29/10/2012
Uma espécie de véu
A primeira manifestação da série de duas ocorreu ontem.
Ao olhar para as cartas de previsão da NOAA para a precipitação decorrente do furacão Sandy, estranhei que o máximo fosse pouco menos de 10 polegadas para 5 dias.
Arredondando, 10 polegadas seriam cerca de 25 mm de chuva. Nada de especial.
Como é bom de ver falhei um zero à direita.
A segunda ocorreu hoje. Ciente de que havia que acertar o relógio do carro, deparei-me com 11:58 no relógio do carro e 7:20 no de pulso.
Já estava a alterar o do carro para 7:20 quando percebi que o do carro é que estava certo, ainda que com o desfasamento de fuso por corrigir.
É esta espécie de véu mental que me assusta. Não sendo este o primeiro caso com as horas.
A primeira manifestação da série de duas ocorreu ontem.
Ao olhar para as cartas de previsão da NOAA para a precipitação decorrente do furacão Sandy, estranhei que o máximo fosse pouco menos de 10 polegadas para 5 dias.
Arredondando, 10 polegadas seriam cerca de 25 mm de chuva. Nada de especial.
Como é bom de ver falhei um zero à direita.
A segunda ocorreu hoje. Ciente de que havia que acertar o relógio do carro, deparei-me com 11:58 no relógio do carro e 7:20 no de pulso.
Já estava a alterar o do carro para 7:20 quando percebi que o do carro é que estava certo, ainda que com o desfasamento de fuso por corrigir.
É esta espécie de véu mental que me assusta. Não sendo este o primeiro caso com as horas.
27/10/2012
Perguntas que se fazem
O emblema que o Primeiro-Ministro trazia na lapela representaria uma caixa de correio ou uma caixa de esmolas?

pormenor de fotografia de Julien Warnand para a EPA encontrada no site da RTP
O emblema que o Primeiro-Ministro trazia na lapela representaria uma caixa de correio ou uma caixa de esmolas?
pormenor de fotografia de Julien Warnand para a EPA encontrada no site da RTP
25/10/2012
23/10/2012
A quem cabe a culpa?
A história remonta ao dia em que os homens criaram a culpa. Causa-efeito. Acção-dano. Culpa. Culpado.
Desse dia em diante nunca mais deixou de ser procurado o culpado. Foi identificado, nomeado, incensado e adorado, temido e excomungado, louvado e decapitado.
E continuou a ser procurado. Até hoje.
Ao ouvir a história do julgamento dos peritos que não previram o sismo de Áquila coada pelo jornalismo, pode em primeiro lugar parecer absurdo que tal julgamento tenha tido lugar, muito mais que tenha havido condenações.
É um episódio no limiar da loucura. Da loucura que se tornou normal. É que tanto pode ser um fruto dessa loucura como um acto são que visou condenar determinado tipo de actuação. Digo actuação e não omissão.
Só navegando boas braças no meio do caudal noticioso, evitando o lixo que ele transporta a grande velocidade, se pode ter uma pálida ideia do que é que esteve em causa.
Lendo duas ou três notícias, ouvindo vinte ou trinta noticiários, não se percebe nada.
Apenas que o culpado continuará a ser procurado. Encontrado alguém a quem sirva a opa, será amado e odiado, premiado e queimado.
E a demanda continuará.
a propósito: Voltou a haver aumento de actividade no banco de Josephine, à semelhança do que ocorreu em Junho. Era disso que se tratava ontem.
A história remonta ao dia em que os homens criaram a culpa. Causa-efeito. Acção-dano. Culpa. Culpado.
Desse dia em diante nunca mais deixou de ser procurado o culpado. Foi identificado, nomeado, incensado e adorado, temido e excomungado, louvado e decapitado.
E continuou a ser procurado. Até hoje.
Ao ouvir a história do julgamento dos peritos que não previram o sismo de Áquila coada pelo jornalismo, pode em primeiro lugar parecer absurdo que tal julgamento tenha tido lugar, muito mais que tenha havido condenações.
É um episódio no limiar da loucura. Da loucura que se tornou normal. É que tanto pode ser um fruto dessa loucura como um acto são que visou condenar determinado tipo de actuação. Digo actuação e não omissão.
Só navegando boas braças no meio do caudal noticioso, evitando o lixo que ele transporta a grande velocidade, se pode ter uma pálida ideia do que é que esteve em causa.
Lendo duas ou três notícias, ouvindo vinte ou trinta noticiários, não se percebe nada.
Apenas que o culpado continuará a ser procurado. Encontrado alguém a quem sirva a opa, será amado e odiado, premiado e queimado.
E a demanda continuará.
a propósito: Voltou a haver aumento de actividade no banco de Josephine, à semelhança do que ocorreu em Junho. Era disso que se tratava ontem.
22/10/2012
Folha de Excel, sismos, E.U.A. e China

