26/07/2024
25/07/2024
24/07/2024
Miséria intelectual
De miséria intelectual é o panorama que vemos na discussão infantil sobre as medidas que devem ou não constar no próximo orçamento: há quem tenha descoberto que uma redução nos impostos dá uma diminuição na receita e que medidas de apoio disto e daquilo dão um aumento da despesa.
Não temos melhor do que este lodo político, do governo a toda a oposição.
De miséria intelectual é o panorama que vemos na discussão infantil sobre as medidas que devem ou não constar no próximo orçamento: há quem tenha descoberto que uma redução nos impostos dá uma diminuição na receita e que medidas de apoio disto e daquilo dão um aumento da despesa.
Não temos melhor do que este lodo político, do governo a toda a oposição.
23/07/2024
21/07/2024
Almeida
Escrevi aqui vai para dois anos que os comentadores do Eurosport cometiam um erro de paralaxe quando punham João Almeida ao mesmo nível dos ciclistas estratosféricos.
Vê-se que João Almeida é um dos melhores ciclistas dos ditos normais. Mas de uma classe abaixo à de Vingegaard, Pogacar, Evenepoel e até Roglic.
Continuam os mesmos a colocá-lo equiparado a estes. Benfiquismo puro. É só atentarem na realidade.
Escrevi aqui vai para dois anos que os comentadores do Eurosport cometiam um erro de paralaxe quando punham João Almeida ao mesmo nível dos ciclistas estratosféricos.
Vê-se que João Almeida é um dos melhores ciclistas dos ditos normais. Mas de uma classe abaixo à de Vingegaard, Pogacar, Evenepoel e até Roglic.
Continuam os mesmos a colocá-lo equiparado a estes. Benfiquismo puro. É só atentarem na realidade.
18/07/2024
16/07/2024
Ainda não se conhecem as razões...
Quando há destes casos como o do atentado contra Trump em que é abatido o criminoso, é indispensável que nos dias seguintes os papagaios das televisões repitam a frase "Ainda não se conhecem as razões que levaram o suspeito a atentar contra a vida..."
Esta gente fica pendurada numa impossibilidade que acha possível - descobrir os motivos.
É só por uns dias. Depois calam-se.
Quando há destes casos como o do atentado contra Trump em que é abatido o criminoso, é indispensável que nos dias seguintes os papagaios das televisões repitam a frase "Ainda não se conhecem as razões que levaram o suspeito a atentar contra a vida..."
Esta gente fica pendurada numa impossibilidade que acha possível - descobrir os motivos.
É só por uns dias. Depois calam-se.
14/07/2024
No país dos mentecaptos
A magnífica CP que tantos dissabores já me causou, fez-me ontem a última, depois de anos sem a haver utilizado.
Dirigi-me a um apeadeiro e encontrei naturalmente o acesso da rua ao cais de embarque condicionado por portões automáticos.
Olhei em volta para tentar encontrar uma máquina dispensadora de bilhetes e nada. Nem máquina nem indicação de onde a encontrar.
Depois de inspeccionar o local com alguma atenção percebi ao longe uns muretes que bem poderiam esconder uma escadaria que desse acesso a um subterrâneo. Dava. Porém, nada de sinais.
Já dizia o velho RC que, por cá, com a sinalização existente, quem conhece o caminho nunca se perde.
Lá encontrei as maquinetas de bilhetes. Quem tem cartão de viagens deposita-o no lugar certo e faz o carregamento da viagem. E quem não tem? Seria suposto haver bilhetes ou cartões ou o raio que os parta que pudessem depois ser carregados na mesma máquina. Pois não havia em nenhuma das duas máquinas disponíveis.
Querem os mentecaptos que o povo ande de transportes públicos.
Meu rico carrinho que deixei em casa.
A magnífica CP que tantos dissabores já me causou, fez-me ontem a última, depois de anos sem a haver utilizado.
Dirigi-me a um apeadeiro e encontrei naturalmente o acesso da rua ao cais de embarque condicionado por portões automáticos.
Olhei em volta para tentar encontrar uma máquina dispensadora de bilhetes e nada. Nem máquina nem indicação de onde a encontrar.
Depois de inspeccionar o local com alguma atenção percebi ao longe uns muretes que bem poderiam esconder uma escadaria que desse acesso a um subterrâneo. Dava. Porém, nada de sinais.
Já dizia o velho RC que, por cá, com a sinalização existente, quem conhece o caminho nunca se perde.
Lá encontrei as maquinetas de bilhetes. Quem tem cartão de viagens deposita-o no lugar certo e faz o carregamento da viagem. E quem não tem? Seria suposto haver bilhetes ou cartões ou o raio que os parta que pudessem depois ser carregados na mesma máquina. Pois não havia em nenhuma das duas máquinas disponíveis.
