13/10/2024
12/10/2024
Memória
Escrevi aqui há uns anos que, nos tempos que correm pouca coisa existiria na memória colectiva de um povo.
Aos antigos, ainda ouvíamos falar do ano da neve* (1954) com grande precisão de detalhes. Pouca informação de cada vez possibilitava armazenamento de longos períodos, uma vez que a memória humana não é ilimitada.
Ao consultar o Facebook, esse manancial sociológico dos dias correntes, se percebe que a memória dos povos é curtíssima.
Sendo a memória humana limitada, é provável que o bombardeamento constante de nova informação leve a esvaziar as gavetas mais remotas.
O certo é que se verifica que grande parte das pessoas com idade para terem retido memórias de decénios atrás, estão completamente baralhadas a respeito dessas mesmas memórias ou simplesmente não as têm. E mostram uma ignorância muitas vezes agressiva.
*para os do Sul
Escrevi aqui há uns anos que, nos tempos que correm pouca coisa existiria na memória colectiva de um povo.
Aos antigos, ainda ouvíamos falar do ano da neve* (1954) com grande precisão de detalhes. Pouca informação de cada vez possibilitava armazenamento de longos períodos, uma vez que a memória humana não é ilimitada.
Ao consultar o Facebook, esse manancial sociológico dos dias correntes, se percebe que a memória dos povos é curtíssima.
Sendo a memória humana limitada, é provável que o bombardeamento constante de nova informação leve a esvaziar as gavetas mais remotas.
O certo é que se verifica que grande parte das pessoas com idade para terem retido memórias de decénios atrás, estão completamente baralhadas a respeito dessas mesmas memórias ou simplesmente não as têm. E mostram uma ignorância muitas vezes agressiva.
*para os do Sul
Lumpenificação, xenofobia ou uma solução saturada
Como já escrevi aqui, o problema não é um azul no meio dos verdes, um amarelo no meio dos vermelhos, um preto no meio dos brancos. O problema é uma solução saturada onde já não é possível dissolver seja o que for.
Para quem, como eu, cresceu e viveu num meio de iguais, ditos remediados provenientes das mais diversas partes, onde cada um respeitava as regras subentendidas e, para lá de um ou outro conflito mais exacerbado mas esporádico, tudo decorria num ambiente amigável, ver-se agora rodeado e apertado por gente sem qualquer ligação ao lugar, sem qualquer respeito pelas regras implícitas, muitas vezes sequer sem capacidade de as entender, querendo impor a sua presença torrencial e alienígena sem o mínimo esforço para se integrar, importando pouco ou nada se é azul, preta ou amarela, é um desgaste que bem dispensava.
É certo que esta gente, pelo pouco discernimento que aparenta ter, vem para cumprir tarefas que os indígenas recusam. Tudo isso se sabe. Talvez fosse o caso de se saber escolher gente mais facilmente solúvel, que a há, contraditório que isto possa parecer com a solução saturada.
Os idiotas instalados em redomas à prova de incómodos persistem em ignorar esta realidade. É muito longe dos seus ambientes climatizados.
Como já escrevi aqui, o problema não é um azul no meio dos verdes, um amarelo no meio dos vermelhos, um preto no meio dos brancos. O problema é uma solução saturada onde já não é possível dissolver seja o que for.
Para quem, como eu, cresceu e viveu num meio de iguais, ditos remediados provenientes das mais diversas partes, onde cada um respeitava as regras subentendidas e, para lá de um ou outro conflito mais exacerbado mas esporádico, tudo decorria num ambiente amigável, ver-se agora rodeado e apertado por gente sem qualquer ligação ao lugar, sem qualquer respeito pelas regras implícitas, muitas vezes sequer sem capacidade de as entender, querendo impor a sua presença torrencial e alienígena sem o mínimo esforço para se integrar, importando pouco ou nada se é azul, preta ou amarela, é um desgaste que bem dispensava.
É certo que esta gente, pelo pouco discernimento que aparenta ter, vem para cumprir tarefas que os indígenas recusam. Tudo isso se sabe. Talvez fosse o caso de se saber escolher gente mais facilmente solúvel, que a há, contraditório que isto possa parecer com a solução saturada.
Os idiotas instalados em redomas à prova de incómodos persistem em ignorar esta realidade. É muito longe dos seus ambientes climatizados.
11/10/2024
09/10/2024
07/10/2024
05/10/2024
03/10/2024
IRS jovem
Qual será a percentagem dos que sendo muito qualificados e capazes acabam por emigrar não por razões económicas mas porque não estão para ser governados por idiotas?
Qual será a percentagem dos que sendo muito qualificados e capazes acabam por emigrar não por razões económicas mas porque não estão para ser governados por idiotas?
Jornalismo
É certo que os topónimos com o tempo passam a designar áreas diversas das que designavam inicialmente. Pode ser por decisão política, por prática consuetudinária, etc.
