19/09/2013

Cadastrado


mapa do IGEO

Quando olho para este mapa, ocorre-me perguntar:
O mapa está desactualizado?
Não o estando, nos concelhos a branco e nos que “não entraram em regime de cadastro”(?) sabe-se (sabe o Estado) onde estão os sesmos e a quem pertencem as terras?
Sabendo tal o Estado, cobra o respectivo IMI?
Incomodar-me-ia muito saber que os prédios rústicos de quase metade da área do território continental não estão sujeitos a impostos na fase em que a coisa está.
Espero pois que o Estado saiba de quem são as terras e arrecade as colectas respectivas.
Aveiro, 2013

18/09/2013

As grandes questões universais - episódio q+29

Da capacidade de encantamento de uma fêmea ainda cria de leite por um macho velho consegue-se extrair que tipo de informação?

17/09/2013

As pequenas questões por isso nada universais

Até que ponto é que a palavra swap substituiu a expressão off-shore na suscitação de um sorriso alvar nos inquisidores do costume?

NOTA: na realidade a palavra e a expressão a que eles reagem e reagiram pavlovianamente são: swaps e off-shores.
Aprender

Há ocasiões em que um indivíduo bem colocado pode recolher conhecimentos únicos.
Estar no posto de comando da operação para colocar a prumo o navio Costa Concordia é uma delas. Rara.


imagem da Reuters via the Independent

15/09/2013

Alavancar (VII)

Quem é o verdadeiro manda-chuva (aquele que decide mesmo se chove ou se faz sol) em Portugal continental?
Porque é que deixaram de existir boletins meteorológicos na SIC com umas meninas que previam o tempo especificamente para Vila Nova da Raínha, Alfarelos ou Conceição de Tavira?
O que é que aconteceu a Dom Sebastião?
Qual vai ser o formato das matrículas de automóvel quando se esgotar o actual 00-AA-00?
Quem vai ser o ministro da Saúde no dia 13 de Setembro de 2027?
Quantas marcas americanas de automóveis conseguirão vender carros em Portugal em 2025?
Quem será o futuro presidente da Região Demarcada da Mulher Norte-Alentejana? Por quanto tempo mais se manterão os actuais limites de tal região?
Li até aqui o rol das perguntas a Marcelo.
Baralhas a pitonisa com o londrino M – disse-lhe. Baralhas, que é como quem diz. Misturas.
E qual é o espanto? – retorquiu.

(continua)

12/09/2013

O mundo na mesma

Mudança no mundo é uma designação de uma ocorrência que não ocorre. O mundo não muda por ocorrências. Ou não muda por ocorrências singulares e precisas.
Isto se considerarmos que uma mudança no mundo é, para além da poesia da designação, algo apreciável. Contradigo-me. Ocorre ou não?
Verifica-se. Verificou-se em tempos que marcaram eras. Não foram propriamente ocorrências precisas e datáveis mas verificou-se. Verificou-se quando hábitos mudaram para grande parte da ecúmena.
A mais recente pode apreciar-se na forma como comunicamos à distância. Da generalizada utilização do telefone agarrado a um cabo e da missiva no final da década de 80 do século passado, passámos em vinte e tal anos (e este intervalo pode ser “apurado”) para um tipo de comunicação muito diferente. O mundo mudou.
Alguma coisa de substancial mudou no mundo a 11 de Setembro de 2001? Não. O mundo terminou para milhares de pessoas. Como termina a cada dia que passa. Nesse dia terminou talvez para mais do que costuma terminar em cada dia.
Talvez tenha havido uma mudança – talvez para a maioria dos ocidentais tenha sido a primeira vez que se deram conta de que existe um conflito entre civilizações. Mas isso não se consegue medir, verificar.
Contradigo-me?


Fred R. Conrad / The New York Times Photo Archives, 1983

11/09/2013

O pomo da discórdia


imagem daqui

O pomo da discórdia desapareceu. Tanto faz que tenha sido na guerra de Tróia ou quando a massificação e a mediatização deram o salto quântico.
Hoje, em regra, uma disputa gera-se entre os que estão a favor de um bolo argumentativo inconsistente e auto-contraditório cujo significado é inalcançável e os que estão contra um bolo argumentativo inconsistente e auto-contraditório que em muito pouco coincide com o primeiro e cujo significado é igualmente inalcançável.
Por vezes nada separa os contendentes.
Por vezes nada une os concordantes.

06/09/2013

O assassino

Um Brock descrito há 60 anos por Ray Bradbury e emparelhado por mim com um pouco mais novo Myron Aub de Asimov.

