos geológicos desse tipo já que os deslizamentos se foram banalizando.
Se assim o digo é porque não são os deslizamentos que temo, são mesmo coisas como aquela que aconteceu perto de Porto de Espada e que não são assim tão vulgares por cá.
A razão pela qual temo desde sempre estes e não aqueles fica ao vosso alvitre.

foto de Nugo Veiga / LUSA
100m para a profundidade da dolina não será um exagero de quem não tem noção das proporções?
Se há medo em mim de alguma coisa é seguramente o de o chão me fugir debaixo dos pés. Quase em oposição aos irredutíveis gauleses que temiam apenas que o céu lhes caísse em cima das cabeças.
E, de facto, por estes dias passou-me pela dita cabeça várias vezes a hipótese de se desencadearem fenómenos geológicos desse tipo já que os deslizamentos se foram banalizando.
Se assim o digo é porque não são os deslizamentos que temo, são mesmo coisas como aquela que aconteceu perto de Porto de Espada e que não são assim tão vulgares por cá.
A razão pela qual temo desde sempre estes e não aqueles fica ao vosso alvitre.
foto de Nugo Veiga / LUSA
100m para a profundidade da dolina não será um exagero de quem não tem noção das proporções?
07/04/2013
05/04/2013
Coisas estranhas
Pareceu-me ter encontrado hoje o compositor emérito.
Havia a penumbra, a mesa de mistura em ponto pequeno e uma certa hesitação dele em servir-me um café.
Longe, bem longe de Almeida. Num lugar onde jamais havia posto os pés.
Pareceu-me ter encontrado hoje o compositor emérito.
Havia a penumbra, a mesa de mistura em ponto pequeno e uma certa hesitação dele em servir-me um café.
Longe, bem longe de Almeida. Num lugar onde jamais havia posto os pés.
04/04/2013
03/04/2013
31/03/2013
Encontrou-se

Mrs. Tauger, née Zeltou
Não se procura, portanto.
Procura que a ter acontecido, daria este resultado ecuménico.
Mrs. Tauger, née Zeltou
Não se procura, portanto.
Procura que a ter acontecido, daria este resultado ecuménico.
30/03/2013
Paralelo 38 (cont.)

