07/03/2011

Um quarto de século, de cabo a cabo


sobre carta do Instituto Hidrográfico

06/03/2011

Caracol


21:00 de 6 Mar. 2011
(combinação de carta sinóptica de previsão e imagem de satélite das páginas do IM)
Turner ou uma visão de Mombaim



Aqui a ver umas imagens na BBC de um fogo num dos bairros miseráveis de Mombaim quando, numa delas, me pareceu ver o pincel de Turner. Ou de outro que com ele pudesse ser confundido.
O resto foi uma utilização do ACD FotoCanvas, que é o programa a que há muito me afiz.
E, claro, a grande questão continua no ar.

05/03/2011

Espólio (31)


espólio Campos Vilhena, foto de MSS

Por estradas da ilha da Madeira, em 1951.

04/03/2011

Entre-os-Rios


Fotografia da JAE em capa de livreto (seta minha).

Não há muitos qualificativos para descrever um caso em que morreram cinquenta e nove pessoas, de mais de metade das quais provavelmente nunca mais se verá o corpo.
Já foi sobre o assunto e as suas causas dita muita coisa.
Direi que tudo se resumiu à nossa incúria nacional que só a espaços é contrariada. Foi-o curiosamente, no caso das pontes, durante muitos anos.
Direi que para tudo contribuiu a nossa desorganização nacional que só de vez em quando é posta na ordem. Desorganização que levou ao ponto de se ter agora lá duas pontes em vez de uma. Como se os mortos fossem ressarcidos por tal.
Direi ainda que para o desfecho não vejo que se possa esquecer o desmembramento então recente da J.A.E. e as consequências que tal desmembramento (foi de facto uma extinção) acarretou.

Nessa noite de domingo, já estava em modo rádio para acalentar o sono quando a notícia saiu do aparelho como uma mera informação de trânsito.
Levantei-me da cama e fui ver o que diziam as televisões – a SIC N era muito recente, tinha menos de dois meses – e lá tive uma noção do que tinha sucedido.
E com essa noção, uma estranha sensação me percorreu. Coisa pessoal e intransmissível.

Jorge Coelho, goste-se ou não da personagem, ache-se o que se achar sobre a sua capacidade, era provavelmente o menos responsável pelo que aconteceu. Mas era o que estava na altura em funções. Fez o que devia.
Da cópia de asneiras que se disse então, começando por aqueles que sabiam que a ponte ia cair, não vale a pena falar.

Único mapa que conheci que mostrava a ausência da ponte:


© Guia Turístico do Norte, 2002

01/03/2011

Doutores

Já aqui escrevi sobre os licenciados de segunda, de terceira e de quarta classe.
Toda a gente sabe que há ene cursos em que a exigência intelectual dos discentes está abaixo da média de qualquer paragem de autocarro em dia de chuva.
Donde, não espanta que uma licenciatura em qualquer bizarria não conduza a nada. A emprego algum, a utilidade alguma.
Faz-se em certa escola um curso que para nada serve. Admitem-se alunos incapazes de juntar duas ideias. E depois espera-se que haja emprego para todos.
No mundo de doidos em que vivemos ainda há cursos que propiciam trabalho adequado a todos os que os concluem.
Não formam é imbecis.

27/02/2011

Treze anos depois

Aquilo a que alguns insistem em chamar justiça não pode, não consegue, passar uma semana sem nos dar a ideia de que não há uma única célula pensante em grande parte do organismo que lhe dá corpo.
Será possível que ainda toque mais fundo?

26/02/2011

Três em um

Já não sei o que diga sobre o Sporting.
De repente, onde havia três pessoas a trabalhar – Couceiro, Costinha e Paulo Sérgio – há uma só. Aquela que disse que não iria treinar o Sporting. Está a fazê-lo, ainda que interinamente.
Em três dias, comunica à CMVM uma coisa e o seu contrário.
É melhor evitar o assunto, doravante.
Salários

Uma das razões aduzidas para pagarmos copiosos salários aos funcionários superiores das empresas públicas e afins é a de só assim conseguirem elas atrair os melhores quadros.
Como perguntaria o labrego à mulher que pintava os olhos: “Então por que é que não atraem?”
Por que é que há por lá tanta mediocridade encartada?

