17/04/2010

Cinzas


© Meteorologisk institutt (met.no)

Interessante esta carta do Instituto Meteorológico norueguês.
Há também um powerpoint com as cartas anteriores.

16/04/2010

Estádio Nacional



Uma pergunta que não se pode fazer a uns quantos é a de qual é a razão que determina que o Estádio Nacional é, para esses quantos, inseguro.
Pela minha parte, não me lembro de nenhum que me pareça mais seguro – onde haja menor risco de uma grande catástrofe - do que aquele.
Admito que possa estar equivocado neste juízo.
A falta de aviação dos pobrezinhos

Já não consigo ouvir os pobrezinhos a dizerem que já não têm dinheiro nem comida e que não há voos.

15/04/2010

Costumes em vias de extinção

Como as espécies, como os indivíduos, todos os dias se extinguem e se formam costumes.
Há defensores acérrimos das espécies, das tradições e dos costumes em vias de extinção em todo o lado.
Não sei quantas pessoas houve a protestar contra a queda do costume dos líderes políticos britânicos não debaterem na televisão. Calculo que poucas.
Custa-me ver cair assim alguns hábitos antigos.


imagem da ITV via BBC
Provar o desconhecimento

Sempre me pareceu uma impossibilidade do Direito a prova de um desconhecimento.
Vá lá, não será necessário nenhum esforço para eu fazer prova de que desconheço o nome completo de todos e cada um dos residentes na Cidade do México que lá permaneciam às 18:00 do dia 12 de Maio de 1949, hora local. Sendo que a prova não sou eu que a faço, é o senso comum.
O que me leva a ter esta ideia é que este desconhecimento é normalmente ligado não a impossibilidades práticas ou de baixíssima probabilidade mas a pessoas, factos, conceitos ou noções que estão facilmente acessíveis.

14/04/2010

Figuras

É bom que nos lembremos de vez em quando que, a acreditar no que para aí se diz, vivemos numa sociedade em que o apoio de Figo a um partido político é uma coisa com significado.
Ou a cara de Ronaldo na publicidade a um banco.
Ou milhentos outros exemplos.
Tromba d’água

Continuará o povoléu a chamar tromba d’água a qualquer chuvada intensa e localizada.
Faltará sempre a tromba à dita, como aqui disse há tempos.
As condições eram favoráveis à ocorrência de coisas tais, como previa o IM.
Não choveu foi tanto.
Bom para ir para a Arrábida


carta do IM

Será que vai chover assim tanto?
Diz que a bola é redonda

13/04/2010

Estalim e outras histórias

Lá nas mesmas brumas da memória onde paira o Castelo de Beja está um cão chamado Estalim.
Estalim, corruptela de José. Estranha a forma que se usava para equiparar a cão as figuras deste mundo de que se queria distância. E o José até já era morto e enterrado, lá muito longe.
Era este Estalim querido de todos, o que costuma abizarrar ainda mais estas graças dadas aos animais já de si previstos de estimação.
O Estalim, certo dia, depois de ter sido querido companheiro de andanças, resolveu suicidar-se, atirando-se da parede do poço que ele tão bem conhecia para o seu fundo. Saiu de lá na fateixa.
Lembra-me isto hoje por causa de uma cadela, de igual fidelidade, da mesma casa. Uma que com o Estalim e outro que ficava pelo monte e do qual não me recordo o nome, fizeram naquela casa o triunvirato das boas lembranças caninas de todos nós, os da família.
Resolveu ela, no aniversário da dona, vacilar quanto à vida.
Aguenta-te, amiga. Não vás já. Ainda tens uns latidos para dar e uns pares de calças para me sujar com as patas.

