23/02/2006
As modas
Não é que haja hoje mais gente incapaz. Ela é só mais visível. E faz disparates mais visíveis.
Chegam a ser ridículos quando vão contra até as suas próprias opiniões e preocupações. Aquelas coisas que eles dizem que se preocupam com e depois fazem tudo ao contrário.
O caso hoje é dos parques aqui das vizinhanças. E não é sequer novo, mas hoje apeteceu-me falar dele.
Um deles é um parque habitualmente frequentado por gente velha. Que ali se encontra para jogar às cartas, sob um grande caramanchão. São sempre dezenas, quase todos homens. Foi, de facto, um espaço que atraiu a sua freguesia.
E nesse aspecto, funciona bem.
Ao mesmo tempo, como sabemos, o espaço relvado serve sempre para outros passearem os cães e lá deixarem o respectivo presente.
A solução que estas mentes brilhantes copiaram de algures é notável.
Resolveram preencher algumas orlas do parque com pedregulhos afiados, por forma a desencorajar o pisoteio dos bichos humanos e dos outros. Mas deixaram outras por preencher. Não é pois por isso que os cães deixam de entrar para as partes relvadas. É só uma questão de entrarem por outro caminho que não tenha pedras.
Entretanto, estes calhaus aguçados que realmente desencorajam o atravessamento estão mesmo, mesmo à beira do caminho. E se algum velhote escorrega ou neles tropeça e cai? E se lá bate com a cabeça?
É só depois disso acontecer que tiram os calhaus?
É que decerto se preocupam aqui com os velhotes. Não discorrem é nas consequências do que fazem.
Ainda por cima a utilidade dos calhaus é nula.
Mas deve ser moda. Como as rotundas.

actualizado com ilustração de um outro local próximo, às 23:45
Não é que haja hoje mais gente incapaz. Ela é só mais visível. E faz disparates mais visíveis.
Chegam a ser ridículos quando vão contra até as suas próprias opiniões e preocupações. Aquelas coisas que eles dizem que se preocupam com e depois fazem tudo ao contrário.
O caso hoje é dos parques aqui das vizinhanças. E não é sequer novo, mas hoje apeteceu-me falar dele.
Um deles é um parque habitualmente frequentado por gente velha. Que ali se encontra para jogar às cartas, sob um grande caramanchão. São sempre dezenas, quase todos homens. Foi, de facto, um espaço que atraiu a sua freguesia.
E nesse aspecto, funciona bem.
Ao mesmo tempo, como sabemos, o espaço relvado serve sempre para outros passearem os cães e lá deixarem o respectivo presente.
A solução que estas mentes brilhantes copiaram de algures é notável.
Resolveram preencher algumas orlas do parque com pedregulhos afiados, por forma a desencorajar o pisoteio dos bichos humanos e dos outros. Mas deixaram outras por preencher. Não é pois por isso que os cães deixam de entrar para as partes relvadas. É só uma questão de entrarem por outro caminho que não tenha pedras.
Entretanto, estes calhaus aguçados que realmente desencorajam o atravessamento estão mesmo, mesmo à beira do caminho. E se algum velhote escorrega ou neles tropeça e cai? E se lá bate com a cabeça?
É só depois disso acontecer que tiram os calhaus?
É que decerto se preocupam aqui com os velhotes. Não discorrem é nas consequências do que fazem.
Ainda por cima a utilidade dos calhaus é nula.
Mas deve ser moda. Como as rotundas.
actualizado com ilustração de um outro local próximo, às 23:45
22/02/2006
21/02/2006
20/02/2006
Do avesso
Anda esta imagem a perseguir-me há uns anos.
Saltou-me ao caminho de novo um destes dias.
Passei-a a limpo.


mapa em http://www.lib.utexas.edu/maps/australia/new_zealand_rel81.jpg
Anda esta imagem a perseguir-me há uns anos.
Saltou-me ao caminho de novo um destes dias.
Passei-a a limpo.
mapa em http://www.lib.utexas.edu/maps/australia/new_zealand_rel81.jpg
19/02/2006
18/02/2006
17/02/2006
16/02/2006
15/02/2006
14/02/2006
Iniciação
"E não é por acaso que os degraus são dezassete.
E mais, há um professor do 5º ano que sabe dessas coisas todas. Chega a dar aulas só disso.
Houve até um gajo que se foi abaixo. Meteu-se naquilo a fundo, andava por aí a contar degraus, a medir passos, a verificar alinhamentos. Passou-se.
...
E, sim, o Gentil e El-Rei em cima dele, tombam mesmo no Altar-Mor. Promessa paga.
Para não falar..."

Imagens do Google e palavras de um colega, há muitas luas, no século passado
"E não é por acaso que os degraus são dezassete.
E mais, há um professor do 5º ano que sabe dessas coisas todas. Chega a dar aulas só disso.
Houve até um gajo que se foi abaixo. Meteu-se naquilo a fundo, andava por aí a contar degraus, a medir passos, a verificar alinhamentos. Passou-se.
...
E, sim, o Gentil e El-Rei em cima dele, tombam mesmo no Altar-Mor. Promessa paga.
Para não falar..."
Imagens do Google e palavras de um colega, há muitas luas, no século passado
12/02/2006
Um post repetido
porque o que tem que ser, tem muita força
Qualquer coisa sou eu
Não sei se pousas
Sobre os carris que fotografei
Ou se trazes
Odores de plateias de madeira.
Talvez sejas apenas
Uma presença num parque de árvores
Que nunca identifiquei,
Uma sede entre estevas chacinadas
Pelos verões, sob botas caneleiras
Arrastando pó.
Um outro odor metálico de
Cadeiras vermelhas, verdes, azuis ou
Amarelas, contracenando com
O meu chapéu de sol, de iguais cores.
Talvez até um som gritado
De "fruta ò chocolate".
Uma deixa numa récita,
Um biombo velho dividindo
Promiscuidades.
Um carro soando em estradas
Desertas.
Qualquer coisa.
Definitivamente minha.
SG, inéditos, 1998

Ainda que ilusões sejam, têm muita força.
porque o que tem que ser, tem muita força
Qualquer coisa sou eu
Não sei se pousas
Sobre os carris que fotografei
Ou se trazes
Odores de plateias de madeira.
Talvez sejas apenas
Uma presença num parque de árvores
Que nunca identifiquei,
Uma sede entre estevas chacinadas
Pelos verões, sob botas caneleiras
Arrastando pó.
Um outro odor metálico de
Cadeiras vermelhas, verdes, azuis ou
Amarelas, contracenando com
O meu chapéu de sol, de iguais cores.
Talvez até um som gritado
De "fruta ò chocolate".
Uma deixa numa récita,
Um biombo velho dividindo
Promiscuidades.
Um carro soando em estradas
Desertas.
Qualquer coisa.
Definitivamente minha.
SG, inéditos, 1998
Ainda que ilusões sejam, têm muita força.
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