21/01/2007

Passatempo

Descobriu o Amigo Bic Laranja onde fica a obra de arte aqui deixada com o propósito de lançar um passatempo para a sua identificação.
É a ponte de Totenique, sobre a ribeira do dito nome também chamada de Luzianes e fica ao km 6 e tal da E.N. 266, como bem alvitrou aqui (sheet12 é a folha onde estão as estradas de 261 a 270 e o único marco ordinário - arredondado - lá constante é o da 266, todos os outros são da classe 10k).

Atente-se na ficha de arquivo da antiga JAE - DSP e já agora no erro de contagem do tempo que lá está.
Entre as datas constantes decorreram 654 dias e não 761 ou 701, se se tratar de um 0 o algarismo do meio.





E atente-se ainda aqui no extracto da Carta Militar como corrigi muito mal o tiro quando mudei a orientação do fotógrafo de Leste para Es-sueste.

20/01/2007

Crónica (dedicada e fotografável) da vida cá longe



Portugal, hoje na antemanhã

19/01/2007

Resolução

Nesse ano, resolveu que ia salvar o mundo de outra forma.
Daria aos outros a oportunidade de se salvarem, eles próprios, fazendo-lhe a ele favores insignificantes.

18/01/2007

Espólio (23)


espólio Campos Vilhena, foto atribuída a MSS

Lanço aqui um desafio aos meus leitores: alguém identifica esta ponte, esta estrada?
Digo-vos que a foto é ou de 1949 ou de 1950.


Adenda: o fotógrafo está virado para Leste Es-sueste.

Correcção e segunda adenda: O fotógrafo aponta a Es-sueste e não a Leste. A via que aparece em segundo plano a atravessar a imagem, é caminho-de-ferro.
O Amigo Bic Laranja anda perto com o seu palpite.

14/01/2007

14 de Janeiro

Há aquelas coisas que nos entram na cabeça inviamente.
Uma delas, apesar de ter plena consciência do disparate, foi e talvez ainda seja a de que o dia 14 de Janeiro é o dia em que faz mais frio em Portugal.
Ora isso para além de ser o disparate que é, carece ainda, se nos dermos ao trabalho disso, de decisão quanto ao significado de "ser o dia em que faz mais frio em Portugal".
Posto este intróito, apetece-me ir aos dados do INAG e ver a que conclusões posso chegar, já que os do IM não estão disponíveis gratuitamente.
Eu depois dou vaia.
Sei lá a propósito de quê vem isto

Na minha amostra de mulheres, que conta com aquelas a quem tive oportunidade de acompanhar raciocínios ao longo dos anos e que é maioritariamente composta por mulheres com instrução superior, verifico que as intelectualmente mais capazes - de muito longe as mais capazes - não têm de facto uma licenciatura.
Não retiro disto mais do que está expresso em cima.

12/01/2007

Um rosto na solidão

Os sítios têm, como todos sabemos, classe social. Mesmo que as fronteiras sejam, como em tudo no Universo, indetermináveis.
Vivi durante quase toda a vida numa determinada classe. Mudei-me para outra. Entre uma e outra, evitei a tempo passar por uma espécie de degrau intermédio.
Hoje vi um rosto que pertence a essa classe que evitei. No preciso local onde seria suposto que estivesse. Não gostei dele hoje como não gostei dos seus congéneres nesse tempo tal.

Ia nestas constatações pela rua quando me detive, por isso mesmo, no que poderia duma penada representar as minhas origens ao longo dos últimos ene séculos, a quem mo perguntasse na próxima esquina. Uma mistura de camponeses e terratenentes.

Por levar na memória imediata esta gaveta aberta, não estranhei que me chamassem pelo nome próprio do meu Avô paterno. Era eu carregando a minha história. Sequer estranhei que mais à frente me dessem como morto na gaveta ao lado da minha. Era eu carregando o meu futuro.

Sem classe.

11/01/2007

A pedra da Alice

A solta das pombas ocorria todos os dias da semana, a hora certa.
A irmã lá vinha no meio do bando branco de batas.
A pedra saiu-lhe da mão, a testar a queda dos graves, parafraseando um episódio de história ouvida.
E acertou no cocuruto de uma das que ele notara entre as tantas.
Caiu em cima de quem caiu - pois.
Não se safou do castigo, enquanto lhe via ser aplicado o curativo.

Muitos mas muitos anos depois, ela riu-se como se sempre o tivesse encontrado de pedra na mão, pronto a ser o portador, o lançador, do acaso ferente.

09/01/2007

Efeméride

Se não fosse esta para mim belíssima prenda, nem sequer me daria ao trabalho de descarregar aqui a passagem de ano, como não me dei o ano transacto.
A verdade é que o blogue acaba por funcionar, em parte, como o tal caderno de capa preta, biográfico. E quando não há motivo, não se assinalam as datas. Ou havendo motivo, não havendo talante.
Sei lá eu.
Apenas suspeito que Fidel não me acompanhará muitos mais anos nesta efeméride.
Apenas estou certo de que jamais ganharei qualquer Nobel, visto apenas que a probabilidade de duas pessoas nascidas no mesmo dia o receberem é ínfima, a menos que as duas pessoas sejam uma só, o que não é o caso.
Apenas afirmo que dizer mais é disparate.
Obrigado, Minha Neta.