10/04/2010

As trágicas ironias do destino

A floresta de Katyn, 70 anos depois, embosca a Polónia de novo.
A Polónia pode, como talvez nunca na História do Mundo, substituir o presidente morto por um presidente em quase tudo idêntico.
A Beja, pela estrada de Aljustrel

No milénio passado, lá nas brumas da memória, está um passatempo a que fui sujeito certa vez e que me ficou tão gravado na mente que hoje mesmo salta à liça: em dado troço da E.N. 18, entre Ervidel e Beja, perguntaram-me se eu achava que dali em diante o Castelo de Beja (figurado na sua Torre de Menagem) ficaria sempre visível no horizonte até à chegada à capital.
Obrigou-me com isso a concentrar-me nesse ponto.
Verifiquei que, ao contrário do que a minha infantil mente calculara, ela, a torre, desapareceu por detrás de uma altura a dado passo.
Ao ler o João Espinho, na sua Praça da República, fiquei a saber da probabilidade de os vindouros não poderem vir a ser submetidos a tal exame topológico, enquanto houver tal estrada.
Espero que sejam exageradas as actuais preocupações.



Castelo de Beja
Subindo lá vais
Tu metes inveja
Castelo de Beja
Às águias reais

Às águias reais
Tu metes inveja
Subindo lá vais
Castelo de Beja

(popular)

09/04/2010

E pur si muove!

Não é que seja uma anormalidade de monta.
No entanto, ela move-se nas entranhas para além de se mover no espaço.
Apenas entre ontem e hoje, segundo o Instituto Geográfico Nacional de Espanha (sobre mapa do IM).

08/04/2010

Lembranças fundas

Calculo que desde há 29 anos que o Benfica não joga um jogo europeu a 8 de Abril.
Nesse dia perdeu 2-0 com o Carl Zeiss Jena, da Alemanha de Leste.
E já eram as meias-finais. Da Taça das Taças.


do ABC de Sevilha
As grandes questões universais – episódio q+9

O que faz uma mulher destas a ler notícias madrugada fora?


imagem da BBC

07/04/2010

Sentenças

Segui até aqui com algum interesse três casos que andam pelos tribunais.
O da condutora que matou duas pessoas e feriu gravemente uma outra no Terreiro do Paço;
O da cegueira no Hospital de Santa Maria;
O do acidente na A23, que foi, depois de Entre-os-Rios, o pior acidente rodoviário, em número de mortos, das estradas do continente português, o qual já correu na primeira instância e de que ainda não apurei se houve ou não recurso.
Há depois uns quantos outros que me interessam particularmente, todos eles relacionados com quedas de estruturas em obras de viadutos e pontes, sobre os quais me apercebi pelo histórico que a imprensa se empenha em deles não dar notícia.
Incluo ainda o do comboio do Tua. Não o da pedra que se desprendeu mas o descarrilamento junto à ponte da Brunheda.
Foi anunciado que a sentença em primeira instância do atropelamento do Terreiro do Paço é hoje conhecida.
Há, neste caso, a serem verdadeiras as notícias publicadas, demasiada contradição entre os factos conhecidos e mensuráveis e a versão que se diz ser a da acusada.
Há, até, a serem verdadeiras as tais notícias, argumentos que parecem violar as Leis da Física tais como estão estabelecidas.
Diz-se ainda que a acusada é psicóloga.
Tudo isto, ainda que impropriamente, leva com um grande ponto de interrogação invertido atrás, como era uso da língua de Cervantes*, e outro direito à frente.
Suponhamos agora que fica demonstrado em tribunal que a senhora ou mentiu ou é incapaz de perceber o que lhe aconteceu.
Ficando tal demonstrado, poderá ela, em bom juízo, exercer a profissão de psicóloga?

*e da nossa também.

06/04/2010

Comparações

Azar teve Emídio Rangel ao ser ouvido na Comissão de Ética a seguir a Santos Silva.
Ficou mais patente o enorme abismo intelectual.
Do brilho do primeiro a ser ouvido à fosca lâmpada do segundo da ordem do dia.
Concorde-se ou não com Santos Silva, há que lhe reconhecer a capacidade intelectual.
É pena que o PS escolha pôr a fasquia muitos furos abaixo.