21/05/2011

Jamor



Certa vez, dei por um trio de comentadores da bola mailo moderador não saber onde é que ficava o norte no Estádio Nacional.
Julgo que é com o mesmo tipo de sapiência e de raciocínio que se afirma que o Estádio Nacional tem problemas de segurança.
Pode ter muitos problemas de desconforto, admito-o. Mas não é isso que a tropa do costume aponta. É a segurança.
A mim, não me ocorre um único estádio em Portugal que garanta melhores condições de segurança. Falo, é claro, de condições que impeçam uma grande tragédia, envolvendo muitas baixas. Que esta malta agarra-se sempre ao trágico episódio em que um cro-magnon fez saltar um very-light sobre a bancada contrária. Parecendo que tal caso tem alguma dependência das condições do estádio.
Não me ocorre um único.
Não quer dizer que não exista.
Era de saber onde está que eu gostava

20/05/2011

De obras feitas

E chamar engenheiro a José Sócrates é ofender quantas pessoas?
O fim do Mundo

Vem aí, aprazado para amanhã, mais um fim do Mundo.
Já nem sei por quantos alertas vermelhos (negros, mesmo) destes já passei.
Ocorreram-me hoje, porém, algumas perguntas parvas – sabendo todos nós que todos os dias são o fim do Mundo para incontáveis pessoas, a quantas tocará assistir ao próprio fim do Mundo? E quantas de entre elas terão disso consciência?
Voltando ao alerta – qual será a utilidade de alertar para o fim do Mundo?
Pior um pouco

Vai para 25 minutos de conversa da treta.
Pior um pouco do que eu esperava.
Nem um nem outro vivem neste mundo.
Relembrando

O que aqui não se disse.


fotografias: uma de alguém próximo de Eduardo Catroga (cedida à Lusa e retirada do site da RTP*) e outra encontrada aqui.

* a RTP a bem dizer não merece ser citada uma vez que utiliza obra alheia sem pedido nem citação.

19/05/2011

Limitações

Uma das minhas muitas limitações é não conseguir discutir com quem não é capaz de apontar os meus erros.

18/05/2011

Landsdowne Road



Para os que, como eu, eram indefectíveis das Cinco Nações e dos relatos de Cordeiro do Vale, Landsdowne Road era o antigo estádio onde a Irlanda recebia.
A forma como ele pronunciava este nome, Arms Park de Cardiff, Twickenham nos arredores de Londres, Murrayfield em Edimburgo e o Parque dos Príncipes em Paris era inconfundível e prazenteira, dada a imitações entusiastas.
Num estádio diferente, no mesmo local, ver-se-á uma taça europeia voar para uma prateleira em Portugal.
Não desminto que gostaria de lá estar. Com o tal cachecol da Académica.
A festa por aqui, entre os que não são nem do Braga nem do Porto, e que sempre se fez quando uma equipa portuguesa arrebata uma taça destas, já perdeu élan por não ter sido feita quando o Porto esmagou o Vilarreal.
Que a taça já é nossa, aconteça o que acontecer.
Anda por ali coisa


imagem do radar do IM composta com mapa administrativo

17/05/2011

As novas oportunidades

Haja quem ponha em causa as carimbadelas das Novas Oportunidades.
PSD e PS são o pai e a mãe delas.
O exemplo aqui patente (de uma cópia deste blogue) é apenas um entre muitos do que tal coisa significa.
Trata-se enfim de fazer pouco dos que, ao mesmo tempo que trabalhavam, se esforçaram por estudar, por aprender.
Olhando para as intenções que estão por trás da ideia, é um belíssimo tiro pela culatra.
Como todas as ideias que fazem sair a correr, com o “coitadinhismo” à frente, a rufar tambores.
Mas uma bela ideia para quem quer ter títalos atrás do nome.
Pairar

Pairando como sempre à custa da reserva mental de energia, o sobrevoo das árvores deu-lhe a ilusória impressão de que a placa gráfica, o processador e o software concorriam para uma exímia narrativa da paisagem.
Debatia-se entre a defesa e o ataque a esta ilusão.