Querem os mentecaptos que o povo ande de transportes públicos.
Meu rico carrinho que deixei em casa.
13/07/2024
Tributo
“A Ri está aqui a fazer barulho. Espera aí um bocadinho.” – a minha intertecladora, de vida rústica em local presumivelmente ermo, parecia alertada por uma guardiã canina, madrugada dentro.
Foi esta a primeira vez que lhe conheci o nickname. Há uns bons vinte anos.
Desfeita a confusão, que não era cadela a ladrar mas pessoa a teclar, cujos avisos do MSN assim soavam, fiquei curioso com a Ri.
Assim, fui espreitar-lhe a escrita. Daí a que começássemos a trocar galhardetes fui um curto passo.
E a coisa foi.
Um desafio diferido começou em data imprecisa e dizia respeito a uns peixes-chocos que haveriam de ser tragados em meio a uma conversa certamente animada. Figuraram tais peixes ou chocos na badana do H Gasolim Ultramarino por anos, como lembrança do combinado. E foram sendo acrescentados ou traçados em cruz à medida que boas e más surpresas surgiam no debate transoceânico.
E assim, cerca de uma década depois dos latidos imaginados, apareceu na badana um carimbo de despacho.
Hoje, que a Ri passa por desventura única, saltam estas memórias a terreiro. Com um abraço apertado.
“A Ri está aqui a fazer barulho. Espera aí um bocadinho.” – a minha intertecladora, de vida rústica em local presumivelmente ermo, parecia alertada por uma guardiã canina, madrugada dentro.
Foi esta a primeira vez que lhe conheci o nickname. Há uns bons vinte anos.
Desfeita a confusão, que não era cadela a ladrar mas pessoa a teclar, cujos avisos do MSN assim soavam, fiquei curioso com a Ri.
Assim, fui espreitar-lhe a escrita. Daí a que começássemos a trocar galhardetes fui um curto passo.
E a coisa foi.
Um desafio diferido começou em data imprecisa e dizia respeito a uns peixes-chocos que haveriam de ser tragados em meio a uma conversa certamente animada. Figuraram tais peixes ou chocos na badana do H Gasolim Ultramarino por anos, como lembrança do combinado. E foram sendo acrescentados ou traçados em cruz à medida que boas e más surpresas surgiam no debate transoceânico.
E assim, cerca de uma década depois dos latidos imaginados, apareceu na badana um carimbo de despacho.
Hoje, que a Ri passa por desventura única, saltam estas memórias a terreiro. Com um abraço apertado.
11/07/2024
Godard
Recebi há dias um mail do meu banco a anunciar grandes melhorias no atendimento ao público.
Entretanto, surgiu um caso que não consegui tratar pela internet, dizendo eles que tinha que me dirigir a uma agência.
Sabendo que as condições de atendimento eram, regra geral, más, lá fui até à agência para comprovar as melhorias. Lá chegado, dei com uma avaria no dispensador de senhas e o caos instalado. Fugi.
Dali, ainda me dei ao trabalho de tentar uma outra agência. Entrando nestoutra deparei-me com grande número de esperantes que, à falta de lugar onde se sentassem, se arrimavam às paredes, não sem que de quando em vez uma funcionária viesse deixar uma cadeira dos lugares vazios dos colegas em falta para acorrer a uma grávida, a um idoso...
A cena era pois a de uma “moldura humana” – expressão futeboleira – cercando um espaço exíguo onde por vezes esperava aquele que presumia ser o próximo a ser atendido.
Até que, saído do nada, entrou na dita cena um infeliz mancebo que alguma maleita de nascença deixou incapaz. Era corpulento, pesadão, e movia-se aos saltos e em círculos no exíguo espaço deixado pelos clientes, debitando frases curtas num inglês de cobóis.
Estive neste filme duas horas até que me atenderam.
O banco não me disse mais do que um manual de instruções dado aos funcionários me diria pela internet.
Diz que melhoraram muito o atendimento ao púbico.
Recebi há dias um mail do meu banco a anunciar grandes melhorias no atendimento ao público.
Entretanto, surgiu um caso que não consegui tratar pela internet, dizendo eles que tinha que me dirigir a uma agência.
Sabendo que as condições de atendimento eram, regra geral, más, lá fui até à agência para comprovar as melhorias. Lá chegado, dei com uma avaria no dispensador de senhas e o caos instalado. Fugi.
Dali, ainda me dei ao trabalho de tentar uma outra agência. Entrando nestoutra deparei-me com grande número de esperantes que, à falta de lugar onde se sentassem, se arrimavam às paredes, não sem que de quando em vez uma funcionária viesse deixar uma cadeira dos lugares vazios dos colegas em falta para acorrer a uma grávida, a um idoso...
