16/11/2007

Capri à beira da E.N. 10

Há qualquer coisa que me persegue e perseguirá neste quadro de Pousão.
Já o referi aqui algumas vezes.
Um destes dias, andando numa romagem pelos arredores de Setúbal, dei com este recanto.
Não foram só as figueiras-da-Índia que me evocaram Pousão. Parece não haver mais nada de comum, no entanto...

15/11/2007

Não há melhoras

A temperatura amêndoa*

Se me perguntarem, direi que a noite de ontem foi a primeira do ano (os anos começam depois da cortiça, toda a gente sabe) em que senti algum frio.
Já na de anteontem, eu e os companheiros gozávamos do ar tépido da meia-noite, em plena cidade de Lisboa.
Esse facto fez suscitar memórias. Que é curta, a da maioria. Que até omite o facto de haver verões de São Martinho.
À minha, veio por exemplo a da noite de 12 para 13 de Novembro de 1994. Quando em plena várzea do Sado (e se ela é fria) petiscávamos ao ar livre e à luz do petromax até quase de madrugada.
Veio também um certo natal dos anos 70, acho que o de 74. Em que nos sentávamos nos poiais do café, noite a dentro, gozando a mornice, falando de tempo de terramotos e tabaqueando a coisa.

Diz que há um aquecimento global.

Se me perguntarem, direi que no meu tempo de reparar nestas coisas, dou pelo escurecimento. Pode ser ilusório, pois que os dados que conheço parecem dizer que não é muito perceptível, mas é uma sensação que experimento.
Quanto ao aquecimento, não dou por ele.
Nos registos que compilei a partir da base de dados do INAG, também não dei por nada que pudesse ter algum tipo de significado.
Haverá quem tenha outros dados.


*A temperatura amêndoa é ( toda a gente sabe) a que se pode medir (ou a que mede um homem muito bem acompanhado) na maior parte (em uma que seja) das noites de verão ali onde a E.N. 241-1 entronca na E.N. 244. Há lá um sinal que demonstra isso mesmo.

14/11/2007

O debate público

Ainda estou à espera de ouvir o que pensa da localização do aeroporto o contínuo escolhido do Ministério determinado.
Esta coisa de as entidades e das empresas públicas se porem em bicos de pés a dar palpites sobre assuntos deste calibre, passando por cima e atropelando quem deve pronunciar-se, é o que me faz esperar. Ouvir o contínuo. Será porventura mais sensato.
E faz-me lembrar mais. Faz-me lembrar o chorrilho de asneiras que antecedeu e seguiu aquela frase “vamos pôr as gravuras a voar”.
Um tal quadro que foi bem patente na altura da decisão de Foz Coa – estávamos no final do cavaquisimo - e que agora volta a desenhar-se, apenas mostra uma coisa – falta de autoridade, desierarquização. Desgoverno.
Nada que me surpreenda, afinal.
Mostra, por outro lado, que vigora a versão televisiva e educada dos berros das regateiras que chamavam a atenção do burgo para o que lhes parecia mal. Vigora e obtém resultados.
Lisboa, 1993

13/11/2007

Isto dos acidentes

O homem chamou-me como sempre da montra, entre a carrinha cinzenta e o carrão preto. Ambos naturalmente metalizados.
E chamou-me com um ar preocupado.
Lá me dirigi ao stand e imediatamente se revelou a urgência dele em recolher o meu parecer, dado que figuro, muito erradamente embora, como entendido na matéria, aos seus olhos.
Lá dobrámos a esquina do supermercado e descemos a rampa da oficina.
Desta vez o carro em questão era um Daewoo Matiz ou equivalente. Claro que era cinzento metalizado.
Estava todo escaqueirado a estibordo.
O homem olhava para os estragos e dizia-me:
Ela diz-me que isto foi defeito do computador. Que ia a andar normalmente em recta quando o carro começou a atravessar-se e a andar de lado.
Bateu mais à frente num que estava parado.
O que é que tu achas? Achas que o computador pode ter causado isto?
Eu estava céptico. Apesar de saber assim em sonhos que quando os computadores querem ou quando por outro lado falham, as surpresas são inúmeras.
Encolhi os ombros e disse-lhe que não fazia ideia. Mas que podia bem ser uma maneira airosa de ela se sair ainda mais airosamente de um acidente tal, visto o carro estar na garantia. E perguntei-lhe que tipo de ela era ela.
Ele não me respondeu.
Estavámos quase silentemente entendidos quanto à causa deste e de todos os outros acidentes com elas do tipo dela ao volante, pensava eu, quando ele me fez um gesto chamando-me para observar a dianteira do carro.
Estava igualmente amachucada.
Encolheu agora ele os ombros e disse-me:
O computador não deve estar mesmo bom. Isto fui eu que bati há bocado quando o fui experimentar.