em http://www.sobresmontaplex.es/index.htm - da belíssima colecção de imagens que se pode ali encontrar.
em http://www.sobresmontaplex.es/index.htm - da belíssima colecção de imagens que se pode ali encontrar.
29/03/2013
Probabilidades
Em séries aleatórias, a probabilidade de acontecer b imediatamente depois de ter acontecido a é aparentemente igual à de qualquer outro elemento do conjunto.
Na História, a sequência dos acontecimentos tem diversos graus de previsibilidade. Há séries em que a modulação permite escalonar as probabilidades de acontecer b, c ou d depois de a e há séries em que estamos perto do comportamento aleatório. Isto no mundo de Alice, que no outro ninguém se atreve a especular sobre a especulação.
A meu ver vamos entrar nos números mais baixos da contagem decrescente para um confronto entre Israel e o Irão à volta das instalações nucleares deste.
E há um outro teatro em que me cheira que a esmagadora maioria das potências não faz a menor ideia do que vai acontecer a seguir, é a escalada em que a Coreia do Norte se tem vindo a empenhar, na qual segundo os sismógrafos vai muito à frente dos iranianos.
Aparentemente, esta ameaça é tida como insignificante. Uma espécie de folclore inconsequente.
Porém, se o meu olfacto não me engana, poucos sabem o que vai naquelas cabeças.
Em séries aleatórias, a probabilidade de acontecer b imediatamente depois de ter acontecido a é aparentemente igual à de qualquer outro elemento do conjunto.
Na História, a sequência dos acontecimentos tem diversos graus de previsibilidade. Há séries em que a modulação permite escalonar as probabilidades de acontecer b, c ou d depois de a e há séries em que estamos perto do comportamento aleatório. Isto no mundo de Alice, que no outro ninguém se atreve a especular sobre a especulação.
A meu ver vamos entrar nos números mais baixos da contagem decrescente para um confronto entre Israel e o Irão à volta das instalações nucleares deste.
E há um outro teatro em que me cheira que a esmagadora maioria das potências não faz a menor ideia do que vai acontecer a seguir, é a escalada em que a Coreia do Norte se tem vindo a empenhar, na qual segundo os sismógrafos vai muito à frente dos iranianos.
Aparentemente, esta ameaça é tida como insignificante. Uma espécie de folclore inconsequente.
Porém, se o meu olfacto não me engana, poucos sabem o que vai naquelas cabeças.
28/03/2013
27/03/2013
O que é que (me) vai acontecer amanhã?
Há tempo suficiente para não saber quanto – coisa que não faz todo o sentido, porque ele há coisas que o tempo não apaga, mas faz algum – apareceu-me escrita algures – há tempo suficiente para não saber onde – pela minha mão a data de 28 de Março de 2013.
Não creio que se trate de um compromisso assumido e esquecido.
Pondo isso de parte, alguma coisa me acontecerá amanhã. Coisa que por ter merecido destaque de desmemorandum deve ter lá a sua importância.
Há tempo suficiente para não saber quanto – coisa que não faz todo o sentido, porque ele há coisas que o tempo não apaga, mas faz algum – apareceu-me escrita algures – há tempo suficiente para não saber onde – pela minha mão a data de 28 de Março de 2013.
Não creio que se trate de um compromisso assumido e esquecido.
Pondo isso de parte, alguma coisa me acontecerá amanhã. Coisa que por ter merecido destaque de desmemorandum deve ter lá a sua importância.
25/03/2013
Sem descanso
Trata-se de ir repetindo inutilmente o caso. Coisa para que tenho certa tendência.
É impossível fazer omeletes sem ovos.
Trata-se de ir repetindo inutilmente o caso. Coisa para que tenho certa tendência.
É impossível fazer omeletes sem ovos.
24/03/2013
Acelerador
Via-me com ela, duas partículas aceleradas em circuito fechado, chocando com determinada frequência. Mas de raspão.
Quando finalmente o choque foi frontal e sem meias palavras sussurradas, dissiparam-se as dúvidas, não a energia.
Noto ainda o esplendor de tal choque.
A mulher dos sonhos era real, porém imaginada. Tanto quanto se pode imaginar um quadro a óleo.
Trocarei o verbo imaginar por desenhar?
Via-me com ela, duas partículas aceleradas em circuito fechado, chocando com determinada frequência. Mas de raspão.
Quando finalmente o choque foi frontal e sem meias palavras sussurradas, dissiparam-se as dúvidas, não a energia.
Noto ainda o esplendor de tal choque.
A mulher dos sonhos era real, porém imaginada. Tanto quanto se pode imaginar um quadro a óleo.
Trocarei o verbo imaginar por desenhar?
22/03/2013
21/03/2013
Páginas
De um livro com pouco mais de cinquenta anos - ROSHWALD, MORDECAI; “OS AMOTINADOS DO POLAR LION”, Argonauta, 99, Livros do Brasil, Lisboa, pp.69-70
De um livro com pouco mais de cinquenta anos - ROSHWALD, MORDECAI; “OS AMOTINADOS DO POLAR LION”, Argonauta, 99, Livros do Brasil, Lisboa, pp.69-70
19/03/2013
E no entanto ela move-se
Não me agradam nada os movimentos que os sismógrafos têm registado nos últimos dias.
Não me deixo impressionar pela aposta ou pelo palpite que fiz.
Só não gosto do aspecto.
Já depois de ter escrito estas linhas, notei que se registou há pouco um sismo de magnitude 4,8 no sul da Península.
Não me agradam nada os movimentos que os sismógrafos têm registado nos últimos dias.
Não me deixo impressionar pela aposta ou pelo palpite que fiz.
Só não gosto do aspecto.
Já depois de ter escrito estas linhas, notei que se registou há pouco um sismo de magnitude 4,8 no sul da Península.
Guerra
Passados dez anos sobre a Segunda Guerra do Iraque, a aposta pode ser sobre o que falta até que o Irão seja alvo de um ataque.
Se o ataque partirá de Israel ou não.
Se será apenas a destruição das instalações de tratamento de urânio e de concepção de armas nucleares ou não.
Se a retaliação será em larga escala ou não.
Se tudo isso terá lugar até final de 2014 ou não.

