23/07/2011

Os factos e as opiniões

Não sei por quê mas não me cheira que a Estação da Funcheira tenha sido inaugurada há exactos cem anos.
Creio que será cerca de cinco a dez anos mais nova.
Matéria de facto, susceptível de controvérsia quando a minha ignorância preenche os espaços quase todos.
Ora o Diário do Alentejo que faz referência a uma história que ouvi contar diversas vezes e que situo essa sim há cerca de cem anos, vem sustentar as minhas dúvidas. Há exactos cem anos passou-se qualquer coisa. Mas não foi decerto a inauguração da estação, estou capaz de apostar.
N’A Capital nem uma linha. Na véspera desse dia e nos dias seguintes.


espólio Campos Vilhena - postal ilustrado (autor e editor desconhecidos)
Ele a dar-lhe

E a burra a fugir.
Ainda que o caso de Oslo e arredores não se explique por infecção exógena, tudo o que disse acima (abaixo) se aplica ao actual estado das coisas.
Mas é claro que o que me lançou para aquelas frases foi uma presunção preconceituosa. É coisa que me irrita a valer.

22/07/2011

Terrorismo

A Europa não está preparada para lidar com infecções.
Trata o terrorismo com demasiado espalhafato e sem medidas sérias para o prevenir.
Como alguém que tem um panarício motivado por um exposição permanente a cortes infectos e sai para a rua aos berros e de mãos na cabeça.
O mesmo espalhafato que fariam vizinhos, familiares e amigos presentes se se tratasse de um caso com prognóstico de morte a curto prazo.
Que o terrorismo é uma infecção devida a agentes externos infiltrados e decididos a causarem dano, não me restam dúvidas.
Talvez fosse altura de tomar algumas precauções profilácticas. De procurar identificar os agentes infecciosos mais a sério e eliminá-los. Sem muito barulho.

Post Scriptum: A tentativa que aparentemente foi tentada em Portugal dias atrás coincide em grande parte com os meus receios.
Comentários

Já não é a primeira vez que a cópia de disparates ouvidos da boca dos especialistas em ciclismo me causa saudades de David Duffield, o comentador do Eurosport.
Por cá, havia Francisco Figueiredo que, tal como Duffield, não levava demasiado a sério a parte da competição e se perdia em comentários verdadeiramente interessantes como os pratos típicos da zona, os pontos de interesse, enquanto não relembrava histórias antigas de ciclismo.
Estes não.
Metem-se a fazer diagnósticos e prognósticos com métodos infantis de observação e de raciocínio.
Usam depois uns axiomas do ciclismo que, postos à prova, nunca se verificaram verdadeiros.
Mas que persistem, apesar de negados.
Entradas, 2011

21/07/2011

Pestana

É o que se chama abrir (parte d)a pestana.
Mesmo que não se perceba o que é uma parte num conceito. Nem que se veja como é possível abrir um cabelo de forma expedita.
Mas houve qualquer coisa que caiu naquela reunião em Bruxelas – a moeda, talvez. A taxa, digo.
Буран

Ao encerrar o ciclo de exploração espacial do programa Space Shuttle (40% de perdas – dois veículos em cinco), a NASA enterra também o esquecido Buran, réplica soviética pouco à altura, no puro sentido dimensional do termo.


emblema retirado do site da NASA
* descontando o Enterprise que não fez voos espaciais

20/07/2011

Uma parte da questão

O Pingo Doce acaba de arrumar uma parte da questão.
O remanescente remanesce.

Mendel, diz o Google hoje.
Mendelssohn
Mandelbrot
Acrescento.
Nos sapatos do fotógrafo enquanto (não tanto) jovem (cena 8)



Ourique

19/07/2011

Macário

Quais serão as palavras que estão entre a compreensão de Macário Correia pela introdução de portagens na Via Infante de Sagres e a sua posição de eventual comparência numa manifestação contra a dita introdução?
Isto a julgar pelos trechos que a RTP revelou de uma sua comunicação.

18/07/2011

Apreensão

Acho que se tornou um passatempo nas mesas da Mexicana a partir da manhã em que o jornal “O Dia” passou a ter como título de 1ª página “Criança de 71 anos...”
Nessa altura, era apenas o maior ou menor jeito para desenhar letras de imprensa e intercalá-las, justapô-las onde fosse.
Hoje, é tudo muito mais fácil. Já não dá é para exibir o jornal e provocar caras de espanto nos circunstantes que espreitavam as gordas do jornal do vizinho.


página do Correio da Manhã manifestamente roubada ao Templário.

17/07/2011

Impostos, taxas, contribuições, portagens e derramas

Grande parte da discussão sobre o orçamento é sobre a forma como o pagode vai pagar – se é por multibanco, por cheque, por letra ou em moedas.
A discussão sobre a utilidade das coisas que ele paga essa é que tem que ser sempre abafada.
Porque o dinheiro é preciso. Já.

16/07/2011

Na rede

Suponhamos que existe um certa urgência em contactar Fulano de Tal, velho conhecido (se há coisas que se tornaram mais difíceis de obter, mesmo na idade da informação, uma delas é o número de telemóvel de alguém).
Suponhamos que o fixo, fácil de obter, nos premeia com um sinal de impedimento.
Suponhamos que à mão está alguém que terá algures o número de telefone da mulher do dito que talvez seja diverso deste que se obteve e se encontra inacessível.
Suponhamos que, no entretanto, se vai pela rede à caça do homem.
Suponhamos que se não encontra nenhum número de telefone para além do que já se tentou mas... tropeça-se num edital em que aparecem juntos os nomes de Fulano de Tal e Senhora.
Ainda se vai a tempo de dizer: Não vale a pena procurar o número. Já não liga um a outro.
E de evitar um desconchavo.
Suponhamos que tudo isto aconteceu e no final Fulano de Tal estava do outro lado da linha. Da antena. Sem suspeitar que os seus assuntos particulares estavam à vista de um acaso.

15/07/2011

14/07/2011

65 por cento

Disse o ministro das Finanças que 65 por cento dos agregados familiares não vão ser abrangidos pela sobretaxa anunciada.
Esta verificação é um censo da pobreza.
Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença quarta

No caminho da sapiência vais substituindo constantes por variáveis. E existe nele um ponto a partir do qual todas as variáveis são uma e uma só constante.

11/07/2011

Notas com cifrões

Já não há pachorra para os tipos que descobriram agora as agências de notação.
Um jornalista que escreve “O comércio de artigos de luxo disparou apesar da crise” é um jornalista que não conhece o conceito de adversidade, de adversativo.
Uma câmara municipal que gasta dinheiro em folhetos a cores (já não em papel acetinado mas em papel reciclado, ao que me parece) e indica logo no início do dito que está solidária com os munícipes é no mínimo ridícula. No mínimo. Podemos depois ir buscar a alegoria da pipa de vinho (cuja há mais de seis anos aqui chamei a terreiro).


clicar para ver a capa do folheto
Marinha