Também certo é que só por profunda ignorância da geografia lisboeta se pode designar um ponto próximo do Alto de São João como sendo a Penha de França ou Santa Apolónia.
Pois foi isto mesmo que sucedeu ontem e ainda sucede hoje em todos os meios de imprensa que referiram e referem o triplo homicídio ocorrido na zona do Alto de São João. Ainda que ali seja hoje freguesia da Penha de França.
É certo que os topónimos com o tempo passam a designar áreas diversas das que designavam inicialmente. Pode ser por decisão política, por prática consuetudinária, etc.
Também certo é que só por profunda ignorância da geografia lisboeta se pode designar um ponto próximo do Alto de São João como sendo a Penha de França ou Santa Apolónia.
Pois foi isto mesmo que sucedeu ontem e ainda sucede hoje em todos os meios de imprensa que referiram e referem o triplo homicídio ocorrido na zona do Alto de São João. Ainda que ali seja hoje freguesia da Penha de França.
02/10/2024
30/09/2024
Infantis
Aqui a ouvir dois aparentes ingénuos a perorar sobre a coerência das posições de cada estado face a dois conflitos diferentes.
Como se houvesse alguma coerência nos seres, nos estados, para além da própria sobrevivência.
E como se houvesse uma espécie de lógica do bem, que seria “administrada” pelo Direito Internacional dando o mesmo peso a fracos e a fortes estados.
Esta gente nasceu ontem ou quer evangelizar-nos com toda a desfaçatez?
Aqui a ouvir dois aparentes ingénuos a perorar sobre a coerência das posições de cada estado face a dois conflitos diferentes.
Como se houvesse alguma coerência nos seres, nos estados, para além da própria sobrevivência.
E como se houvesse uma espécie de lógica do bem, que seria “administrada” pelo Direito Internacional dando o mesmo peso a fracos e a fortes estados.
Esta gente nasceu ontem ou quer evangelizar-nos com toda a desfaçatez?
29/09/2024
28/09/2024
Derrames
Não temos nesta altura outra solução para os problemas que não seja derramar dinheiro sobre eles.
Derramar inteligência e idoneidade que seguramente seria um remédio mais eficaz, torna-se impossível pelo simples facto de os capazes fugirem do lodo que é a administração pública como o diabo foge da cruz.
Espiral descendente.
Não temos nesta altura outra solução para os problemas que não seja derramar dinheiro sobre eles.
Derramar inteligência e idoneidade que seguramente seria um remédio mais eficaz, torna-se impossível pelo simples facto de os capazes fugirem do lodo que é a administração pública como o diabo foge da cruz.
Espiral descendente.
26/09/2024
25/09/2024
24/09/2024
Multicare
Já aqui tinha mencionado a péssima página que a Multicare tem para os subscritores. Na sua versão para Windows, tem listas sem possibilidade óbvia de as percorrer, impossibilidade de recuar passos sem voltar ao início, etc.
O tempo passa e a má qualidade mantém-se. Que tipo de gente programa estas coisas?
Já aqui tinha mencionado a péssima página que a Multicare tem para os subscritores. Na sua versão para Windows, tem listas sem possibilidade óbvia de as percorrer, impossibilidade de recuar passos sem voltar ao início, etc.
O tempo passa e a má qualidade mantém-se. Que tipo de gente programa estas coisas?
23/09/2024
20/09/2024
Medinho
O medinho que esta tropa fandanga que nos governa e nos informa tem das realidades...
Mal ou bem, com maior ou menor competência, com maior ou menor percentagem de casos averiguados, as investigações feitas pelas autoridades concluem que o incendiarismo é o maior responsável (em subdivisão de factores, tal como na tabela a que se acede clicando na imagem) pelos fogos, chegando a 28% dos casos.
No entanto, o discurso oficial é de continuada negação de tais resultados.
O medinho que esta tropa fandanga que nos governa e nos informa tem das realidades...
Mal ou bem, com maior ou menor competência, com maior ou menor percentagem de casos averiguados, as investigações feitas pelas autoridades concluem que o incendiarismo é o maior responsável (em subdivisão de factores, tal como na tabela a que se acede clicando na imagem) pelos fogos, chegando a 28% dos casos.
No entanto, o discurso oficial é de continuada negação de tais resultados.
Viés
A quantidade de opiniões ditas especializadas que saem enviesadas por razões ideológicas ou limitadas por estreiteza de visão, mesmo no caso dos incêndios rurais é elucidativa da fraca qualidade dos ditos especialistas.
Largam amiúde no meio das opiniões rotundos disparates que só a ausência de raciocínio justifica.
A quantidade de opiniões ditas especializadas que saem enviesadas por razões ideológicas ou limitadas por estreiteza de visão, mesmo no caso dos incêndios rurais é elucidativa da fraca qualidade dos ditos especialistas.
