Os sinos, os sinais e a morte d’homem
Pertenço a uma geração que ainda sabe distinguir o toque de sinais dos outros toques sineiros.
Na verdade, pertenço a uma sub-espécie dessa geração que quase só ouviu sinais e se recorda, já adulta, de ter ouvido o primeiro e estranho toque de missa.
Os sinais – esses toques ladaínhentos anunciadores da morte – quando de primeira hora, entravam-me pelo quarto a dentro quase simultâneos com a minha Avó, que me ordenava o abandono do decúbito lateral em respeito por ela, a morte.
Pertenço igualmente a uma geração que convivia, na infância, com sinais muito diversos no campo e nos arrabaldes da cidade.
Assim, os sons das sirenes dos bombeiros, das ambulâncias, vulgares por cá, eram um raríssimo mau presságio lá na vila.
E digo raríssimo porque o era de facto. Não me recordo em toda a minha vida de ter visto um carro de bombeiros por lá antes do outono desse ano de 1997.
E quanto a ambulâncias, contam-se pelos dedos as vezes que aconteceu tal, já incluindo a debatida aquisição da ambulância da Junta de Freguesia, embora essa a soubesse guardada em certa garagem.
Nessa manhã estival de há dez anos, dormelento e só na casa ancestral, julguei ouvir primeiro o som de uma ambulância, calculando pelo doppler que passara sem se deter pela vila.
Pouco mais tarde, o toque dos sinais fez-me respeitar uma recordação de infância – ergui-me.
Era uma manhã que anunciava infernos augustinos e para a qual tinha programada uma saída para oeste, para o mar.
Assim fiz. Ainda não tinha percorrido uma légua quando vi o carro. Calcinado, uns bons metros fora da estrada. Sem sinais de embate.
Estava muito longe de imaginar o intrincado mistério que representava aquele quadro, para além de me ter devolvido os antigos sinais, talvez pela última vez.
Adaptação de ficheiro sonoro da autoria de acclivity em freesound.iua.upf.edu
29/12/2007
28/12/2007
Os acontecimentos do ano
A febre da antecipacão que há muito se apossou dos homens faz com que se fechem as contas antes das contas estarem de facto fechadas, passe o absurdo da frase.
Há dois dias, quando escrevi um post sobre o jogo das damas era para ter começado justamente por uma introdução que mostrasse o contra-senso de antecipar o balanço do ano.
É que, por vezes, lembrava-me de 2004, o acontecimento marcante vem depois do balanço feito.
Quantos não terão sido os analistas que então reviram as suas escolhas e quantos não o farão este ano?
A questão da resolução do jogo das damas era por si tão importante no seu campo que a probabilidade de ser ofuscada por qualquer outra era diminuta. E continua a ser.
Mas como lá disse, o ano ainda não tinha acabado e ainda não acabou.
Anda hoje nas notícias uma outra revelação importante, embora num campo onde os graus de certeza não se aproximam de 1, como no caso das damas. E cuja importância, podendo ser decisiva, não ultrapassa em “períodos de retorno” a anterior.
Fala-se, embora a Organização Mundial de Saúde na sua página, não o diga, que há, pela primeira vez fortes suspeitas do vírus H5N1 se ter transmitido de homem para homem.
É este “primeira vez” que é sempre espectacular e suspeito. Nada nos garante que não tenha já acontecido. O vírus parece ser conhecido desde 1959. Nada nos garante que antes de ser identificada esta estirpe, ela não tinha saltado de humano para humano nem nada nos garante que depois de identificada não o tenha feito, à revelia da ciência.
Estamos ainda na infância da arte neste e noutros campos com ele relacionados.
E, como indica ainda – na altura em que escrevo esta exacta linha – a página da OMS, nada nos garante que tal transmissão tenha ocorrido.
