11/10/2008

E por falar em Sendim

Sempre me intrigou aquela fotografia a meio da sala de jantar da Gabriela.
Ainda ontem lancei o desafio de lá ir olhar para ela.
Direito

No preciso momento em que ouço alguém levar o Direito Constitucional para o campo da ciência exacta deixo de levar a sério essa pessoa.
Uma situação pouco vulgar

Esta da água nos chegar de sueste. E em força. Veremos o que acontece.


imagem do IM (clicar sobre para ver a actualização respectiva)
???

Há uma pós-graduação em “gestão de fraude”?

09/10/2008

O desafio à medida

Aparecemos ali, eu e a corte, mais para ajuizarmos da veracidade dos boatos que circulavam sobre a utilização menos digna que as instalações do Estado tinham de noite do que para responder ao desafio que a Igreja lançara.
Ou talvez não tivesse sido a Igreja, talvez fosse coisa dos jornais, das vozes do mundo, um boato como o primeiro. Tratava-se de medir a altura do Cristo-Rei com um erro a menos de...
Sei que me vi lá dentro, visitante entre o furtivo e o assinalado. A grande estátua representava um Cristo de joelhos nus, um deles flectido, e estava aposta na fachada sul da torre.
Recordo-me de ter visto uma colecção de prelados de púrpura, reconheci até um deles, reunidos na mesma sala onde me encontrava, meio dissimulado atrás de uns reposteiros e de onde tinha acesso a um dos óculos que são as janelas do edifício. Local de onde podia proceder à triangulação.
Usei o joelho saliente e os dedos do pé da mesma perna da figura.
Das contas que fiz não houve notícia. Mas acertei e quebrei o feitiço da Esfinge, digo do Cristo-Rei.

07/10/2008

O pescador das arribas

Temo muita vez que as palavras dos políticos reflictam as suas verdadeiras convicções. Particularmente quando, como agora, há que dirigir o discurso para as massas.
Parecem-me o pescador que se arrisca, arriba abaixo, para junto do mar alteroso tentar a pesca.
É difícil distinguir entre o inconsciente e o temerário.
Cosovo

Em diplomacia, quase nunca há razões. Há interesses, todos o sabemos.
Gostava eu de saber quais são eles no caso do reconhecimento da independência do Cosovo que se anuncia na imprensa.
Fica-se com a ideia de que a relutância de ir a correr atrás dos outros afinal nada queria significar a não ser talvez o marcar de uma posição através do atraso em si mesmo.
Mas sem sabermos mais, pouco mais se pode dizer.

06/10/2008

Lisboa, 2008



Intriga-me o facto de me ver amiúde no Mundo de Alice.
Poesia

A misteriosa forma como funciona a mente humana gera por vezes estranhas formas poéticas.
O meu hábito, cada vez mais raro, de ainda ver de onde chegam as visitas a estas páginas, proporciona-me algumas surpresas dessas.
Alguém que aqui chegou à procura da origem dos comboios de antigamente também se interrogará sobre o seu destino? O dos comboios, claro.
Sudoeste

05/10/2008

E sim

A questão da atribuição das casas da Câmara de Lisboa mostra, pela forma ligeira como foi tratada por todos os partidos, o podre que a coisa está.
Esta tropa não sabe, não percebe, não alcança o grau de injustiça que uma coisa destas suscita.
Dá-me vontade de rir a expressão “dar casas a artistas”. Cheira-me logo a uma arte inqualificável. A de passar à frente dos outros. Que é uma arte, sans doute*.


* em francês, que é para se adequar a esta camarilha.
Outra coisa que me faz espécie

É esta de os cientistas envolvidos em missões espaciais e afins se referirem, quando entrevistados, à possibilidade da existência de vida sempre nos moldes terráqueos.
Ainda não ouvi um que fosse que admitisse a existência de vida para além desta que conhecemos agarrada a átomos de carbono.
Isto faz-me espécie. Já o disse aqui e repito-o agora que estou a ouvir um dos responsáveis pela missão Phoenix em Marte, o qual já recitou a cartilha.
Nos sapatos do fotógrafo enquanto jovem (cena 3)*



Lisboa, ruas Isidoro Viana e Chaby Pinheiro, 1988 e 2008

* as cenas 1 e 2 não foram numeradas então.

04/10/2008

Reflexo condicionável

Só pode ser isso. Qualquer coisa que Pavlov observou e relatou.
Que eu não conheço o homem nem nada sei da sua vida a não ser o que repetem os papagaios.
Mas ontem, a meio de uma também meia-sonolência, entrevi pela terceira ou quarta vez “a Torre do Inferno”, posto que se celebrava Paul Newman no écran.
A meio dela, da meia-sonolência, esperei que O. J. Simpson* sucumbisse ali às chamas. Ele, o próprio, o actor. Que como tal, tão bom tem sido afinal na dissimulação – dizem os papagaios.
Será o homem merecedor de uma morte macaca? Talvez. Eu é que nada sei sobre isso.
Mas lá que torci...


imagem da Sky News


* Não fazia então a menor ideia de que ele iria ser condenado por este outro caso.

03/10/2008

Lisboa

Há uma Lisboa de sobrancelha desenhada a lápis que espera às portas de ferro forjado também elas desenhadas a lápis e pintadas de verde oficial.
É uma Lisboa empoada que se despede de si própria, à porta de casa.
Lisboa, 2008

Lisboa, 2008

02/10/2008

Quinta-feira europeia

Repeti hoje uma experiência que não me permitia há uns séculos (um quarto de, vá, não exageremos).
Ouvir uma sucessão de relatos da bola.
Que ainda não acabou.
Será melancolia?