Largam amiúde no meio das opiniões rotundos disparates que só a ausência de raciocínio justifica.
19/09/2024
18/09/2024
17/09/2024
16/09/2024
Torniquetes
Quando se cortam vias de comunicação é preciso medir bem as consequências desses cortes.
Não se podem cortar a torto e a direito sob pena de deixar sem escapatória quem necessita de abandonar algum local.
Dito isto, o que transparece é uma total incapacidade de observar e gerir as condições de tráfego em vias de grande circulação quando surgem factores catastróficos.
Há uma outra coisa que me preocupa há muito – as ratoeiras em que se constituem as auto-estradas quando por longos quilómetros não há forma de transpor o separador central e empreender uma fuga em sentido contrário sempre que um fogo interrompe a circulação.
Quando se cortam vias de comunicação é preciso medir bem as consequências desses cortes.
Não se podem cortar a torto e a direito sob pena de deixar sem escapatória quem necessita de abandonar algum local.
Dito isto, o que transparece é uma total incapacidade de observar e gerir as condições de tráfego em vias de grande circulação quando surgem factores catastróficos.
Há uma outra coisa que me preocupa há muito – as ratoeiras em que se constituem as auto-estradas quando por longos quilómetros não há forma de transpor o separador central e empreender uma fuga em sentido contrário sempre que um fogo interrompe a circulação.
14/09/2024
Reportar
Reportar em directo concisa e explicitamente não será decerto muito fácil.
Há, todavia, quem o faça muito bem e de forma graciosa.
Comparar qualquer dos directos de Catarina Duarte Fonseca (sim, já a referi aqui mais de uma vez) com a miséria que se vê amiúde em outros canais, onde gente sem os mínimos olímpicos é mandada para o campo com a missão de parecer um disco riscado, repetindo e repetindo o que já foi dito, para encher chouriços, é comparar o... com a Feira de Castro.
Reportar em directo concisa e explicitamente não será decerto muito fácil.
Há, todavia, quem o faça muito bem e de forma graciosa.
Comparar qualquer dos directos de Catarina Duarte Fonseca (sim, já a referi aqui mais de uma vez) com a miséria que se vê amiúde em outros canais, onde gente sem os mínimos olímpicos é mandada para o campo com a missão de parecer um disco riscado, repetindo e repetindo o que já foi dito, para encher chouriços, é comparar o... com a Feira de Castro.
13/09/2024
Palavras
Disse o ministro da Defesa que Olivença é portuguesa. Fez bem.
Já ouvi uns quantos a verberar tal afirmação. Sem argumentos a não ser umas asneiras. Algumas delas monumentais, tais como a questão da ocupação da vila remontar ao século XIII.
Mas são só palavras. Actos, nem vê-los.
Disse o ministro da Defesa que Olivença é portuguesa. Fez bem.
Já ouvi uns quantos a verberar tal afirmação. Sem argumentos a não ser umas asneiras. Algumas delas monumentais, tais como a questão da ocupação da vila remontar ao século XIII.
Mas são só palavras. Actos, nem vê-los.
12/09/2024
11/09/2024
10/09/2024
08/09/2024
06/09/2024
01/09/2024
30/08/2024
James (um post facebuquiano)
Nos últimos anos do século XX, ainda tinha poiso certo no Alentejo, um jovem deu-me a conhecer os James por via de um prato de plástico que, ufano, trouxe para casa autografado pelos membros do grupo.
Um quarto de século depois, disponho-me a recordar as canções dos James no palco do Crato, sítio onde já revi com gosto e boa companhia, sons da minha juventude e da minha madureza.
Cartaz e bilhete roubados aqui e ali
Nos últimos anos do século XX, ainda tinha poiso certo no Alentejo, um jovem deu-me a conhecer os James por via de um prato de plástico que, ufano, trouxe para casa autografado pelos membros do grupo.
Um quarto de século depois, disponho-me a recordar as canções dos James no palco do Crato, sítio onde já revi com gosto e boa companhia, sons da minha juventude e da minha madureza.
Cartaz e bilhete roubados aqui e ali
29/08/2024
A troika
Os figurões e as figurinhas do PS que apareceram a associar Maria Luís Albuquerque à troika ou não têm nada na cabeça, não se lembrando já que foi o próprio PS quem se lançou nos braços da dita ou são intelectualmente desonestos.
Sim, a austeridade, as restrições. É que quando não há dinheiro não há palhaços.
Os figurões e as figurinhas do PS que apareceram a associar Maria Luís Albuquerque à troika ou não têm nada na cabeça, não se lembrando já que foi o próprio PS quem se lançou nos braços da dita ou são intelectualmente desonestos.
Sim, a austeridade, as restrições. É que quando não há dinheiro não há palhaços.
