As pontes de outro condado (III)O colega do irmão, a namorada da colega do irmão que tinha uma casa nos pinhais do centro, o melhor amigo do rapaz, a mulher do melhor amigo do rapaz, a irmã do colega do irmão todos lhe comunicaram, não, não foi convite, foi notificação.
Podes conduzir sentado no banco de alcântara.
A casa do pinhal que tinha piscina, adega, salão de festas, sala de pingue-pongue, salão aquecido naquele Setembro de pinhas e cheiro de pinheiro.
E quartos de hóspedes que ficavam ao lado da piscina e uma campaínha de escola ligada ao telefone e não se ouvia nada de uns lados para os outros.
E já é dia. Daqui a pouco vêm chamar-nos para o pequeno almoço e para o café na vila que fica a dois quilómetros, depois de passar por debaixo da linha e de fazer aquelas duas curvas perigosas onde estava uma carcaça de um carro já ferrugenta.
E banhos. Churrascos. Vinho caseiro que à décima terceira garrafa enjeitada e depois de uma ter passado no teste de vinho abafado, se deitou no jarro que condizia com os armários amarelos.
Vamos mudar de roupa para o jantar e não voltamos logo. Eles que esperem.
E depois à noite, vamos para o salão que fica debaixo dos quartos dos hóspedes e passamos a noite a discutir geopolítica. Trivial Pursuit, Pictionary. E a garrafa de bolso que trouxeste cheia de medronho é que não.
E voltaremos para a semana, com a dona da casa e o meu irmão.
E as pontes? Posso fotografá-las?
Se houver tempo.
(continua)
Porque
a RTP se lembrou disso.
Segue o que já foi
dito.