16/08/2025
15/08/2025
14/08/2025
E não está limpo!
O jornalista, perfeitamente formatado pelo politicamente correcto, indigna-se: “E não está limpo!” – referindo-se à beira do caminho vicinal que tem vegetação arbustiva e vai ardendo.
Sairá daqui e irá para outro lado qualquer proclamando que “não está limpo”.
O povo revolta-se porque “não está limpo”.
O jornalista, perfeitamente formatado pelo politicamente correcto, indigna-se: “E não está limpo!” – referindo-se à beira do caminho vicinal que tem vegetação arbustiva e vai ardendo.
Sairá daqui e irá para outro lado qualquer proclamando que “não está limpo”.
O povo revolta-se porque “não está limpo”.
Aljubarrota, 640 anos
O mito das mais antigas fronteiras da Europa continental ignora a ocupação de Olivença.
A relação com Espanha não é má e péssimo seria se ficássemos bloqueados por terra, mercê de um qualquer conflito.
Só falta que Espanha devolva aquele território. Sem mas nem meios mas.
Jean of Wavrin, "Anciennes et nouvelles chroniques d'Angleterre", British Library archive - Royal 14 E. IV, f.204
O mito das mais antigas fronteiras da Europa continental ignora a ocupação de Olivença.
A relação com Espanha não é má e péssimo seria se ficássemos bloqueados por terra, mercê de um qualquer conflito.
Só falta que Espanha devolva aquele território. Sem mas nem meios mas.
Jean of Wavrin, "Anciennes et nouvelles chroniques d'Angleterre", British Library archive - Royal 14 E. IV, f.204
13/08/2025
12/08/2025
11/08/2025
Propaganda
Com tanta propaganda que se faz para amedrontar o povo, não há quem se lembre de avisar o mesmo povo de que de nada serve combater um fogo violento com baldes de água ou mangueiras de rega.
Todos os dias nestas alturas vemos esse patético espectáculo.
Isso também demonstra a alienação das mentes, a incapacidade de usar o instinto básico na luta pela sobrevivência. Que parecia ser coisa só de urbanos.
Com tanta propaganda que se faz para amedrontar o povo, não há quem se lembre de avisar o mesmo povo de que de nada serve combater um fogo violento com baldes de água ou mangueiras de rega.
Todos os dias nestas alturas vemos esse patético espectáculo.
Isso também demonstra a alienação das mentes, a incapacidade de usar o instinto básico na luta pela sobrevivência. Que parecia ser coisa só de urbanos.
Empatia
Para uma indeterminada faixa da sociedade empatia é sinónimo de inteligência.
Se é verdade que a estupidez proporciona inúmeros equívocos que amiúde levam à antipatia, também é certo que com a inteligência convivem de perto o alheamento e a apatia em relação aos semelhantes.
Querer que inteligência e empatia sejam sinónimos é uma crença. Do verbo crer.
Para uma indeterminada faixa da sociedade empatia é sinónimo de inteligência.
Se é verdade que a estupidez proporciona inúmeros equívocos que amiúde levam à antipatia, também é certo que com a inteligência convivem de perto o alheamento e a apatia em relação aos semelhantes.
Querer que inteligência e empatia sejam sinónimos é uma crença. Do verbo crer.
10/08/2025
O algoritmo bronco
Sem dúvida que a existência de um algoritmo que interpreta a escrita e dá de imediato sugestões a quem as pede é coisa de importância. Não se deve subestimar.
O problema com o algoritmo bronco que é posto ao dispor do público (vulgo AI ou IA) é que ainda é uma criança – está na infância da arte – e não tem consistência.
É um recurso útil em circunstâncias de somenos. Mas não passa disso.
Quanto às imagens que gera disparam em mim um efeito emético.
Sem dúvida que a existência de um algoritmo que interpreta a escrita e dá de imediato sugestões a quem as pede é coisa de importância. Não se deve subestimar.
O problema com o algoritmo bronco que é posto ao dispor do público (vulgo AI ou IA) é que ainda é uma criança – está na infância da arte – e não tem consistência.
É um recurso útil em circunstâncias de somenos. Mas não passa disso.
Quanto às imagens que gera disparam em mim um efeito emético.
08/08/2025
Baloiços, passadiços e gente sem cabeça
Portugal é um somatório de capelinhas governadas por gente sem cabeça que malbarata o dinheiro que é de todos.
Um dos sintomas que assim é, é a multiplicação de “ideias luminosas” que assola em ondas as diversas autarquias.
Foram os pavilhões multiusos que estão às moscas, as lindas rotundas (algumas delas justificavam-se, a grande maioria um disparate), as ciclovias onde ninguém circula, e mais recentemente os passadiços e os baloiços.
Como são básicos copiam-se uns aos outros porque se um faz, o outro tem que fazer. É esta a razão de tais surtos.