28/08/2024
As burrices do costume
“Em termos de magnitude, e considerando uma área com um raio de 100 km em torno do epicentro, trata-se do 10º maior sismo ocorrido desde o séc. XVI” – escreve o IPMA num comunicado.
Ora os burros do costume subsomem logo para a totalidade do território e adjacências. Não se dão sequer ao trabalho de ler o corpo da notícia para compor o título.
“Em termos de magnitude, e considerando uma área com um raio de 100 km em torno do epicentro, trata-se do 10º maior sismo ocorrido desde o séc. XVI” – escreve o IPMA num comunicado.
Ora os burros do costume subsomem logo para a totalidade do território e adjacências. Não se dão sequer ao trabalho de ler o corpo da notícia para compor o título.
26/08/2024
O som do camião
Eu que reclamei aqui em tempos que nunca tinha ouvido nenhum som estranho aquando de um sismo e já senti uma boa remessa deles, devo dizer que hoje ouvi um som estranho*, certamente uma combinação de frequências as mais diversas, desde o edifício ao mobiliário e a tudo o mais. O que parecia, sim, era tratar-se de um efeito especial de algum filme de suspense. Foi o que me ocorreu. Tinha algo de melodia.
Mas não era o camião de que tanta gente fala.
*som que mais alguém ouviu, tendo passado num excerto de filme nos camais de televisão, onde o obtive.
Eu que reclamei aqui em tempos que nunca tinha ouvido nenhum som estranho aquando de um sismo e já senti uma boa remessa deles, devo dizer que hoje ouvi um som estranho*, certamente uma combinação de frequências as mais diversas, desde o edifício ao mobiliário e a tudo o mais. O que parecia, sim, era tratar-se de um efeito especial de algum filme de suspense. Foi o que me ocorreu. Tinha algo de melodia.
Mas não era o camião de que tanta gente fala.
*som que mais alguém ouviu, tendo passado num excerto de filme nos camais de televisão, onde o obtive.
Emergência
Então, segundo o responsável máximo da ANEPC, o critério para a activação do mecanismo de emergência é a magnitude de um sismo. Será a partir de 6,1.
Mas um sismo de magnitude inferior a 6,1 pode ter uma intensidade destruidora na zona pericentral.
Falta precisar qualquer coisa nesta declaração.
Então, segundo o responsável máximo da ANEPC, o critério para a activação do mecanismo de emergência é a magnitude de um sismo. Será a partir de 6,1.
Mas um sismo de magnitude inferior a 6,1 pode ter uma intensidade destruidora na zona pericentral.
Falta precisar qualquer coisa nesta declaração.
Sismos sentidos
Sismos sentidos no Continente com magnitude superior ao de hoje desde 1997 segundo o IPMA.
Tabela aqui.
Sismos sentidos no Continente com magnitude superior ao de hoje desde 1997 segundo o IPMA.
Tabela aqui.
Vizinhança
Diz que há quem ande a estudar a sismogénese da costa ocidental portuguesa e que há muito ainda por esclarecer. O que é facto é que este sismo ocorreu na zona onde se registou uma crise em Janeiro do ano passado.
Aqui uma lista de sismos registados num raio de 20 km do epicentro do sismo de hoje desde 2022 e o respectivo mapa.
Diz que há quem ande a estudar a sismogénese da costa ocidental portuguesa e que há muito ainda por esclarecer. O que é facto é que este sismo ocorreu na zona onde se registou uma crise em Janeiro do ano passado.
Aqui uma lista de sismos registados num raio de 20 km do epicentro do sismo de hoje desde 2022 e o respectivo mapa.
Várias burrices
Uma – a de que o sismo de hoje foi o mais forte sentido por cá e gerado na vizinhança do território desde o de 1969. Errado. O de 12 de Fevereiro de 2007 teve uma magnitude de 5,8. Mas houve outros.
Duas - a de que o ponto do território mais próximo do epicentro é o cabo de Sines. Errado. De acordo com as coordenadas fornecidas pelo IPMA, pelo IGN e pelo USGS é o cabo Espichel.
Uma – a de que o sismo de hoje foi o mais forte sentido por cá e gerado na vizinhança do território desde o de 1969. Errado. O de 12 de Fevereiro de 2007 teve uma magnitude de 5,8. Mas houve outros.
Duas - a de que o ponto do território mais próximo do epicentro é o cabo de Sines. Errado. De acordo com as coordenadas fornecidas pelo IPMA, pelo IGN e pelo USGS é o cabo Espichel.
De nada serve
De nada serve ter o IM (IPMA) uma página sobre sismos se após um sismo não tem capacidade de resposta.
A burrice técnico-portuguesa em bom estilo.
Em 15 anos não conseguiram resolver. O USGS já o regista.
De nada serve ter o IM (IPMA) uma página sobre sismos se após um sismo não tem capacidade de resposta.