05/09/2013

Dia Nacional do Legislador

É certo que podia ser outro, mas eu hoje estou por hoje – que 5 de Setembro seja o Dia Nacional do Legislador.

03/09/2013

Fósforos



Altura para afinal repetir o que já há três anos escrevi e que agora há uns quantos que vigorosamente defendem.

02/09/2013

Dedicatória a tutti quanti (em jargão do meu tempo)

Alavancar (VI)

Um teste?
Sim. No outro dia apercebi-me de que o homem respondia a perguntas a pedido.
E que seleccionaram uma de vida ou de morte. Se fulano de tal recuperava ou não. Ora isto é colocar Marcelo no lugar de pitonisa, coisa que alguns dizem que ele é, embora aparentemente ainda ninguém tivesse experimentado de forma tão explícita testar-lhe tal qualidade.
Perguntaram-lhe se um tipo sobrevivia ou não? ‘Tás a falar a sério?
‘Tou, pois. Achas que ia brincar com questões de vida ou de morte?
Dei-me conta de que a nossa conversa começava a interessar aos parceiros das mesas vizinhas. Sem que soubesse a que ponto se encontravam já a par da escrita.

(continua)

30/08/2013

Nomes

Ouvi mal ou um daqueles excelsos comentadores de ciclismo do Eurosport acabou de dizer à vista do rio que passa por Sevilha: o rio Guadalquivir ou [também chamado] Guadiana?

29/08/2013

Alavancar (V)

Vamos começar pela letra do Tony Carreira. Apontei-a à mão porque não tinha impressora e só tenho um computador de secretária, nada de portáteis grandes ou pequenos.
E dei-me a esse trabalho também com aquele espírito de quem faz cábulas – para além da utilidade do papelinho na altura do aperto, alguma coisa fica na memória enquanto se escreve. Talvez com isso quisesse suprir algum desejo inconsciente de memorizar a letra, sabe-se lá. O certo é que me interessava conhecer um exemplo do que canta o homem. Porque aí está, não duvides, a essência do povo.
Ainda empinando a mini-castello à frente do nariz, mirava-lhe a expressão empenhada refractada através do vidro.
A lista de perguntas para o Marcelo é um teste. Queres ler?

(continua)

28/08/2013

O rebanho

O rebanho é aqui a parte maioritária da mole que segue os mesmos ensinamentos, que julga da mesma forma, que papagueia com igual fervor as mesmas verdades insofismáveis e os mesmos valores divínicos.
É hoje possível determinar que cartilha é essa a partir das estatísticas de cliques.
E é possível determinar se essa cartilha é a preponderante nas televisões internacionais e é a que informa os programas da maioria dos partidos mais votados nas sociedades ocidentalizadas.
Se se concluir que a cartilha é a mesma, o Grande Irmão está mais do que instalado. Com vinte e cinco anos de atraso sobre a data de Orwell, mais coisa menos coisa, o sonho totalitário do início do século XX está consumado no dirigir das mentes sem recurso à religião.
Falha d’energia

É recorrente a escassez de energia. Raras vezes permite ultrapassar os vinte pés (!) de altitude.


Rob Gonsalves, Bedtime Aviation
Portugal, 2013

27/08/2013

Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença décima quarta

A quem, pela sua natureza, continuadamente te arrelia sem razão, dá-lhe um pretexto.

24/08/2013

Alavancar (IV)

Não. Achei piada ao desenho da alavanca. Fez-me lembrar uma cena que aqui se passou.
E é a alavanca o principal disto tudo – vendo que eu mentia, ao fazer-me desinteressado.
Ah sim?
É. Conheces os rudimentos da mecânica das alavancas?
Demos isso tudo no liceu.
Pois, na escola industrial no meu caso – não fazia eu a mínima ideia de que ele tinha andado na escola técnica.
E atão?
Estava aqui a compôr um artigo para a revista da Câmara. Agora andam todos azafamados a gastar dinheiro nestas coisas, é a fruta da época. Pagam-me para escrever banalidades até às eleições.
Não o fazia vendido à política. Ou à politiquice. Antes pelo contrário. E saiu-me assim: Fazes bem.
Terminei a mini-castello e pedi outra – Manel, não há mais fresca? Não queres beber nada?
Ele disse que queria uma mini. Uma mine. Sentei-me enfim em frente dele.

(continua)

23/08/2013

Bombeiros

Não vou repetir o que aqui já escrevi há nove anos e tal. Nem depois disso episodicamente.
Faço apenas a remissão e lamento este desperdício de vidas que é fruto da desorganização.
Pagamos tão caro a falta de método. Mais, pagamos caro a ignorância de que existem métodos.

