10/08/2007

Código de conduta do banhista

Três mil e setecentos anos depois. O código.
“Preserve os sons naturais. Evite o ruído.”
“Pratique desporto apenas nas áreas determinadas para o efeito. Não incomode, nem ponha em perigo a sua vida e a dos outros.”
Estes intrigantes parágrafos, pérolas nas mãos de juristas sedentos de interpretações dúplices, quase arremedam aqueloutro que diz:
“É vedado o acesso a quem penetrar nas áreas de acesso vedado.”



Dá-se o caso de o ter apanhado na companhia do meu velho J. d’, a quem ofereci um exemplar, relembrando que no nosso tempo uma publicação tal, investida da força da lei, estaria decerto sempre nos nossos bolsos, para o caso de ser necessário ler os direitos, digo os deveres a alguma.
O código de conduta do banhista da Câmara Municipal de Cascais tem no rosto um baldinho e uma pá.

09/08/2007

É publicidade, pois



clique na imagem, entre na página, preencha os dados - dê um número de telefone que possa atender, suponho que não trará grandes contratempos - e... já está!

08/08/2007

OVNI

Quando ouço aquela cretina pergunta do “acredita em OVNI?”, apesar de perceber que o que o perguntador quer saber é outra coisa, quer saber se o perguntado acredita que existam naves tripuladas por seres vivos oriundos de outros locais do Universo que, por vezes, dão as caras, apesar de saber isso, espero sempre que a resposta seja dada ao que foi perguntado.
E o que foi perguntado, como é óbvio, não tem resposta. Porque é uma pergunta destituída de sentido. E é pois essa a curiosidade que me povoa – como é que alguém responde a essa pergunta, mostrando elegantemente que não faz sentido algum formulá-la.
Ao perguntar-se a alguém se acredita em objectos voadores não identificados, há um pressuposto, deveria talvez escrever preconceito – levando a pergunta à letra – que todos os objectos voadores deveriam ser e são identificáveis e identificados, coisa que sabemos ser disparatada. E que só os crentes acreditariam que os há inidentificados.
Aplicando-se isto obviamente aos objectos voadores da mesma forma que se aplicaria aos rastejantes ou aos saltitantes bem como aos navegantes.
Não faz sentido porque todos os dias e a todas as horas há alguém que vê algo que não reconhece. E não precisa de ser crente para tal acontecer. Crente em quê, afinal? Na sua própria incapacidade de tudo (re)conhecer?
A mim, tocou-me numa noite de verão de 1979.
Já narrei aqui os sucessos dessa data, dizendo erradamente ser de Agosto. Mas foi de Julho.
E falhando no mês, admitia então que se tivesse tratado de um meteoro, já que datava a coisa do tempo mais intenso das Perseidas.
Não é de excluir mesmo assim que tenha sido tal.
A verdade é que eu não vi nada a voar.
Apenas vi uma luz muitíssimo intensa de origem desconhecida. Eu e mais uns quantos (registo de 15 de Julho de 1979 e tem música de fundo). Muitos quantos, pelos vistos.
Luz essa que até hoje está por identificar. E assim ficará.
Serei um crente?

07/08/2007

É a vida!



Há os que têm alguma coisa para dizer ou para mostrar.
E há os que mostram aquilo que os outros fizeram ou disseram.
É uma mentalidade servil e pouco equipada, para não dizer outra coisa. Claro que não têm culpa de ser assim. Foi assim que nasceram. A única coisa que podemos fazer é tentar pô-los em sentido. Pode ser que lhes sirva de alguma coisa.

Este indivíduo é reincidente. Da primeira vez, foi lesto a esconder a coisa quando se deu por ela e foi avisado. Infantil.

Agora, e mais uma vez pelo amigo Bic Laranja, fui alertado para uma recidiva.
Lá está esta foto minha, caçada aqui, no blogue dele, sem a menor indicação.
Para que vejam enquanto ele não a apaga.

Se repararem bem, no post anterior a este onde coloca a minha foto, indigna-se contra quem, segundo ele, não tem vergonha na cara.
É preciso acrescentar mais alguma coisa?
É a vida, não é?
Escaroupim, 2006

06/08/2007

À atenção do homem da quarta

No dia em que passaram 41 anos sobre a inauguração da 10ª ponte construída sobre o Tejo em território nacional, cumpre informar que


in "A ponte Salazar", GPST, Lx, Julho de 1966

para além de uma barragem já construída nesta época - Belver, 1952 - ainda se construíram mais uma outra barragem e quatro pontes até chegarmos à quarta travessia do homem, a saber:

Barragem do Fratel, 1973
Nova ponte Raínha Dona Amélia, 1987
Ponte de Alvega (acesso rodo-ferroviário à central do Pego), 1992
Ponte Vasco da Gama, 1998
Ponte Salgueiro Maia, 2000


Isto sem falar em pontes de barcas*, sobre as quais falarei a despropósito, como é meu timbre.