A burrice técnico-portuguesa em bom estilo.
Em 15 anos não conseguiram resolver. O USGS já o regista.
25/08/2024
22/08/2024
Ladrilhadores
Lá vêm os ladrilhadores com as suas ganas de ladrilhar os campos. Querem fazê-lo mesmo nos locais inacessíveis.
Ainda assim consegui ouvir alguém dizer na televisão que o coberto arbustivo não é lixo. Esta afirmação escapou decerto à censura.
Lá vêm os ladrilhadores com as suas ganas de ladrilhar os campos. Querem fazê-lo mesmo nos locais inacessíveis.
Ainda assim consegui ouvir alguém dizer na televisão que o coberto arbustivo não é lixo. Esta afirmação escapou decerto à censura.
21/08/2024
Grande Infantário
Sejam convenções supostamente políticas, sejam espectáculos supostamente culturais ou desportivos, as encenações e os discursos no Grande Infantário são exemplares do que é o seu universo intelectual.
Por cá temos uma ministra que acha que a ilha (da Madeira) é lindíssima e que as pessoas (da ilha) são muito boas.
Sejam convenções supostamente políticas, sejam espectáculos supostamente culturais ou desportivos, as encenações e os discursos no Grande Infantário são exemplares do que é o seu universo intelectual.
Por cá temos uma ministra que acha que a ilha (da Madeira) é lindíssima e que as pessoas (da ilha) são muito boas.
19/08/2024
Escalas
Descobriram agora que não há autoridade na organização das escalas médicas.
Sabemos e sabíamos todos que a ideia peregrina de na prática limitar as férias escolares ao mês de Agosto iria causar estes atropelos.
Descobriram agora que não há autoridade na organização das escalas médicas.
Sabemos e sabíamos todos que a ideia peregrina de na prática limitar as férias escolares ao mês de Agosto iria causar estes atropelos.
16/08/2024
12/08/2024
Falta de autoridade
A falta de autoridade do Estado, característica de todos os governos dos últimos não-sei-quantos anos, revela-se em múltiplos campos: desde a impunidade dos criminosos até ao desnorte na organização da coisa pública.
Continua, agrava-se e ninguém com responsabilidade avança com soluções.
A falta de autoridade do Estado, característica de todos os governos dos últimos não-sei-quantos anos, revela-se em múltiplos campos: desde a impunidade dos criminosos até ao desnorte na organização da coisa pública.
Continua, agrava-se e ninguém com responsabilidade avança com soluções.
11/08/2024
Logotipo
Destes jogos retenho o excelente desenho do logotipo, achando ainda assim que dotar a Marianne de um penteado cocotte des anées folles é uma heresia, se de facto a Marianne foi para ali chamada.
Quanto ao resto, com as medalhas de ouro, prata e bronze de três portugueses de origem, temos que ter em conta que “o teu cubano é melhor do que o meu”: três cubanos nos três primeiros lugares do triplo salto, cada um adido a seu país europeu.
Há qualquer coisa que é preciso mudar.
Destes jogos retenho o excelente desenho do logotipo, achando ainda assim que dotar a Marianne de um penteado cocotte des anées folles é uma heresia, se de facto a Marianne foi para ali chamada.
Quanto ao resto, com as medalhas de ouro, prata e bronze de três portugueses de origem, temos que ter em conta que “o teu cubano é melhor do que o meu”: três cubanos nos três primeiros lugares do triplo salto, cada um adido a seu país europeu.
Há qualquer coisa que é preciso mudar.
10/08/2024
07/08/2024
Inseguro é o Estádio Nacional (mais uma vez)
Para os tontinhos, incapazes de avaliar a segurança de um recinto, o Estádio Nacional é ou era inseguro.
Pois bem, destes recintos que foram construídos para a competição de 2004 não identifico um que seja mais seguro do que o do Jamor.
Isto tendo em atenção tanto uma catástrofe de grandes dimensões como um atropelo, como um caso menor, da queda de elementos ou de pessoas.
Do que se sabe que aconteceu em Aveiro e que seria improvável no Estádio Nacional, verifica-se que é possível existirem estruturas envidraçadas prontas a cair sobre os espectadores quando quebradas por idiotas.
Inseguro é, essencialmente para os nortenhos, o Estádio Nacional.
Para os tontinhos, incapazes de avaliar a segurança de um recinto, o Estádio Nacional é ou era inseguro.
Pois bem, destes recintos que foram construídos para a competição de 2004 não identifico um que seja mais seguro do que o do Jamor.
Isto tendo em atenção tanto uma catástrofe de grandes dimensões como um atropelo, como um caso menor, da queda de elementos ou de pessoas.
Do que se sabe que aconteceu em Aveiro e que seria improvável no Estádio Nacional, verifica-se que é possível existirem estruturas envidraçadas prontas a cair sobre os espectadores quando quebradas por idiotas.
Inseguro é, essencialmente para os nortenhos, o Estádio Nacional.
06/08/2024
05/08/2024
A moda
Os comentadores politicamente correctos - e tenho ouvido uns quantos nos canais britânicos por estes dias - negam sistematicamente a realidade.
Insistem que a insatisfação que levou aos motins e à baderna nas cidades inglesas se deve à degradação da situação económica do povo britânico. Negam a todo o transe que a questão racial, cultural, possa estar na origem dos tumultos, apesar de classificarem os actos como racistas e xenófobos. O que eles não admitem é que existam razões para a xenofobia e para o racismo, porque simplesmente não pode haver razões para tal.
Negam isso como negam sempre a realidade.
Vivem todos num mundo pseudo-elegante, estúpido e super-protegido que não lhes permite o uso da razão.
A noção de solução saturada não lhes deve ter sido explicada, talvez por já ser politicamente incorrecta.
E, naturalmente, para eles toda a gente que não se compagina com o politicamente correcto é de extrema-direita.
Os comentadores politicamente correctos - e tenho ouvido uns quantos nos canais britânicos por estes dias - negam sistematicamente a realidade.
Insistem que a insatisfação que levou aos motins e à baderna nas cidades inglesas se deve à degradação da situação económica do povo britânico. Negam a todo o transe que a questão racial, cultural, possa estar na origem dos tumultos, apesar de classificarem os actos como racistas e xenófobos. O que eles não admitem é que existam razões para a xenofobia e para o racismo, porque simplesmente não pode haver razões para tal.
Negam isso como negam sempre a realidade.
Vivem todos num mundo pseudo-elegante, estúpido e super-protegido que não lhes permite o uso da razão.
A noção de solução saturada não lhes deve ter sido explicada, talvez por já ser politicamente incorrecta.
E, naturalmente, para eles toda a gente que não se compagina com o politicamente correcto é de extrema-direita.
04/08/2024
01/08/2024
Dados
Sou freguês de dados sobre meteorologia.
A página do SNIRH permite o acesso gratuito a uma base de dados interessante. Tem dados que cobrem desde a instalação das estações até ao seu fecho e nas que ainda servem, até à actualidade.
Já a página do IPMA restringe a consulta dos registos das suas estações aos últimos dez dias.
Há tempo perguntei ao IPMA em que condições se poderia aceder à sua base de dados nos mesmos termos do SNIRH. A resposta, aliás extremamente atenciosa e esclarecedora, foi também decepcionante: seriam precisas muitas dezenas de milhar de euros.
As perguntas pertinentes são as seguintes:
Que receita apura o erário público com a cobrança destes dados?
Justifica esse montante que os dados não estejam acessíveis gratuitamente?
Note-se que o IPMA tem uma base de dados acessível gratuitamente de eventos sísmicos que começa em 1995.
Sou freguês de dados sobre meteorologia.
A página do SNIRH permite o acesso gratuito a uma base de dados interessante. Tem dados que cobrem desde a instalação das estações até ao seu fecho e nas que ainda servem, até à actualidade.
Já a página do IPMA restringe a consulta dos registos das suas estações aos últimos dez dias.
Há tempo perguntei ao IPMA em que condições se poderia aceder à sua base de dados nos mesmos termos do SNIRH. A resposta, aliás extremamente atenciosa e esclarecedora, foi também decepcionante: seriam precisas muitas dezenas de milhar de euros.
As perguntas pertinentes são as seguintes:
Que receita apura o erário público com a cobrança destes dados?
Justifica esse montante que os dados não estejam acessíveis gratuitamente?
Note-se que o IPMA tem uma base de dados acessível gratuitamente de eventos sísmicos que começa em 1995.
31/07/2024
Ismail
A cara de Ismail, líder do Hamas, nunca me foi estranha. Cruzei-me com ele vezes sem conta neste mundo descendente de semitas.
Imagem da Reuters via BBC
A cara de Ismail, líder do Hamas, nunca me foi estranha. Cruzei-me com ele vezes sem conta neste mundo descendente de semitas.
Imagem da Reuters via BBC
30/07/2024
29/07/2024
25/07/2024
24/07/2024
Miséria intelectual
De miséria intelectual é o panorama que vemos na discussão infantil sobre as medidas que devem ou não constar no próximo orçamento: há quem tenha descoberto que uma redução nos impostos dá uma diminuição na receita e que medidas de apoio disto e daquilo dão um aumento da despesa.
Não temos melhor do que este lodo político, do governo a toda a oposição.
De miséria intelectual é o panorama que vemos na discussão infantil sobre as medidas que devem ou não constar no próximo orçamento: há quem tenha descoberto que uma redução nos impostos dá uma diminuição na receita e que medidas de apoio disto e daquilo dão um aumento da despesa.