Uma praga – a que poderemos chamar genericamente peste – é algo a que a humanidade está exposta de tempos a tempos. Estamos há cerca de 90 anos sem nos debatermos com uma. É natural que apareça um destes dias. Provavelmente não será por via deste vírus, será por via de um outro que ainda nem sequer conhecemos.
A morte teórica do jogo das damas – embora imperfeita – mostra-nos que estamos com uma capacidade de combate suficiente para enfrentar desafios de descoberta impensáveis há pouco mais de meio século. Essa capacidade dar-nos-á talvez meios de suplantar em tempo útil uma epidemia quase qualquer que seja. Faltará o quase, como sempre.
Mas há que, independentemente de todo o ruído e de todas as vulgares campanhas que andam por uma pequena parte da ecúmena, atentar na curva da população mundial.
Essa é que é a luta decisiva. Essa é que é a questão que se coloca e nenhuma outra.
Talvez as máquinas devessem falhar e não nos dar a solução para enfrentar uma epidemia.
Mas isso é uma questão de valores e valores interessam-me pouco.
O que sei, sabemos todos, é que não poderemos continuar a reproduzir-nos ao mesmo ritmo sem que encontremos territórios novos para colonizar.
Como os vírus, exactamente como os vírus.
A febre da antecipacão que há muito se apossou dos homens faz com que se fechem as contas antes das contas estarem de facto fechadas, passe o absurdo da frase.
Há dois dias, quando escrevi um post sobre o jogo das damas era para ter começado justamente por uma introdução que mostrasse o contra-senso de antecipar o balanço do ano.
É que, por vezes, lembrava-me de 2004, o acontecimento marcante vem depois do balanço feito.
Quantos não terão sido os analistas que então reviram as suas escolhas e quantos não o farão este ano?
A questão da resolução do jogo das damas era por si tão importante no seu campo que a probabilidade de ser ofuscada por qualquer outra era diminuta. E continua a ser.
Mas como lá disse, o ano ainda não tinha acabado e ainda não acabou.
Anda hoje nas notícias uma outra revelação importante, embora num campo onde os graus de certeza não se aproximam de 1, como no caso das damas. E cuja importância, podendo ser decisiva, não ultrapassa em “períodos de retorno” a anterior.
Fala-se, embora a Organização Mundial de Saúde na sua página, não o diga, que há, pela primeira vez fortes suspeitas do vírus H5N1 se ter transmitido de homem para homem.
É este “primeira vez” que é sempre espectacular e suspeito. Nada nos garante que não tenha já acontecido. O vírus parece ser conhecido desde 1959. Nada nos garante que antes de ser identificada esta estirpe, ela não tinha saltado de humano para humano nem nada nos garante que depois de identificada não o tenha feito, à revelia da ciência.
Estamos ainda na infância da arte neste e noutros campos com ele relacionados.
E, como indica ainda – na altura em que escrevo esta exacta linha – a página da OMS, nada nos garante que tal transmissão tenha ocorrido.
Uma praga – a que poderemos chamar genericamente peste – é algo a que a humanidade está exposta de tempos a tempos. Estamos há cerca de 90 anos sem nos debatermos com uma. É natural que apareça um destes dias. Provavelmente não será por via deste vírus, será por via de um outro que ainda nem sequer conhecemos.
A morte teórica do jogo das damas – embora imperfeita – mostra-nos que estamos com uma capacidade de combate suficiente para enfrentar desafios de descoberta impensáveis há pouco mais de meio século. Essa capacidade dar-nos-á talvez meios de suplantar em tempo útil uma epidemia quase qualquer que seja. Faltará o quase, como sempre.
Mas há que, independentemente de todo o ruído e de todas as vulgares campanhas que andam por uma pequena parte da ecúmena, atentar na curva da população mundial.
Essa é que é a luta decisiva. Essa é que é a questão que se coloca e nenhuma outra.
Talvez as máquinas devessem falhar e não nos dar a solução para enfrentar uma epidemia.
