Interpretações
Passos Coelho faz interpretações do comportamento dos mercados bolsistas e afins – disse-o ele há pouco ao povo de Alcanena.
Eu, que já revi em baixa a conta em que o tinha, sinto ser confrangedor que um primeiro-ministro faça tais interpretações.
21/09/2013
20/09/2013
Rebanho
É claro que o ensino não tem que ter por objectivo instruir as crianças e prepará-las para darem o seu melhor.
Pode ter por objectivo criar um rebanho facilmente pastoreável.
Ter visto o que me pareceu ser uma aula de inglês no ensino básico a tratar as crianças da faixa etária correspondente àquele ensino como bébés, mostrando uma espécie de robertos com forma de peixe para que o coro cantasse fish; com forma de cão para que o coro cantasse dog; com forma de coelho para que o coro cantasse rabbit parece-me bem para encaminhar um rebanho e muito mal para preparar gente capaz.
imagem de filme da RTP
É claro que o ensino não tem que ter por objectivo instruir as crianças e prepará-las para darem o seu melhor.
Pode ter por objectivo criar um rebanho facilmente pastoreável.
Ter visto o que me pareceu ser uma aula de inglês no ensino básico a tratar as crianças da faixa etária correspondente àquele ensino como bébés, mostrando uma espécie de robertos com forma de peixe para que o coro cantasse fish; com forma de cão para que o coro cantasse dog; com forma de coelho para que o coro cantasse rabbit parece-me bem para encaminhar um rebanho e muito mal para preparar gente capaz.
imagem de filme da RTP
19/09/2013
Cadastrado
mapa do IGEO
Quando olho para este mapa, ocorre-me perguntar:
O mapa está desactualizado?
Não o estando, nos concelhos a branco e nos que “não entraram em regime de cadastro”(?) sabe-se (sabe o Estado) onde estão os sesmos e a quem pertencem as terras?
Sabendo tal o Estado, cobra o respectivo IMI?
Incomodar-me-ia muito saber que os prédios rústicos de quase metade da área do território continental não estão sujeitos a impostos na fase em que a coisa está.
Espero pois que o Estado saiba de quem são as terras e arrecade as colectas respectivas.
mapa do IGEO
Quando olho para este mapa, ocorre-me perguntar:
O mapa está desactualizado?
Não o estando, nos concelhos a branco e nos que “não entraram em regime de cadastro”(?) sabe-se (sabe o Estado) onde estão os sesmos e a quem pertencem as terras?
Sabendo tal o Estado, cobra o respectivo IMI?
Incomodar-me-ia muito saber que os prédios rústicos de quase metade da área do território continental não estão sujeitos a impostos na fase em que a coisa está.
Espero pois que o Estado saiba de quem são as terras e arrecade as colectas respectivas.
18/09/2013
17/09/2013
Aprender
Há ocasiões em que um indivíduo bem colocado pode recolher conhecimentos únicos.
Estar no posto de comando da operação para colocar a prumo o navio Costa Concordia é uma delas. Rara.

imagem da Reuters via the Independent
Há ocasiões em que um indivíduo bem colocado pode recolher conhecimentos únicos.
Estar no posto de comando da operação para colocar a prumo o navio Costa Concordia é uma delas. Rara.
imagem da Reuters via the Independent
15/09/2013
Alavancar (VII)
Quem é o verdadeiro manda-chuva (aquele que decide mesmo se chove ou se faz sol) em Portugal continental?
Porque é que deixaram de existir boletins meteorológicos na SIC com umas meninas que previam o tempo especificamente para Vila Nova da Raínha, Alfarelos ou Conceição de Tavira?
O que é que aconteceu a Dom Sebastião?
Qual vai ser o formato das matrículas de automóvel quando se esgotar o actual 00-AA-00?
Quem vai ser o ministro da Saúde no dia 13 de Setembro de 2027?
Quantas marcas americanas de automóveis conseguirão vender carros em Portugal em 2025?