Não temos melhor do que este lodo político, do governo a toda a oposição.
23/07/2024
21/07/2024
Almeida
Escrevi aqui vai para dois anos que os comentadores do Eurosport cometiam um erro de paralaxe quando punham João Almeida ao mesmo nível dos ciclistas estratosféricos.
Vê-se que João Almeida é um dos melhores ciclistas dos ditos normais. Mas de uma classe abaixo à de Vingegaard, Pogacar, Evenepoel e até Roglic.
Continuam os mesmos a colocá-lo equiparado a estes. Benfiquismo puro. É só atentarem na realidade.
Escrevi aqui vai para dois anos que os comentadores do Eurosport cometiam um erro de paralaxe quando punham João Almeida ao mesmo nível dos ciclistas estratosféricos.
Vê-se que João Almeida é um dos melhores ciclistas dos ditos normais. Mas de uma classe abaixo à de Vingegaard, Pogacar, Evenepoel e até Roglic.
Continuam os mesmos a colocá-lo equiparado a estes. Benfiquismo puro. É só atentarem na realidade.
18/07/2024
16/07/2024
Ainda não se conhecem as razões...
Quando há destes casos como o do atentado contra Trump em que é abatido o criminoso, é indispensável que nos dias seguintes os papagaios das televisões repitam a frase "Ainda não se conhecem as razões que levaram o suspeito a atentar contra a vida..."
Esta gente fica pendurada numa impossibilidade que acha possível - descobrir os motivos.
É só por uns dias. Depois calam-se.
Quando há destes casos como o do atentado contra Trump em que é abatido o criminoso, é indispensável que nos dias seguintes os papagaios das televisões repitam a frase "Ainda não se conhecem as razões que levaram o suspeito a atentar contra a vida..."
Esta gente fica pendurada numa impossibilidade que acha possível - descobrir os motivos.
É só por uns dias. Depois calam-se.
14/07/2024
No país dos mentecaptos
A magnífica CP que tantos dissabores já me causou, fez-me ontem a última, depois de anos sem a haver utilizado.
Dirigi-me a um apeadeiro e encontrei naturalmente o acesso da rua ao cais de embarque condicionado por portões automáticos.
Olhei em volta para tentar encontrar uma máquina dispensadora de bilhetes e nada. Nem máquina nem indicação de onde a encontrar.
Depois de inspeccionar o local com alguma atenção percebi ao longe uns muretes que bem poderiam esconder uma escadaria que desse acesso a um subterrâneo. Dava. Porém, nada de sinais.
Já dizia o velho RC que, por cá, com a sinalização existente, quem conhece o caminho nunca se perde.
Lá encontrei as maquinetas de bilhetes. Quem tem cartão de viagens deposita-o no lugar certo e faz o carregamento da viagem. E quem não tem? Seria suposto haver bilhetes ou cartões ou o raio que os parta que pudessem depois ser carregados na mesma máquina. Pois não havia em nenhuma das duas máquinas disponíveis.
Querem os mentecaptos que o povo ande de transportes públicos.
Meu rico carrinho que deixei em casa.
A magnífica CP que tantos dissabores já me causou, fez-me ontem a última, depois de anos sem a haver utilizado.
Dirigi-me a um apeadeiro e encontrei naturalmente o acesso da rua ao cais de embarque condicionado por portões automáticos.
Olhei em volta para tentar encontrar uma máquina dispensadora de bilhetes e nada. Nem máquina nem indicação de onde a encontrar.
Depois de inspeccionar o local com alguma atenção percebi ao longe uns muretes que bem poderiam esconder uma escadaria que desse acesso a um subterrâneo. Dava. Porém, nada de sinais.
Já dizia o velho RC que, por cá, com a sinalização existente, quem conhece o caminho nunca se perde.
Lá encontrei as maquinetas de bilhetes. Quem tem cartão de viagens deposita-o no lugar certo e faz o carregamento da viagem. E quem não tem? Seria suposto haver bilhetes ou cartões ou o raio que os parta que pudessem depois ser carregados na mesma máquina. Pois não havia em nenhuma das duas máquinas disponíveis.
Querem os mentecaptos que o povo ande de transportes públicos.
Meu rico carrinho que deixei em casa.
13/07/2024
Tributo
“A Ri está aqui a fazer barulho. Espera aí um bocadinho.” – a minha intertecladora, de vida rústica em local presumivelmente ermo, parecia alertada por uma guardiã canina, madrugada dentro.
Foi esta a primeira vez que lhe conheci o nickname. Há uns bons vinte anos.
Desfeita a confusão, que não era cadela a ladrar mas pessoa a teclar, cujos avisos do MSN assim soavam, fiquei curioso com a Ri.
Assim, fui espreitar-lhe a escrita. Daí a que começássemos a trocar galhardetes fui um curto passo.
