28/09/2014
Ironias do destino
Quis o destino que os responsáveis do PS talham, que a consulta à maioria silenciosa dos eleitores do PS tenha tido lugar exactos 40 anos depois de uma outra maioria silenciosa se ter manifestado (ou não) em favor de um travão ao destrambelhamento que se adivinhava.
Em homenagem a essa coincidência, esta adaptação do cartaz de então:
Quis o destino que os responsáveis do PS talham, que a consulta à maioria silenciosa dos eleitores do PS tenha tido lugar exactos 40 anos depois de uma outra maioria silenciosa se ter manifestado (ou não) em favor de um travão ao destrambelhamento que se adivinhava.
Em homenagem a essa coincidência, esta adaptação do cartaz de então:
27/09/2014
Os dois simétricos
Por razões que a razão desconhece, Paulo Portas e António Costa gozam de uma cândida aprovação da imprensa que os guinda mesmo ao estatuto estelar.
Um mais do que outro, a seu tempo. Simetria quase perfeita desde que se passe um plano entre eles e se altere a gosto a variável tempo.
O estatuto estelar torna a imagem muito maior do que o objecto (ao contrário do que acontece com as estrelas verdadeiras que vemos no céu), dando a ambos uma aparência de capacidade que nunca mostraram ter. Antes pelo contrário.
De Portas, tem-se visto. De Costa, se verá ainda mais.
Por razões que a razão desconhece, Paulo Portas e António Costa gozam de uma cândida aprovação da imprensa que os guinda mesmo ao estatuto estelar.
Um mais do que outro, a seu tempo. Simetria quase perfeita desde que se passe um plano entre eles e se altere a gosto a variável tempo.
O estatuto estelar torna a imagem muito maior do que o objecto (ao contrário do que acontece com as estrelas verdadeiras que vemos no céu), dando a ambos uma aparência de capacidade que nunca mostraram ter. Antes pelo contrário.
De Portas, tem-se visto. De Costa, se verá ainda mais.
24/09/2014
23/09/2014
C.M.L.
O vereador com o pelouro da protecção civil da Câmara de Lisboa foi quem disse que a meteorologia não tinha avisado para o mau tempo. Ouvi-o na televisão.
Esperará talvez que o alertem com antecedência quando vier um tremor de terra que cause danos ou quando se verificar um acidente de grandes proporções.
É esta a gente que responde pelas coisas.
O vereador com o pelouro da protecção civil da Câmara de Lisboa foi quem disse que a meteorologia não tinha avisado para o mau tempo. Ouvi-o na televisão.
Esperará talvez que o alertem com antecedência quando vier um tremor de terra que cause danos ou quando se verificar um acidente de grandes proporções.
É esta a gente que responde pelas coisas.
22/09/2014
Os simples e a água
Para os simples, a água não é impeditivo para a circulação automóvel, mesmo quando ultrapassa os níveis críticos.
Explicar-lhes o que acontece é de facto inútil.

Imagem da TVI24
P.S. - A Câmara de Lisboa, segundo alguma imprensa, diz que não foi avisada para o mau tempo.
Para os simples, a água não é impeditivo para a circulação automóvel, mesmo quando ultrapassa os níveis críticos.
Explicar-lhes o que acontece é de facto inútil.
Imagem da TVI24
P.S. - A Câmara de Lisboa, segundo alguma imprensa, diz que não foi avisada para o mau tempo.
21/09/2014
20/09/2014
19/09/2014
17/09/2014
16/09/2014
Jornalismo ou... algo muito pior
Relembrando o aqui escrito há dias, porque se volta a ouvir e a ler a mesma insensatez, sendo que, no primeiro caso, apenas dei conta de ouvir uma voz que disse: “Espera aí, o tipo demite-se, incumpre o contrato, e ainda recebe em vez de pagar?” Foi num programa de televisão e lamento não saber identificar a pessoa razoável que tal disse.
Agora é exactamente o mesmo. Só muda o Bento. Diz que sai sem ser indemnizado? Mas não foi ele que pediu para sair?
Tendo eu a experiência cavalar das obras, imagino-me a abandonar uma obra e a dizer ao dono da dita que me tem que me indemnizar porque frito e cozido*.
Isto de o dinheiro não ter dono, em alguns casos, pode facilitar estas cavaladas. Lá isso pode.