Já aqui escrevi sobre isso mas hoje socorro-me de outrem: vale a pena ler esta entrada no blogue “Diário de quem já não vai para novo”, destacada no Sapo.
Portugal é um somatório de capelinhas governadas por gente sem cabeça que malbarata o dinheiro que é de todos.
Um dos sintomas que assim é, é a multiplicação de “ideias luminosas” que assola em ondas as diversas autarquias.
Foram os pavilhões multiusos que estão às moscas, as lindas rotundas (algumas delas justificavam-se, a grande maioria um disparate), as ciclovias onde ninguém circula, e mais recentemente os passadiços e os baloiços.
Como são básicos copiam-se uns aos outros porque se um faz, o outro tem que fazer. É esta a razão de tais surtos.
Já aqui escrevi sobre isso mas hoje socorro-me de outrem: vale a pena ler esta entrada no blogue “Diário de quem já não vai para novo”, destacada no Sapo.
06/08/2025
05/08/2025
Éter sulfúrico*
Da minha reclusão de há cinco décadas e picos ficaram algumas recordações que não são desagradáveis.
Uma delas é o cheiro do éter etílico, usado frequentemente naquela época nos hospitais.
Um destes dias deu-me a nostalgia e lá fui comprar um pequeno frasco só para ter o gosto de o cheirar.
Podia ter-me dado para pior.
*sem enxofre, à laia de salvaguarda como é hoje de bom tom entre os aflitos.
Da minha reclusão de há cinco décadas e picos ficaram algumas recordações que não são desagradáveis.
Uma delas é o cheiro do éter etílico, usado frequentemente naquela época nos hospitais.
Um destes dias deu-me a nostalgia e lá fui comprar um pequeno frasco só para ter o gosto de o cheirar.
Podia ter-me dado para pior.
*sem enxofre, à laia de salvaguarda como é hoje de bom tom entre os aflitos.
04/08/2025
Borges
O homem parece-me muito fraquinho. Ainda assim completou o trabalho e ganhou duas competições.
O que não consigo entender é a tentação de mudar a táctica a uma equipa que ganha.
É porque tem outros jogadores?
É porque o treinador só sabe uma táctica?
É porque sim?
Não lhe auguro grande futuro em Alvalade.
Repare-se que esta tese (de ele não ter grande futuro) é a antítese de não mexer na equipa (no treinador) quando ela ganha.
O problema é que acho que vai deixar de ganhar.
O homem parece-me muito fraquinho. Ainda assim completou o trabalho e ganhou duas competições.
O que não consigo entender é a tentação de mudar a táctica a uma equipa que ganha.
É porque tem outros jogadores?
É porque o treinador só sabe uma táctica?
É porque sim?
Não lhe auguro grande futuro em Alvalade.
Repare-se que esta tese (de ele não ter grande futuro) é a antítese de não mexer na equipa (no treinador) quando ela ganha.
O problema é que acho que vai deixar de ganhar.
03/08/2025
O fogo
O fogo faz o que tem que fazer – arde.
O combustível que o alimenta é a coisa mais natural que existe. E o fogo é redentor. Liberta da carga que se vai acumulando.
Temos hoje mais notícia dos fogos que ocorrem. Temos hoje mais território sem ocupação que fica assim mais vulnerável ao fogo: nem há humanização da paisagem (que é assim mais natural – a discussão sobre o que é autóctone e o que o não é, é outro assunto) nem há agentes que o combatam no início e dêem o alerta.
Que arda o que tem que arder. Que se poupem as vidas humanas. As dos locais e as dos bombeiros que a eles acorrem.
Que não se faça disto uma tragédia e que se punam severamente os incendiários imputáveis.
Quanto aos inimputáveis, que sejam vigiados ou retidos nestas alturas.
Quanto aos criminosos por negligência que tenham medo, muito medo das consequências.
E que os “especialistas” nos deixem em paz.
Escrevi quase o mesmo há 21 anos.
O fogo faz o que tem que fazer – arde.
O combustível que o alimenta é a coisa mais natural que existe. E o fogo é redentor. Liberta da carga que se vai acumulando.
Temos hoje mais notícia dos fogos que ocorrem. Temos hoje mais território sem ocupação que fica assim mais vulnerável ao fogo: nem há humanização da paisagem (que é assim mais natural – a discussão sobre o que é autóctone e o que o não é, é outro assunto) nem há agentes que o combatam no início e dêem o alerta.
Que arda o que tem que arder. Que se poupem as vidas humanas. As dos locais e as dos bombeiros que a eles acorrem.
Que não se faça disto uma tragédia e que se punam severamente os incendiários imputáveis.
Quanto aos inimputáveis, que sejam vigiados ou retidos nestas alturas.
Quanto aos criminosos por negligência que tenham medo, muito medo das consequências.
E que os “especialistas” nos deixem em paz.
Escrevi quase o mesmo há 21 anos.
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