A cena era pois a de uma “moldura humana” – expressão futeboleira – cercando um espaço exíguo onde por vezes esperava aquele que presumia ser o próximo a ser atendido.
Até que, saído do nada, entrou na dita cena um infeliz mancebo que alguma maleita de nascença deixou incapaz. Era corpulento, pesadão, e movia-se aos saltos e em círculos no exíguo espaço deixado pelos clientes, debitando frases curtas num inglês de cobóis.
Estive neste filme duas horas até que me atenderam.
O banco não me disse mais do que um manual de instruções dado aos funcionários me diria pela internet.
Diz que melhoraram muito o atendimento ao púbico.
10/07/2024
06/07/2024
Coisas que não interessam a ninguém
Do meu palpite inicial sobre os quatro semi-finalistas, só saiu um.
Nunca saberei se seria este ano que ganharia a aposta.
Do meu palpite inicial sobre os quatro semi-finalistas, só saiu um.
Nunca saberei se seria este ano que ganharia a aposta.
05/07/2024
02/07/2024
Rebanho
Vai aumentando o número de vezes em que uma qualquer afirmação do tipo 1+1=2 é sujeita a escrutínio e divide as hostes em dois rebanhos ditos de contrárias cores políticas. Que julgam ter todo o direito à sua "opinião".
Tudo tido como normal entre os simples.
Vá lá perguntar-se às ovelhas as razões das suas posições...
Vai aumentando o número de vezes em que uma qualquer afirmação do tipo 1+1=2 é sujeita a escrutínio e divide as hostes em dois rebanhos ditos de contrárias cores políticas. Que julgam ter todo o direito à sua "opinião".
Tudo tido como normal entre os simples.
Vá lá perguntar-se às ovelhas as razões das suas posições...
28/06/2024
O discurso de ódio
Não há cão nem gato que não seja contra o discurso de ódio. Tal como não há cão nem gato que não seja pela paz.
Ora como qualquer pessoa razoável evita o ódio e a guerra e ambos contudo persistem, talvez convenha pensar no que leva a um e a outra.
E quantas são as manifestações pacifistas ditas inclusivas de qualquer tipo que lhes estão na génese.
Ponham (inclusivamente) sete gatos dentro de um saco e depois queixem-se e culpem os gatos...
Não há cão nem gato que não seja contra o discurso de ódio. Tal como não há cão nem gato que não seja pela paz.
Ora como qualquer pessoa razoável evita o ódio e a guerra e ambos contudo persistem, talvez convenha pensar no que leva a um e a outra.
E quantas são as manifestações pacifistas ditas inclusivas de qualquer tipo que lhes estão na génese.
Ponham (inclusivamente) sete gatos dentro de um saco e depois queixem-se e culpem os gatos...
26/06/2024
O sismómetro embebível (ep. hors-série)
Que diabo! Hoje estou farto de sentir microssismos.
Aqui por baixo não passa nenhum metropolitano.
Que diabo! Hoje estou farto de sentir microssismos.
Aqui por baixo não passa nenhum metropolitano.
24/06/2024
Lombroso
As caras dos homens dão-me indicações de confiabilidade: neste confio naquele nem por isso.
A confiança surge-me com aqueles que ostentam cara de “boa senhora” no dizer do velho RC.
Não consigo aplicar o mesmo diagnóstico às caras das mulheres, vá lá saber-se...
É um sistema epidérmico em que não há sistematização possível, análise pormenorizada, atenção aos padrões.
Ilustração em Cesare Lombroso, o homem deliquente, p. 273 da edição de Ricardo Lenz Editor.
As caras dos homens dão-me indicações de confiabilidade: neste confio naquele nem por isso.
A confiança surge-me com aqueles que ostentam cara de “boa senhora” no dizer do velho RC.
Não consigo aplicar o mesmo diagnóstico às caras das mulheres, vá lá saber-se...
É um sistema epidérmico em que não há sistematização possível, análise pormenorizada, atenção aos padrões.
Ilustração em Cesare Lombroso, o homem deliquente, p. 273 da edição de Ricardo Lenz Editor.
20/06/2024
Uma mulher inteligente
Ao contrário do que sucede com os elementos da turba que, na bola, vêem a sua imagem no écran gigante e se apressam a acenar para o dito écran, a mulher bonita virou a cabeça para a câmara que a focava e acenou.
Os mais cínicos dirão que o cameraman era um conhecido e que a coisa foi combinada.
Ao contrário do que sucede com os elementos da turba que, na bola, vêem a sua imagem no écran gigante e se apressam a acenar para o dito écran, a mulher bonita virou a cabeça para a câmara que a focava e acenou.
