Mudar de vida
Estas palavras fazem-me lembrar a canção de António Variações.
Estas palavras, para lá da poesia, nada significam. Ninguém muda de vida.
Diz o Presidente da República que é o que temos de fazer.
Como estas palavras só significam algo em tom poético, que é mudar o uso, é do uso que se trata. Do mau uso, suponho.
Ora o mau uso dos governados que carece ser mudado e com o qual têm de facto responsabilidade na situação é a escolha useira dos governantes.
Mude-se, pois, o uso.
07/05/2011
05/05/2011
Sem legendas

fotografias: uma de alguém próximo de Eduardo Catroga (cedida à Lusa e retirada do site da RTP*) e outra encontrada aqui.
* a RTP a bem dizer não merece ser citada uma vez que utiliza obra alheia sem pedido nem citação.
fotografias: uma de alguém próximo de Eduardo Catroga (cedida à Lusa e retirada do site da RTP*) e outra encontrada aqui.
* a RTP a bem dizer não merece ser citada uma vez que utiliza obra alheia sem pedido nem citação.
04/05/2011
Desmentido
Ao contrário do que se poderia inferir pelo artigo aqui publicado há meia-dúzia de anos, estou em condições de desmentir que entre as contrapartidas para o empréstimo ora contraído não se contou a indicação do paradeiro de Ibn Laden. 25 milhões de dólares também não davam agora para muito.
Por outro lado, confirma-se que Lauro, não sendo o nome de código de Osama, que como agora se sabe era Jerónimo, era e é um indivíduo que não pode estar mais a par das contas do Estado.
Conjuntamente com Medina Carreira e o meu velho J.d’ há décadas que andava a alertar para o descalabro.
Daí o interesse nele.
Ao contrário do que se poderia inferir pelo artigo aqui publicado há meia-dúzia de anos, estou em condições de desmentir que entre as contrapartidas para o empréstimo ora contraído não se contou a indicação do paradeiro de Ibn Laden. 25 milhões de dólares também não davam agora para muito.
Por outro lado, confirma-se que Lauro, não sendo o nome de código de Osama, que como agora se sabe era Jerónimo, era e é um indivíduo que não pode estar mais a par das contas do Estado.
Conjuntamente com Medina Carreira e o meu velho J.d’ há décadas que andava a alertar para o descalabro.
Daí o interesse nele.
Isto dos livros
Se me perguntarem por que é que gosto de ler, direi que não sei como não sei das razões por detrás de qualquer um dos meus gostos.
Mas tenho consciência de que uma coisa que me agrada nos livros é embrenhar-me no cenário.
Ora ontem, pegando n’O Barco Aberto, de Stephen Crane, vi-me no cimo de umas dunas dizendo “Olha um barco cheio de mortos!”
Se me perguntarem por que é que gosto de ler, direi que não sei como não sei das razões por detrás de qualquer um dos meus gostos.
Mas tenho consciência de que uma coisa que me agrada nos livros é embrenhar-me no cenário.
Ora ontem, pegando n’O Barco Aberto, de Stephen Crane, vi-me no cimo de umas dunas dizendo “Olha um barco cheio de mortos!”
03/05/2011
02/05/2011
Ibn Laden
O homem que foi morto entre o desligar do computador e o ligar da televisão do quarto – aqui falava-se do ataque a Kadhafi, ali já se viam as garrafais Breaking News e o competente tom assanhado do jornalista – esteve para morrer muito mais tarde. É que entre Van Vogt e as notícias do mundo para a sossega, estava mais inclinado para o primeiro. Morreria hoje por esta hora, mais coisa menos coisa.
Este homem, a quem associei por via das notícias soltas que sobre ele lia ou ouvia antes de 2001 uma imagem de magnata árabe-ocidental traficante de armas, que talvez se pavoneasse em iates de luxo pelo Mediterrâneo, entre Monte Carlo e Portofino, enchendo páginas de revistas sociais, revelou-se-me com o estereotipo que depois lhe colaram, muito diferente do meu julgamento inicial.
Mas de um a outro retrato, tudo o que sabia era o coado por múltiplas intervenções dos criadores de mitos.
E foram os criadores de mitos que criaram Osama Ibn Laden.
E foi o Ocidente que encheu esse mito como um balão.
O homem está morto, disseram-me ali na televisão do quarto pelas três e tal da manhã.
O mito é que não.
O homem que foi morto entre o desligar do computador e o ligar da televisão do quarto – aqui falava-se do ataque a Kadhafi, ali já se viam as garrafais Breaking News e o competente tom assanhado do jornalista – esteve para morrer muito mais tarde. É que entre Van Vogt e as notícias do mundo para a sossega, estava mais inclinado para o primeiro. Morreria hoje por esta hora, mais coisa menos coisa.
Este homem, a quem associei por via das notícias soltas que sobre ele lia ou ouvia antes de 2001 uma imagem de magnata árabe-ocidental traficante de armas, que talvez se pavoneasse em iates de luxo pelo Mediterrâneo, entre Monte Carlo e Portofino, enchendo páginas de revistas sociais, revelou-se-me com o estereotipo que depois lhe colaram, muito diferente do meu julgamento inicial.
Mas de um a outro retrato, tudo o que sabia era o coado por múltiplas intervenções dos criadores de mitos.
E foram os criadores de mitos que criaram Osama Ibn Laden.
E foi o Ocidente que encheu esse mito como um balão.
O homem está morto, disseram-me ali na televisão do quarto pelas três e tal da manhã.
O mito é que não.
01/05/2011
Persistência
Há dias discutia com circunstantes o que movia esta gente na procura dos destroços do AF447.
Eu defendia que, sem querer explicar as motivações humanas, ainda há motivos que excedem o interesse pelo poder, pela posse, pela fama.
Que talvez esta descoberta se pudesse dever a uma persistência fundada no desafio.
Talvez.
Contra mim, argumentavam que nada se faz sem o fito na fama, na posse, no poder.
Podem tirar-se dividendos desse tipo desta descoberta, claro que podem.
Ainda assim, continuo a crer que às vezes...

