01/02/2015

Matrículas K

Respondendo à pergunta que eu próprio fiz aqui, dez meses atrás, verifica-se que os tais portugueses que se diz andarem de mão dada com a Alcaida seriam sim portugueses de um Portugal que existia até 1974. Mas esse Portugal, como sabemos, acabou.
Por isso...

31/01/2015

Mem Martins, 2008

Geomancia de um fascínio

Hão-de se procurar as marcas do vértice, feitas na fornalha, algures um quilómetro a norte de Campo Maior.
Esta é uma indefinição. A norte de que ponto de Campo Maior?

25/01/2015

Jornalismo

O jornalismo português embebeda-se hoje com Siriza.

24/01/2015

Oportunidade

Estava eu a cogitar lançar um repto de pegar ou largar de consequências universais, quando me deu para atender aquele número que me fuçava a vida há dias.
Era o inevitável vendedor, é claro.
Quis convencer-me, como consta do ponto geral dos vendedores de call center, de que estava ali para me oferecer dinheiro e facilidades.
Disse-lhe que não tomava decisões assim ao telefone com um estranho e ele ofendeu-se. Foi mal educado como não consta do tal ponto.
Acho que o repto dentro de parêntesis que o outro repto suportou me clarificou as ideias. Mesmo que eu não seja um estranho, há oportunidades que, por terem consequências universais (por exemplo, a de trazer a montanha a Maomé), não se tratam ao telefone.

12/01/2015

Alberto João

Há, nas muitas páginas aqui escritas, loas a, e tiros em Alberto João.
A personagem que hoje se demitiu é o corpo de um amálgama que causou estas e aquelas sensações a quem o observou.


fotografia adaptada a partir de uma já não constante da rede

10/01/2015

Solução fácil

A única questão que tem algum interesse a propósito da ocorrência de atentados terroristas com origem no islamismo radical em territórios ocidentais ou de matriz ocidental é saber se se deve ou não dar destaque a tais actos ou ignorá-los como se ignora o picar de uma mosca.
Tem solução fácil esta questão dual: se existe liberdade de imprensa no mundo ocidental, não há forma de se calarem as notícias de tais actos.
Todas as outras discussões são tão inúteis como esta.

07/01/2015

Atraso

Um atraso é qualquer coisa que se mede em unidades de tempo.
Uma civilização atrasada é a que faz o que as outras fizeram esse atraso depois.

02/01/2015

Desfotografar-me

Vai levar algum tempo até que me desfotografe aqui.

30/12/2014

Pôr do sol (prestes) no Alentejo do dia 30 de Dezembro de 2014


foto de ANC

25/12/2014

Cinco anos mais

Afinal, o destino conferiu-lhe exactos cinco anos mais após o voo TG 923.
Em que alguma esperança pairou sobre o seu semblante.

23/12/2014

Infopenia

Aconteceu, está a acontecer este ano uma coisa curiosa e inédita na minha caixa de correio electrónico. Estou a ser bombardeado com votos de Boas Festas por parte de pessoas que não conheço.
E a razão é simples. Apesar de ligar pouco a tais votos, tanto que praticamente não os recebo também, e mais ainda, apesar até de pouco usar o correio electrónico, algumas pessoas têm o meu endereço. Poucas. Ora alguém que eu conheço enviou um mail circular de Boas Festas a um conjunto de pessoas. A parte bizarra é que eu estranhamente não recebi o mail, só as reacções, e isto porque o meu endereço figura na lista dos circulados. Algumas das pessoas resolveram usar a opção “reply to all” e assim fiquei até a saber dos votos particulares de X para o Y.
Talvez que isto seja vulgar, dada a infantilidade intelectual que a net pôs a nu. Eu é que ainda não tinha dado por mais esta. Até este ano.

17/12/2014

Interrupção

A ocorrer, nos próximos tempos, uma interrupção nas entradas neste blogue, esta dever-se-á não a férias de Natal, não a compromissos absorventes, mas a falhas no equipamento que se vão fazendo anunciar.
A aflição das pressas

Estou convencido de que, mais uma vez, a aflição das pressas de fazer o balanço do ano antes de próprio ter terminado, de publicarem os jornais e as revistas os acontecimentos marcantes do ano, foi furada pela realidade – o ano só acaba às 24:00 de 31 de Dezembro, hora local, diria o preciosista.
O que foi hoje anunciado sobre as futuras relações E.U.A. - Cuba figuraria decerto em algumas dessas listas.

14/12/2014

Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença décima sexta

Não se consegue ser verdadeiramente infame sem se ter tentado a poesia. Nas palavras ou nos actos.

04/12/2014

Arre burro!

Vá lá saber-se o que é que esta gente percebeu ou não àcerca das discriminações.
Terão lido este post?

02/12/2014

Apostas

Vai ou não vai António Costa visitar Sócrates a Évora?
Vai ou não vai alguém destacado no PSD visitar Sócrates a Évora?
A ocorrem ambos os factos, qual ocorrerá primeiro?

01/12/2014

A tal excelência do ensino


1993

[...] Comprei 3 tomates a 80$00 o quilo e 750 g de uvas a 130$00 o quilo. A moça, aí dos seus 17 anos, pediu-me 380$00 por tudo.