Os mais cínicos dirão que o cameraman era um conhecido e que a coisa foi combinada.
19/06/2024
Os burros e o incêndio mortal
Sete anos passados (há dois dias), nem que seja por respeito aos que morreram, os burros não conseguem atinar com o local onde aconteceu a tragédia - foi na E.N. 236-1 e não na E.N. 236 como eles continuam a dizer e a escrever. Há coisas que são tão simples que só erram mesmo os muito burros.
E.N. 236-1, Outubro de 2013
Sete anos passados (há dois dias), nem que seja por respeito aos que morreram, os burros não conseguem atinar com o local onde aconteceu a tragédia - foi na E.N. 236-1 e não na E.N. 236 como eles continuam a dizer e a escrever. Há coisas que são tão simples que só erram mesmo os muito burros.
E.N. 236-1, Outubro de 2013
18/06/2024
12/06/2024
Rui Tavares
Rui Tavares, um indivíduo que goza de um estatuto na imprensa que o sobrevaloriza valentemente, veio dizer que o método de Hondt, entre outros factores, impediu a eleição de um deputado do Livre.
Afirmações deste jaez não lhe são incomuns, porém continua a ser dado como uma eminência.
O Livre teve 3,76% dos votos, faltando apurar 5 consulados. Teria direito, numa proporção directa, a 0,0376 x 21 = 0,7896 deputados.
Rui Tavares, um indivíduo que goza de um estatuto na imprensa que o sobrevaloriza valentemente, veio dizer que o método de Hondt, entre outros factores, impediu a eleição de um deputado do Livre.
Afirmações deste jaez não lhe são incomuns, porém continua a ser dado como uma eminência.
O Livre teve 3,76% dos votos, faltando apurar 5 consulados. Teria direito, numa proporção directa, a 0,0376 x 21 = 0,7896 deputados.
10/06/2024
De cebolada
A primeira nota é para mim próprio: sou obrigado a comer o meu chapéu depois do que aqui escrevi.
Atentas as condicionantes, o sistema de voto em qualquer assembleia funcionou.
A segunda nota é para a triste e inculta expressão “voto em mobilidade” como se os eleitores caminhassem placidamente no jardim e alguém lhes aparecesse com uma espécie de carrinho de chá a fim de recolher o seu voto.
A terceira nota é para o considerável esvaziamento do balão “Chega” aqui previsto a seu tempo.
A quarta nota é para o crescimento da Iniciativa Liberal, embalada na certa pela boa escolha do candidato principal.
A quinta nota é de novo para mim próprio que não ganhei um chavo com o Toto PE.
A sexta e última é para a eventual utilização futura deste sistema de voto em qualquer assembleia que funcionaria obviamente para o voto electrónico e, sem grandes ajustes, para eleitores do mesmo círculo, seja ele distrital, concelhio ou por freguesia.
Com exigências de papel impresso no momento e de maior empenho e demora na escolha (separação) e na contagem, um sistema baseado na informação contida no cartão de cidadão pode funcionar em qualquer lado. Pode ser que não valha a pena atentas as vantagens e as desvantagens.
Chapéu, faca e garfo vieram daqui e dacolá.
A primeira nota é para mim próprio: sou obrigado a comer o meu chapéu depois do que aqui escrevi.
Atentas as condicionantes, o sistema de voto em qualquer assembleia funcionou.
A segunda nota é para a triste e inculta expressão “voto em mobilidade” como se os eleitores caminhassem placidamente no jardim e alguém lhes aparecesse com uma espécie de carrinho de chá a fim de recolher o seu voto.
A terceira nota é para o considerável esvaziamento do balão “Chega” aqui previsto a seu tempo.
A quarta nota é para o crescimento da Iniciativa Liberal, embalada na certa pela boa escolha do candidato principal.
A quinta nota é de novo para mim próprio que não ganhei um chavo com o Toto PE.
A sexta e última é para a eventual utilização futura deste sistema de voto em qualquer assembleia que funcionaria obviamente para o voto electrónico e, sem grandes ajustes, para eleitores do mesmo círculo, seja ele distrital, concelhio ou por freguesia.
Com exigências de papel impresso no momento e de maior empenho e demora na escolha (separação) e na contagem, um sistema baseado na informação contida no cartão de cidadão pode funcionar em qualquer lado. Pode ser que não valha a pena atentas as vantagens e as desvantagens.
Chapéu, faca e garfo vieram daqui e dacolá.
09/06/2024
A quantas andam...
Diz a imprensa que o acidente em que a ministra da Saúde esteve envolvida foi participado como tendo ocorrido na A8 quando na realidade ocorrrera na A10.