Clicando, ver-se-á um filme com seis segundos
Acho que é mais ou menos isto.
Agora que toda a gente tem na boca a folha de Excel, fazendo duvidar que a grande parte saiba o que é e para que serve.
Por mim, para ser folha e a ter na boca, prefiro a folha de alface.
O som de fundo suponho ser da CNN. Mas não garanto.
Clicando, ver-se-á um filme com seis segundos
Acho que é mais ou menos isto.
Agora que toda a gente tem na boca a folha de Excel, fazendo duvidar que a grande parte saiba o que é e para que serve.
Por mim, para ser folha e a ter na boca, prefiro a folha de alface.
O som de fundo suponho ser da CNN. Mas não garanto.
21/10/2012
20/10/2012
19/10/2012
17/10/2012
Messiânica interrogação
À messiânica interrogação de John Stewart “Are we the people we were waiting for?” 1 respondeu não Obama mas Durão Barroso quase dois anos depois: “Yes, but…” 2
Fazendo eu esta algo abusiva associação, o yes faz-me tremer. Não que eu não pense que em regra, com o tempo, as mentes evoluem.
É essa a tendência. O que sucede é que, episodicamente, a curva desmente a tendência.
Vivemos na cultura ocidental talvez desde há cerca de vinte anos um tempo de loucura e de retardamento que é visível desde as mais pequenas às mais subidas questões.
Afirmações absurdas, erradas, ilógicas, destituídas de sentido são tragadas a toda a hora sem rejeição.
Sendo que tal interrogação messiânica é afinal, em cada geração, uma afirmação, um truísmo, no cômputo geral das coisas é suposto que diga respeito a uma gente que provoque a catástrofe e a consequente redenção.
Talvez a catástrofe seja desencadeada por uma geração muito próxima. Que espero mais racional, o que não será difícil.
Tremo é de pensar que a redenção viria da gente de hoje.
1 (2:17 - 2:21)
2 (3:22 – 3:49)
À messiânica interrogação de John Stewart “Are we the people we were waiting for?” 1 respondeu não Obama mas Durão Barroso quase dois anos depois: “Yes, but…” 2
Fazendo eu esta algo abusiva associação, o yes faz-me tremer. Não que eu não pense que em regra, com o tempo, as mentes evoluem.
É essa a tendência. O que sucede é que, episodicamente, a curva desmente a tendência.
Vivemos na cultura ocidental talvez desde há cerca de vinte anos um tempo de loucura e de retardamento que é visível desde as mais pequenas às mais subidas questões.
Afirmações absurdas, erradas, ilógicas, destituídas de sentido são tragadas a toda a hora sem rejeição.
Sendo que tal interrogação messiânica é afinal, em cada geração, uma afirmação, um truísmo, no cômputo geral das coisas é suposto que diga respeito a uma gente que provoque a catástrofe e a consequente redenção.
Talvez a catástrofe seja desencadeada por uma geração muito próxima. Que espero mais racional, o que não será difícil.
Tremo é de pensar que a redenção viria da gente de hoje.
1 (2:17 - 2:21)
2 (3:22 – 3:49)
16/10/2012
15/10/2012
O clio jornal
O título em epígrafe remete para uma anedota brejeira.
Acabei de ouvir Francisco Assis dizer que nunca proferiu as afirmações que lhe foram atribuídas em relação ao modelo Clio da Renault.
Significa isso, acreditando na palavra do homem, que a história, sob a égide de tal deusa, foi mal contada.
Significa isso, acreditando na palavra do homem, que quem nos jornais, na rádio ou na televisão, apregoou que ele fizera umas afirmações de menosprezo para com tal modelo da Renault andou a emprenhar de ouvido, coisa que se pede a um jornalista que não faça, se é que ainda existem umas dezenas de indívíduos dignos dessa classificação.
Se não acreditarmos no que ele disse, então...

Por afinidade, fui durante quase três anos condutor de um Clio, dos primeiros vendidos em Portugal. À excepção de um atribulado episódio com o sistema de travagem, o carro não me desiludiu. Nunca me senti menos digno por ser cavaleiro de tal cavalgadura.
Nunca a minha dignidade, em funções ou em lazer, se mediu por hábitos ou por cavalgaduras.
O título em epígrafe remete para uma anedota brejeira.
Acabei de ouvir Francisco Assis dizer que nunca proferiu as afirmações que lhe foram atribuídas em relação ao modelo Clio da Renault.
Significa isso, acreditando na palavra do homem, que a história, sob a égide de tal deusa, foi mal contada.
Significa isso, acreditando na palavra do homem, que quem nos jornais, na rádio ou na televisão, apregoou que ele fizera umas afirmações de menosprezo para com tal modelo da Renault andou a emprenhar de ouvido, coisa que se pede a um jornalista que não faça, se é que ainda existem umas dezenas de indívíduos dignos dessa classificação.
Se não acreditarmos no que ele disse, então...
Por afinidade, fui durante quase três anos condutor de um Clio, dos primeiros vendidos em Portugal. À excepção de um atribulado episódio com o sistema de travagem, o carro não me desiludiu. Nunca me senti menos digno por ser cavaleiro de tal cavalgadura.
Nunca a minha dignidade, em funções ou em lazer, se mediu por hábitos ou por cavalgaduras.
12/10/2012
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 16

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real
11/10/2012
A lesão do homem ilustrado

Percebe-se pelo desenho (do) no joelho esquerdo.
Capa de Cândido Costa Pinto em site dedicado à Colecção Argonauta.
Percebe-se pelo desenho (do) no joelho esquerdo.
Capa de Cândido Costa Pinto em site dedicado à Colecção Argonauta.
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