Quem será o futuro presidente da Região Demarcada da Mulher Norte-Alentejana? Por quanto tempo mais se manterão os actuais limites de tal região?
Li até aqui o rol das perguntas a Marcelo.
Baralhas a pitonisa com o londrino M – disse-lhe. Baralhas, que é como quem diz. Misturas.
E qual é o espanto? – retorquiu.
(continua)
Quem é o verdadeiro manda-chuva (aquele que decide mesmo se chove ou se faz sol) em Portugal continental?
Porque é que deixaram de existir boletins meteorológicos na SIC com umas meninas que previam o tempo especificamente para Vila Nova da Raínha, Alfarelos ou Conceição de Tavira?
O que é que aconteceu a Dom Sebastião?
Qual vai ser o formato das matrículas de automóvel quando se esgotar o actual 00-AA-00?
Quem vai ser o ministro da Saúde no dia 13 de Setembro de 2027?
Quantas marcas americanas de automóveis conseguirão vender carros em Portugal em 2025?
Quem será o futuro presidente da Região Demarcada da Mulher Norte-Alentejana? Por quanto tempo mais se manterão os actuais limites de tal região?
Li até aqui o rol das perguntas a Marcelo.
Baralhas a pitonisa com o londrino M – disse-lhe. Baralhas, que é como quem diz. Misturas.
E qual é o espanto? – retorquiu.
(continua)
13/09/2013
12/09/2013
O mundo na mesma
Mudança no mundo é uma designação de uma ocorrência que não ocorre. O mundo não muda por ocorrências. Ou não muda por ocorrências singulares e precisas.
Isto se considerarmos que uma mudança no mundo é, para além da poesia da designação, algo apreciável. Contradigo-me. Ocorre ou não?
Verifica-se. Verificou-se em tempos que marcaram eras. Não foram propriamente ocorrências precisas e datáveis mas verificou-se. Verificou-se quando hábitos mudaram para grande parte da ecúmena.
A mais recente pode apreciar-se na forma como comunicamos à distância. Da generalizada utilização do telefone agarrado a um cabo e da missiva no final da década de 80 do século passado, passámos em vinte e tal anos (e este intervalo pode ser “apurado”) para um tipo de comunicação muito diferente. O mundo mudou.
Alguma coisa de substancial mudou no mundo a 11 de Setembro de 2001? Não. O mundo terminou para milhares de pessoas. Como termina a cada dia que passa. Nesse dia terminou talvez para mais do que costuma terminar em cada dia.
Talvez tenha havido uma mudança – talvez para a maioria dos ocidentais tenha sido a primeira vez que se deram conta de que existe um conflito entre civilizações. Mas isso não se consegue medir, verificar.
Contradigo-me?

Fred R. Conrad / The New York Times Photo Archives, 1983
Mudança no mundo é uma designação de uma ocorrência que não ocorre. O mundo não muda por ocorrências. Ou não muda por ocorrências singulares e precisas.
Isto se considerarmos que uma mudança no mundo é, para além da poesia da designação, algo apreciável. Contradigo-me. Ocorre ou não?
Verifica-se. Verificou-se em tempos que marcaram eras. Não foram propriamente ocorrências precisas e datáveis mas verificou-se. Verificou-se quando hábitos mudaram para grande parte da ecúmena.
A mais recente pode apreciar-se na forma como comunicamos à distância. Da generalizada utilização do telefone agarrado a um cabo e da missiva no final da década de 80 do século passado, passámos em vinte e tal anos (e este intervalo pode ser “apurado”) para um tipo de comunicação muito diferente. O mundo mudou.
Alguma coisa de substancial mudou no mundo a 11 de Setembro de 2001? Não. O mundo terminou para milhares de pessoas. Como termina a cada dia que passa. Nesse dia terminou talvez para mais do que costuma terminar em cada dia.
Talvez tenha havido uma mudança – talvez para a maioria dos ocidentais tenha sido a primeira vez que se deram conta de que existe um conflito entre civilizações. Mas isso não se consegue medir, verificar.
Contradigo-me?
Fred R. