06/04/2013

05/04/2013

Coisas estranhas

Pareceu-me ter encontrado hoje o compositor emérito.
Havia a penumbra, a mesa de mistura em ponto pequeno e uma certa hesitação dele em servir-me um café.
Longe, bem longe de Almeida. Num lugar onde jamais havia posto os pés.

04/04/2013

Paralelo 38 (cont.)


as primeiras imagens que o Google me indicava há pouco numa demanda por propaganda norte-coreana

31/03/2013

Encontrou-se


Mrs. Tauger, née Zeltou

Não se procura, portanto.
Procura que a ter acontecido, daria este resultado ecuménico.

30/03/2013

29/03/2013

Probabilidades

Em séries aleatórias, a probabilidade de acontecer b imediatamente depois de ter acontecido a é aparentemente igual à de qualquer outro elemento do conjunto.
Na História, a sequência dos acontecimentos tem diversos graus de previsibilidade. Há séries em que a modulação permite escalonar as probabilidades de acontecer b, c ou d depois de a e há séries em que estamos perto do comportamento aleatório. Isto no mundo de Alice, que no outro ninguém se atreve a especular sobre a especulação.
A meu ver vamos entrar nos números mais baixos da contagem decrescente para um confronto entre Israel e o Irão à volta das instalações nucleares deste.
E há um outro teatro em que me cheira que a esmagadora maioria das potências não faz a menor ideia do que vai acontecer a seguir, é a escalada em que a Coreia do Norte se tem vindo a empenhar, na qual segundo os sismógrafos vai muito à frente dos iranianos.
Aparentemente, esta ameaça é tida como insignificante. Uma espécie de folclore inconsequente.
Porém, se o meu olfacto não me engana, poucos sabem o que vai naquelas cabeças.

27/03/2013

O que é que (me) vai acontecer amanhã?

Há tempo suficiente para não saber quanto – coisa que não faz todo o sentido, porque ele há coisas que o tempo não apaga, mas faz algum – apareceu-me escrita algures – há tempo suficiente para não saber onde – pela minha mão a data de 28 de Março de 2013.
Não creio que se trate de um compromisso assumido e esquecido.
Pondo isso de parte, alguma coisa me acontecerá amanhã. Coisa que por ter merecido destaque de desmemorandum deve ter lá a sua importância.

25/03/2013

Sem descanso

Trata-se de ir repetindo inutilmente o caso. Coisa para que tenho certa tendência.
É impossível fazer omeletes sem ovos.

24/03/2013

Acelerador

Via-me com ela, duas partículas aceleradas em circuito fechado, chocando com determinada frequência. Mas de raspão.
Quando finalmente o choque foi frontal e sem meias palavras sussurradas, dissiparam-se as dúvidas, não a energia.
Noto ainda o esplendor de tal choque.
A mulher dos sonhos era real, porém imaginada. Tanto quanto se pode imaginar um quadro a óleo.
Trocarei o verbo imaginar por desenhar?
Portugal, 2004

21/03/2013

Páginas

De um livro com pouco mais de cinquenta anos - ROSHWALD, MORDECAI; “OS AMOTINADOS DO POLAR LION”, Argonauta, 99, Livros do Brasil, Lisboa, pp.69-70

20/03/2013

Metade

Metade das ideias claras contaminadas pela poesia perde-se no duche.

19/03/2013

E no entanto ela move-se

Não me agradam nada os movimentos que os sismógrafos têm registado nos últimos dias.
Não me deixo impressionar pela aposta ou pelo palpite que fiz.
Só não gosto do aspecto.

Já depois de ter escrito estas linhas, notei que se registou há pouco um sismo de magnitude 4,8 no sul da Península.
Guerra

Passados dez anos sobre a Segunda Guerra do Iraque, a aposta pode ser sobre o que falta até que o Irão seja alvo de um ataque.
Se o ataque partirá de Israel ou não.
Se será apenas a destruição das instalações de tratamento de urânio e de concepção de armas nucleares ou não.
Se a retaliação será em larga escala ou não.
Se tudo isso terá lugar até final de 2014 ou não.


Ispaão - desenho de Pascal Coste (1787–1879) in Wikipedia