Esta malta que circula à volta dos governantes não sabe a quantas anda. Nada de surpreendente.
Diz a imprensa que o acidente em que a ministra da Saúde esteve envolvida foi participado como tendo ocorrido na A8 quando na realidade ocorrrera na A10.
Esta malta que circula à volta dos governantes não sabe a quantas anda. Nada de surpreendente.
07/06/2024
04/06/2024
03/06/2024
02/06/2024
01/06/2024
31/05/2024
30/05/2024
27/05/2024
23/05/2024
19/05/2024
Trabalho de polícia
Um trabalho de polícia é o que se passa com a recolha e tratamento dos testemunhos da passagem de um bólide esta noite pelos céus de Portugal a fim de estabelecer uma trajectória, se não existirem dados instrumentais relevantes.
A cópia de asneiras na avaliação dos testemunhos dos populares pelos comentadores de serviço é tão impressionante como as imagens recolhidas.
Um trabalho de polícia é o que se passa com a recolha e tratamento dos testemunhos da passagem de um bólide esta noite pelos céus de Portugal a fim de estabelecer uma trajectória, se não existirem dados instrumentais relevantes.
A cópia de asneiras na avaliação dos testemunhos dos populares pelos comentadores de serviço é tão impressionante como as imagens recolhidas.
18/05/2024
Sporting
Foi um bom campeonato sem dúvida.
Atentando à percentagem de pontos obtidos numa base de 2 por vitória e 1 por empate, verifica-se que em 1946/47 o Sporting fez melhor, superou os 90%, coisa que não fez agora por muito pouco. Se bem que nessa época só haja disputado 26 jogos contra os 34 desta época, o que levaria a uma correcção.
Foi um bom campeonato sem dúvida.
Atentando à percentagem de pontos obtidos numa base de 2 por vitória e 1 por empate, verifica-se que em 1946/47 o Sporting fez melhor, superou os 90%, coisa que não fez agora por muito pouco. Se bem que nessa época só haja disputado 26 jogos contra os 34 desta época, o que levaria a uma correcção.
16/05/2024
Racismo
Uma das falhas óbvias dos ólogos politicamente correctos é não terem a noção do que é uma solução saturada.
Não a têm como não têm grande noção da realidade que deles se esconde atrás dos véus que gostam de ostentar à frente dos olhos banhados em ideais idílicos de paz e amor.
Não é um azul no meio dos verdes que causa incómodo e muda o comprimento de onda da luz. É uma chusma de azuis que o faz quando suplanta o número de verdes.
E o que não falta são lugares onde tal acontece e causa grande perturbação.
Os ólogos politicamente correctos não vêem ou não querem ver tal coisa. Até negam a existência de diferença nos comprimentos de onda da luz visível. Assim se surpreendem quando a realidade lhes contraria as previsões, os interesses e os preconceitos.
Gritam depois contra os seus próprios fantasmas cujas designações esdrúxulas resultam da sua também própria ignorância.
imagem de https://www.thoughtco.com/the-visible-light-spectrum-2699036
Uma das falhas óbvias dos ólogos politicamente correctos é não terem a noção do que é uma solução saturada.
Não a têm como não têm grande noção da realidade que deles se esconde atrás dos véus que gostam de ostentar à frente dos olhos banhados em ideais idílicos de paz e amor.
Não é um azul no meio dos verdes que causa incómodo e muda o comprimento de onda da luz. É uma chusma de azuis que o faz quando suplanta o número de verdes.
E o que não falta são lugares onde tal acontece e causa grande perturbação.
Os ólogos politicamente correctos não vêem ou não querem ver tal coisa. Até negam a existência de diferença nos comprimentos de onda da luz visível. Assim se surpreendem quando a realidade lhes contraria as previsões, os interesses e os preconceitos.
Gritam depois contra os seus próprios fantasmas cujas designações esdrúxulas resultam da sua também própria ignorância.
imagem de https://www.thoughtco.com/the-visible-light-spectrum-2699036
14/05/2024
13/05/2024
11/05/2024
Como o meu chapéu
Se bem entendi, em Junho poder-se-á votar pela primeira vez em qualquer assembleia de voto sem declaração e inscrição prévia.
Como o meu chapéu se a coisa não der grande raia. Se funcionar bem, tiro o meu chapéu, é claro!
Se bem entendi, em Junho poder-se-á votar pela primeira vez em qualquer assembleia de voto sem declaração e inscrição prévia.
Como o meu chapéu se a coisa não der grande raia. Se funcionar bem, tiro o meu chapéu, é claro!
09/05/2024
Notícias do manicómio
Então a actividade de motorista de TVDE não era uma actividade liberal? Querem afinal regulação?
Então a actividade de motorista de TVDE não era uma actividade liberal? Querem afinal regulação?
