22/09/2022
21/09/2022
H2O
Há quem, já depois de velho, ainda acredite no Pai Natal, de resto uma criação bem espigada de uma marca de refrigerantes.
Do Pai Natal aos refrigerantes e dos refrigerantes à água, há quem acredite que vamos ter para sempre a torneira aberta do lado espanhol.
Outrora (vai para mais de 17 anos) escrevi por aqui o seguinte: “A agravar-se a falta de água, é lirismo puro contar com a água que vem de Espanha.”
As notícias destes últimos dias falam de manifestações em Espanha a reivindicar o fecho das torneiras. Não chova ele e veremos quanto tempo demorará até termos secos os rios que de lá vêm.
Há quem, já depois de velho, ainda acredite no Pai Natal, de resto uma criação bem espigada de uma marca de refrigerantes.
Do Pai Natal aos refrigerantes e dos refrigerantes à água, há quem acredite que vamos ter para sempre a torneira aberta do lado espanhol.
Outrora (vai para mais de 17 anos) escrevi por aqui o seguinte: “A agravar-se a falta de água, é lirismo puro contar com a água que vem de Espanha.”
As notícias destes últimos dias falam de manifestações em Espanha a reivindicar o fecho das torneiras. Não chova ele e veremos quanto tempo demorará até termos secos os rios que de lá vêm.
20/09/2022
Cemitério
A primeira e única pessoa a quem ouvi dizer que umas imagens de Izium mostravam um cemitério, ainda que improvisado – viam-se cruzes e nomes escritos em placas de madeira – foi o Maj.-Gen. Agostinho Costa.
Todos os outros que até então comentavam acriticamente aquelas imagens diziam tratar-se de umas valas comuns descobertas agora.
Não perceber o que se vê é um dos apanágios do jormalismo actual.
A primeira e única pessoa a quem ouvi dizer que umas imagens de Izium mostravam um cemitério, ainda que improvisado – viam-se cruzes e nomes escritos em placas de madeira – foi o Maj.-Gen. Agostinho Costa.
Todos os outros que até então comentavam acriticamente aquelas imagens diziam tratar-se de umas valas comuns descobertas agora.
Não perceber o que se vê é um dos apanágios do jormalismo actual.
18/09/2022
15/09/2022
Notícias do manicómio
Ouvi há pouco a Drª Manuela Ferreira Leite dizer que há um filme publicitário patrocinado pelo Estado que manda as pessoas correrem em sentido oposto ao da propagação de um fogo.
Como não tenho razão para duvidar da senhora, apenas me interrogo sobre o seguinte: Há ou não gente a quem este tipo de mensagens é destinada?
Se há, isto são mesmo notícias do manicómio. Se não há, é o habitual disparate das mentes despreparadas que comandam o país.
Ouvi há pouco a Drª Manuela Ferreira Leite dizer que há um filme publicitário patrocinado pelo Estado que manda as pessoas correrem em sentido oposto ao da propagação de um fogo.
Como não tenho razão para duvidar da senhora, apenas me interrogo sobre o seguinte: Há ou não gente a quem este tipo de mensagens é destinada?
Se há, isto são mesmo notícias do manicómio. Se não há, é o habitual disparate das mentes despreparadas que comandam o país.
14/09/2022
Elegia prosaica das tabernas
A assoberbante e cenográfica taberna da Malveira, ao pé da Estação e com o competente cheiro a cominhos, e a cave retumbante de petiscos do Sr. Manuel da Damaia.
Defuntas ambas.
Menção também para o Cartaxeiro em Caneças, que hoje nada tem de taberna.
E uma outra quase ao lado da Câmara de Sintra, que depois também deu em fina.
A assoberbante e cenográfica taberna da Malveira, ao pé da Estação e com o competente cheiro a cominhos, e a cave retumbante de petiscos do Sr. Manuel da Damaia.
Defuntas ambas.
Menção também para o Cartaxeiro em Caneças, que hoje nada tem de taberna.
E uma outra quase ao lado da Câmara de Sintra, que depois também deu em fina.
13/09/2022
Falta de autoridade
A falta de autoridade está bem patente no número de vezes em que o lixo social saca da pistola para resolver os seus conflitos.
Num país em que os cidadãos idóneos são fortemente desencorajados a não possuírem armas de defesa pessoal.
Já fui testemunha ocular de uma dessas situações.
A falta de autoridade está bem patente no número de vezes em que o lixo social saca da pistola para resolver os seus conflitos.
Num país em que os cidadãos idóneos são fortemente desencorajados a não possuírem armas de defesa pessoal.
Já fui testemunha ocular de uma dessas situações.
Godard
Talvez tenha sido o realizador que mais me encheu as medidas.
https://mubi.com/it/films/weekend
Talvez tenha sido o realizador que mais me encheu as medidas.
https://mubi.com/it/films/weekend
12/09/2022
PM
O PM Costa não pôde continuar com a sua lenga-lenga e admitiu até a impossibilidade de comportar aumentos de pensões de acordo com a inflação, pelo que os pensionistas perderão poder de compra.
Ninguém disse que as pensões de 2024 seriam nominalmente inferiores às de 2023. O PM Costa é que num acesso disse que o disse, como que reagindo a tal afirmação.
O PM Costa não pôde continuar com a sua lenga-lenga e admitiu até a impossibilidade de comportar aumentos de pensões de acordo com a inflação, pelo que os pensionistas perderão poder de compra.