*e outras
Santa Estupidez: então não datei a Vasco da Gama de 1988?
Sobral de Monte Agraço, 2006

04/08/2007

Incentivo fiscal

Suponho que um incentivo de Vidal Fitas ou Manuel Zeferino será muito mas muito mais eficaz no controlo da natalidade do que um incentivo fiscal.
Eu disse controlo?
Tempo & resultado

Ainda há quem faça relatos da bola. E ainda há quem introduza o colega de reportagem com um sonoro e pausado “tempo e resultado?”
Soou-me bem.
Soou-me bem. A mim, que nunca fui de futebóis mas cheguei a ser de relatos. Nas épicas quartas-feiras europeias de depois de almoço à noite cerrada. Em que os sons roufenhos da bola em rádios ocasionais exerciam uma atracção a ponto do “quantos há?"
Soou-me bem, que foi golo do Sporting.
Soou-me bem, que algumas inflexões de voz do relator me fizeram lembrar o logro que eu não perdoava àqueles vizinhos de toldo que levavam o tijolo para ouvir o Benfica ou outro idêntico.
Era tiro e queda. Eles a ouvir um ramerrento relato e de repente, no rádio do lado, que era apenas um jornal megafonicamente enrolado, ouvia-se um vibrante golo, somando logo aquela pausa engasgável entre o golo – gooolo e o inevitável gooooooooooolo. Era vê-los a mexer no botanito, naquilo que hoje se celebraria como zapping. Na primeira jornada era fatal.
Vejo agora que indo por aqui vou dar a uma dupla de atacantes que dava pelos nomes de Carapau e Peixeiro.
É melhor deixar a parte d’”A Bola” para outro dia.
E.N. 22 - da costa ao mar



à falta d'água... desidrato!

03/08/2007

A Volta


imagem do site respectivo

Era por aqui que se me dava ver passar a caravana:

1ª etapa – Ponte sobre a ribeira do Vascão (ver percurso)
2ª etapa – Cruzamento de Alpalhão (ver percurso)
3ª etapa – Entroncamento do Terreiro das Bruxas (ver percurso)
4ª etapa – Curva da Ponte do Abade (ver percurso)
5ª etapa – Ponte dita da Caniçada - a que é sobre o rio Cávado (ver percurso)
6ª etapa – Ponte de Cavez (ver percurso)
7ª etapa – Ponte sobre o rio Sardoura (ver percurso)
8ª etapa – Ponte sobre o rio Águeda (ver percurso)
9ª etapa – Ponte das Três Entradas (ver percurso)

Mas é certo que não estarei por lá.
Lisboa, 1993

01/08/2007

A Zambujeira

Nunca fui um adepto da Zambujeira.
Ou melhor, nunca fui adepto da praia da Zambujeira.
A minha família materna passou lá férias antes da minha chegada mas já se tinham mudado há muito para Vila Nova.
Havia os amigos que por lá se detinham nos anos 60. E era lá e ao Porto Covo que íamos mais pelo marisco do que por outra coisa qualquer.
Suponho que, por junto e atacado, terei molhado os pés ao pé do Palheirão uma ou duas vezes. Não mais. Dizia-se que era um mar muito perigoso em comparação com os outros da zona.
Por falar em perigos, também me recordo de um acidente grave que por lá se deu com um autocarro de gente que ia ao 29. Na rampa da praia, nesse tempo um caminho de terra e areia. Terá perdido os travões, diziam. E lá foi parar ao fundo.
Depois houve a época do Clube da Praia. Anos 80. E as carradas que se traziam de volta.
Mas era só de noite que lá ia.
E resume-se a isso e a mais uns quantos episódios dignos de Rocambole a minha ligação a tal praça.
Assisti pois de longe à transformação do lugarejo que o meu Avô fotografou em 1932, podendo na foto contar-se, uma a uma, todas as casas, na actual estância de férias e em pólo de atracção festivaleiro.
Certo ano, ainda lá fui levar e buscar quem se atrevesse ao pó das canções. Vi de perto a grandiosidade da coisa. Com paragem no Encalho.
Estou a ficar velho. E gosto dos James, que me deixaram de um outro ano belas recordações.


(pormenor de foto publicada aqui)

Que Oeste será este? O do Alentejo, é certo que é!
Circulação arterial



Por via d’O Céu sobre Lisboa, deparei com esta actualização da página de história da JAE / IEP / EP.
Dois vídeos, um de 13 minutos, comentado e outro de 25 minutos, só com música de fundo.
A história da circulação arterial em Portugal continental desde 1927.
Valem bem a pena para quem gosta do tema. Pontes e estradas.


imagem da JAE

Pela parte que me toca, também lá revi parte da minha própria história.
E.N. 9, 2005

31/07/2007

Valorizações morais e ciência

Se a moral é qualquer coisa que varia com as sociedades e que emana valores que são mais ou menos partilhados, a ciência é, em todas as sociedades sem excepção, a busca do conhecimento. Ponto.
É com base nisto que não aceito que um cientista, qualquer que ele seja, introduza valores morais na argumentação científica.
Nisa, 2005

Ainda as sandalinhas

E eu que não sabia disto. Com vídeo de demonstração e tudo.