18/02/2012

Oriente



A partir de hoje, pela razão de que se contam nesta data 84 anos certos desde a última vez em que o Sábado Gordo, em ano bissexto, com ela coincidiu, ou seja só as agendas de há 84 anos são reutilizáveis no corrente ano, este blogue vai passar a ter, à semelhança dos outros sítios que por aí há, as suas coordenadas geográficas (WGS 84) inscritas ali na badana. Com uma aproximação à décima milésima de grau, que é mais do que o suficiente para ser avistado antes de com ele se embater.
Contará com uma versão nacional e outra internacional das ditas, portanto para uso interno e externo. Porque lhe pertence ter duas.
As justificações, creio, estão ao nível do melhor que se ouve por São Bento (de Cima e de Baixo, actual e pretérito, esquerdo e direito). E aqui tomo como mero exemplo a alínea c do nº 4.2 do Anexo II da Resolução da A.R. nº26/91 de 23 de Agosto.
Coitadinhas das crianças!
Disse.
E fiz.

13/02/2012

SIC N

Descobriram hoje, no informativo do Mário Crespo na SIC N, duas coisas:
Que o ministro Schäuble se desloca numa cadeira de rodas.
Que no Terreiro do Paço não cabem 300 000 pessoas.
É obra!
A das 300 000 pessoas teve que ser com recurso a um especialista.

12/02/2012

Sons da vida

Não sou apreciador de criadores mas das criações que nos legam.
A pessoa por detrás da obra interessa-me pouco, talvez na medida em que as pessoas não inscritas no meu círculo me interessam pouco ou nada.
Dito isto, não me lembro de ter experimentado algo próximo do vago sentimento de nostalgia que experimentei ontem à noite quando ouvi falar da morte de Whitney Houston.
Não era por ela, era por mim. Era por me lembrar da parte da minha banda sonora que ela fez soar.
Nunca me tinha passado pela cabeça que ela fosse mais nova do que eu. Até hoje de madrugada. Ou, como disse atrás, até ontem à noite.

11/02/2012

Terreiro do Paço



Eu não sei se foi dito que estavam 300 000 pessoas em simultâneo no Terreiro do Paço.
Mas se foi, quem tal disse deveria ter chumbado logo na 1ª classe.
Os mortos seriam em número incalculável.
Eu não sei se tal foi dito mas fico com a ideia, ao ouvir as notícias, de que há muita gente convencida disso.
Aprecio

Aprecio, neste tempo de excessos pseudo-humanistas, a atitude de um comunista que não dá importância à família.
Poderia ser um nazi. A atitude está de acordo com os princípios. E é isso que eu aprecio.
Não tenho pachorra para os que não sequer percebem as implicações do que defendem.

09/02/2012

Alemanha

A Alemanha, no dealbar do século XXI, viu-se na expectativa de concretizar parte do sonho hitleriano, governar a Europa.
Está a dar sinais de deslumbramento com tal expectativa.
Tal deslumbramento pode levá-la a ir de novo com estrondo ao chão.

07/02/2012

Disse muito bem

Aquilo a que chamou pieguice - “ai os meninos coitadinhos” - chamo eu nacional-coitadinhismo, coisa que é uma das que torna mole a espinha de um povo.
Disse muito bem. E ao ouvi-lo, constatando como o fiz há muito que o senhor está por razões a que o mérito é alheio, a anos-luz da presciência e clarividência socráticas, concluo que tem por isso mesmo muito mais responsabilidades.
Espero não estar a ser complacente consigo, senhor primeiro-ministro.
Com pieguices é que não estou decerto.
Nuvens

E não consigo encontrar fotografias das magníficas nuvens lenticulares que se formaram no domingo, à hora de almoço, aqui pelas bandas da foz do Tejo.

Nota: Não consegui eu, mas conseguiu o Santos Passos que está mais atento. Era exactamente isto. Obrigado, Santos Passos.

04/02/2012

Arnesto

Não sei como ele consegue ditar um diário há cinco anos, quase sem falhar um dia.
Meta

As capas de Cândido Costa Pinto que apreciava espreitando dos bolsos e arrumadas nas estantes do meu Pai, ocupadas umas, muito significativamente, e outros, à vez, com exemplares da Vampiro e da Argonauta, exerceram desde cedo um fascínio adormecido sobre os meus sentidos.
Quando me dispus a lê-los, aos livros, já as colecções tinham recebido tremendos rombos e as capas passado a ter menor interesse.
Fui ainda assim descobrindo, espalhados por caixotes e estantes alentejanas, um exemplar ou outro, deixado nas férias ou nos fins-de-semana ou mesmo degredado na planície.
Quando passei no início do século quase um ano sem televisão nem computador na casa onde dormia, fui erguendo e desmontando pilhas deles na cabeceira.
Em meados da década passada, resolvi tentar completar três das colecções que havia herdado – estas duas mais a Miniatura.
Hoje consegui completar a Vampiro, adquirindo dois dos números mais recentes.
À atenção daqueles tipos que sabem quantos parafusos tem a Torre Eiffel e quantos portugueses possuem completa a Colecção Vampiro, digo-lhes assim e agora que somem um.



Dos muitos que já li há um que me ficou particularmente no goto.
Anders Bodelsen, “Um número à escolha” (1968), Col. Vampiro – 307, Livros do Brasil
com a devida vénia aos autores das capas e a quem as publicou em sites de leilões, alfarrabistas, etc.

02/02/2012

REN

Começo a ponderar pôr em causa a disposição de postes no meu chão e sobre ele das linhas de transporte de energia, sem disso obter qualquer tipo de benefício. Nalguns casos sem qualquer aviso ou pedido de autorização.
Suponho que haverá muita gente na mesma ponderação.
Notícias do manicómio (III)

Quem vendeu ao Zé, bradou bem alto que vendeu ao Zé e não ao António.
Não lhe passou pela cabeça que o Zé amanhã vendesse ao António.
Ou, melhor dizendo, acha que tem domínio sobre algo que alheou.
Ou é uma forma primária de fazer dos outros parvos ou é uma incapacidade gritante de somar dois com dois. Ambas dizem da capacidade de quem profere tal enormidade.
A história vai-se repetindo, com outras personagens.
Notícias do manicómio (II)

A ser verdade o que é noticiado, um dos acusados de ter causado cegueira a pacientes em Santa Maria, terá alegado que:
Não haveria na altura manual de procedimentos e que o mesmo só foi criado dias depois.
Ora, a ser isto verdade, tal significa que entende que só com a existência de um manual de procedimentos se julga capaz de desempenhar tarefas.
A ser verdade, repito.