Mas isso é uma questão de valores e valores interessam-me pouco.
O que sei, sabemos todos, é que não poderemos continuar a reproduzir-nos ao mesmo ritmo sem que encontremos territórios novos para colonizar.
Como os vírus, exactamente como os vírus.
27/12/2007
26/12/2007
O jogo das damas
Dizer que o jogo das damas foi, no ano de 2007, finalmente resolvido, descoberto, posto a nu e que dá sempre empate desde que... pode levar às interpretações mais românticas.
Na verdade, o jogo das damas de carne e osso para com os cavalheiros da mesma massa, esse está longe de se ver resolvido, reduzido a algoritmos actuando em potentes e capazes máquinas. Lá chegaremos.

Mas este, o das 24 peças no tabuleiro de 8 por 8, foi finalmente escrutinado por tais algoritmos, mostrando que a capacidade do engenho humano em avançar na resolução de problemas que esse mesmo engenho criou, séculos atrás, e que resistiram ao abrigo de uma grossa camada de zeros, contados em expoente de 10, está agora dotada de meios para vencer essas camadas de complexidade em tempo menor do que o de uma vida – este desafio durou 18 anos.
Sabendo da curva parabólica que representa a evolução no tempo da capacidade e da velocidade de processamento das máquinas, e admitindo que poderão existir pontos de catástrofe nessa curva que façam disparar ainda mais essa evolução, parece plausível que já existam as pessoas que irão ver a resolução do xadrez.
Até hoje, este foi para mim o acontecimento do ano.
Mas o ano ainda não acabou...
Dizer que o jogo das damas foi, no ano de 2007, finalmente resolvido, descoberto, posto a nu e que dá sempre empate desde que... pode levar às interpretações mais românticas.
Na verdade, o jogo das damas de carne e osso para com os cavalheiros da mesma massa, esse está longe de se ver resolvido, reduzido a algoritmos actuando em potentes e capazes máquinas. Lá chegaremos.
Mas este, o das 24 peças no tabuleiro de 8 por 8, foi finalmente escrutinado por tais algoritmos, mostrando que a capacidade do engenho humano em avançar na resolução de problemas que esse mesmo engenho criou, séculos atrás, e que resistiram ao abrigo de uma grossa camada de zeros, contados em expoente de 10, está agora dotada de meios para vencer essas camadas de complexidade em tempo menor do que o de uma vida – este desafio durou 18 anos.
Sabendo da curva parabólica que representa a evolução no tempo da capacidade e da velocidade de processamento das máquinas, e admitindo que poderão existir pontos de catástrofe nessa curva que façam disparar ainda mais essa evolução, parece plausível que já existam as pessoas que irão ver a resolução do xadrez.
Até hoje, este foi para mim o acontecimento do ano.
Mas o ano ainda não acabou...
25/12/2007
23/12/2007
Ligações
Enquanto assistia a uma reportagem sobre a manifestação para pôr termo aos acidentes mortais que ocorrem no cruzamento da 124 com a 264, em São Bartolomeu de Messines, à memória veio-me uma outra morte que relacionei de imediato com tal cruzamento.
E essa relação, a única relação que há entre essa morte e o cruzamento é de banda sonora.
De estar por ele a passar enquanto a rádio a anunciava. Isto há mais de dez anos.
Não haveria razão para me lembrar desta morte em particular – de uma figura pública – mas o facto é que me ficou agarrada àquele cruzamento.
Fiz uma pequena investigação para saber qual a data de tal passagem, para ter a certeza de que não se tratava de uma falsa memória.
Na data em que essa pessoa morreu passei de facto por aquele local.
Enquanto assistia a uma reportagem sobre a manifestação para pôr termo aos acidentes mortais que ocorrem no cruzamento da 124 com a 264, em São Bartolomeu de Messines, à memória veio-me uma outra morte que relacionei de imediato com tal cruzamento.
