13/05/2011

Energia

Para um leigo muito leigo nas ciências dos fenómenos da circulação na troposfera, o último ano tem sido pródigo em imagens inéditas do satélite que fotografa o sector nordeste do Atlântico e que o IM nos oferece.
Denotam elas, aos meus olhos, maior desorganização. Ou seja, é visual essa percepção. Até que ponto ela corresponde a uma desorganização de facto e a uma maior entropia, não faço ideia.


© 2011 EUMETSAT / IM

12/05/2011

Retirando os meanwhiles


como a imagem atesta, o algoritmo dá-me neste momento 3853 combinações de três letras.

11/05/2011

A feira de Garvão A feira de Garvão não nasceu nem com a canção de Vitorino nem com as cenas iniciais do filme de Fonseca e Costa “Os demónios de Alcácer-Quibir”. Não. Nasceu muitos séculos antes. Tantos que ninguém sabe ao certo quando. Talvez não muito depois nem muito antes do foral afonsino (D. Afonso III). Também ninguém sabe ao certo quando é que começou a calhar em 9, 10 e 11 de Maio. O que se sabe é que, ao fim de um tempo que ninguém sabe quanto é, quanto foi, alguém decidiu mudar-lhe a data. Neste ano da graça de dois mil e onze. A tradição cede a uma hipótese de negócio. Uma mera hipótese. Sabemos todos que o país rural passou a ter fins de semana. Que o compasso da semana americana é mestre em todo o lado. Sabemos mesmo que talvez já nem haja país rural. Não se trata aqui de defender com razões a data fixa. As coisas que têm valor intrínseco não se defendem com argumentário. Apenas se notam várias coisas: Que seja a Câmara de Ourique (a que título?) a decidir a mudança da data. Que no Correio do Alentejo surja uma reportagem em que se diz que a data foi mudada por diversas razões, segundo uma fonte da dita câmara. As diversas razões são aparentemente as que o artigo depois enumera. Que na página da mesma câmara a feira surja marcada nas datas tradicionais (9, 10 e 11 de Maio) na página dos eventos. Aparentemente, ainda não criaram a regra para a data móvel. Que por lá não vi escritas as razões de tal mudança. Que o Zé Raúl, honra lhe seja, votou contra. edital da C.M.O.
correcção: A acta da reunião de câmara em que a deliberação foi tomada está acessível aqui.

10/05/2011

34 anos de estrada e mais uns quantos de caminho


imagem revista, pouco aumentada e composta a partir de muitas de autores alheios.

O algoritmo dá-me neste momento 4069 combinações de três letras.

09/05/2011

A morte em directo

Não se pode dizer que a morte em directo na televisão se tenha banalizado na mesma medida em que a cobertura dos acontecimentos se multiplicou.
Mas aconteceu hoje. No ciclismo.
É pornografia que eu dispenso.

O algoritmo dá-me neste momento 4211 combinações de três letras. E continua a excluir.
Coisas da máxima importância

Trata-se agora de saber, das 17576 combinações possíveis de três letras do alfabeto latino adicionado com as três letras do costume, quais são as que não se utilizam em português, sem considerar acentos gráficos.
Um algoritmo que me tem estado a fazer o trabalho diz-me neste momento que 4761 não se utilizam. Mas continua a cortar à medida que as vai detectando em pacotes de texto com o qual o alimento.
Ora saber isto é da máxima importância. Adiante se verá a que tipo de trabalho isto serve para simplificar.

07/05/2011

Mudar de vida

Estas palavras fazem-me lembrar a canção de António Variações.
Estas palavras, para lá da poesia, nada significam. Ninguém muda de vida.
Diz o Presidente da República que é o que temos de fazer.
Como estas palavras só significam algo em tom poético, que é mudar o uso, é do uso que se trata. Do mau uso, suponho.
Ora o mau uso dos governados que carece ser mudado e com o qual têm de facto responsabilidade na situação é a escolha useira dos governantes.
Mude-se, pois, o uso.

05/05/2011

O bom Jesus

Sem legendas


fotografias: uma de alguém próximo de Eduardo Catroga (cedida à Lusa e retirada do site da RTP*) e outra encontrada aqui.

