28/05/2011

Diário íntimo

Não me lembro de alguma vez ter sonhado com uma situação de vida relacionada comigo, com o meu quotidiano.
Até hoje. Em que me vi a resolver um problema que está em 502º na minha ordem de prioridades.
Lá estava eu, em plena cidade do Porto, a resolver a questão de forma expedita.
Como se diz lá para a minha zona - morreu algum burro...
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Não se notam os mínimos sinais de contacto com a realidade da parte seja de quem fôr.
Talvez o PCP seja o que está mais perto de avaliar realisticamente o que se passa. É, ao mesmo tempo, conjuntamente com o BE, o que está mais longe de ter propostas realistas para a sociedade portuguesa.
Uns vivem num mundo à parte quanto à observação da realidade.
Outros, quanto às soluções que oferecem.
Creio que há espaço de sobra para um partido que tenha uma ideia quase realista do que afinal se passa. E que tenha uma ideia fora das utopias para a solução dos problemas. Mesmo que arda. Que arda muito. Mas que cure, porra.
Bonito


imagem do IM

E esta minha impressão de que, uns poucos anos atrás, tivemos um período excepcionalmente longo, aqui na zona de Lisboa, sem trovoadas.

27/05/2011

Apostinhas

Retomando uma "tradição antiga", preenchi duas apostas desta vez.
Uma, tendo como ponto de apreciação para o palpite os resultados das últimas eleições; outra, todo o histórico de eleições parlamentares pós-74.
São dois chutes, como todos os outros.
Da última vez, como se viu, falhei em barda*. Julgo que desta vez é possível fazer melhor.


(clicar para ver ampliado)

* a soma dos módulos das diferenças entre o palpite e a realidade foi de 54. Muito mau.

26/05/2011

Por um prato de lentilhas*

Não deixa de ser irónico que Ratko Mladić aterre daqui a bocado precisamente em solo holandês.
Nunca há criminosos de guerra do lado dos vencedores, estamos fartos de o saber.
Mas é em nome da justiça que estes actos são levados a cabo.


* Génesis 25:29-34

actualização cerca das 15:00: não será afinal daqui a bocado que aterrará na Holanda.

25/05/2011

O Sr. d’Hondt

Quem instruiu Paulo Portas sobre votações e distribuições proporcionais de mandatos fê-lo mal.
Convenceu-o de que é o método de Hondt e não a formatação distrital que dá a diferença entre proporção nacional dos votos e os mandatos alcançados.
Depois da referência aqui feita, repetiu-se.
A única coisa certa é que na distribuição proporcional de Hondt, dois partidos que se coliguem para a eleição nunca obtêm um número de mandatos menor do que obteriam em soma concorrendo separadamente. O mais frequente, no entanto, é que obtenham um todo igual à soma das partes.
No caso, como diria Guterres, é fazer a conta. Ou a simulação.

24/05/2011

Arrazoados

Não é com razões que se defendem valores, territórios, crenças, afectos. Nunca foi.
Quando se faz tal, o objectivo é outro.
Às vezes, não é mesmo nenhum, é mero desperdício de palavras.
Na pendência entre Israel e a Palestina continua a haver um imenso desperdício de arrazoado.

23/05/2011

Recordações da casa amarela*



Cuja instituição que acolhe é hoje centenária.
Por ela, posterior edifício pachequista, passei fazendo mais cadeiras na Mexicana do que nos livros de termos (trajecto mencionado aqui pelo caro amigo Bic Laranja).
E de lá saí sem dar oportunidade ao Carvalhosa de ir na motorizada comprar os foguetes.

* título roubado a João César Monteiro por muitos dos que por lá andaram.

