A cultura barac bac bac
Dizia lá pelo final da década de 70 um velho amigo: "barac bac bac é a fala dos porcos".
Desde esse tempo que esta sentença é uma espécie de leitmotiv para mim. Uso-a amiúde e sem grande moderação a propósito de tudo e mais alguma coisa.
Vejo, ainda assim, que há uma certa razão em fazê-lo, já que da paisagem que me rodeia me chegam a todo o tempo grunhidos, guinchos e arrancos da nutrida vara que nos disputa o território.
13/12/2023
12/12/2023
08/12/2023
Logotipo da administração
A necessidade de mudar é um mistério. O desenho é primário. O arrazoado é primário, denotando o já habitual coitadinhismo que tem um medo medonho de trilhar bizarras susceptibilidades.
“A referência matricial da nova imagem do Governo da República Portuguesa é a bandeira nacional. Nas suas cores dominantes e na sua geometria elementar são encontrados os argumentos visuais identitários que se articulam agora de forma mais sintética, diferenciada e adaptável às condições da comunicação digital.”
“O que se propõe não constitui o redesenho da bandeira, instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910 e devidamente consagrada na Constituição da República Portuguesa como símbolo de soberania, independência, unidade e integridade. Não interfere, portanto, com o seu estatuto, dignidade ou representatividade.”
“O que se apresenta no contexto desta orientação estratégica é um símbolo novo e distinto, representativo do Governo da República Portuguesa, que responde de forma mais eficaz aos novos contextos, determinados pela sofisticação da comunicação digital e dinâmica e por uma consciência ecológica reforçada.”
” Através da síntese formal, a nova imagem afirma-se também inclusiva, plural e laica.”
(do “Manual de aplicação da identidade visual” do Governo)
Nota: o anterior também não era grande espingarda. Tendo a nação portuguesa uma imagem simbólica forte e consagrada como a que aqui se mostra, que necessidade há de invenções despropositadas?
A necessidade de mudar é um mistério. O desenho é primário. O arrazoado é primário, denotando o já habitual coitadinhismo que tem um medo medonho de trilhar bizarras susceptibilidades.
“A referência matricial da nova imagem do Governo da República Portuguesa é a bandeira nacional. Nas suas cores dominantes e na sua geometria elementar são encontrados os argumentos visuais identitários que se articulam agora de forma mais sintética, diferenciada e adaptável às condições da comunicação digital.”
“O que se propõe não constitui o redesenho da bandeira, instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910 e devidamente consagrada na Constituição da República Portuguesa como símbolo de soberania, independência, unidade e integridade. Não interfere, portanto, com o seu estatuto, dignidade ou representatividade.”
“O que se apresenta no contexto desta orientação estratégica é um símbolo novo e distinto, representativo do Governo da República Portuguesa, que responde de forma mais eficaz aos novos contextos, determinados pela sofisticação da comunicação digital e dinâmica e por uma consciência ecológica reforçada.”
” Através da síntese formal, a nova imagem afirma-se também inclusiva, plural e laica.”
(do “Manual de aplicação da identidade visual” do Governo)
Nota: o anterior também não era grande espingarda. Tendo a nação portuguesa uma imagem simbólica forte e consagrada como a que aqui se mostra, que necessidade há de invenções despropositadas?
06/12/2023
Baliza a baliza
"Parece que andaram a jogar à bola e um deles foi eliminado." - aqui há um mês.
E o outro saiu lesionado. Vai terminar a época com limitações.
"Parece que andaram a jogar à bola e um deles foi eliminado." - aqui há um mês.
E o outro saiu lesionado. Vai terminar a época com limitações.
01/12/2023
30/11/2023
Bérlim
Em outros tempos, a dificuldade de conciliar os topónimos consagrados na língua portuguesa com o adquirido no estrangeiro era uma particularidade dos desgraçados que haviam emigrado e que não tinham tido oportunidade de se instruir.
Hoje, temos os carimbados e certificados das escolas de jornalismo a pronunciar Bérlim.
