A subsidência da inteligência
Discutir hoje com alguém ou melhor tentar explicar hoje a alguém algo de forma racional começa a tornar-se tarefa entediante e melindrosa. A quantidade de gente, incapaz de discorrer, que julga deter conhecimentos e saber usá-los é avassaladora. Pode até saber coisas mas não sabe como tratar e usar esse conhecimento.
Hoje, perante a imagem de um postal ilustrado de resto competentemente legendado, alguém me desmentia dizendo tratar-se de uma fotografia. Claro que era uma fotografia. Vá lá agora alguém dizer que da fotografia se fez um postal. Ilustrado com a dita. Inútil arguir.
23/09/2026
22/09/2026
Amedrontamento
O medo deve ter sido a grande constante de controlo social.
A não existir medo, campeia o caos.
Todavia, nos tempos correntes e no nosso mundo insufla-se a cada passo um medo sem sentido de catástrofes anunciadas, e não se propõe o medo justo, o de saber que não há impunidade, que toda a prática do mal traz consequências.
Não demando coerência à espécie humana num tempo em que já nem o instinto de sobrevivência parece ser o último reduto da dita coerência.
Nem me espanto. O que me acontece é não saber distinguir entre o meu envelhecimento e o envelhecimento social a que vou assistindo.
O medo deve ter sido a grande constante de controlo social.
A não existir medo, campeia o caos.
Todavia, nos tempos correntes e no nosso mundo insufla-se a cada passo um medo sem sentido de catástrofes anunciadas, e não se propõe o medo justo, o de saber que não há impunidade, que toda a prática do mal traz consequências.
Não demando coerência à espécie humana num tempo em que já nem o instinto de sobrevivência parece ser o último reduto da dita coerência.
Nem me espanto. O que me acontece é não saber distinguir entre o meu envelhecimento e o envelhecimento social a que vou assistindo.
20/09/2026
18/09/2026
16/09/2026
Albarroamento
Acho que deve ser assim que se escreve a palavra que, na boca de muitos jornalistas, surge inevitavelmente de cada vez que um comboio esbarra num veículo automóvel que não deveria estar onde estava.
Eles na verdade não a usam, usam o verbo respectivo.
Quando a ignorância se alia à estupidez...
Acho que deve ser assim que se escreve a palavra que, na boca de muitos jornalistas, surge inevitavelmente de cada vez que um comboio esbarra num veículo automóvel que não deveria estar onde estava.
Eles na verdade não a usam, usam o verbo respectivo.
Quando a ignorância se alia à estupidez...
15/09/2026
11/09/2026
08/09/2026
Comissões parlamentares de inquérito
Aos poucos e poucos, há quem vá percebendo o que é uma comissão parlamentar de inquérito.
Que serve sobretudo para os parlamentares se ouvirem a si próprios, como disse hoje um comentador na televisão. Um que acertou!
Aos poucos e poucos, há quem vá percebendo o que é uma comissão parlamentar de inquérito.
Que serve sobretudo para os parlamentares se ouvirem a si próprios, como disse hoje um comentador na televisão. Um que acertou!
05/09/2026
04/09/2026
Jornalismo
Eu não sei se o que esteve na base dos disparates lidos pelos locutores do costume, ditos jornalistas certificados e carimbados, foi esta notícia:
Talvez tenha sido.
O certo é que na RTP a coisa foi depois corrigida para “pior dos últimos 40 anos”, coincidência que leva a supor que alguém dotado de inteligência superior tresleu o que já seria uma bela de uma especulação: olhar para trás um milénio!
A nota da WMO nada refere sobre pragas de 1000 anos. Emprenharam noutro sítio qualquer, talvez no tal artigo.
Eu não sei se o que esteve na base dos disparates lidos pelos locutores do costume, ditos jornalistas certificados e carimbados, foi esta notícia:
Talvez tenha sido.
O certo é que na RTP a coisa foi depois corrigida para “pior dos últimos 40 anos”, coincidência que leva a supor que alguém dotado de inteligência superior tresleu o que já seria uma bela de uma especulação: olhar para trás um milénio!
A nota da WMO nada refere sobre pragas de 1000 anos. Emprenharam noutro sítio qualquer, talvez no tal artigo.
03/09/2026
Moedas
Se há pessoa cuja imagem se corrói a cada intervenção pública essa pessoa é Carlos Moedas.
Já deveria ter percebido isso.
Se há pessoa cuja imagem se corrói a cada intervenção pública essa pessoa é Carlos Moedas.
Já deveria ter percebido isso.
31/08/2026
Bagagens
A minha grande dificuldade na guerra onírica é a constante escassez de munições. Debato-me com ela a cada passo, a cada batalha. Não há meio de as ter em abundância seja qual for a circunstância, seja qual for o teatro.
No fim, quase sempre recorro a uma arma que dispara pregos ou tachas. Mas nem esses aparecem em quantidade.
imagem daqui
A minha grande dificuldade na guerra onírica é a constante escassez de munições. Debato-me com ela a cada passo, a cada batalha. Não há meio de as ter em abundância seja qual for a circunstância, seja qual for o teatro.
No fim, quase sempre recorro a uma arma que dispara pregos ou tachas. Mas nem esses aparecem em quantidade.
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