E a coisa foi.
Um desafio diferido começou em data imprecisa e dizia respeito a uns peixes-chocos que haveriam de ser tragados em meio a uma conversa certamente animada. Figuraram tais peixes ou chocos na badana do H Gasolim Ultramarino por anos, como lembrança do combinado. E foram sendo acrescentados ou traçados em cruz à medida que boas e más surpresas surgiam no debate transoceânico.
E assim, cerca de uma década depois dos latidos imaginados, apareceu na badana um carimbo de despacho.
Hoje, que a Ri passa por desventura única, saltam estas memórias a terreiro. Com um abraço apertado.
“A Ri está aqui a fazer barulho. Espera aí um bocadinho.” – a minha intertecladora, de vida rústica em local presumivelmente ermo, parecia alertada por uma guardiã canina, madrugada dentro.
Foi esta a primeira vez que lhe conheci o nickname. Há uns bons vinte anos.
Desfeita a confusão, que não era cadela a ladrar mas pessoa a teclar, cujos avisos do MSN assim soavam, fiquei curioso com a Ri.
Assim, fui espreitar-lhe a escrita. Daí a que começássemos a trocar galhardetes fui um curto passo.
E a coisa foi.
Um desafio diferido começou em data imprecisa e dizia respeito a uns peixes-chocos que haveriam de ser tragados em meio a uma conversa certamente animada. Figuraram tais peixes ou chocos na badana do H Gasolim Ultramarino por anos, como lembrança do combinado. E foram sendo acrescentados ou traçados em cruz à medida que boas e más surpresas surgiam no debate transoceânico.
E assim, cerca de uma década depois dos latidos imaginados, apareceu na badana um carimbo de despacho.
Hoje, que a Ri passa por desventura única, saltam estas memórias a terreiro. Com um abraço apertado.
11/07/2024
Godard
Recebi há dias um mail do meu banco a anunciar grandes melhorias no atendimento ao público.
Entretanto, surgiu um caso que não consegui tratar pela internet, dizendo eles que tinha que me dirigir a uma agência.
Sabendo que as condições de atendimento eram, regra geral, más, lá fui até à agência para comprovar as melhorias. Lá chegado, dei com uma avaria no dispensador de senhas e o caos instalado. Fugi.
Dali, ainda me dei ao trabalho de tentar uma outra agência. Entrando nestoutra deparei-me com grande número de esperantes que, à falta de lugar onde se sentassem, se arrimavam às paredes, não sem que de quando em vez uma funcionária viesse deixar uma cadeira dos lugares vazios dos colegas em falta para acorrer a uma grávida, a um idoso...
A cena era pois a de uma “moldura humana” – expressão futeboleira – cercando um espaço exíguo onde por vezes esperava aquele que presumia ser o próximo a ser atendido.
Até que, saído do nada, entrou na dita cena um infeliz mancebo que alguma maleita de nascença deixou incapaz. Era corpulento, pesadão, e movia-se aos saltos e em círculos no exíguo espaço deixado pelos clientes, debitando frases curtas num inglês de cobóis.
Estive neste filme duas horas até que me atenderam.
O banco não me disse mais do que um manual de instruções dado aos funcionários me diria pela internet.
Diz que melhoraram muito o atendimento ao púbico.
Recebi há dias um mail do meu banco a anunciar grandes melhorias no atendimento ao público.
Entretanto, surgiu um caso que não consegui tratar pela internet, dizendo eles que tinha que me dirigir a uma agência.
Sabendo que as condições de atendimento eram, regra geral, más, lá fui até à agência para comprovar as melhorias. Lá chegado, dei com uma avaria no dispensador de senhas e o caos instalado. Fugi.
Dali, ainda me dei ao trabalho de tentar uma outra agência. Entrando nestoutra deparei-me com grande número de esperantes que, à falta de lugar onde se sentassem, se arrimavam às paredes, não sem que de quando em vez uma funcionária viesse deixar uma cadeira dos lugares vazios dos colegas em falta para acorrer a uma grávida, a um idoso...
A cena era pois a de uma “moldura humana” – expressão futeboleira – cercando um espaço exíguo onde por vezes esperava aquele que presumia ser o próximo a ser atendido.
Até que, saído do nada, entrou na dita cena um infeliz mancebo que alguma maleita de nascença deixou incapaz. Era corpulento, pesadão, e movia-se aos saltos e em círculos no exíguo espaço deixado pelos clientes, debitando frases curtas num inglês de cobóis.
Estive neste filme duas horas até que me atenderam.
O banco não me disse mais do que um manual de instruções dado aos funcionários me diria pela internet.
Diz que melhoraram muito o atendimento ao púbico.
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Das minhas recordações mais remotas vem a minha ideia de que os adultos por vezes falavam em "tubos de nada".






