02/03/2010

Conteúdo

Algumas considerações sobre os temas da actualidade:
A haver um canal de televisão que justificasse censura, seria decerto a ARtv.
O país ficaria impedido de aferir a qualidade modal dos seus representantes no Parlamento.
A notícia da provável criação de uma comissão de inquérito à forma como decorreu o processo de intenção de compra da TVI pela PT ou lá o que é que ela irá inquirir é uma acha mais para a fogueira da justificação da dita censura.
Digo isto porque tenho sido cliente do som de tal canal de tv. E o que ouço substancia a péssima ideia que tenho da qualidade intelectual dos sentantes do hemiciclo. Com raras e muito honrosas excepções, naturalmente.
Noto que, recentemente, nas audições da Comissão de Ética, se refere amiúde a necessidade de (ob)ter conteúdos.
De facto, a necessidade de ter conteúdos, conteúdo – basta-me o singular – deveria ser universal e óbvia. Pelos vistos, não o é.
Almejarei talvez estupidamente o melhor dos mundos. Julgo apenas que almejo um mundo político com menor número de incapazes. Só isso.
A sanha da oposição em atacar Sócrates com assuntos menores e sem ponta por onde se lhe pegue é o espelho da sua capacidade.
E a amostra da alternativa existente.
Pobre país, como dizia Pacheco Pereira.

28/02/2010

Remissão II



2-5 fora e 3-0 em casa dá apuramento.
Se o Porto não se apurar, como me parece que não se apura, face ao Arsenal, teremos Pinto da Costa a renovar com Jesualdo? Ou será já amanhã?
Impacto ambiental

Houvesse no tempo de Dom João V estas duas noções: a que se ganhou no reinado do seu filho sobre os terramotos e sua génese terrena e a que se adquiriu posteriormente de que a costa ocidental da América do Sul é muito propensa a tais fenómenos na sua extrema manifestação e teria Dom Luís da Cunha ousado congeminar a troca do Algarve pelo Chile?
Xynthia


carta de previsão do ECMWF via site do IM

As previsões que o ECMWF fez anteontem davam a entender que a depressão seria muito cavada ao atingir a França.
Daí, o meu comentário.
Ao que dizem as notícias, mortífera se tornou.

25/02/2010

Remissão



Ainda não acabou.
Mas o que se viu hoje haveria de se ver sempre.
Quase sempre, vá.

22/02/2010

PM

José Sócrates, honra lhe seja, deu cartas na entrevista a Sousa Tavares.
Stop.
Acontecimentos do ano

Chegados ainda a menos de um sétimo do ano, já estão pelo meu palpite bem definidos os acontecimentos nacionais e universais de 2010.
Espero não me enganar.
Portugal, 2010

21/02/2010

210210

Curiosidade. Para desanuviar.
Em cada século há apenas uma data em que se encontra na forma abreviada esta sequência: cbacba.
Em que c=b+1 e b=a+1.

19/02/2010

Fernando Nobre

Para quem como eu acha que a culpa do estado em que estamos é não dos imbecis que por aí andam – que culpa podem eles ter de serem imbecis? – mas dos capazes que se demitem e viram as costas, a candidatura de Fernando Nobre é de saudar. E é saudável.
ETA



A ser verdade o que se contou na imprensa e que foi:
O condutor de um veículo, no qual seguiam duas pessoas, desobedeceu a uma ordem de paragem por parte da GNR no caminho municipal nº 1408 de Óbidos, na noite de 1 de Fevereiro, segunda-feira.
O veículo foi mais tarde encontrado abandonado.
Na noite de quinta-feira, 4 de Fevereiro, as autoridades foram avisadas por um vizinho de que uma casa sita no Casal da Avarela se encontrava de portas e janelas abertas e luzes acesas há alguns dias.
Na sexta-feira, 5 de Fevereiro, forças policiais invadiram esta casa tendo encontrado material utilizável na fabricação de explosivos, bem como explosivos prontos a usar.
O veículo abandonado foi identificado como sendo o utilizado pelos ocupantes da casa.


A ser isto tudo verdadeiro, presume-se que os ocupantes da viatura e inquilinos da casa, certos de estarem a praticar actos ilícitos, abandonaram carro e casa, temendo primeiro uma nova intercepção na estrada e depois um assalto das autoridades à residência e sequente captura, depois de estas relacionarem o veículo com a morada.
Incorreram num erro de estimativa e num erro de análise. O de estimativa foi de três dias e tal. O de análise foi julgarem que o carro conduziria a polícia à casa. A barreira a que escaparam encontrava-se, segundo as notícias, no caminho que serve a moradia.

O facto de não terem nem fechado a porta nem apagado a luz aponta para uma pressa desmedida e pouco consentânea com o sangue frio que se costuma atribuir a operacionais da ETA.

A não se tratar de uma reacção tal, então observa-se que tudo fizeram para chamar a atenção para a casa.
Mais, só colocando letreiros e sinais sonoros.

É uma história bizarra e parece que, mais uma vez, muito mal contada.
Meio por meio

Temos portanto metade do país a escutar às portas da outra metade.
A metade que escuta fá-lo para mostrar que a metade escutada não tem classe.
Concedo: há uma meia-dúzia restante que já se desligou da paisagem e da companhia.
Mascarada



Deve haver uma mascarada qualquer que me impede de aceder ao computador, à rede.
Não deve. Há.
Intermitente que é, mascarada que anda.