08/05/2024
06/05/2024
Sportem!!!
Este ano não tenho já o eco da conquista emprestado por um velho amigo.
Homem que respirava o ar de Alvalade em porções muito superiores às que me fazem falta.
Ao sacerdote que o encomendou não escapou tal filiação que de resto, disse, com ele partilhava.
Nem sequer enverguei a camisola que já mal me serve e que comprei com ele, cada um a sua.
Este ano não tenho já o eco da conquista emprestado por um velho amigo.
Homem que respirava o ar de Alvalade em porções muito superiores às que me fazem falta.
Ao sacerdote que o encomendou não escapou tal filiação que de resto, disse, com ele partilhava.
Nem sequer enverguei a camisola que já mal me serve e que comprei com ele, cada um a sua.
05/05/2024
Tolerância 0
Então vai haver intolerância total para com os crimes politicamente incorrectos, dizem os do costume.
Continuam sem perceber que a intolerância total tem que ser com todos os tipos de crime, mais ou menos politicamente correctos ou incorrectos.
E ao não perceberem tal, queixam-se depois do crescimento daquilo a que eles chamam a extrema-direita, sem saberem sequer ou terem alguma ideia do que é a direita ou a esquerda.
Então vai haver intolerância total para com os crimes politicamente incorrectos, dizem os do costume.
Continuam sem perceber que a intolerância total tem que ser com todos os tipos de crime, mais ou menos politicamente correctos ou incorrectos.
E ao não perceberem tal, queixam-se depois do crescimento daquilo a que eles chamam a extrema-direita, sem saberem sequer ou terem alguma ideia do que é a direita ou a esquerda.
04/05/2024
03/05/2024
01/05/2024
Boys
A dança das cadeiras, promovida por todos os governos que entram em funções é sempre pontuada pela indignação da parte contrária.
Há sempre um bando de virgens ofendidas de fraca memória.
Desta vez os boys até já foram classificados de domesticáveis.
Cai o y, entra o i.
O que fica no chão dita que só mudam as moscas.
Disso não se dão conta as virgens ofendidas.
A dança das cadeiras, promovida por todos os governos que entram em funções é sempre pontuada pela indignação da parte contrária.
Há sempre um bando de virgens ofendidas de fraca memória.
Desta vez os boys até já foram classificados de domesticáveis.
Cai o y, entra o i.
O que fica no chão dita que só mudam as moscas.
Disso não se dão conta as virgens ofendidas.
29/04/2024
28/04/2024
Amorim
Segundo o próprio, quando é paga a cláusula, a palavra deixa de ter valor.
E o facto de haver quem financie a rescisão de um contrato é compulsório – o contrato tem que ser quebrado.
Segundo o próprio, quando é paga a cláusula, a palavra deixa de ter valor.
E o facto de haver quem financie a rescisão de um contrato é compulsório – o contrato tem que ser quebrado.
27/04/2024
26/04/2024
25/04/2024
25 de Abril
Sabia-se que ia acontecer. Só não se sabia de que lado viria o golpe nem o dia certo. Mas não haveria de tardar, tanto mais que a "lei dos espúrios", na realidade um decreto-lei (D.L. 353/73) complementado com o D.L. 409/73, permitindo o acesso à carreira militar, em condições vantajosas de concorrência, aos oficiais milicianos, tinha semeado a insatisfação entre os oficiais do quadro das forças armadas, de onde já tinha vindo um anúncio um mês e tal antes.
Sobre o lado de onde veio o golpe, pode dizer-se que se tratou de uma localização imprecisa, tão imprecisa como impreparada em política estava a maioria dos que o prepararam.
Na sociedade, existia uma elite que ultrapassava pela direita o regime, do qual depreciava as ideias quase socialistas que tinham proporcionado reformas que haviam beneficiado os mais pobres, congelamento de rendas, habitação social, previdência, escola pública, e que havia sempre encarado mal um popular ainda que professor universitário no comando da nação.
Foi desta elite que saiu grande parte da oposição democrática.
E em contraponto, existia uma esquerda comunista que vinha lutando há décadas na clandestinidade.
A revolução de 74 foi depois enquadrada por ambas as forças. Primeiramente pela esquerda afecta ao PCP e organizações sem grande representatividade mas muito aguerridas que se preparavam para instituir um regime igualmente autoritário, depois pela oposição democrática ao regime que tinha muito de direita, embora se dissesse esquerdista e atribuísse ao regime caído designações de extrema-direita e de fascista, como se ambas fossem a mesmíssima coisa.
A queda do regime de 1926 tratou-se de uma inevitabilidade, assente que estava no seu estertor em pés de barro.