E essa relação, a única relação que há entre essa morte e o cruzamento é de banda sonora.
De estar por ele a passar enquanto a rádio a anunciava. Isto há mais de dez anos.
Não haveria razão para me lembrar desta morte em particular – de uma figura pública – mas o facto é que me ficou agarrada àquele cruzamento.
Fiz uma pequena investigação para saber qual a data de tal passagem, para ter a certeza de que não se tratava de uma falsa memória.
Na data em que essa pessoa morreu passei de facto por aquele local.
22/12/2007
21/12/2007
O grande problema
Eu sei que me repito.
Mas quando ouço também repetidamente debater o sistema judicial português e quando ouço o que se diz nesses debates (agora mesmo é na RTP N), mais me apetece outra vez repetir que o grande problema desse sistema é a falta de inteligência, como se pode ver todos os dias ou quase todos, vá lá.
E é, por isso, irremediável. Fazer o quê?
Claro que há por lá as excepções. Que de nada servem.
Eu sei que me repito.
Mas quando ouço também repetidamente debater o sistema judicial português e quando ouço o que se diz nesses debates (agora mesmo é na RTP N), mais me apetece outra vez repetir que o grande problema desse sistema é a falta de inteligência, como se pode ver todos os dias ou quase todos, vá lá.
E é, por isso, irremediável. Fazer o quê?
Claro que há por lá as excepções. Que de nada servem.
19/12/2007
17/12/2007
As músicas do castelo de Sines
Nesse final da gloriosa década de sessenta e nos alvores da seguinte, a minha escassa apetência para o mundo da música era espicaçada pelo mundo sonoro do meu primo J..
Dava-me prelecções sobre solos de bateria entrecortadas pelo relato de aventuras amorosas com as mais cobiçadas fêmeas a banhos.
Devo-lhe grande parte da minha iniciação musical e pouca da minha iniciação d’homme à femmes. Apesar dos exemplos franceses que também me dava. E da belíssima prima dele, meu primo.
Mas como era, e ainda é, um aventureiro e um narrador de primeira água, sentava-me na areia a ouvi-lo. Ao fim e ao cabo, a prima dele estava por perto, a tiro.
Um certo dia relatou os sucessos de uma fuga à Guarda, noitalta, que o levou a ele e a outros a não terem tempo nem pouso para cozinhar a galinha roubada que estava na base do caso.
Foi com base num pormenor da narração, que fiquei a saber que em certa dependência do Castelo estavam acantonados uns amigos dele com a parafernália própria dos conjuntos musicais.
Uns dias após, lá me levou.
Ainda hoje ouço o som do solo de bateria que afinal ninguém tocou.

Castelo de Sines, 1995
Nesse final da gloriosa década de sessenta e nos alvores da seguinte, a minha escassa apetência para o mundo da música era espicaçada pelo mundo sonoro do meu primo J..
Dava-me prelecções sobre solos de bateria entrecortadas pelo relato de aventuras amorosas com as mais cobiçadas fêmeas a banhos.
Devo-lhe grande parte da minha iniciação musical e pouca da minha iniciação d’homme à femmes. Apesar dos exemplos franceses que também me dava. E da belíssima prima dele, meu primo.
Mas como era, e ainda é, um aventureiro e um narrador de primeira água, sentava-me na areia a ouvi-lo. Ao fim e ao cabo, a prima dele estava por perto, a tiro.
Um certo dia relatou os sucessos de uma fuga à Guarda, noitalta, que o levou a ele e a outros a não terem tempo nem pouso para cozinhar a galinha roubada que estava na base do caso.
Foi com base num pormenor da narração, que fiquei a saber que em certa dependência do Castelo estavam acantonados uns amigos dele com a parafernália própria dos conjuntos musicais.
Uns dias após, lá me levou.
Ainda hoje ouço o som do solo de bateria que afinal ninguém tocou.