imagem roubada aqui e amachucada devido ao computador

11/11/2007

Três-a-ó

É muito desagradável perceber que o Sporting é facilmente derrotável.
É, pelo menos, essa a imagem que dá há algum tempo, tal é a fragilidade do seu jogo.


sei lá eu de onde veio este gif

Viva o Sporting!
O herdeiro mínimo

Tornei-me hoje herdeiro de um extinto clube cultural e desportivo dos trabalhadores de um igualmente extinto organismo público.
Uma herança mínima – meia dúzia de livros com cheiro a bafio, destinados ao lixo.
Mas ainda assim uma herança. Livresca. Mais uma.
Se a A.S.A.E. sabe disto...
A minha campanha (VI)

Autoridade

A página da Autoridade Nacional de Protecção Civil para os incêndios florestais continua em grande.
Seis cavadelas, seis minhocas. O que é dizer que para seis incêndios constantes, há seis mapas da senhora da Asneira.
No verão, não se passava isto. Os mapas correspondiam aos locais assinalados nos registos.
Não é de facto um bom sinal.

10/11/2007

Este post serve para se saber que foi neste dia que se completaram as 100 000 visitas contadas pelo Bravenet

Começando pelas cem mil visitas.
Há uns anos que o termo “barreira psicológica” se generalizou aplicado a preços, a valores. É uma generalização parelha à da igualmente psicológica chicotada que essa sim não tem rival, como a ginjinha.
Já barreiras psicológicas há muitas, dentro da cabeça de cada um.
No mito dos algarismos, estas barreiras são pois isso mesmo, psicológicas. Dá-se a elas algum valor. O suficiente para a cerimónia, de que se tratará no parágrafo seguinte.
Eu a esta dou o mesmo valor que à passagem do século e do milénio.
Nesses, não se sabia desde quando é que se contava. Nesta, não se sabe quantas visitas não contou nem quantas contou a mais, muito menos quantas vieram antes de estar o contador a funcionar. É um marco que não se sabe bem o que marca. Mas marca e marcará 100 000 antes do dia findar e ser São Martinho e se beber água-pé, se fôr fácil de encontrar, e se comerem castanhas, se o preço não fôr escandaloso.



Passando pois para um certo balanço da coisa, que é uso e costume fazerem-se estes em ocasiões que tais. E eu, sendo assim, vou com os outros.
Ainda aqui ando, quatro anos e três meses depois – La Palisse, a quem venho atribuindo coisas que não disse, não diria aqui melhor.
Quanto aos outros, as afinidades que aqui encontrei por via do H Gasolim Ultramarino, ajudaram a compôr a ideia que transporto da vida real, de que surgem mais pelo lado da comunhão no horror ao disparate do que da proximidade política, clubística ou em quaisquer outros interesses que imaginar se possam.
Em suma, dos que acham que vale a pena pensar nas coisas mas que perceberam que não é com grandes teorias que se ultrapassam os obstáculos do quotidiano.
Dos que acham que vale a pena pensar nessas mesmas coisas antes de sobre elas discorrer.
Dos que enfim acham que mesmo discorrendo sobre elas, depois de sobre elas pensar, jamais se saberá o mínimo essencial. Seja lá isso o que fôr. Mas creio que Sócrates terá dito algo a propósito.
Não este, é claro.

09/11/2007

QI

Qual será o QI da pessoa ou das pessoas que preencheram os últimos registos da página dos incêndios florestais?
Em 8 registos diferentes, apenas 1 tem uma imagem aceitável do Google Maps. Os outros 7 são um disparate completo.
Isto, embora a um grau de responsabilidade muitíssimo mais baixo, faz lembrar a história do CODU e da dificuldade em identificar correctamente um local.
Lisboa, 2007

06/11/2007

Investir nas qualificações

Diz o PM – referindo-se ao programa das "Novas Oportunidades".
Mas ele refere-se a aprender qualquer coisa para a praticar e assim contribuir para a sociedade ou a angariar papéis para ostentar títulos e obter promoções artificiosas?

Não me dá vontade de rir, isto.
A repórter

A repórter está no sítio.
Fala, fala, fala, dando as suas opiniões.
Quando um dos protagonistas se pronuncia, ela continua a falar.
Depois, pára, diz que alguém está a falar sobre qualquer coisa mas não deve ser sobre...
(mudei de canal)
Afinal era mesmo sobre...
O jornalismo é assim. A toda a hora, todos os dias. Papagueado, preconceituoso, autista, muitíssimo mal informado e incapaz de raciocínio.
Peniche, 2007