O que se seguiu, o caos próprio da ausência de uma autoridade, foi um 35 de Abril que acabou por destruir o que era de conservar, exemplo que a Espanha aqui ao lado não seguiu logo depois.
Passámos de uma pobreza que parecia ir sendo apagada em ritmo lento mas independente para uma actual riqueza aparente sustentada com as mesadas com que nos pagam a abdicação da soberania e com o empurrar com a barriga uma factura que alguém no futuro há-de pagar.
O povo que existia em 26 de Abril de 1974 era afinal o mesmo que cá estava em 24 de Abril, dois dias antes.
Salvo melhor opinião. Mas só dos que viveram tal dia já na idade da razão. Nada de testemunhos de ouvir-dizer.
Sabia-se que ia acontecer. Só não se sabia de que lado viria o golpe nem o dia certo. Mas não haveria de tardar, tanto mais que a "lei dos espúrios", na realidade um decreto-lei (D.L. 353/73) complementado com o D.L. 409/73, permitindo o acesso à carreira militar, em condições vantajosas de concorrência, aos oficiais milicianos, tinha semeado a insatisfação entre os oficiais do quadro das forças armadas, de onde já tinha vindo um anúncio um mês e tal antes.
Sobre o lado de onde veio o golpe, pode dizer-se que se tratou de uma localização imprecisa, tão imprecisa como impreparada em política estava a maioria dos que o prepararam.
Na sociedade, existia uma elite que ultrapassava pela direita o regime, do qual depreciava as ideias quase socialistas que tinham proporcionado reformas que haviam beneficiado os mais pobres, congelamento de rendas, habitação social, previdência, escola pública, e que havia sempre encarado mal um popular ainda que professor universitário no comando da nação.
Foi desta elite que saiu grande parte da oposição democrática.
E em contraponto, existia uma esquerda comunista que vinha lutando há décadas na clandestinidade.
A revolução de 74 foi depois enquadrada por ambas as forças. Primeiramente pela esquerda afecta ao PCP e organizações sem grande representatividade mas muito aguerridas que se preparavam para instituir um regime igualmente autoritário, depois pela oposição democrática ao regime que tinha muito de direita, embora se dissesse esquerdista e atribuísse ao regime caído designações de extrema-direita e de fascista, como se ambas fossem a mesmíssima coisa.
A queda do regime de 1926 tratou-se de uma inevitabilidade, assente que estava no seu estertor em pés de barro.
O que se seguiu, o caos próprio da ausência de uma autoridade, foi um 35 de Abril que acabou por destruir o que era de conservar, exemplo que a Espanha aqui ao lado não seguiu logo depois.
Passámos de uma pobreza que parecia ir sendo apagada em ritmo lento mas independente para uma actual riqueza aparente sustentada com as mesadas com que nos pagam a abdicação da soberania e com o empurrar com a barriga uma factura que alguém no futuro há-de pagar.
O povo que existia em 26 de Abril de 1974 era afinal o mesmo que cá estava em 24 de Abril, dois dias antes.
Salvo melhor opinião. Mas só dos que viveram tal dia já na idade da razão. Nada de testemunhos de ouvir-dizer.
24/04/2024
Inteligência artificial
Em tempos dispus-me a adquirir uma miniatura do Cristo-Rei em plástico, datada da época da inauguração do monumento do Pragal e também da grande difusão do plástico em Portugal.
Lembrava-me de ter tropeçado algumas vezes em semelhantes bibelôs aqui e acolá e pretendia dotar a minha secretária de tal ícone.
Concomitantemente com a minha furiosa procura do artigo, coloquei em contínuo no blogue este anúncio na esperança de que alguém me quisesse dispensar um que não lhe fizesse falta.
Para além do anúncio, quase logrei tal desidério não fosse um energúmeno se ter antecipado a uma prestimosa e diligente amiga que se preparava para arrematar um na Feira da Ladra.
Ainda vi um ou dois à venda na net mas eram imitações farsolas dos da minha memória. Um deles até tinha asas!!!
Anos depois dei de caras com um tal objecto que, não sendo o das minhas boas memórias, calhava bem na minha secretária. Comprei-o de imediato e logo eliminei do blogue o anúncio da minha promessa de compra que por lá permanecera um par de anos, calculo.
Pois bem, a serendipidade proporcionou-me uma divertida surpresa: o meu anúncio de há anos foi parar a umas fichas de estudo de História e Filosofia e deu lugar a uma interpretação hilariante, sendo que no caso se tratava justamente de dar luzes de interpretação ou de hermenêutica aos estudantes. Isto num trabalho de duas professoras universitárias brasileiras. É caso para dizer carimbadas, certificadas mas...