Que os jornalistas achem isso normal é coisa que já me espantaria se fosse ao contrário. Que achassem estranho.
*claro que pode haver sempre uma justa causa e aí...
Relembrando o aqui escrito há dias, porque se volta a ouvir e a ler a mesma insensatez, sendo que, no primeiro caso, apenas dei conta de ouvir uma voz que disse: “Espera aí, o tipo demite-se, incumpre o contrato, e ainda recebe em vez de pagar?” Foi num programa de televisão e lamento não saber identificar a pessoa razoável que tal disse.
Agora é exactamente o mesmo. Só muda o Bento. Diz que sai sem ser indemnizado? Mas não foi ele que pediu para sair?
Tendo eu a experiência cavalar das obras, imagino-me a abandonar uma obra e a dizer ao dono da dita que me tem que me indemnizar porque frito e cozido*.
Isto de o dinheiro não ter dono, em alguns casos, pode facilitar estas cavaladas. Lá isso pode.
Que os jornalistas achem isso normal é coisa que já me espantaria se fosse ao contrário. Que achassem estranho.
*claro que pode haver sempre uma justa causa e aí...
15/09/2014
13/09/2014
12/09/2014
Favas contáveis

Se seguirmos a linha das apostas da casa Paddy Power, o referendum na Escócia ditará a manutenção do estado das coisas. Sem grande margem para dúvidas.
Se seguirmos a linha das apostas da casa Paddy Power, o referendum na Escócia ditará a manutenção do estado das coisas. Sem grande margem para dúvidas.
11/09/2014
Jornalismo ou... algo pior
Ouvi já por dversas vezes que Paulo Bento pediu para ser exonerado e que deverá receber uma indemnização de dado valor.
Ou isto é o habitual jornalismo sem cabeça ou algo pior.
Ouvi já por dversas vezes que Paulo Bento pediu para ser exonerado e que deverá receber uma indemnização de dado valor.
Ou isto é o habitual jornalismo sem cabeça ou algo pior.
10/09/2014
09/09/2014
08/09/2014
Trânsito

Houve de facto uma época em que eu tinha medo da estrada.
O medo não nasce do nada. Esse deve ter nascido não de números lidos ou ouvidos mas de sucessivas más experiências.
Nessa época pensava trinta vezes antes de me fazer à estrada durante um fim-de-semana em caminhos frequentados e evitava a todo o custo os caminhos da transumância.
O facto de o medo ter persistido por uns anos prenuncia que, mesmo com essas cautelas, as experiências não eram grande coisa.
E não devem ter sido. Ainda que nem por uma vez tenha amolgado latas.
Verifico agora que posso relacionar directamente essa época com o auge da sinistralidade rodoviária. Não me espanto.
O medo foi-se em grande parte. Das cautelas permanecem o evitar das canadas, o contornar dos fins-de-semana a que se soma algum abrandamento nas médias horárias.
Há dias ainda em que a estrada mete medo.
O gráfico (adaptado) é da Pordata. Clicando, vê-se em toda a extensão.
Houve de facto uma época em que eu tinha medo da estrada.
O medo não nasce do nada. Esse deve ter nascido não de números lidos ou ouvidos mas de sucessivas más experiências.
Nessa época pensava trinta vezes antes de me fazer à estrada durante um fim-de-semana em caminhos frequentados e evitava a todo o custo os caminhos da transumância.
O facto de o medo ter persistido por uns anos prenuncia que, mesmo com essas cautelas, as experiências não eram grande coisa.
E não devem ter sido. Ainda que nem por uma vez tenha amolgado latas.
Verifico agora que posso relacionar directamente essa época com o auge da sinistralidade rodoviária. Não me espanto.
O medo foi-se em grande parte. Das cautelas permanecem o evitar das canadas, o contornar dos fins-de-semana a que se soma algum abrandamento nas médias horárias.
Há dias ainda em que a estrada mete medo.
O gráfico (adaptado) é da Pordata. Clicando, vê-se em toda a extensão.
05/09/2014
Trânsito
Cheguei hoje atrasado ao acidente ocorrido cerca do km 51 da A2. Pouco atrasado. Ainda se via o poeiredo no ar que ainda não escondia os primeiros socorros.