25/02/2011

Esta rua não existe



Ao contrário de outras.
Ele também há as ruas projectadas. Que do projecto passaram à existência, mas não lograram ser existentes.

24/02/2011

Encenador


imagens da AFP (colhida aqui) e da televisão líbia, via BBC

Há qualquer coisa de verdadeiramente excepcional nos enquadramentos em que Kadhafi fez as suas últimas declarações.
Quer as da porta da camioneta1, de chapéu de chuva aberto, quer as do palácio bombardeado em que aparecia no centro alto.
Quero crer que quer na primeira circunstância por mero acaso, quer na segunda, mais por simbolismo que por encenação, com uma grande dose de improviso cenográfico, tudo resultou de forma a transmitir, pelo menos a mim, uma expressão plástica de fino recorte.

Numa altura em que a imolação de um pobre desonrado parece ter acendido um rastilho ligado a variados barris de pólvora – há quem os diga de petróleo – custa-me mais do que nunca ouvir os que têm explicações para a História e os que sabem exactamente o que vai acontecer a seguir.

Quantos mortos fez uma certa bela disparada em Sarajevo, vai para cem anos?

1 alertado por Luís Bonifácio, verifiquei que era um rotundo disparate chamar camioneta a um carrinho de golfe. A chave encontrei-a aqui.

23/02/2011

O número de eleitor



Foi dito que o número de eleitor deixará de existir.
Que a haver um número necessário à organização dos cadernos eleitorais e assembleias de voto esse número será o actual número de identificação civil (o do B.I. ou do C.C.).
Parece-me uma medida acertada.

Não sou capaz de julgar a necessidade que houve de criar aquele número, a seguir à revolução de 74.
O que se pode dizer é que funcionou bem.
E só quando começou a trapalhada da sua suposta eliminação é que deixou de funcionar. Por alguém ter convencido as pessoas que deixava de ser necessário ou até ter decidido, segundo algumas vozes, inutilizado o cartão de eleitor de pessoas que obtinham o cartão de cidadão.
Portanto, o número de eleitor (com cartão ou sem cartão) funcionou bem até que o eliminaram, na intenção ou no acto.

É claro que o número do B.I. é mais do que suficiente para encaminhar as pessoas para uma assembleia de voto.
É até muito simples criar uma regra expedita facilmente assimilável por toda a gente. E que funcione bem com a ordinária actualização dos cadernos eleitorais, permitindo que a esmagadora maioria dos eleitores não mude de mesa de voto, desde que não mude de residência. Que haja até menos gente a mudar de mesa do que com o sistema actual.
É à espera do que vai sair destas cabeças que estou agora.
Depois do que se passou nos últimos actos eleitorais e do facto de se ter percebido que nem quem tinha responsabilidades percebeu o que de facto aconteceu, não espero grande coisa.
A frase “ficando os cadernos eleitorais de cada assembleia de voto organizados segundo a ordem deste número [de identificação civil]” que aqui se pode ler, também não me inspira confiança alguma.

22/02/2011

Nos antípodas dos sismos de Christchurch, uma vez mais


Mapa do IGN de Espanha, dados do USGS dos EUA

um pouco mais a sul a zona dos epicentros, desta vez.

20/02/2011

À segunda, todos acertam

Amanhã de manhã, é ler os jornais para saber o resultado do Sporting – Benfica.

19/02/2011

Os simples

Os simples reclamavam que a GNR os não impedira, sequer os prevenira antes de atravessarem um lençol de água.
Uns achavam que por terem tracção às quatro rodas...
Outros reclamavam que os bombeiros não iam ajudá-los depois a tirar os carros, assim que se afogavam.
Diz o meu velho J.d’ que é de facto muito difícil educar um povo...