* a RTP a bem dizer não merece ser citada uma vez que utiliza obra alheia sem pedido nem citação.

04/05/2011

Desmentido

Ao contrário do que se poderia inferir pelo artigo aqui publicado há meia-dúzia de anos, estou em condições de desmentir que entre as contrapartidas para o empréstimo ora contraído não se contou a indicação do paradeiro de Ibn Laden. 25 milhões de dólares também não davam agora para muito.
Por outro lado, confirma-se que Lauro, não sendo o nome de código de Osama, que como agora se sabe era Jerónimo, era e é um indivíduo que não pode estar mais a par das contas do Estado.
Conjuntamente com Medina Carreira e o meu velho J.d’ há décadas que andava a alertar para o descalabro.
Daí o interesse nele.

Isto dos livros

Se me perguntarem por que é que gosto de ler, direi que não sei como não sei das razões por detrás de qualquer um dos meus gostos.
Mas tenho consciência de que uma coisa que me agrada nos livros é embrenhar-me no cenário.
Ora ontem, pegando n’O Barco Aberto, de Stephen Crane, vi-me no cimo de umas dunas dizendo “Olha um barco cheio de mortos!”

03/05/2011

No intervalo da bola

Anunciaram que o primeiro-ministro falaria ao país no intervalo da bola.
A ser realmente esse o tempo escolhido, estou curioso por saber se o árbitro o manda calar.

Pareceu que não. Mas é um fora-de-jogo muito duvidoso.

02/05/2011

Ibn Laden

O homem que foi morto entre o desligar do computador e o ligar da televisão do quarto – aqui falava-se do ataque a Kadhafi, ali já se viam as garrafais Breaking News e o competente tom assanhado do jornalista – esteve para morrer muito mais tarde. É que entre Van Vogt e as notícias do mundo para a sossega, estava mais inclinado para o primeiro. Morreria hoje por esta hora, mais coisa menos coisa.
Este homem, a quem associei por via das notícias soltas que sobre ele lia ou ouvia antes de 2001 uma imagem de magnata árabe-ocidental traficante de armas, que talvez se pavoneasse em iates de luxo pelo Mediterrâneo, entre Monte Carlo e Portofino, enchendo páginas de revistas sociais, revelou-se-me com o estereotipo que depois lhe colaram, muito diferente do meu julgamento inicial.
Mas de um a outro retrato, tudo o que sabia era o coado por múltiplas intervenções dos criadores de mitos.
E foram os criadores de mitos que criaram Osama Ibn Laden.
E foi o Ocidente que encheu esse mito como um balão.
O homem está morto, disseram-me ali na televisão do quarto pelas três e tal da manhã.
O mito é que não.

01/05/2011

Persistência

Há dias discutia com circunstantes o que movia esta gente na procura dos destroços do AF447.
Eu defendia que, sem querer explicar as motivações humanas, ainda há motivos que excedem o interesse pelo poder, pela posse, pela fama.
Que talvez esta descoberta se pudesse dever a uma persistência fundada no desafio.
Talvez.
Contra mim, argumentavam que nada se faz sem o fito na fama, na posse, no poder.
Podem tirar-se dividendos desse tipo desta descoberta, claro que podem.
Ainda assim, continuo a crer que às vezes...


imagem do BEA - caixa negra de registos de dados de voo recuperada hoje de manhã.

30/04/2011

Oui, on sait qu'il est vrai

On sait qu'il est vrai.
Que algumas almoçaristas nos comeram com os olhos.
Modéstia à parte, e sendo realistas, on sait qu'il est vrai!

28/04/2011

Os espanhóis o quê?

Verifica-se assim a solidez da aposta. Ou seja, está ganha.
Aposta esta que, a tivesse eu proposto antes do calendário da liga Europa estar definido, cobriria todos os clubes em liça.
Na altura em que a escrevi, eram favas contáveis.
Nunca percebi esta fustigação sobre os interesses da UEFA não serem de opinião a uma final entre clubes portugueses.
Qual a razão para tanto alarido?
Ideias parvas

Ir a Dublin ver o Benfica – Porto, com um cachecol do Sporting. Coisa que nunca na vida usei.
Se fôr Braga – Porto, julgo que um cachecol da Académica seria mais apropriado.
Os espanhóis o quê?