Ispaão - desenho de Pascal Coste (1787–1879) in Wikipedia
Passados dez anos sobre a Segunda Guerra do Iraque, a aposta pode ser sobre o que falta até que o Irão seja alvo de um ataque.
Se o ataque partirá de Israel ou não.
Se será apenas a destruição das instalações de tratamento de urânio e de concepção de armas nucleares ou não.
Se a retaliação será em larga escala ou não.
Se tudo isso terá lugar até final de 2014 ou não.
Ispaão - desenho de Pascal Coste (1787–1879) in Wikipedia
17/03/2013
Inseguro é o Estádio Nacional (IV)

Nos idos de 1991, teve lugar no Estádio da Luz a final do campeonato do Mundo de juniores entre Portugal e o Brasil.
Depois de ter entrado no estádio, vi-me obrigado a bater em retirada tal era o estado da desorganização e a sensação de perigo iminente que me avassalou.
Já do lado de fora, vi uma porta que me pareceu conduzir a uma zona menos caótica do que aquela onde tinha primeiramente entrado.
Nessa altura uma senhora polícia impediu-me de entrar com a garrafa de água de litro e meio com a qual já havia franqueado as portas do estádio uma vez.
Nem sequer lhe disse tal.
Mas voltei a avistar-me com ela pouco depois para lhe perguntar, já com maus modos, que tipo de critério de segurança tinha aquela gente quando acabava de escapar, quase por milagre, à queda de um pau de vassora – calculo que fosse de bandeira – vindo do alto do terceiro anel.
Não me respondeu, naturalmente.
Isto vem a propósito da quantidade de petardos que já ouvi explodir no estádio do Guimarães desde que estou com o relato do jogo aqui em fundo.
E a propósito de todos os incidentes dos últimos tempos em Braga e em Guimarães.
E a propósito de uns quantos tipos que acham que inseguro é o Estádio Nacional. Bons são estes novos ou reciclados.
A verdade é que assim pela calada vão eles a pouco e pouco mudando a acusação de falta de segurança (no Estádio Nacional) por falta de conforto, de casas de banho, etc.
Mas ainda há uns quantos que batem nessa tecla.
Nem vale a pena perguntar-lhes, como à senhora polícia, que critério é esse.
Nos idos de 1991, teve lugar no Estádio da Luz a final do campeonato do Mundo de juniores entre Portugal e o Brasil.
Depois de ter entrado no estádio, vi-me obrigado a bater em retirada tal era o estado da desorganização e a sensação de perigo iminente que me avassalou.
Já do lado de fora, vi uma porta que me pareceu conduzir a uma zona menos caótica do que aquela onde tinha primeiramente entrado.
Nessa altura uma senhora polícia impediu-me de entrar com a garrafa de água de litro e meio com a qual já havia franqueado as portas do estádio uma vez.
Nem sequer lhe disse tal.
Mas voltei a avistar-me com ela pouco depois para lhe perguntar, já com maus modos, que tipo de critério de segurança tinha aquela gente quando acabava de escapar, quase por milagre, à queda de um pau de vassora – calculo que fosse de bandeira – vindo do alto do terceiro anel.
Não me respondeu, naturalmente.
Isto vem a propósito da quantidade de petardos que já ouvi explodir no estádio do Guimarães desde que estou com o relato do jogo aqui em fundo.
E a propósito de todos os incidentes dos últimos tempos em Braga e em Guimarães.
E a propósito de uns quantos tipos que acham que inseguro é o Estádio Nacional. Bons são estes novos ou reciclados.
A verdade é que assim pela calada vão eles a pouco e pouco mudando a acusação de falta de segurança (no Estádio Nacional) por falta de conforto, de casas de banho, etc.
Mas ainda há uns quantos que batem nessa tecla.
Nem vale a pena perguntar-lhes, como à senhora polícia, que critério é esse.
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