Jotismo
Quando aparece uma jovem figura cheia de tiques de jotismo, aperfeiçoados numa qualquer universidade de Verão, e que remetem para o palavreado da moda, para o politicamente correcto, pergunto-me sempre se tal mentecapto tem audiência e recepção. Se os marqueteiros que o instruíram têm noção dos alvos a que apontam.
Como diria o velho C., do alto da sua ingenuidade, tenho "benefícios de dúvida".
07/08/2026
03/08/2026
Congelar a História
Não falta quem queira congelar a História, quer no tempo presente quer algures no passado. Em regra não é gente capaz de a congelar num futuro qualquer. Isto a propósito dos marcos que se usam para legitimar esta ou aquela pretensão.
Temos direito a este território porque...
Mas afinal: Quem nunca quis congelar a História naquele exacto momento...?
Não falta quem queira congelar a História, quer no tempo presente quer algures no passado. Em regra não é gente capaz de a congelar num futuro qualquer. Isto a propósito dos marcos que se usam para legitimar esta ou aquela pretensão.
Temos direito a este território porque...
Mas afinal: Quem nunca quis congelar a História naquele exacto momento...?
01/08/2026
Perder a tramontana
Na actual situação política as medidas mais estúpidas que não lembram ao Capeta são aparentemente postas em prática – são anunciadas – para apaziguamento dos pobres de espírito.
É este o calibre dos estadistas que temos.
Um episódio mal contado e muito mal percebido pela generalidade dos jornalistas [uma notícia num canal de televisão dava conta de que alguém (uma família?) teria nadado 5km para fazer a travessia] dá origem a um alarido e a um arraial próprios da época estival.
Na actual situação política as medidas mais estúpidas que não lembram ao Capeta são aparentemente postas em prática – são anunciadas – para apaziguamento dos pobres de espírito.
É este o calibre dos estadistas que temos.
Um episódio mal contado e muito mal percebido pela generalidade dos jornalistas [uma notícia num canal de televisão dava conta de que alguém (uma família?) teria nadado 5km para fazer a travessia] dá origem a um alarido e a um arraial próprios da época estival.
31/07/2026
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 32
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Irracionais
São sempre os seres mais irracionais e dados à ilógica temperamental e sectária, que reclamam racionalidade e sentido nas acções de terceiros.
Não conseguem resolver um problema recorrendo à lógica mais primária mas reclamam dos outros a perfeição.
Os simples, encartados, certificados, diplomados e carimbados.
São sempre os seres mais irracionais e dados à ilógica temperamental e sectária, que reclamam racionalidade e sentido nas acções de terceiros.
Não conseguem resolver um problema recorrendo à lógica mais primária mas reclamam dos outros a perfeição.
Os simples, encartados, certificados, diplomados e carimbados.
29/07/2026
Imortal
Um destes dias, até sei o dia certo, fui apanhado por Mr. Street View a adentrar uma casa.
Enquanto a imortalidade durar, e na internet ela parece ser tão efémera; enquanto o Street View estiver por aí e suscitar a curiosidade de meia-dúzia de historiadores, estarei presente. De costas.
(este blogue anda meio feicebuquiano)
Um destes dias, até sei o dia certo, fui apanhado por Mr. Street View a adentrar uma casa.
Enquanto a imortalidade durar, e na internet ela parece ser tão efémera; enquanto o Street View estiver por aí e suscitar a curiosidade de meia-dúzia de historiadores, estarei presente. De costas.
(este blogue anda meio feicebuquiano)
28/07/2026
Luís Neves
Eu até era daqueles que achava Luís Neves um tipo capaz de corresponder às suas atribuições e responsabilidades.
Uma coisa se verificou: Luís Neves avaliou mal a plêiade de falsos amigos que deixou na PJ. E que lhe conheciam as fragilidades.
Entretanto, verifica-se também um receio de escrutinar e criticar o comportamento dele por parte das forças políticas do costume que são o anverso e o reverso da mesma medalha. Isto suscita um rol de dúvidas sobre rabos-de-palha de uma série de gente mergulhada no lamaçal da política portuguesa.
Aguardam-se os próximos capítulos.
Eu até era daqueles que achava Luís Neves um tipo capaz de corresponder às suas atribuições e responsabilidades.
Uma coisa se verificou: Luís Neves avaliou mal a plêiade de falsos amigos que deixou na PJ. E que lhe conheciam as fragilidades.
Entretanto, verifica-se também um receio de escrutinar e criticar o comportamento dele por parte das forças políticas do costume que são o anverso e o reverso da mesma medalha. Isto suscita um rol de dúvidas sobre rabos-de-palha de uma série de gente mergulhada no lamaçal da política portuguesa.