22/08/2013


Escapatórias.
Saídas airosamente paralelas ao quotidiano que nos rodeia.
Refrescantes.

Primeiro foram as prosas.
Por último, o cardo.
Florido.


mLeal
15 Agosto 2013

Colaboração de ML

21/08/2013

Mr. Gaston Smith reporta
(clicar para ampliar)

Colaboração de JGS

19/08/2013

Cascais no seu melhor
(clicar para ampliar)

Colaboração de NF

18/08/2013

Da gentileza

(interrompendo o que pretendia ser uma série de posts enviados pela minha gente)

Eu não conheço pessoalmente o João Espinho. Temos umas mines à morte há uns anos e ainda não conseguimos despejá-las pelo gargalo.
Isso não significa que não possa dizer que mantenha com ele uma espécie de cumplicidade e de proximidade. Não se tratando só de sermos ambos alentejanos e sportinguistas (5-1).
Quando me dei conta de que ele fez expressa menção aos dez anos do HGU – ele que anda cá há mais tempo do que eu, que começou em Maio de há dez anos a ver se a coisa funcionava e que depois antes do São João começou por tratar do Polis da capital do Baixo Alentejo e daí para a frente se estabeleceu como um marco de referência da cidade de Beja, sem nenhum favor – não podia deixar de lhe agradecer de pronto a gentileza que teve. Como não posso deixar de lhe relembrar que as mines aquecem, se não as bubermos.
Abraço, João!

NOTA: isto não é uma troca de galhardetes, é muito mais do que isso.

15/08/2013

Alavancar (III)

Como é que sei? Sei como sei o resultado de ontem do Portimonense, ou que a um rapaz da canoagem não o deixam ou ele não quer competir ou até mesmo que aí onde estás, há uns anos, não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Era pois. Andas com atenção às letras do Tony. Também trauteias ou é só memória auditiva?
E esse ou, disjuntivo, quer dizer que quem aprendeu a letra sem se dar conta não a pode trautear e vice-versa?
Ói! Temos filosofia barata! Precisão de linguagem... Nesse caso, aproveito para dizer que a tua resposta à minha pergunta "Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?" não tem ponta por onde se lhe pegue.
Enfiando o gargalo da mini-castello na boca, fingi indiferença. Como à entrada do café.
Queres saber do que se trata? – perguntou, desmontando a minha pose.

(continua)

14/08/2013

Siga a música!

O Conselho de Ministros instituiu o Dia Nacional das Bandas Filarmónicas. A 1 de Setembro.
Egipto*


(ilustração publicada inicialmente em 31 de Janeiro de 2011)

* uma das perguntas que não se podem fazer aos autores do AO90 é onde é que estão os eruditos (os da pronúncia culta) em Portugal que pronunciam Egito.

13/08/2013

Expresso

Mais uma razão para julgar que o Expresso é composto para ser lido por gente de fraquíssimo nível. Na qual tenho que me incluir, pois continuo a comprá-lo:


in Expresso de 10 de Agosto (clicando, lê-se)

Além de ter por lá gente deste calibre a escrever, não tem quem reveja e detecte tão rotundas, tão primárias asneiras.

12/08/2013

Alavancar (II)

Atão, pá!
Olhou-me de viés, como se não me tivesse visto entrar no café e não tivesse cruzado os olhos com os meus numa indiferença mútua, embora se saiba já que a minha indiferença era teatral.
Tás bom, Manel? – ele ainda se lembra do meu nome.
A contemplação dos pormenores das coisas sobre a mesa, referidos a priori, levou-me a fazer uma coisa muito contra a minha natureza – reparos:
Pensava eu que já ninguém copiava letras de canções à mão!
Tentou um olhar de viés semelhante ao que fizera anteriormente, somou-lhe um quê de reprovação, e soltou um ah, sim?!
Pois pá, as miúdas hoje fazem copy-paste, cantam com aqueles écrans onde passa a letra, se calhar já nem escrevem com esferográfica.
Karaoke – disse ele com ar enfastiado. Não se trata de nada disso. E são só as miúdas?
Entregas-te a grandes reflexões: Tony Carreira, Marcelo e isso é o quê? Uma alavanca?
Como é que sabes que a letra é do Tony Carreira?
Petrifiquei. Mal consegui virar-me para trás e pedir com voz pujante ao Manel (ao Manel do café) uma mini-castelo. Castello, com dois éles.