Abstive-me de parar visto haver já cópia de gente a correr pelo asfalto. Ando eu há dias para escrever um apontamento sobre o medo. O medo da estrada.
Há dias em que ela mete medo.
Cheguei hoje atrasado ao acidente ocorrido cerca do km 51 da A2. Pouco atrasado. Ainda se via o poeiredo no ar que ainda não escondia os primeiros socorros.
Abstive-me de parar visto haver já cópia de gente a correr pelo asfalto. Ando eu há dias para escrever um apontamento sobre o medo. O medo da estrada.
Há dias em que ela mete medo.
03/09/2014
02/09/2014
01/09/2014
31/08/2014
29/08/2014
29

Cartaz da Associação Cultural Recreativa e Desportiva da Zambujeira
Porque hoje é 29, o banho valeu (e ainda vale) por nove, e as memórias são para ser desenterradas para que os mais novos delas saibam, vai esta nota com duas (três) fotografias alheias que também cumpre uma promessa vaga feita há anos.
Faz hoje 47 anos, na Zambujeira, um dos autocarros que levava banhistas foi quase parar à praia quando a estrada era ainda de terra até lá abaixo. Não morreu ninguém mas houve quatro dos vinte e um feridos que ainda foram passear a Lisboa.

Imagens caçadas aqui e acolá. Das quais gostaria de conhecer o nome do autor ou do curador, informação que a rede não está acostumada a proporcionar. Notícia do DL de 30 de Agosto, do arquivo da Fundação Mário Soares
Cartaz da Associação Cultural Recreativa e Desportiva da Zambujeira
Porque hoje é 29, o banho valeu (e ainda vale) por nove, e as memórias são para ser desenterradas para que os mais novos delas saibam, vai esta nota com duas (três) fotografias alheias que também cumpre uma promessa vaga feita há anos.
Faz hoje 47 anos, na Zambujeira, um dos autocarros que levava banhistas foi quase parar à praia quando a estrada era ainda de terra até lá abaixo. Não morreu ninguém mas houve quatro dos vinte e um feridos que ainda foram passear a Lisboa.
Imagens caçadas aqui e acolá. Das quais gostaria de conhecer o nome do autor ou do curador, informação que a rede não está acostumada a proporcionar. Notícia do DL de 30 de Agosto, do arquivo da Fundação Mário Soares
25/08/2014
Memória
Já há anos escrevi sobre isso aqui no blogue.
Sobre a necessidade de deixar em pedra o nome das desgraças. Que elas são pontos de memória viva dos que estavam e serão pontos de memória contada dos vindouros.
Em Lisboa não há uma placa com a data de 1 de Novembro de 1755 na sua toponímia.
Em Lisboa não há uma placa com a data de 25 de Agosto de 1988 na sua toponímia.
Sugiro que seja aplicada a propósito no lado direito daquelas escadinhas que não existiam antes de tal data. Entre o 27 e o 29 da Rua do Carmo segundo o mapa da Lisboa Interactiva. Entre o 27 e o 31 segundo as fotografias do Google.


clicar para ampliar
Já há anos escrevi sobre isso aqui no blogue.
Sobre a necessidade de deixar em pedra o nome das desgraças. Que elas são pontos de memória viva dos que estavam e serão pontos de memória contada dos vindouros.
Em Lisboa não há uma placa com a data de 1 de Novembro de 1755 na sua toponímia.
Em Lisboa não há uma placa com a data de 25 de Agosto de 1988 na sua toponímia.
Sugiro que seja aplicada a propósito no lado direito daquelas escadinhas que não existiam antes de tal data. Entre o 27 e o 29 da Rua do Carmo segundo o mapa da Lisboa Interactiva. Entre o 27 e o 31 segundo as fotografias do Google.
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20/08/2014
18/08/2014
Corruptelas de uma certa guerra ou tensão religiosa
Podes ver o acre num dedal
De destilado
De qualquer fruta de quintal.
Verás o sonho de um sinónimo
De nomes com os quais não te cruzaste
E por isso só entendes
Semelhantes.
Desleixa o leite sobre as escarpas
Que não pudeste mudar de sítio.
Chama mesmo sagrado
Ao promontório que a finisterra
Alega pertencer-lhe.
Não descures é a pena de saires
De cena entre um Hillman Imp
E a última história contada em
Papel de cenário
Que deixaste por concluir.