Rob Gonsalves, Bedtime Aviation

16/05/2011

Portas

Para Paulo Portas, o desvio de proporcionalidade entre o número de votos e os mandatos no parlamento deve-se ao método de Hondt.
Ver aqui. (44:15 a 44:28)
Um mundo de doidos

Só num mundo em que a maioria dos actores deixou de ter contacto com a realidade é que um episódio como o de Strauss-Kahn pode ter repercussões na economia e na finança mundial.
Mas é nesse mundo de doidos e de atrasados mentais manipulado por uns quantos titeriteiros que vivemos.

13/05/2011

Energia

Para um leigo muito leigo nas ciências dos fenómenos da circulação na troposfera, o último ano tem sido pródigo em imagens inéditas do satélite que fotografa o sector nordeste do Atlântico e que o IM nos oferece.
Denotam elas, aos meus olhos, maior desorganização. Ou seja, é visual essa percepção. Até que ponto ela corresponde a uma desorganização de facto e a uma maior entropia, não faço ideia.


© 2011 EUMETSAT / IM

12/05/2011

Retirando os meanwhiles


como a imagem atesta, o algoritmo dá-me neste momento 3853 combinações de três letras.

11/05/2011

A feira de Garvão A feira de Garvão não nasceu nem com a canção de Vitorino nem com as cenas iniciais do filme de Fonseca e Costa “Os demónios de Alcácer-Quibir”. Não. Nasceu muitos séculos antes. Tantos que ninguém sabe ao certo quando. Talvez não muito depois nem muito antes do foral afonsino (D. Afonso III). Também ninguém sabe ao certo quando é que começou a calhar em 9, 10 e 11 de Maio. O que se sabe é que, ao fim de um tempo que ninguém sabe quanto é, quanto foi, alguém decidiu mudar-lhe a data. Neste ano da graça de dois mil e onze. A tradição cede a uma hipótese de negócio. Uma mera hipótese. Sabemos todos que o país rural passou a ter fins de semana. Que o compasso da semana americana é mestre em todo o lado. Sabemos mesmo que talvez já nem haja país rural. Não se trata aqui de defender com razões a data fixa. As coisas que têm valor intrínseco não se defendem com argumentário. Apenas se notam várias coisas: Que seja a Câmara de Ourique (a que título?) a decidir a mudança da data. Que no Correio do Alentejo surja uma reportagem em que se diz que a data foi mudada por diversas razões, segundo uma fonte da dita câmara. As diversas razões são aparentemente as que o artigo depois enumera. Que na página da mesma câmara a feira surja marcada nas datas tradicionais (9, 10 e 11 de Maio) na página dos eventos. Aparentemente, ainda não criaram a regra para a data móvel. Que por lá não vi escritas as razões de tal mudança. Que o Zé Raúl, honra lhe seja, votou contra. edital da C.M.O.
correcção: A acta da reunião de câmara em que a deliberação foi tomada está acessível aqui.

10/05/2011

34 anos de estrada e mais uns quantos de caminho


imagem revista, pouco aumentada e composta a partir de muitas de autores alheios.

O algoritmo dá-me neste momento 4069 combinações de três letras.

09/05/2011

A morte em directo

Não se pode dizer que a morte em directo na televisão se tenha banalizado na mesma medida em que a cobertura dos acontecimentos se multiplicou.
Mas aconteceu hoje. No ciclismo.
É pornografia que eu dispenso.

O algoritmo dá-me neste momento 4211 combinações de três letras. E continua a excluir.
Coisas da máxima importância

Trata-se agora de saber, das 17576 combinações possíveis de três letras do alfabeto latino adicionado com as três letras do costume, quais são as que não se utilizam em português, sem considerar acentos gráficos.
Um algoritmo que me tem estado a fazer o trabalho diz-me neste momento que 4761 não se utilizam. Mas continua a cortar à medida que as vai detectando em pacotes de texto com o qual o alimento.
Ora saber isto é da máxima importância. Adiante se verá a que tipo de trabalho isto serve para simplificar.