05/01/2012

As grandes questões universais - episódios q+19 e q+20

Ainda haverá festas de garagem?
Caso não, em que período de tempo se podem balizar as ditas, no mundo português?

Nota: para alguns, a garagem, depois de desalojado o faruque, tornou-se uma boîte permanente, de férias e fins-de-semana.

04/01/2012

A única coisa certa

Que este ano nos trará, é a continuação do desnorte racional generalizado.
A bússola doida que girará na maioria das cabeças, induzidamente ou não.
Um destes dias, a água para consumo humano será objecto de suspeitas por também ser utilizada no funcionamento das centrais nucleares.
Já não falta muito.
A campanha dos republicanos a caminho da Casa Branca tem todas as condições para ficar no anedotário dos vindouros, se a tendência para a irracionalidade se inverter no futuro.
Caso contrário, poderá ser um caso de estudo. No sentido do sucesso.

03/01/2012

Eles lá sabem

As linhas com que se cosem.
E as designações que escolhem e o que elas, as designações, trazem à lembrança.


do site do PCP de Ovar

01/01/2012

Retracção

Eu aqui cheio de venturas prospectivas ignorando ainda a já certa retracção de 2012. O ano vai ser mais curto. Em vez dos tradicionais 366 dias do ano bissexto, terá com o corte apenas 356.
Muito mais grave do que o ano samoano de 2011 imputado em um dia apenas.
É que o ano de 2012 acabará a 21 de Dezembro - digo-o àqueles que, como eu há horas atrás, ainda estão a esta hora no limbo da cosmogonia.
Acaba nesse dia e o Mundo com ele.
Esqueceram-se de me avisar com maior antecedência, como têm feito das outras vezes em que o Mundo acabou.

31/12/2011

E depois, ao fundo, à direita



De facto, as minhas expectativas para o ano que entrará são boas. Ao contrário do pessimismo e do sempremesmismo que antecedeu, na minha cabeça, os últimos anos.
E eles têm correspondido, regra geral, ao que deles espero.
Bom Ano Novo!

28/12/2011

Energia atómica


imagem da CNN

Passaram nove meses e meio sobre o desastre no Japão e, aparentemente, não há razões para suspeitar que a destruição de instalações de produção de energia por desintegração nuclear tenha provocado ou venha a provocar danos consideráveis na saúde das populações circunvizinhas.
E dificilmente se consegue encontrar um quadro mais desfavorável do que o que ali ocorreu.
A imprensa oscila entre a omissão de tal constatação e a afirmação de que o grande risco da energia nuclear é público e notório tal como ali se vê.
O que significa que vê enormes riscos onde, até prova em contrário, se percebe que os mesmos são reduzidos.
E esta ideia, como muitas outras, é pousada como um véu mental por todo o orbe.
Afinal, é preciso acreditar em qualquer coisa.

27/12/2011

Um traço por cima



Das injustiças que, sobranceiramente, me fizeram encolher os ombros ao longo da minha longuíssima carreira discente, recordo hoje uma não sei a que propósito:
Tratava-se de um trabalho de levantamento topográfico de uma zona rústica.
Algures existiam pinheiros agrupados.
Na legenda escrevi pinheiral. Pareceu-me naquele momento mais próprio do que pinhal, para os devidos efeitos.
Na volta do correio, que é como quem diz, quando recebi a classificação do dito, a designação pinheiral estava riscada.
Quando perguntei à assistente (passava-se isto no ensino universitário estatal) que razão havia para tal risco, respondeu-me secamente que tal palavra não existia.
Poderíamos estar aqui, ou eu lá com ela desde então até hoje, a tergiversar sobre a existência das palavras e sobre o conceito de consagração das ditas. Aqui seria um gosto se isto fosse um sítio para dizer e ouvir coisas.
Com ela pareceu-me então inútil, tanto que não argumentei.
Ficou para hoje, que ela não me lê e que eu sei lá por quê, me lembrei disto.

26/12/2011

Factos e figuras do ano

Vamos lá então. Ainda que faltem cinco dias e tal.
A coisa não tem muito que se lhe diga.
No globo, o terramoto e maremoto no Japão e o Coronel Kadhafi são incontestáveis.
Por cá, a final da taça da Europa entre Porto e Braga e o Paulo Futre.
Disse.
Pelos vistos, isto agora é ano sim, ano não.

22/12/2011

O ano em revista

Em estilo de televisão dita tablóide – isto dos formatos tratados pela semântica... – os acontecimentos do ano bem que poderiam ter sido uma mulher despeitada que rouba o gato a outra e uma criança de dois anos que agrediu outra um pouco mais velha.
Ainda estou indeciso entre a facilidade do mercado se surpreender com coisas triviais e a facilidade do mercado não se surpreender com coisas excepcionais.
Onde está mercado leia-se pagode dito evoluído e informado do século XXI, com muitos carimbos de competências certificadas.
Posto isto, resta-me dizer que gosto de ver a Sky News por ser um canal que pretende cobrir tudo e que por vezes consegue chegar onde os outros que aqui posso ver, não chegam. Em directo.
E no directo dispensa-se a intermediação do jornalista. Com a devida calibração de enquadramento.
Já me justifiquei de mais. Mas também me queixo de mais. Burramente.

21/12/2011

Negar as evidências

Um tipo que nega ter acontecido algo a que não poderia ter assistido e do qual só tomou conhecimento por relatos de terceiros, vivos ou mortos, pode ser incriminado.
Um tipo que nega ter acontecido algo a que assistiu, é deixado em paz.
Num mundo de doidos, as coisas passam-se assim. Criminalizando afirmações descabidas ou não.
Ainda vai preso o Zé Pardal por desdizer o Manel Pardelha no caso da camisola nº2. Ou vice-versa. Ou, o mais certo, ambos.
E que 1+1≠2? Alguém se atreve?

19/12/2011

A transferência dos sonhos

Sucedeu então que me dei conta retroactivamente da legitimidade do gesto.
Do gesto que eu entendera proibido.
As lolitas acabam invariavelmente por envelhecer, salvo as que alcançam a imortalidade.
Rejuvenescem, por vezes, nos sonhos dos homens que as deixaram passar.

18/12/2011

Serviço público - o número da bola

Tal como ameaçado, a coisa está consumada.



E não se exclui a possibilidade de haver mais números da bola. Da bola de cá-de-chumbo, como diziam os eruditos.