SG*, inéditos, 2001
*chamado a inaugurar o décimo segundo ano de escritas.
Podes ver o acre num dedal
De destilado
De qualquer fruta de quintal.
Verás o sonho de um sinónimo
De nomes com os quais não te cruzaste
E por isso só entendes
Semelhantes.
Desleixa o leite sobre as escarpas
Que não pudeste mudar de sítio.
Chama mesmo sagrado
Ao promontório que a finisterra
Alega pertencer-lhe.
Não descures é a pena de saires
De cena entre um Hillman Imp
E a última história contada em
Papel de cenário
Que deixaste por concluir.
SG*, inéditos, 2001
*chamado a inaugurar o décimo segundo ano de escritas.
15/08/2014
13/08/2014
12/08/2014
11/08/2014
08/08/2014
06/08/2014
Semelhanças
Sou só eu que vejo semelhanças entre a nebulosa do Homúnculo e o cometa 67-P Churyumov-Gerasimenko?
Sou só eu que vejo semelhanças entre a nebulosa do Homúnculo e o cometa 67-P Churyumov-Gerasimenko?
05/08/2014
Branca
A única branca da qual recordo as consequências, aconteceu-me num teste de Estática há muitos anos.
Era uma matéria que eu dominava perfeitamente e obtive um lindo 8 no teste.
O assistente perguntou-me o que é que me tinha acontecido e eu não lhe soube responder.
Vistas as coisas, parecia que um diabrete troca-tintas se havia instalado no meu cérebro e feito grande parte das coisas ao contrário.
Sei, portanto, que tal pode acontecer e que é inexplicável pelo próprio. Não sei o que diz a psiquiatria a propósito.
Dito isto, a propósito de uma coisa que me aconteceu uma única vez em centenas de testes e provas académicas, registei que, segundo o Ministério da Educação e Ciência, houve 1473 professores que chumbaram na Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades.
Descontando as brancas, e lidas as versões da prova, quem não passou não constituiria decerto um bom exemplo de magistério.
Se Portugal tem necessidades urgentes, uma das primeiras é de racionalidade. Haverá disciplinas em que a racionalidade é pouco importante para o magistério. Porém, todas aquelas que pretendem ser de ciência dela não podem prescindir sob pena de acharmos, como já achamos, normal que se digam as coisas mais absurdas onde deveriam ser ditas coisas lógicas.
Como nota de rodapé, o argumento de que as pessoas não tiveram tempo de se preparar para um teste cuja avaliação de conhecimentos (ao contrário do que o nome indicava) era irrisória era ele próprio irrisório.
A única branca da qual recordo as consequências, aconteceu-me num teste de Estática há muitos anos.
Era uma matéria que eu dominava perfeitamente e obtive um lindo 8 no teste.
O assistente perguntou-me o que é que me tinha acontecido e eu não lhe soube responder.
Vistas as coisas, parecia que um diabrete troca-tintas se havia instalado no meu cérebro e feito grande parte das coisas ao contrário.
Sei, portanto, que tal pode acontecer e que é inexplicável pelo próprio. Não sei o que diz a psiquiatria a propósito.
Dito isto, a propósito de uma coisa que me aconteceu uma única vez em centenas de testes e provas académicas, registei que, segundo o Ministério da Educação e Ciência, houve 1473 professores que chumbaram na Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades.
Descontando as brancas, e lidas as versões da prova, quem não passou não constituiria decerto um bom exemplo de magistério.
Se Portugal tem necessidades urgentes, uma das primeiras é de racionalidade. Haverá disciplinas em que a racionalidade é pouco importante para o magistério. Porém, todas aquelas que pretendem ser de ciência dela não podem prescindir sob pena de acharmos, como já achamos, normal que se digam as coisas mais absurdas onde deveriam ser ditas coisas lógicas.
Como nota de rodapé, o argumento de que as pessoas não tiveram tempo de se preparar para um teste cuja avaliação de conhecimentos (ao contrário do que o nome indicava) era irrisória era ele próprio irrisório.
04/08/2014
03/08/2014
02/08/2014
Jornalismo
Às vezes, mas só às vezes, tento demonstrar que a minha impaciência com o jornalismo se justifica bem com a recorrência de erros factuais, de falhas de compreensão, de raciocínios irracionais, etc.