Ninguém disse que as pensões de 2024 seriam nominalmente inferiores às de 2023. O PM Costa é que num acesso disse que o disse, como que reagindo a tal afirmação.
11/09/2022
Especialista
“Primeira-Ministra, aqui no caso First Minister e não Primeira-Ministra como em Portugal” – foi assim que um especialista se referiu a Nicola Sturgeon, da Escócia.
O especialista tem é dificuldades em alinhar raciocínio quando a tradução de duas expressões diferentes (Prime Minister e First Minister) resulta numa só expressão. Espalhou-se ao comprido. E é especialista. De televisão.
“Primeira-Ministra, aqui no caso First Minister e não Primeira-Ministra como em Portugal” – foi assim que um especialista se referiu a Nicola Sturgeon, da Escócia.
O especialista tem é dificuldades em alinhar raciocínio quando a tradução de duas expressões diferentes (Prime Minister e First Minister) resulta numa só expressão. Espalhou-se ao comprido. E é especialista. De televisão.
10/09/2022
Jornalismo infantil
Uma prova mais de que as redacções estão entregues a miúdos, por isso sem memória, mas também sem raciocínio, é o conjunto do alarido e das estapafúrdias considerações que foram feitas acerca da mudança da efígie real nas notas e moedas de libra esterlina e na letra do hino, como se fossem situações inéditas e anormais.
Prova essa que foi uma pequena parte do chorrilho de disparates ouvidos e lidos a propósito da morte de Isabel II.
Uma prova mais de que as redacções estão entregues a miúdos, por isso sem memória, mas também sem raciocínio, é o conjunto do alarido e das estapafúrdias considerações que foram feitas acerca da mudança da efígie real nas notas e moedas de libra esterlina e na letra do hino, como se fossem situações inéditas e anormais.
Prova essa que foi uma pequena parte do chorrilho de disparates ouvidos e lidos a propósito da morte de Isabel II.
08/09/2022
Danielle, o furacão
Será que o dito traz chuva lá para segunda-feira?
Passaria a ser bendito.
imagem em https://www.nhc.noaa.gov/graphics_at5.shtml?start#contents
Será que o dito traz chuva lá para segunda-feira?
Passaria a ser bendito.
imagem em https://www.nhc.noaa.gov/graphics_at5.shtml?start#contents
07/09/2022
Duzentos anos após o cisma
Dos portugueses transatlânticos e cisatlânticos.
imagem do acervo do Museu Paulista, via Wikipedia
Dos portugueses transatlânticos e cisatlânticos.
imagem do acervo do Museu Paulista, via Wikipedia
06/09/2022
04/09/2022
Alterações climáticas
Já aqui escrevi que a campanha contra as alterações climáticas é destinada aos destituídos de memória, que acreditam sempre que o último verão foi o pior de sempre, meça-se lá isso como se medir, e que acreditam também que o clima, até lá à data que os gurus estabeleceram, foi sempre coisa estável, uniforme. Daí para a frente, esteve e está sujeito a alterações. Nunca existiram assim glaciações nem aquecimentos.
Essa campanha, torta que é, apontada que está aos simples, tem um único mérito: ao fazer um bolo argumentativo em que tudo causa alterações climáticas – os simples vêem nas televisões as mais diversas catástrofes causadas pelos elementos, incluindo terramotos, avalanchas, erosão costeira, como nunca viram e são instruídos a favor da causa. A densidade informativa é tal que tudo surge como um cúmulo. Tem um mérito, dizia, é que enviesadamente alerta para os verdadeiros problemas com que a humanidade se debate: o excesso de população e consequentes exaustão de recursos, poluição ambiental e natural aumento da temperatura do ar nos locais onde se acumulam a cada momento mais seres humanos e mais obstáculos existem à irradiação.
Aí, sim, reside o escolho que temos que ultrapassar, encontrando e colonizando o tal planeta B a tempo e horas ou reduzindo drasticamente a população da ecúmena e reduzindo assim o desgaste que inflingimos ao planeta.
A Natureza talvez nos exclua da equação se não atalharmos caminho. Quanto ao clima, nunca foi inalterável.
Já aqui escrevi que a campanha contra as alterações climáticas é destinada aos destituídos de memória, que acreditam sempre que o último verão foi o pior de sempre, meça-se lá isso como se medir, e que acreditam também que o clima, até lá à data que os gurus estabeleceram, foi sempre coisa estável, uniforme. Daí para a frente, esteve e está sujeito a alterações. Nunca existiram assim glaciações nem aquecimentos.
Essa campanha, torta que é, apontada que está aos simples, tem um único mérito: ao fazer um bolo argumentativo em que tudo causa alterações climáticas – os simples vêem nas televisões as mais diversas catástrofes causadas pelos elementos, incluindo terramotos, avalanchas, erosão costeira, como nunca viram e são instruídos a favor da causa. A densidade informativa é tal que tudo surge como um cúmulo. Tem um mérito, dizia, é que enviesadamente alerta para os verdadeiros problemas com que a humanidade se debate: o excesso de população e consequentes exaustão de recursos, poluição ambiental e natural aumento da temperatura do ar nos locais onde se acumulam a cada momento mais seres humanos e mais obstáculos existem à irradiação.
Aí, sim, reside o escolho que temos que ultrapassar, encontrando e colonizando o tal planeta B a tempo e horas ou reduzindo drasticamente a população da ecúmena e reduzindo assim o desgaste que inflingimos ao planeta.
A Natureza talvez nos exclua da equação se não atalharmos caminho. Quanto ao clima, nunca foi inalterável.
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