(continua)

11/08/2013

Alavancar

Eu conheço o homem. Há muitos anos. Ainda que não saiba bem como ele se chama. Ou já não me lembre, o que dá o mesmo resultado – chamo-lhe atão, pá!
Estava sentado numa mesa que antigamente não existia. Explicando melhor, estava sentado numa mesa onde antigamente não havia mesa, era a passagem para a casa de banho.
Quando atentei bem no conteúdo da mesa, lembrei-me de um episódio antigo ali ocorrido, na mesa do canto junto à janela, com dois engenheiros, tio e sobrinho afim, civil e mecânico, que riscavam jornais com parafusos em corte. Ora bem, o homem tinha o jornal rabiscado, isso tinha. Mas tinha mais, tinha três folhas de papel garatujadas – uma, com um esquema de uma alavanca interfixa; outra, com uma letra de uma canção de Tony Carreira; e a última com este cabeçalho: perguntasamarcelo@tvi.pt, sob o qual existia um rol de alíneas.

(continua)
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 20



Ou como a brejeirice e a linguagem de carroceiro se apoderaram destas páginas. À falsa fé.

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

10/08/2013

Comentadores

Não me canso de o referir: a parte mais deliciosa do ciclismo são os comentários. A lógica, a razão, a perspicácia, o alcance, as bitolas e os preconceitos.
Todo um compêndio de retórica. E outro de lógica.

09/08/2013

Sudoeste balizado (à Zambujeira)



Diz que o Sudoeste, por estas dias, está dentro de uma cerca.
Haverá?

Haverá, no meio desta gente que se dedica a lançar balões d’ensaio, alguém decidido a provocar o caos, ao cutucar a onça com vara curta?
Ou isso é dar demasiado crédito a cabeças que tais?

07/08/2013

Nomes

Não me deixarei arrastar pela razão. Que ela não assiste a estas coisas. Nunca assistiu, não seria agora que passaria a assistir.
O facto é que o Torneio dito do Guadiana se disputou este ano (não fazendo eu ideia de onde se disputaram as últimas edições) na foz do Arade. Em Portimão.
Não há nada de novo neste arrastar dos nomes sobre a ecúmena. É uma prática existente desde que existem nomes.
O que me parece curioso – e foi coisa que vi há momentos – é que o troféu (os troféus, pois vi três) representam uma ponte de tirantes.
Que tanto pode ser a de Rito, sobre o Arade, como a de Câncio Martins, sobre o Guadiana.
Se há elementos nos troféus que identifiquem claramente de qual das duas se trata, não tive tempo para os apreciar.
Os servos e os lobos

Ontem, alheado de tudo o mais, fixava eu umas imagens de um canal de televisão que calculo fosse o National Geographic.
Na edição de imagem haviam acrescentado uns pequenos focos luminosos de cores distintas – uma cor representava os cervos, outra os lobos.
Enquanto as manobras decorriam, de parte a parte, lobos à caça, cervos em fuga, as imagens confundiam-se ali com a minha representação da nossa história recente no palco do mítico pinhal da Azambuja.
Não eram cervos, eram servos capitaneados por mentecaptos as luzes de certa cor.
Não eram lobos, eram chicos-espertos, ladrões e aldrabões, as luzes da outra.
Evoluíam todos numa espécie de bailado em que o resultado final era contrário ao espírito das fábulas. E qual será o espírito das fábulas?

06/08/2013

Efeito

Que efeito se pretende alcançar com o fecho episódico de representações diplomáticas em locais do mundo onde o risco de ataques terroristas é aparentemente alto?

05/08/2013

Gibraltar

Continuo convencido de que é obrigação do Estado português estar discretamente ao lado do Estado espanhol em todas as suas reivindicações a respeito de Gibraltar.
Para na eventualidade, ainda que pouco provável, da soberania sobre aquele enclave regressar a Espanha estarmos na posse de um ás de trunfo (e talvez também da manilha) no jogo de argumentos à volta de Olivença.

NOTA: emendo a mão no que respeita a um comentário replicativo feito em 2004 – os assuntos de soberania e de dignidade do Estado são prioritários.

04/08/2013

Jus

A ser verdade tudo o que está escrito na edição do Expresso de 20 de Jullho p.p. e que consta, a título de referência de imprensa, na página da ASJP, temos ali um quase paradigma daquilo a que alguns chamam o edifício da justiça.
E um exemplo claro do que deve ser varrido. Sem contemplações.

02/08/2013

Utilidade

Dobra-se (para o género másculo da espécie) o cabo Não no dia em que se arrisca a pergunta ante uma fêmea subida: Posso ser-lhe útil?
RTP

A RTP repete os concursos com Fernando Mendes sem colocar a respectiva indicação de programa repetido por:
a) ser isso uma forma de avaliar as audiências;
b) não ter respeito pelos que pagam aos seus funcionários;
c) não haver lá ninguém que saiba quais foram os concursos já emitidos;
d) haver alguém que se diverte a trocar as referências dos programas;
e) uma razão obscura que ninguém na RTP conhece;
f) algo que não tenha sido indicado nas alíneas anteriores.