E que sendo o jornalismo apenas o espelho da sociedade ela tem todas essas qualidades.
E apresento exemplos com a maior das facilidades – é só ouvir com atenção qualquer telejornal.
Há pouco, estava escrito na pantalha (Telejornal da RTP1) que Santiago do Escoural ficava a meio do caminho entre Chaves e Faro.

Para quem não sabe onde fica Santiago do Escoural acrescento que se desenvolve à volta do km 534 da E.N. 2. Que liga Chaves a Faro, de facto.
As cartas militares ainda indicam um km 738 dessa estrada à entrada de Faro. O km 737 ainda parece estar de boa saúde mil metros antes.
É fazer a conta – 534 é metade de 738.
O mei do caminho é um lugar com fronteiras largas, sabe-se. Mas chamar o meio do caminho a um lugar que fica a três quartos...
Às vezes, mas só às vezes, tento demonstrar que a minha impaciência com o jornalismo se justifica bem com a recorrência de erros factuais, de falhas de compreensão, de raciocínios irracionais, etc.
E que sendo o jornalismo apenas o espelho da sociedade ela tem todas essas qualidades.
E apresento exemplos com a maior das facilidades – é só ouvir com atenção qualquer telejornal.
Há pouco, estava escrito na pantalha (Telejornal da RTP1) que Santiago do Escoural ficava a meio do caminho entre Chaves e Faro.
Para quem não sabe onde fica Santiago do Escoural acrescento que se desenvolve à volta do km 534 da E.N. 2. Que liga Chaves a Faro, de facto.
As cartas militares ainda indicam um km 738 dessa estrada à entrada de Faro. O km 737 ainda parece estar de boa saúde mil metros antes.
É fazer a conta – 534 é metade de 738.
O mei do caminho é um lugar com fronteiras largas, sabe-se. Mas chamar o meio do caminho a um lugar que fica a três quartos...
31/07/2014
Não houve epifania
Será interessante ler o despacho da Procuradoria de Almada sobre o caso das mortes na praia do Meco.
Epifania não houve.
Sem ler o que lá está escrito e sem conhecer o processo – um grupo de pessoas maiores de idade que se reúne voluntariamente em dado local é um grupo de pessoas maiores de idade que se reúne voluntariamente em dado local. Ou não será?
Será interessante ler o despacho da Procuradoria de Almada sobre o caso das mortes na praia do Meco.
Epifania não houve.
Sem ler o que lá está escrito e sem conhecer o processo – um grupo de pessoas maiores de idade que se reúne voluntariamente em dado local é um grupo de pessoas maiores de idade que se reúne voluntariamente em dado local. Ou não será?
28/07/2014
26/07/2014
25/07/2014
Sentado no país dos incompetentes
É claro que há lugares no mundo em que a incompetência é duas, três, quatro, dez vezes maior do que em Portugal. Como se fosse grandeza escalar.
Deverá ser isso factor de consolação e até de regozijo?
Não me parece, quando a percepção é de que seja qual a fôr a instituição que interpelamos, a primeira resposta é-nos sempre dada com o rigor de um contínuo à antiga: reproduz a interpelação, responde ao que não foi perguntado e ainda tem tempo para erros ortográficos (não me refiro ao inefável acordo) e de sintaxe.
E, no final, apaga da memória (da sua e da electrónica) a interpelação a que foi sujeito.
Estou sentado num país de incompetentes que, como o cabo da paródia, são alvoreados.
É claro que há lugares no mundo em que a incompetência é duas, três, quatro, dez vezes maior do que em Portugal. Como se fosse grandeza escalar.
Deverá ser isso factor de consolação e até de regozijo?
Não me parece, quando a percepção é de que seja qual a fôr a instituição que interpelamos, a primeira resposta é-nos sempre dada com o rigor de um contínuo à antiga: reproduz a interpelação, responde ao que não foi perguntado e ainda tem tempo para erros ortográficos (não me refiro ao inefável acordo) e de sintaxe.
E, no final, apaga da memória (da sua e da electrónica) a interpelação a que foi sujeito.
Estou sentado num país de incompetentes que, como o cabo da paródia, são alvoreados.
24/07/2014
Livros e mulheres
Há demasiadas comparações entre uns e outras, do ponto de vista masculino, para que qualquer coisa que seja dita ou escrita dificilmente não recaia no já dito.
