21/06/2006

Emoções

Na minha juventude, julgo que como muitos outros, elegia no Verão uma música. Deixava que ela se entranhasse, da mesma forma que deixava entranhar as paixões.
Dei-me conta de que este ano devo à França as minhas paixões quarentãs.

Um rosto e uma canção(audio - ficheiro ram).

Uma entrevista por grande acaso, outra escutada bastantes vezes num anúncio. Na janela de televisão. Aqui no PC.
É Verão.

20/06/2006

19/06/2006

Ericeira, 2006

Avaria

A avaria que não me deixava postar mais do que duas ou três linhas, alterar os templates, enviar correio, saber se recebia ou não todas as mensagens e aceder a alguns sítios, foi-se como veio.
Pelo pouco que percebi, foi coisa na Netcabo.

Aqui em baixo fica o post que consegui postar na Globo.
Jerónimo a 60° de latitude norte

Ou talvez na foz do Tejo.

Cá em casa, nunca foi hábito encadernar ou forrar os livros. Ficam como estão. E assim se vão gastando.
Àquele exemplar andava há algum tempo a tomá-lo por um livro emprestado em tempos a uma pessoa que o devolveu forrado.
Foi pois com alguma surpresa que vi que me enganara.
Tratava-se da obra premiada em 1927 com o prémio Goncourt e não do que eu pensava.
Quando resolvi desforrá-lo, a surpresa foi outra. Na tela - pois era em tela o forro - do lado de dentro, havia um mapa pintado.
Julgo tratar-se de uma margem do rio Tejo, pois as letras T E J vêem-se bem. Como bem se vê a legenda "Nacional", que eu talvez por deformação tomo como estrada. E como se identifica uma linha de caminho de ferro de duas vias.
Tudo isto não dá para grandes alternativas, dado o desenho e apesar das alterações que possa ter havido.
Mas o certo é que ainda não descobri onde isto é.
Nem por que carga d'água é que alguém desenhou este mapa em tela.
Muito menos por que é que forrou com ela um livro.
As últimas duas nunca saberei, claro.


(clique para ampliar)

E Jerónimo já está a 60º de latitude norte. Foi de barco.

(post publicado no Blogger da Globo em 16.06.06)

17/06/2006

Avaria

Uma avaria algures, algo que ainda não entendi, não me deixa colocar aqui as coisas que pretendo. Só uma ou duas linhas e vá lá.
Podem ver o(s) último(s) post(s) em http://www.gasolim4.blogger.com.br/

08/06/2006

O homem difícil de entender

Creio que ele me conhece de ginjeira, da minha ginjeira. Eu por certo não me recordo da primeira vez que o vi. Estava lá no café dele ou no escritório, mesmo ao lado. E já nessa época, quarenta e tal anos mais novo, eram poucos os que o percebiam bem. Que retiravam sentido dos sons que ele articulava. Pela forma pausada, arrastada e muito, muito baixa com que se exprime.
Apenas sei que nunca tive dificudade em perceber o que diz.
Não me recordo de o ter alguma vez encontrado a norte do Paralelo 38.
Daquelas pessoas de quem temos a errada impressão de que nunca saem de certas balizas que nós, romanticamente, lhes marcamos.
O certo é que, da última vez que o encontrei, por portas e travessas desembocámos em conversa às portas do Palácio de Queluz. Sempre a sul do Paralelo 38. Mas em Queluz.
E, rindo-se, disse-me: Sabe, talvez sejam - são de certeza - minhas as últimas fotografias do Palácio ainda com dois pisos. Fotografei-o horas antes do incêndio. E só soube disso uns dias depois, já aqui estava.

O que eu gostava de ver essas fotos.

07/06/2006

Estoril, 2006

Às vezes

Vêm-me à cabeça as questões mais disparatadas.
Saber se hoje há mais ou menos coisas que não se podem dizer do que havia ontem.
Como se o mundo se pudesse contar. E assim comparar através dos tempos.