07/01/2010
Um filme interessante

imagem da Imdb
Uma história e um filme perfeitamente desconhecidos que me colaram ontem ao écran.
Não é o meu tipo de filme. Mas fiquei ali pregado até ao fim.
imagem da Imdb
Uma história e um filme perfeitamente desconhecidos que me colaram ontem ao écran.
Não é o meu tipo de filme. Mas fiquei ali pregado até ao fim.
06/01/2010
Território

fotografia de Mr. Gaston Smith, correspondente do HGU no Ulster
Para quem associou desde muito cedo as expressões “recolher obrigatório” e “estado de emergência” à Irlanda do Norte, parece talvez improvável um “adeus às armas”.
Quando o que está em causa é um território em disputa.
Isto a propósito de mais uma notícia no sentido da paz e desta fotografia recebida há dias.
A notícia é uma entre tantas. Das quais uma boa porção nada significou.
O território...
fotografia de Mr. Gaston Smith, correspondente do HGU no Ulster
Para quem associou desde muito cedo as expressões “recolher obrigatório” e “estado de emergência” à Irlanda do Norte, parece talvez improvável um “adeus às armas”.
Quando o que está em causa é um território em disputa.
Isto a propósito de mais uma notícia no sentido da paz e desta fotografia recebida há dias.
A notícia é uma entre tantas. Das quais uma boa porção nada significou.
O território...
05/01/2010
A década
Convinha talvez fazer um aditamento às convenções numéricas – cardinais e ordinais – para que uma década, um século, um milénio acabem quando o estado de espírito o decidir e não segundo a contagem que o Homem inventou sabe-se lá quando e segundo as regras da base 10 que terá provindo do número de dedos das mãos.
Sobre isto, já tinha escrito há um certo tempo.
Convinha talvez fazer um aditamento às convenções numéricas – cardinais e ordinais – para que uma década, um século, um milénio acabem quando o estado de espírito o decidir e não segundo a contagem que o Homem inventou sabe-se lá quando e segundo as regras da base 10 que terá provindo do número de dedos das mãos.
Sobre isto, já tinha escrito há um certo tempo.
Memória
Ontem, no programa da SIC N – O Dia Seguinte – ninguém percebeu que Walter Rosa e Walter Marques, recentemente falecido, não eram a mesma pessoa.
Aqui há tempo, no mesmo programa embora com outra composição – em quatro mudaram dois, ninguém sabia onde ficava o norte no Estádio Nacional.
Ontem, no programa da SIC N – O Dia Seguinte – ninguém percebeu que Walter Rosa e Walter Marques, recentemente falecido, não eram a mesma pessoa.
Aqui há tempo, no mesmo programa embora com outra composição – em quatro mudaram dois, ninguém sabia onde ficava o norte no Estádio Nacional.
04/01/2010
A torre do Califa