21/05/2011

Jamor



Certa vez, dei por um trio de comentadores da bola mailo moderador não saber onde é que ficava o norte no Estádio Nacional.
Julgo que é com o mesmo tipo de sapiência e de raciocínio que se afirma que o Estádio Nacional tem problemas de segurança.
Pode ter muitos problemas de desconforto, admito-o. Mas não é isso que a tropa do costume aponta. É a segurança.
A mim, não me ocorre um único estádio em Portugal que garanta melhores condições de segurança. Falo, é claro, de condições que impeçam uma grande tragédia, envolvendo muitas baixas. Que esta malta agarra-se sempre ao trágico episódio em que um cro-magnon fez saltar um very-light sobre a bancada contrária. Parecendo que tal caso tem alguma dependência das condições do estádio.
Não me ocorre um único.
Não quer dizer que não exista.
Era de saber onde está que eu gostava

20/05/2011

De obras feitas

E chamar engenheiro a José Sócrates é ofender quantas pessoas?
O fim do Mundo

Vem aí, aprazado para amanhã, mais um fim do Mundo.
Já nem sei por quantos alertas vermelhos (negros, mesmo) destes já passei.
Ocorreram-me hoje, porém, algumas perguntas parvas – sabendo todos nós que todos os dias são o fim do Mundo para incontáveis pessoas, a quantas tocará assistir ao próprio fim do Mundo? E quantas de entre elas terão disso consciência?
Voltando ao alerta – qual será a utilidade de alertar para o fim do Mundo?
Pior um pouco

Vai para 25 minutos de conversa da treta.
Pior um pouco do que eu esperava.
Nem um nem outro vivem neste mundo.
Relembrando

O que aqui não se disse.


fotografias: uma de alguém próximo de Eduardo Catroga (cedida à Lusa e retirada do site da RTP*) e outra encontrada aqui.

* a RTP a bem dizer não merece ser citada uma vez que utiliza obra alheia sem pedido nem citação.

19/05/2011

Limitações

Uma das minhas muitas limitações é não conseguir discutir com quem não é capaz de apontar os meus erros.

18/05/2011

Landsdowne Road



Para os que, como eu, eram indefectíveis das Cinco Nações e dos relatos de Cordeiro do Vale, Landsdowne Road era o antigo estádio onde a Irlanda recebia.
A forma como ele pronunciava este nome, Arms Park de Cardiff, Twickenham nos arredores de Londres, Murrayfield em Edimburgo e o Parque dos Príncipes em Paris era inconfundível e prazenteira, dada a imitações entusiastas.
Num estádio diferente, no mesmo local, ver-se-á uma taça europeia voar para uma prateleira em Portugal.
Não desminto que gostaria de lá estar. Com o tal cachecol da Académica.
A festa por aqui, entre os que não são nem do Braga nem do Porto, e que sempre se fez quando uma equipa portuguesa arrebata uma taça destas, já perdeu élan por não ter sido feita quando o Porto esmagou o Vilarreal.
Que a taça já é nossa, aconteça o que acontecer.
Anda por ali coisa


imagem do radar do IM composta com mapa administrativo

17/05/2011

As novas oportunidades

Haja quem ponha em causa as carimbadelas das Novas Oportunidades.
PSD e PS são o pai e a mãe delas.
O exemplo aqui patente (de uma cópia deste blogue) é apenas um entre muitos do que tal coisa significa.
Trata-se enfim de fazer pouco dos que, ao mesmo tempo que trabalhavam, se esforçaram por estudar, por aprender.
Olhando para as intenções que estão por trás da ideia, é um belíssimo tiro pela culatra.
Como todas as ideias que fazem sair a correr, com o “coitadinhismo” à frente, a rufar tambores.
Mas uma bela ideia para quem quer ter títalos atrás do nome.
Pairar

Pairando como sempre à custa da reserva mental de energia, o sobrevoo das árvores deu-lhe a ilusória impressão de que a placa gráfica, o processador e o software concorriam para uma exímia narrativa da paisagem.
Debatia-se entre a defesa e o ataque a esta ilusão.


Rob Gonsalves, Bedtime Aviation

16/05/2011

Portas

Para Paulo Portas, o desvio de proporcionalidade entre o número de votos e os mandatos no parlamento deve-se ao método de Hondt.
Ver aqui. (44:15 a 44:28)