Ainda assim, a propósito de um livro (e foi mesmo só de um) que comprei com o meu método de escolha tradicional: alguma, pouca, informação sobre e uma auréola que eu não sei de onde vem e lhe cai em cima. Ou que lhe aviva as arestas. A propósito desse livro veio a comparação.
Tenho-o ali, em posição de próximo na mesa de cabeceira. Não faço a menor ideia de qual é a história que me quer contar.
Hà uma diferença entre livros e mulheres que, neste ponto, convém salientar – o livro, lido, contou a sua história. A mulher...

book cleavage tirado daqui
Há demasiadas comparações entre uns e outras, do ponto de vista masculino, para que qualquer coisa que seja dita ou escrita dificilmente não recaia no já dito.
Ainda assim, a propósito de um livro (e foi mesmo só de um) que comprei com o meu método de escolha tradicional: alguma, pouca, informação sobre e uma auréola que eu não sei de onde vem e lhe cai em cima. Ou que lhe aviva as arestas. A propósito desse livro veio a comparação.
Tenho-o ali, em posição de próximo na mesa de cabeceira. Não faço a menor ideia de qual é a história que me quer contar.
Hà uma diferença entre livros e mulheres que, neste ponto, convém salientar – o livro, lido, contou a sua história. A mulher...
book cleavage tirado daqui
23/07/2014
22/07/2014
Atrasos
A cobertura da etapa de hoje da Volta à França no Eurosport tem sido particularmente exemplar no que respeita aos comentários que aqui tenho feito sobre a incapacidade de raciocínio. Os atrasos e isso.
A cobertura da etapa de hoje da Volta à França no Eurosport tem sido particularmente exemplar no que respeita aos comentários que aqui tenho feito sobre a incapacidade de raciocínio. Os atrasos e isso.
21/07/2014
Intelectualóide
Há uma larga franja intelectualóide que considera que a preocupação com as contas do Estado é uma coisa da Direita.
Eu não vou chamar a essa franja, franja de Esquerda pois calculo que o conceito de Direita para eles é apenas tudo aquilo que é mau. Logo, pelo meu cálculo, estarão no oposto do que é mau e serão meramente uns bonzões.
Uns bonzões para os quais as circunstâncias da vida são uma chatice. De Direita. Malina.
Há uma larga franja intelectualóide que considera que a preocupação com as contas do Estado é uma coisa da Direita.
Eu não vou chamar a essa franja, franja de Esquerda pois calculo que o conceito de Direita para eles é apenas tudo aquilo que é mau. Logo, pelo meu cálculo, estarão no oposto do que é mau e serão meramente uns bonzões.
Uns bonzões para os quais as circunstâncias da vida são uma chatice. De Direita. Malina.
20/07/2014
A inversão do ónus da prova
Não é que seja importante provar para além das suposições que já foram feitas de onde veio o míssil que acertou no avião malaio.
O resultado final está feito e as consequências laterais tais como a distribuição das culpas não vão levar a nada de substancial, sequer ao ressarcimento material pelas perdas desse tipo.
O que de facto releva do comportamento relatado pela imprensa, sendo que a imprensa é o que é, é que a ser verdade que o acesso à zona foi vedado ou dificultado a entidades imparciais, aí se inverte o ónus da prova. Se houvesse alguma coisa a provar, seria que quem domina a região e condiciona assim a recolha de indícios, provasse que não tem nada a ver com o que sucedeu.
Outra coisa qualquer é puro entretenimento geopolítico.
Não é que seja importante provar para além das suposições que já foram feitas de onde veio o míssil que acertou no avião malaio.
O resultado final está feito e as consequências laterais tais como a distribuição das culpas não vão levar a nada de substancial, sequer ao ressarcimento material pelas perdas desse tipo.
O que de facto releva do comportamento relatado pela imprensa, sendo que a imprensa é o que é, é que a ser verdade que o acesso à zona foi vedado ou dificultado a entidades imparciais, aí se inverte o ónus da prova. Se houvesse alguma coisa a provar, seria que quem domina a região e condiciona assim a recolha de indícios, provasse que não tem nada a ver com o que sucedeu.
Outra coisa qualquer é puro entretenimento geopolítico.
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