Não pode ser! – disse eu.
É, é – dizia a moça.
Então quanto é que tem o tomate?
300 g.
Se eu levasse um quilo de cada coisa, eram 80$00 + 130$00, o que dava 210$00. Eu levo menos de 1 kg de cada e você pede-me 380$00 como é que é isso?
Então não é assim? Então 300 g de tomate a 80$00 são 8 × 3… são 24, pois, são 240$00.
Olhe lá se 1 kg são 80$00 como é que 300 g são 240$00?
Então são só 24$00?
É claro.
Ah! É que eu não sou daqui.
Então e lá de onde é não sabe fazer contas?
Sei, mas estas contas assim da fruta não.
Bom, são 121$50. Certo?
Pois deve ser isso.

(narrado por AS e testemunhado por mim)
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1994

Andava eu numa “grande superfície” à procura de umas colunas de som para um carro que as não tinha.
Mas o carro já tinha o local para as fixar – quatro orifícios dispostos como vértices de um rectângulo, nada mais fácil.
O que não foi fácil foi encontrar as ditas colunas com as dimensões apropriadas à fixação.
Corri prateleiras e prateleiras e nada.
Resolvi chamar um dos funcionários.
Disse-lhe o que queria.
A coisa ficou logo mal quando ele me perguntou qual era o carro.
Perguntei-lhe de volta que importância é que isso tinha. Se eu lhe estava a dar as dimensões.
Mas eu caí na asneira de lhe dizer que carro era.
Ah - disse ele - pode levar estas – apontando para umas quadradas, com quatro buracos para fixação dispostos em quadrado.
O senhor não está a ver bem a coisa - comecei a ficar agastado - eu não lhe disse que os furos formam um rectângulo? Do que eu preciso é de umas colunas com os parafusos dispostos em rectângulo, sejam elas rectangulares ou circulares, pouco importa. Têm é que os furos bater certo, percebeu?
O senhor não está a perceber – dizia-me ele – estas dão. Tenho um amigo meu que tem um carro igual e comprou umas.
Primeiro, não me interessa o seu amigo, se tem um carro igual ou não. Não faço ideia nem me interessa. Tem aí uma caneta e um papel? Eu explico-lhe em desenho.
Fomos ao balcão de electrodomésticos e lá fiz o esquema.
Acercou-se então um superior hierárquico que também não percebeu a impossibilidade de ajustar aquela coluna com quatro parafusos dispostos em quadrado à configuração rectangular do carro.
Eu expliquei-lhes ainda que estava perfeitamente ciente de que as poderia fixar lá se quisesse. Bastava fazer mais uns furos no carro, mas não era isso que eu queria. O que eu queria era umas colunas com aquela configuração e a minha questão era só se eles tinham ou não. Mais nada.
Têm, têm. Não têm, boa tarde.
Voltaram a alegar. Primeiro, o velho truque do que o que eu queria não existia. Depois que aquelas davam mesmo.
Aí, disse: Besta é você.
O homem: Mas eu não disse nada!
Não disse? Você tem estado o último quarto de hora a tratar-me como se eu fosse um imbecil! A tentar convencer-me que é possível adaptar um quadrado a um rectângulo!
Só não percebi é se você é estúpido por não conseguir perceber que não me convence de uma impossibilidade, ou se não consegue sequer perceber o problema.
E, mais aliviado, saí.
No supermercado do lado, lá estavam elas. À minha espera.
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2014

Então eu tinha na mão dois talões: um que compravava ter eu pago 15 euros; outro que comprovava ter eu pago 55 euros.
Os dois talões correspondiam ao diagnóstico e à reparação de um aparelho que afinal não ficara reparado – tinha desaparecido a anomalia inicial mas tinha agora outra.
Acertado que estava que haveriam de me devolver o dinheiro, face às circunstâncias acima descritas, na caixa só me queriam dar 55 euros.
Disse então que a despesa com o diagnóstico não me era devolvida. O que me parecia um pouco duvidoso, mas que não seria por isso...
Estiveram duas criaturas, durante meia hora, a tentar explicar-me que ao devolverem-me os 55 euros, estavam a devolver-me tudo o que eu tinha dispendido, e mostraram-me até as contas!
Meia hora passada chegou alguém com os mínimos requeridos que confirmou que a parte do diagnóstico não era devolvida.
Pedi-lhe que explicasse aos colegas a parte que eles não conseguiram perceber (e talvez nunca consigam perceber).
Perguntei-lhe quais eram as habilitações de cada um. Parece que um deles tem um curso superior!

29/11/2014

Fraquinhos

Os fraquinhos do PS (e são muitos) igualam os fraquinhos do PSD (que são muitos).
Uns e outros são incapazes de perceber as asneiras que fizeram.
Uns e outros são incapazes de perceber que são as faces da mesma (má) moeda.

27/11/2014

Água


imagem daa 19:00 do EUMETSAT, via página do IPMA
Passei à História

De um certo modo passei à História. Como ritualista do cante alentejano. Sou um dos.
Da mesma forma que o cante é um dos. Nada mais do que isso. Nada que valha a pena comemorar.

25/11/2014

24/11/2014

A priori

Não gosto de preconceitos. É uma coisa que faço por eliminar da minha cabeça se acaso surge.
Regra geral, o esforço para tal eliminação não é signficativo. Mas em se tratando da dita justiça ou da imprensa, a coisa é muito mais difícil.
Tendo sempre a tomar partido pelas partes que se opõem quer a uma quer a outra.

23/11/2014

Primeiro-Ministro

O Primeiro-Ministro deve andar cansado.
Hoje foi um fartote de pontapés na gramática, de falhas lógicas... E continua.