Naquilo que se pode considerar como uma das grandes questões universais, ocorreu-me interrogar-me sobre o número – menos precisamente, sobre a ordem de grandeza desse número – das diversas construções humanas que foram de facto as mais altas do seu tempo.
Talvez se consiga chegar a um valor que não pareça muito disparatado com os dados disponíveis que são sempre escassos. Ou não.
Uma coisa poderemos saber – quanto tempo demorarão estes 828 m a ser superados.
Naquilo que se pode considerar como uma das grandes questões universais, ocorreu-me interrogar-me sobre o número – menos precisamente, sobre a ordem de grandeza desse número – das diversas construções humanas que foram de facto as mais altas do seu tempo.
Talvez se consiga chegar a um valor que não pareça muito disparatado com os dados disponíveis que são sempre escassos. Ou não.
Uma coisa poderemos saber – quanto tempo demorarão estes 828 m a ser superados.
A fuga de Peniche
É facto que o PCP nunca formou governo em Portugal.
É facto que o PCP não pode ser só por si directamente responsabilizado pelo que sucedeu em 1975 em Portugal e pelo rol de prisões arbitrárias que então ocorreu em tempo tão curto.
É igualmente facto que o PCP foi sempre o representante do sovietismo em Portugal.
É ainda sabido que o regime soviético foi pródigo na prisão dos que se lhe opunham e até dos que, dentro dele, se desviavam da linha justa e caíam em desgraça.
Faz por isso para mim pouco sentido que o mesmo PCP apareça simbolicamente como grande paladino do derrube de paredes prisionais, atendendo às declarações proferidas na celebração da fuga do forte de Peniche.
Não lhes censuro naturalmente a comemoração. É coisa deles.
Não lhes censuro os ideais e os valores. Cada um tem os seus.
Não aceito é vê-los fazerem-se passar por arautos precursores da liberdade.
Isso é que é branquear o estalinismo e apagar da memória partidária todos os seus admiradores.
É facto que o PCP nunca formou governo em Portugal.
É facto que o PCP não pode ser só por si directamente responsabilizado pelo que sucedeu em 1975 em Portugal e pelo rol de prisões arbitrárias que então ocorreu em tempo tão curto.
É igualmente facto que o PCP foi sempre o representante do sovietismo em Portugal.
É ainda sabido que o regime soviético foi pródigo na prisão dos que se lhe opunham e até dos que, dentro dele, se desviavam da linha justa e caíam em desgraça.
Faz por isso para mim pouco sentido que o mesmo PCP apareça simbolicamente como grande paladino do derrube de paredes prisionais, atendendo às declarações proferidas na celebração da fuga do forte de Peniche.
Não lhes censuro naturalmente a comemoração. É coisa deles.
Não lhes censuro os ideais e os valores. Cada um tem os seus.
Não aceito é vê-los fazerem-se passar por arautos precursores da liberdade.
Isso é que é branquear o estalinismo e apagar da memória partidária todos os seus admiradores.
03/01/2010
02/01/2010
01/01/2010
Apogeu
Serena e suave
Vejo a luz entrar
Sobre as mantas entaladas
Num sonho cor-de-mar.
E possesso fico,
De alabardas armado,
Fecho o meu cerco
Às intenções.
Rol, torrente d'emoções
Que se esvai
Num chão lavado de flores
Pueris.
Aqui te ris.
Sempre que há condão
De magias fazer
Sem condição.
Depuseste a razão,
Pediste a rendição -
- Tudo a correr.
E de novo a luz fugiu.
Deixou frios e arrepios
Em mesas descompostas.
E nada mais se viu
Do que alguém,
Que da cena saía,
Longe e de costas.
1985
SG, "Dizeres do Sul", 1993
Serena e suave
Vejo a luz entrar
Sobre as mantas entaladas
Num sonho cor-de-mar.
E possesso fico,
De alabardas armado,
Fecho o meu cerco
Às intenções.
Rol, torrente d'emoções
Que se esvai
Num chão lavado de flores
Pueris.
Aqui te ris.
Sempre que há condão
De magias fazer
Sem condição.
Depuseste a razão,
Pediste a rendição -
- Tudo a correr.
E de novo a luz fugiu.
Deixou frios e arrepios
Em mesas descompostas.
E nada mais se viu
Do que alguém,
Que da cena saía,
Longe e de costas.
1985
SG, "Dizeres do Sul", 1993
31/12/2009
30/12/2009
29/12/2009
1959
A dois dias do fim do cinquentenário, cumpre recordar.
Algumas das coisas que por cá apareceram ou se concluíram nesse ano:

O Metro é hoje o aniversariante. Nacionalismo e geracionismo muito à parte, um dos melhores que conheço. E conheço alguns.
imagens alheias a este blogue e recolhidas nos mais diversos sítios.
A dois dias do fim do cinquentenário, cumpre recordar.
Algumas das coisas que por cá apareceram ou se concluíram nesse ano:
O Metro é hoje o aniversariante. Nacionalismo e geracionismo muito à parte, um dos melhores que conheço. E conheço alguns.
imagens alheias a este blogue e recolhidas nos mais diversos sítios.
27/12/2009
Perdidamente apaixonado
Foi preciso chegar quase ao 52º ano para cair de quatro por um carro. De três.

foto em http://www.pioneer-automobiles.co.uk/Resources/library/Berkeley%20T60.html
Foi preciso chegar quase ao 52º ano para cair de quatro por um carro. De três.

foto em http://www.pioneer-automobiles.co.uk/Resources/library/Berkeley%20T60.html
26/12/2009
E o plástico?
No Expresso desta semana aparece uma lista de 50 invenções que talharam a História.
Assim de repente, e sem matutar muito, não vejo a escrita, o vidro, o transporte de energia (simbolizado no cabo eléctrico) e o plástico.
Cada um faz as suas listas, é claro. A mim, parecem-me estas indiscutíveis.
Mas fico sempre com a ideia de que não se usou a cabeça. Nem por um bocado. Nem por um saco de plástico.
No Expresso desta semana aparece uma lista de 50 invenções que talharam a História.
Assim de repente, e sem matutar muito, não vejo a escrita, o vidro, o transporte de energia (simbolizado no cabo eléctrico) e o plástico.
Cada um faz as suas listas, é claro. A mim, parecem-me estas indiscutíveis.
Mas fico sempre com a ideia de que não se usou a cabeça. Nem por um bocado. Nem por um saco de plástico.
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