Castelo de Sines, 1995
16/12/2007
15/12/2007
Pelourinho do Ano – categoria Nacional – grau Bronze

Em primeiro lugar, agradecer ao João Espinho a atribuição do galardão.
Nunca conheci o João, apesar de nos termos decerto cruzado em Beja algumas vezes.
O facto é que Beja, embora sendo a cidade capital do meu Baixo Alentejo foi sempre um destino algo longínquo e pouco frequentado por quem repartia como eu o tempo entre os arrabaldes de Lisboa e o extremo sul do Reino de Portugal, ali nas faldas das serranias onde se entrelê a fronteira com o Algarve de Aquém.
Não obstante, tenho dela uma imagem, imagens de tempos bem passados. Não me queixo de nada que por lá me tenha acontecido, apesar de nem sempre ser de festa o motivo da minha deslocação.
Recordo, porque passam exactamente trinta anos sobre o facto – mais dia menos dia, talvez até sejam trinta certos - uma noite daquelas com que Beja contempla os forasteiros não habituados ao barbeiro. Não é o meu caso, nunca foi, que alentejano que se preze sabe o que é um geadão a sério e uma calorina de derreter alcatrões antigos, quando as caricas nele se embutiam à porta das vendas e dos cafés.
Essa noite de vela, passada ao relento do Largo do Carmo, cigarros e samarras espantando a rijeza, contrariada também por umas voltas de carro, com o calor da máquina a ajudar ao desentorpecimento que culminou com um outro carro alheio que havia zumbido toda a noite, cima e baixo, espetado numa parede ali para os lados da estação.
Porque hoje em Beja há-de estar uma noite igual e porque o João me dá, lá na sua Praça, as novas da cidade que raramente vejo mas onde se entroncam memórias próprias, de familiares e de amigos, e belas imagens que ele faz ou que nos dá a conhecer de outras feituras, aqui vai com umas fotos alusivas, este discurso de agradecimento parar.

da Cidade para o termo em 1981

do termo para a Cidade em 2005
Em primeiro lugar, agradecer ao João Espinho a atribuição do galardão.
Nunca conheci o João, apesar de nos termos decerto cruzado em Beja algumas vezes.
O facto é que Beja, embora sendo a cidade capital do meu Baixo Alentejo foi sempre um destino algo longínquo e pouco frequentado por quem repartia como eu o tempo entre os arrabaldes de Lisboa e o extremo sul do Reino de Portugal, ali nas faldas das serranias onde se entrelê a fronteira com o Algarve de Aquém.
Não obstante, tenho dela uma imagem, imagens de tempos bem passados. Não me queixo de nada que por lá me tenha acontecido, apesar de nem sempre ser de festa o motivo da minha deslocação.
Recordo, porque passam exactamente trinta anos sobre o facto – mais dia menos dia, talvez até sejam trinta certos - uma noite daquelas com que Beja contempla os forasteiros não habituados ao barbeiro. Não é o meu caso, nunca foi, que alentejano que se preze sabe o que é um geadão a sério e uma calorina de derreter alcatrões antigos, quando as caricas nele se embutiam à porta das vendas e dos cafés.
Essa noite de vela, passada ao relento do Largo do Carmo, cigarros e samarras espantando a rijeza, contrariada também por umas voltas de carro, com o calor da máquina a ajudar ao desentorpecimento que culminou com um outro carro alheio que havia zumbido toda a noite, cima e baixo, espetado numa parede ali para os lados da estação.
Porque hoje em Beja há-de estar uma noite igual e porque o João me dá, lá na sua Praça, as novas da cidade que raramente vejo mas onde se entroncam memórias próprias, de familiares e de amigos, e belas imagens que ele faz ou que nos dá a conhecer de outras feituras, aqui vai com umas fotos alusivas, este discurso de agradecimento parar.
da Cidade para o termo em 1981
do termo para a Cidade em 2005
14/12/2007
Outra vez o macaco
Ao fim de infinitas vezes, acerta. Acaba por. É inevitável.