"Você entendeu alguma coisa? Pois é... parece que alguém quer comprar “Cristo-Rei em plástico”. Observemos novamente a placa. É possível que não seja aquilo que provavelmente um(a) brasileiro(a) do século XXI pensaria quase imediatamente, ou seja, é possível que a tal pessoa não queira exatamente comprar a “segunda pessoa” da trindade divina cristã plastificada. É preciso, então, observar o contexto do anúncio. Ele foi publicado num jornal português e anda circulando em mensagens eletrônicas que satirizam comerciais e mensagens publicitárias, hoje em dia muito comuns na internet. Mas, buscando o significado de “Cristo-Rei” em dicionários portugueses, você verá que denominaríamos aquilo a que o termo se refere de “vasilhame com tampa”. Um “Cristo-Rei” de plástico signif ca simplesmente uma espécie desses vasilhames que temos em casa, do tipo Tupperware. Vemos, então, a importância crucial da arte da interpretação. Sem ela, a incompreensão grassaria, e as confusões seriam tremendas..."
Desde já me penitencio por não saber que um cristo-rei (sem maiúsculas) pode ser uma espécie de “tamparuére”. Coisas da dita inteligência artificial...
Ligação para as ditas fichas (a págs.115-116)
Em tempos dispus-me a adquirir uma miniatura do Cristo-Rei em plástico, datada da época da inauguração do monumento do Pragal e também da grande difusão do plástico em Portugal.
Lembrava-me de ter tropeçado algumas vezes em semelhantes bibelôs aqui e acolá e pretendia dotar a minha secretária de tal ícone.
Concomitantemente com a minha furiosa procura do artigo, coloquei em contínuo no blogue este anúncio na esperança de que alguém me quisesse dispensar um que não lhe fizesse falta.
Para além do anúncio, quase logrei tal desidério não fosse um energúmeno se ter antecipado a uma prestimosa e diligente amiga que se preparava para arrematar um na Feira da Ladra.
Ainda vi um ou dois à venda na net mas eram imitações farsolas dos da minha memória. Um deles até tinha asas!!!
Anos depois dei de caras com um tal objecto que, não sendo o das minhas boas memórias, calhava bem na minha secretária. Comprei-o de imediato e logo eliminei do blogue o anúncio da minha promessa de compra que por lá permanecera um par de anos, calculo.
Pois bem, a serendipidade proporcionou-me uma divertida surpresa: o meu anúncio de há anos foi parar a umas fichas de estudo de História e Filosofia e deu lugar a uma interpretação hilariante, sendo que no caso se tratava justamente de dar luzes de interpretação ou de hermenêutica aos estudantes. Isto num trabalho de duas professoras universitárias brasileiras. É caso para dizer carimbadas, certificadas mas...
"Você entendeu alguma coisa? Pois é... parece que alguém quer comprar “Cristo-Rei em plástico”. Observemos novamente a placa. É possível que não seja aquilo que provavelmente um(a) brasileiro(a) do século XXI pensaria quase imediatamente, ou seja, é possível que a tal pessoa não queira exatamente comprar a “segunda pessoa” da trindade divina cristã plastificada. É preciso, então, observar o contexto do anúncio. Ele foi publicado num jornal português e anda circulando em mensagens eletrônicas que satirizam comerciais e mensagens publicitárias, hoje em dia muito comuns na internet. Mas, buscando o significado de “Cristo-Rei” em dicionários portugueses, você verá que denominaríamos aquilo a que o termo se refere de “vasilhame com tampa”. Um “Cristo-Rei” de plástico signif ca simplesmente uma espécie desses vasilhames que temos em casa, do tipo Tupperware. Vemos, então, a importância crucial da arte da interpretação. Sem ela, a incompreensão grassaria, e as confusões seriam tremendas..."
Desde já me penitencio por não saber que um cristo-rei (sem maiúsculas) pode ser uma espécie de “tamparuére”. Coisas da dita inteligência artificial...
Ligação para as ditas fichas (a págs.115-116)
23/04/2024
Fasquia baixa
Hoje foi dia de passar uma parte do tempo a ouvir comentadores afectos às diversas forças políticas – do governo à oposição – e o resultado foi confrangedor. São todos tão maus, intelectualmente nulos e dados inevitavelmente a pulsões partidárias. É a esta gentinha, a estes aúlicos e aos seus ídolos com pés de barro que estamos entregues.
Uma miséria!
Hoje foi dia de passar uma parte do tempo a ouvir comentadores afectos às diversas forças políticas – do governo à oposição – e o resultado foi confrangedor. São todos tão maus, intelectualmente nulos e dados inevitavelmente a pulsões partidárias. É a esta gentinha, a estes aúlicos e aos seus ídolos com pés de barro que estamos entregues.
Uma miséria!
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