05/04/2008

Andrades


imagem do site do FCP

Uma coisa que me ocorre hoje é saudar os portistas.
Não é vulgar ganhar-se um campeonato com uma supremacia tão declarada.
Será ainda viva a donzela abandonada no Estádio do Lima?
Afinal

Ainda ontem se decidiu tomar a decisão decidida e já hoje temos ante-projecto!
Assim ainda antes do Santo António está a ponte construída!

Mantenho o que disse sobre as fotomontagens.


imagem da SICN

04/04/2008

Ainda sobre a ponte

A quantidade de fotomontagens que apareceram para ilustrar o ”monstro no meio do rio”, independentemente do que poderá de facto ser o impacto visual de uma ponte no local previsto, é ilustrativa sim da mesma ignorância e da mesma estupidez que aceita como bom um qualquer rosto para Tutancamon.
Quando a ponte estiver construída de acordo com um projecto que se verá como é, espero ter ainda cópias destas fotomontagens.

Esta fotomontagem da velha Ponte sobre o Tejo tem diferenças com o então construído. Mas são poucas. Dá uma ideia muito, muito aproximada do resultado final.


fotomontagem do projecto vencedor do concurso in "A ponte Salazar", GPST, Lx, Julho de 1966

03/04/2008

A ponte

O facto de me ter encontrado a maior parte do dia do sol em parte incerta, parte incerta para mim, não me permite a conclusão de que a próxima ponte, ou uma das próximas, a lançar sobre o rio Tejo será entre Chelas e o Barreiro. Neste preciso momento, entrego-me às delícias da teclação para vos dar conta do meu estado d’alma enquanto espreito os gloriosos cavaleiros das riscas verdes e brancas a trocarem os olhos aos protestantes de Glásgua.
Dito isto, e parecendo-me que houve mais uma decisão sobre o caso de se ter decidido tomar a decisão de a construir, uma dúvida avassala-me:
Como irá a insigne cabeça classificar, ordinalmente, a nova obra d’arte? A terceira, como dizem os demais, a segunda como alvitram alguns outros ou a quinta, como coerentemente deveria fazer?
Circulações

Às vezes, há uma ciência que cai sobre o mar.
Apenas sobre o mar.
Uma ciência quase cega.
Cega pela luz refractada em nuvens baixas.
Sobre o mar, apenas sobre o mar.
Da praia, confundimos as hipóteses com comboios bombardeados.
Comboios de navios, porque a ciência cai às vezes sobre o mar.
Só. A ciência cai só. E só sobre o mar.

SG, inéditos, 2008

30/03/2008

Motivos para deserdar alguém (mais um da série de)

Ouvi-lo dizer que não aprendeu assim.

29/03/2008

A empena desportiva

Ao ouvir um destes dias falar em “verdade desportiva” ocorreu-me que não há hoje (ou a minha ignorância não me permite sabê-lo) uma palavra que signifique o desporto tal como ele era.
Usando o bom português de antanho talvez pudéssemos ir por folga, folgança, folguedo.
O caso é que não se pode usar desporto para significar desporto.
Um destes dias fui surpreendido por um casal a fotografar uma rua. O enquadramento era alto pelo que a parte feminina do dito casal entendeu que eu lhe fotografava a empena do prédio, interpelando-me a propósito. Quando lhe disse que não tinha nada a ver com obras ou com orçamentos, quis saber por que raio lhe fotografava então a empena.
Por desporto, minha senhora.
E ela: Humpf! Por desporto!...
Acho que lhe adivinhei a resposta, pois já a recebi de costas.

27/03/2008

Portugal, esta tarde



Aceitam-se palpites sobre esta localização em forma de kmz com erro a menos de 10m.

25/03/2008

Das divisões do Mundo (episódio n+4)

O Mundo também se divide entre os que, ao ouvirem “Stars and stripes forever” de John Philip de Sousa, de imediato dizem, com os olhos marejados: “A banda do Barreiro a passar a Ponte sobre o Tejo!” e os outros, os incontáveis outros.

23/03/2008

Sobre a Escola

A autoridade dos professores é como toda a autoridade que é exercida sobre quem tem pouca capacidade de avaliar as vantagens e as desvantagens dessa autoridade, é facilmente perecível.
No meu caso pessoal, que vale o que vale, que é uma experiência entre muitas dos que andavam no Liceu em 1974, vi-a soçobrar de um dia para o outro.
Nesse final de ano lectivo, os professores tornaram-se incapazes de se fazer respeitar. Não todos, mas muitos.
O corpo discente sentiu a fraqueza do outro lado e pô-lo à prova. Não havia força para impôr respeito. Chegou-se mais tarde ao ponto de ter a tropa na escola, ocupando-a, colocando um militar na direcção.
De então para cá, até há uns dez anos, o respeito foi em parte recuperado. Mas a escola nunca mais foi a mesma.
E nos últimos dez anos, degradou-se de novo de forma galopante.
O que preocupa ainda mais é que episódios como o que esteve nas notícias na semana passada sejam aparentemente uma espécie de surpresa para o público.
Daquilo há todos os dias nas escolas. Todos os dias.

21/03/2008

A brincar

Anda há alguns dias a passar na RTP um anúncio das Estradas de Portugal, E.P..
Se algum benemérito o pagou, aqui termina a minha argumentação.
Se foi o erário público – há uma mania de considerar as empresas públicas alheias aos bens nacionais – então alguém anda a brincar com o nosso dinheiro.
A ser assim, e é claro que este não é caso único porque há milhentos exemplos de filmezinhos publicitários com igual desplante feitos por outras entidades públicas, a única coisa que ainda posso acrescentar é:
A publicidade às estradas é, de facto, uma ideia genial!


imagem da RTP