01/08/2013

B A BA

O mais previsível entre um burro, um aldrabão e um burro-aldrabão é este último.
Controlado de perto, apresenta um risco mínimo.
Quando nos apercebemos de que há demasiados indivíduos desta espécie a operar causando dano – e todos os dias somos bombardeados com notícias do género – uma de duas coisas aconteceu:
Não foram controlados.
Foram controlados por gente que integra uma das espécies mencionadas.
Um mês começado por Al



Reticências e um ponto a mais.

31/07/2013

Algumas considerações para o escopo do bom terrorista

O facto de nunca me ter prendido à ideia de pertencer a um tipo exemplar ou de ser um tipo como os outros, deve ter cavado alguns abismos entre os tipos exemplares e os tipos como os outros e eu próprio. Deve. Nunca foi coisa a que prestasse muita atenção. Apenas a necessária para não fazer o óbvio, o que é pouco.
Ainda assim apercebo-me de que os meus padrões parecem estranhos a muita gente. Estranhos apenas porque não se enquadram no que deveria ser. Que talvez seja essa a única estranheza possível, grande coisa!
Não tiro disto particular gozo. Talvez pudesse tirar, à custa do rompimento de algumas relações menos interessantes.

30/07/2013

29/07/2013

Ouvi, pois

Ouvi mesmo agora o Mário Crespo desejar boa noite e boa sorte aos telespectadores.
Desorientação

A ser verdade o que se diz que disse o maquinista e a dizê-lo ele com convicção – que não sabia onde se encontrava quando se lhe deparou a curva – isso não me espanta.
Passa-se hoje por demasiada gente que tem esse tipo de brancas e que as tem cada vez com maior frequência.
Talvez seja legítimo perguntar se essas coisas se diagnosticam (se despistam) sem a ajuda do paciente.

Noutro plano, os espanhóis continuam a aproveitar troços de estrada com raios de curvatura e trainéis que não lembram ao diabo para fazer auto-estradas.
E troços de ferrovia antiga para fazerem passar a alta-velocidade.
É lá com eles.
A Europa connosco



A alternativa que o PS propõe é a recuperação do slogan “A Europa connosco”, pós-PREC.
Lê-se no documento que o PS publicou como sendo o rol das suas propostas para o futuro e ouve-se na boca de alguns notáveis, como é o caso de António Costa (na Quadratura do Círculo emitida na SICN a 18 de Julho).
Costa mais uma vez descobriu a pólvora e argumenta assim (citando eu de memória): “Se Lisboa paga cerca de 50% dos impostos do país (não sei com que dados e extrapolações o afirma, mas isso é outra história), fá-lo por ser a capital (?!) [...]”.
A ideia geral é a de que Lisboa não sustenta os recônditos lugares habitados do país onde a produção de riqueza é mínima. Lisboa é antes uma parte do todo nacional como as partes recônditas e habitadas o são.
Disse ainda que os países contribuintes líquidos para o nivelamento europeu são os que comprovadamente mais ganham ao pagarem (também aqui não se sabe nem se percebe como se chega a essa conclusão, mas há uns estudos – segundo Costa).
Lá está a ideia que foi propagada em devido tempo de uma Europa na qual as nossas contas haveriam de ser pagas pelos outros, como parte recôndita, habitada e pouco produtiva do todo.
Esquece-se Costa de duas coisas: essa Europa nunca existiu e provavelmente não existirá, apesar de uns ímpetos ajudistas que não foram nunca o reflexo de uma unidade social, como se vê bem nos dias que correm.
Lisboa pagará as contas dos outros porque se trata de facto de um todo nacional pelo qual Lisboa por, na argumentação de Costa, ser a capital, tem a honra, a responsabilidade, a obrigação de zelar. Poderíamos dizer o mesmo (com excepção de ser cabeça de nação) de todos os pontos em que a contribuição para a riqueza nacional está acima da média. A nação existe e é coesa. Tem-no sido pelos últimos oitocentos e muitos anos.
Há ainda um pequeno problema nesta argumentação – é a parte em que tem se explicar aos tais contribuintes líquidos que têm tudo a ganhar e nada a perder em continuarem a sê-lo. É que por vezes cada um usa o direito de só ouvir falar de coisas que acha que lhe interessam.

cartaz de propaganda eleitoral do PS em 1976 encontrado aqui.