Aguardam-se os próximos capítulos.
27/07/2026
26/07/2026
Tour
Há coisas que evoluem para melhor. É o caso da etapa final do Tour que ganhou novo viço.
Este ano foi bom. O ano passado foi inesquecível.
Há coisas que evoluem para melhor. É o caso da etapa final do Tour que ganhou novo viço.
Este ano foi bom. O ano passado foi inesquecível.
24/07/2026
22/07/2026
Recurso
E depois há uma turba de tontinhos que acham que os recursos para a reclassificação dos exames são caros.
Os mesmos que acham que se deve recorrer só porque não se gostou da nota.
A geração mais bem preparada de sempre...
E depois há uma turba de tontinhos que acham que os recursos para a reclassificação dos exames são caros.
Os mesmos que acham que se deve recorrer só porque não se gostou da nota.
A geração mais bem preparada de sempre...
Cash flow
Temos o péssimo hábito de gastar dinheiro em inutilidades perecíveis.
A ideia que fica é que é preciso fazer circular o dinheiro dos contribuintes de preferência com passagem pelos bolsos dos amigalhaços.
Assim se fizeram rotundas onde não eram necessárias, pavilhões multiusos onde não entra ninguém, ciclovias para termos os ciclistas na estrada ao lado, passadiços que a breve trecho estarão a cair de podres, baloiços idem.
Tudo isto porque o vizinho fez e nós também temos amigalhaços que pagam jantares e charutos.
É um país dirigido por pobres de espírito que se entretêm com negociatas destas. As mais das vezes sem proveito para os próprios. A tal história – a estupidez faz mais dano do que a cupidez.
Temos o péssimo hábito de gastar dinheiro em inutilidades perecíveis.
A ideia que fica é que é preciso fazer circular o dinheiro dos contribuintes de preferência com passagem pelos bolsos dos amigalhaços.
Assim se fizeram rotundas onde não eram necessárias, pavilhões multiusos onde não entra ninguém, ciclovias para termos os ciclistas na estrada ao lado, passadiços que a breve trecho estarão a cair de podres, baloiços idem.
Tudo isto porque o vizinho fez e nós também temos amigalhaços que pagam jantares e charutos.
É um país dirigido por pobres de espírito que se entretêm com negociatas destas. As mais das vezes sem proveito para os próprios. A tal história – a estupidez faz mais dano do que a cupidez.
21/07/2026
20/07/2026
Pancada técnica
Ninguém me contou. Vi com estes que...
A máquina Volta mandava esperar pelo funcionário da loja.
Assim fizemos.
A senhora veio, após ter sido solicitada de novo, posto que se encontrava a distribuir melhor os produtos numa pequena prateleira, e lá abriu portas e portinholas com as competentes chaves.
A última foi a porta grande, em baixo, que dá acesso ao compartimento do vasilhame retornado. Desferiu um belo de um pontapé no conjunto, fechou a dita porta e prontes... caso resolvido!
Postal que circulava há anos por aí.
Ninguém me contou. Vi com estes que...
A máquina Volta mandava esperar pelo funcionário da loja.
Assim fizemos.
A senhora veio, após ter sido solicitada de novo, posto que se encontrava a distribuir melhor os produtos numa pequena prateleira, e lá abriu portas e portinholas com as competentes chaves.
A última foi a porta grande, em baixo, que dá acesso ao compartimento do vasilhame retornado. Desferiu um belo de um pontapé no conjunto, fechou a dita porta e prontes... caso resolvido!
Postal que circulava há anos por aí.
Infantilidade
Para além de todo o asneiral que o ministério da Educação fez o favor de oferecer aos alunos, há uma questão interessante: que raio de prejuízos para as férias das famílias foram causados por tal trapalhada?
A infantilidade com que se encara o mundo nesta geração agora a completar o ensino obrigatório é algo que espanta a minha geração, já aposentada.
A eterna clivagem. Nada de novo. Será que a imaturidade avança, geração após geração, tal como o deserto?
Para além de todo o asneiral que o ministério da Educação fez o favor de oferecer aos alunos, há uma questão interessante: que raio de prejuízos para as férias das famílias foram causados por tal trapalhada?
A infantilidade com que se encara o mundo nesta geração agora a completar o ensino obrigatório é algo que espanta a minha geração, já aposentada.
A eterna clivagem. Nada de novo. Será que a imaturidade avança, geração após geração, tal como o deserto?
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