Há tempo houve até um que disse na mesma frase que a ponte Eiffél em Viana do Castelo tinha sido projectada por Gustave Éiffel. É esta tropa fandanga que nos serve as notícias.
Em outros tempos, a dificuldade de conciliar os topónimos consagrados na língua portuguesa com o adquirido no estrangeiro era uma particularidade dos desgraçados que haviam emigrado e que não tinham tido oportunidade de se instruir.
Hoje, temos os carimbados e certificados das escolas de jornalismo a pronunciar Bérlim.
Há tempo houve até um que disse na mesma frase que a ponte Eiffél em Viana do Castelo tinha sido projectada por Gustave Éiffel. É esta tropa fandanga que nos serve as notícias.
29/11/2023
28/11/2023
26/11/2023
24/11/2023
23/11/2023
Falta de tarola*
As agremiações politicamente correctas vão sendo pouco a pouco apeadas do poder enquanto se dizem surpreendidas pelo avanço daquilo a que elas chamam extrema-direita (extrema-direita é o nome do tapete para debaixo do qual varrem tudo aquilo que se lhes opõe).
Não alcançam que o problema-mor que as destitui é a sua completa e contínua negação das evidências. E a promoção de aberrações.
* tarola - na minha avoenga noção é sinónimo de juízo, bom senso, razão, acerto.
As agremiações politicamente correctas vão sendo pouco a pouco apeadas do poder enquanto se dizem surpreendidas pelo avanço daquilo a que elas chamam extrema-direita (extrema-direita é o nome do tapete para debaixo do qual varrem tudo aquilo que se lhes opõe).
Não alcançam que o problema-mor que as destitui é a sua completa e contínua negação das evidências. E a promoção de aberrações.
* tarola - na minha avoenga noção é sinónimo de juízo, bom senso, razão, acerto.
22/11/2023
21/11/2023
Rol de mortos
A automatização da rede e o meu acordo tácito promovem as notificações depois de ter consultado o rol de mortos lá da vila.
Recebo avisos discretos, silenciosos. A forma como chegam, com a fotografia dos falecidos a emergir, conheci, não conheci, é no mínimo perturbadora.
Longe da vila, vi recentemente desvelar-se a imagem de um velho amigo.
Surpresas destas...
A automatização da rede e o meu acordo tácito promovem as notificações depois de ter consultado o rol de mortos lá da vila.
Recebo avisos discretos, silenciosos. A forma como chegam, com a fotografia dos falecidos a emergir, conheci, não conheci, é no mínimo perturbadora.
Longe da vila, vi recentemente desvelar-se a imagem de um velho amigo.
Surpresas destas...
20/11/2023
Os simples
Os simples estiveram ontem na minha atenção: a boçalidade, a chico-esperteza e a emoção epidérmica mostraram-se em todo o seu esplendor em directos e em diferidos numa tragicomédia em canal de televisão popular.
Já no estúdio apareceram os mesmos simples, mas encartados e certificados, a tecer esdrúxulas considerações com o ar supostamente grave que lhes é característico.
Todo um espectáculo popularucho que também faz parte da aprendizagem diária.
Os simples estiveram ontem na minha atenção: a boçalidade, a chico-esperteza e a emoção epidérmica mostraram-se em todo o seu esplendor em directos e em diferidos numa tragicomédia em canal de televisão popular.
Já no estúdio apareceram os mesmos simples, mas encartados e certificados, a tecer esdrúxulas considerações com o ar supostamente grave que lhes é característico.
Todo um espectáculo popularucho que também faz parte da aprendizagem diária.
19/11/2023
Dobragem
Já não é a primeira vez que voz e rosto femininos combinados numa dobragem me deixam encantado.
Esta senhora que julgo francesa a falar em português num anúncio da Citroën tem esse efeito.
Já não é a primeira vez que voz e rosto femininos combinados numa dobragem me deixam encantado.
Esta senhora que julgo francesa a falar em português num anúncio da Citroën tem esse efeito.
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