Importa repetir que é só ao fim de infinitas vezes.

Já aqui disse que pertenço ao grupo dos que consideram que a classe política é e deve talvez ser sempre de extracção mediana em termos intelectuais.
Não cabem nela grandes intelectos, figuras excepcionais. Só o medíocre e o médio.
O que não invalida que se lhe peça que tenha, por isso mesmo, uma prestação equivalente. De medíocre a médio, entre o 8 e o 13, em dias de festa.
A actual não descola do mau.
É de uma craveira intelectual baixíssima, com uma ou outra excepção que confirma a regra. Basta ouvi-los discorrer mais de um minuto para perceber do que são capazes. Ou do que não são capazes.
Ainda não li o Tratado. Nada do que lá esteja escrito abala esta argumentação.
O macaco acaba por acertar, mesmo sem disso se dar conta. No infinito.
Ao fim de infinitas vezes, acerta. Acaba por. É inevitável.
Importa repetir que é só ao fim de infinitas vezes.
Já aqui disse que pertenço ao grupo dos que consideram que a classe política é e deve talvez ser sempre de extracção mediana em termos intelectuais.
Não cabem nela grandes intelectos, figuras excepcionais. Só o medíocre e o médio.
O que não invalida que se lhe peça que tenha, por isso mesmo, uma prestação equivalente. De medíocre a médio, entre o 8 e o 13, em dias de festa.
A actual não descola do mau.
É de uma craveira intelectual baixíssima, com uma ou outra excepção que confirma a regra. Basta ouvi-los discorrer mais de um minuto para perceber do que são capazes. Ou do que não são capazes.
Ainda não li o Tratado. Nada do que lá esteja escrito abala esta argumentação.
O macaco acaba por acertar, mesmo sem disso se dar conta. No infinito.
12/12/2007
A E.N. 2 ali em Beja
A quase totalidade dos noticiários e informações de trânsito que não se referem às corriqueiras estradas engarrafadas são erradas.
Sâo erradas porque o número da dita estrada está sempre errado.
É um dos muitos exemplos da capacidade desta gente da informação.
Outros estarão atentos a outros disparates em outros campos, eu dou por eles neste.
Há pouco mandavam apanhar a E.N. 2 em Beja.
Bastava um mapa do ACP. Só isso.

trecho da Carta Militar de Portugal - Série 1501A, escala (original) 1/250 000
Eu avistei um marco não regulamentar da 2-8 perto de Évora. Mas foi em sonhos, um dia destes, com o levitador amarelo* nas mãos.
*ainda hei-de falar sobre isso.
A quase totalidade dos noticiários e informações de trânsito que não se referem às corriqueiras estradas engarrafadas são erradas.
Sâo erradas porque o número da dita estrada está sempre errado.
É um dos muitos exemplos da capacidade desta gente da informação.
Outros estarão atentos a outros disparates em outros campos, eu dou por eles neste.
Há pouco mandavam apanhar a E.N. 2 em Beja.
Bastava um mapa do ACP. Só isso.

trecho da Carta Militar de Portugal - Série 1501A, escala (original) 1/250 000
Eu avistei um marco não regulamentar da 2-8 perto de Évora. Mas foi em sonhos, um dia destes, com o levitador amarelo* nas mãos.
*ainda hei-de falar sobre isso.
11/12/2007
Bem me parecia
Que estávamos com deficit de sismos.
Na verdade, ontem estranhei o baixo número de ocorrências dos últimos dias (dizê-lo agora...).
Ainda falta qualquer coisa lá para o Gorringe e além.
Que estávamos com deficit de sismos.
Na verdade, ontem estranhei o baixo número de ocorrências dos últimos dias (dizê-lo agora...).
Ainda falta qualquer coisa lá para o Gorringe e além.
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