imagem do BEA - caixa negra de registos de dados de voo recuperada hoje de manhã.
Há dias discutia com circunstantes o que movia esta gente na procura dos destroços do AF447.
Eu defendia que, sem querer explicar as motivações humanas, ainda há motivos que excedem o interesse pelo poder, pela posse, pela fama.
Que talvez esta descoberta se pudesse dever a uma persistência fundada no desafio.
Talvez.
Contra mim, argumentavam que nada se faz sem o fito na fama, na posse, no poder.
Podem tirar-se dividendos desse tipo desta descoberta, claro que podem.
Ainda assim, continuo a crer que às vezes...
imagem do BEA - caixa negra de registos de dados de voo recuperada hoje de manhã.
30/04/2011
29/04/2011
28/04/2011
Os espanhóis o quê?
Verifica-se assim a solidez da aposta. Ou seja, está ganha.
Aposta esta que, a tivesse eu proposto antes do calendário da liga Europa estar definido, cobriria todos os clubes em liça.
Na altura em que a escrevi, eram favas contáveis.
Nunca percebi esta fustigação sobre os interesses da UEFA não serem de opinião a uma final entre clubes portugueses.
Qual a razão para tanto alarido?
Verifica-se assim a solidez da aposta. Ou seja, está ganha.
Aposta esta que, a tivesse eu proposto antes do calendário da liga Europa estar definido, cobriria todos os clubes em liça.
Na altura em que a escrevi, eram favas contáveis.
Nunca percebi esta fustigação sobre os interesses da UEFA não serem de opinião a uma final entre clubes portugueses.
Qual a razão para tanto alarido?
27/04/2011
26/04/2011
25/04/2011
O casamento
Não há ninguém vivo que se lembre das duas festas ocorrerem no mesmo dia. Há 152 anos foi a última vez.
O São Marcos em Gáfete e a Senhora da Redonda em Alpalhão.
Ouvi várias vezes pela tradição que se casavam as festas em tal ocasião.
Não se me dava de ir a pé de um a outro pela fresca. Se conseguisse passar a ribeira. Parando em todos os apeadeiros do percurso.

da carta militar série M888 do IGEOE
Não há ninguém vivo que se lembre das duas festas ocorrerem no mesmo dia. Há 152 anos foi a última vez.
O São Marcos em Gáfete e a Senhora da Redonda em Alpalhão.
Ouvi várias vezes pela tradição que se casavam as festas em tal ocasião.
Não se me dava de ir a pé de um a outro pela fresca. Se conseguisse passar a ribeira. Parando em todos os apeadeiros do percurso.
da carta militar série M888 do IGEOE
24/04/2011
Germânia
Mário Soares foi excepcionalmente duro para com os alemães ao relembrar-lhes a pesada herança que nos legaram na primeira metade do século XX.
Foi duro e foi certeiro, quanto a mim. Não creio é que tais afirmações produzam efeito algum.
Recordou-me Franco Nogueira quando há talvez uns trinta anos avisava que quando (nem punha a coisa no condicional e estávamos então longe do descalabro soviético de 1989 e seguintes) a Alemanha voltasse a ser una não estaríamos livres da sua ambição de poder mais uma vez.
A coisa nem demorou assim tanto a chegar.

plano de Speer para Berlim (maqueta daqui)
Mário Soares foi excepcionalmente duro para com os alemães ao relembrar-lhes a pesada herança que nos legaram na primeira metade do século XX.
Foi duro e foi certeiro, quanto a mim. Não creio é que tais afirmações produzam efeito algum.
Recordou-me Franco Nogueira quando há talvez uns trinta anos avisava que quando (nem punha a coisa no condicional e estávamos então longe do descalabro soviético de 1989 e seguintes) a Alemanha voltasse a ser una não estaríamos livres da sua ambição de poder mais uma vez.
A coisa nem demorou assim tanto a chegar.
plano de Speer para Berlim (maqueta daqui)
23/04/2011
Risco
Uma coisa que eu gostava de conhecer era a lista dos casos mortais do aluvião na Madeira sobre os quais pendesse a suspeita de que haveria responsabilidade e culpa humanas a montante. E em que medida estava essa suspeita estribada.
Uma outra coisa que eu ainda verei, assim o espero, é a sanha crescente a apossar-se dos adversários da energia nuclear. Que, por ora, ainda vai no adro.
Também gostava de ver, ponto a ponto, as suas razões. Tais como as do que os que a defendem.
Seja aqui seja onde fôr.
Uma coisa que eu gostava de conhecer era a lista dos casos mortais do aluvião na Madeira sobre os quais pendesse a suspeita de que haveria responsabilidade e culpa humanas a montante. E em que medida estava essa suspeita estribada.
Uma outra coisa que eu ainda verei, assim o espero, é a sanha crescente a apossar-se dos adversários da energia nuclear. Que, por ora, ainda vai no adro.
Também gostava de ver, ponto a ponto, as suas razões. Tais como as do que os que a defendem.
Seja aqui seja onde fôr.
22/04/2011
21/04/2011
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