03/06/2010

Ermamento

No princípio era o ermamento. Ou talvez não.
Hoje, os passos são dados para lá voltarmos. Desta vez são as escolas que fecham.
Talvez conviesse, como já disse aqui, escrutinarmos um limite.
Aquele a partir do qual outros, menos habituados aos níveis de riqueza que os que abandonam o campo pretendem manter, ocupam o território que assim lhes deixamos.
É esta a história do mundo.
Entretanto, andamos a discutir a regionalização. Como se tivéssemos massa crítica para tal. Como se houvesse alguém, para além dos boçais que se conhecem, tirante as honrosas e raras excepções que cabe assinalar, para ocupar cargos nessas autarquias.
Como se não fôssemos assistir a um copiado festival de endividamento, rotundas e equipamentos sociais que para nada servem.
E mensagens dos presidentes!

02/06/2010

Num mundo de doidos

A evolução do homem levou o indivíduo médio a ser cada vez mais racional. É esse o retrato que faço.
As expectativas de racionalidade que temos – que eu tenho e que muitos partilham – não correspondem no entanto ao mundo.
Logo, a nossa visão está errada. É o tal “acho que não mas espero que sim” numa versão algo distorcida.
Aqui de longe, cheio de preconceitos e apenas baseado no que li e que ouvi em diversos sítios, parece-me encerrado o caso do taxista que matou a tiro doze pessoas hoje em Inglaterra.
Parece-me de eliminar a opção do assassino hibernado a soldo do bloco de Leste ou dominado pelo extremismo maometano.
E irrelevante uma versão dos crimes do ABC.
Não vejo portanto o que é que há para investigar.
Mas a polícia aparentemente diz que há.
Talvez queiram recuperar informação do cérebro morto do taxista como se se tratasse de uma caixa negra.
Acho que vivemos num mundo de doidos.

01/06/2010

Buraco

Sempre me impressionaram as visões (diria sensações) do chão a fugir por debaixo dos pés.
Esta imagem intriga-me pela sua regularidade. Não creio que seja fruto do acaso.


trecho de imagem da Associated Press, copiada do Daily Mail
Discriminação

É considerar um burro com asas menos digno do que um Pégaso.


ilustração em http://www.philseed.com/pegaso.html

31/05/2010

De vez em quando

Somos lembrados das evidências.
Daquilo que todos sabemos e que só alguns apuram.


trecho de fotograma das Forças Armadas de Israel
(clicar para aceder à página respectiva)
Sem legendas

30/05/2010

Mais um chuto

Depois de, em Março de há dois anos, me ter aventurado a dar um chuto de números para a contagem dos professores manifestantes, vai agora um para a manifestação de ontem. 300 000???
Cada comunista valerá por quatro?




as contabilizações das áreas divergem das feitas em 2008, por nessa altura ter sido utilizada apenas a faixa de rodagem no Marquês, central da Avenida e central dos Restauradores.
Excluí outras artérias e o topo sul dos Restauradores, atrás do palanque.

28/05/2010

Golfo do México



As notícias de ontem centravam-se no golfo do México – a tentativa de “matar” o derrame de petróleo, cuja transmissão em directo me suscitou a estranha sensação de estar a ver uma sequência de imagens aleatoriamente repetida, e a previsão da NOAA para a próxima estação de furacões.
Recorde-se que, nos últimos anos, de 2005 para cá, e ao contrário do que previam os especialistas do apocalipse, a actividade dos furacões não disparou, antes pelo contrário.
A ver vamos. O que dá um caso e outro. E se ambos concorrem numa catástrofe à medida dos tais especialistas.
Seja como fôr, a BP está debaixo de fogo cerrado. Como alguns já dizem, quando o petróleo se fôr, pode ser que a BP também já tenha ido. Há quem esteja a trabalhar para isso.
Não há nada como ter um bom caldo de cultura.

26/05/2010

Num país de doidos

Quase todos os dias (eu atrever-me-ia até a dizer que acontece todos os dias) sou confrontado com notícias ou reportagens ou comentários recheados do mais puro nonsense.
Daquele que faria inveja aos MontyPython.
Hoje, e só hoje, prestei atenção aqui em fundo a três coisas que se incluem nessa categoria:
Uma senhora padecendo de Alzheimer estando três dias desaparecida, foi encontrada após aturadas buscas, que incluíram cães pisteiros, a... 500 m de casa, numa aldeia transmontana.
O presidente1 da ASAE diz ou cita (a frase ouvi-a fora de contexto) esta pérola: Como é que se controla a idade entre os 16 e os 15 anos quando hoje em dia os jovens são quase todos eles parecidos?
Para controlar os custos do hospital e consequentemente a despesa do Estado, o hospital de São João vai enviar a factura dos tratamentos que ali efectuam a pedido de outras unidades hospitalares.
Tudo isto é dito com ar sério.

1 não é presidente, é inspector-geral.
Contas

Da plêiade de comentadores desportivos que perco tempo a ouvir, os do ciclismo são os mais irracionais de todos eles.
Dizem uma coisa e o seu contrário na mesma frase, são muitas vezes incapazes de compreender as imagens que estão nos monitores, fazem prognósticos que são desmentidos no passo imediato e repetem esse procedimento uma vez após outra.
Havia a excepção admirável de David Duffield que se entretinha muitas vezes a dar os pormenores laterais que esses sim, contam para todas as classificações, os petiscos da zona, os restaurantes, os panoramas...
Um dos erros mais frequentes e crassos da sua argumentação é o de considerarem para a contabilização de um atraso e para a explicação da sua variação a posição instantânea dos que vão na frente.
Em suma e exemplificando, consideram frequentemente que o atraso dos perseguidores se reduz quando os que vão na frente começam a subir e consequentemente reduzem a velocidade.
Creio ser uma impossibilidade explicar-lhes a irrelevância da posição dos que vão na frente para a contabilização de um atraso. Excepto quando já cortaram a meta e isso fixa uma baliza.

22/05/2010

José Mourinho

José Mourinho disse que representava os portugueses que o apoiam.
Faço parte desse grupo mas declino qualquer representação.
Só espero que triunfe. É tudo.

21/05/2010

A célula com ADN integralmente substituído e que se reproduz

O barulho que se faz hoje nas redacções à volta deste passo é, como sempre, cheio de ruído sem sentido algum.
É um passo interessante que faz parte de uma sequência, de um movimento cuja inércia é de tal forma grande, que inevitavelmente desembocará em novas áreas cuja previsão é mera estultícia.
O dia em que alguém criar vida a partir de matéria não-biológica será, sim, um dia que divide Eras.
Sendo que os rigorosos limites de tais conceitos (vida, matéria biológica) são ainda assim uma ilusão.

20/05/2010

Modernices

A final da Liga dos Campeões agora é ao sábado!
Já só falta as mulheres deixarem de fumar!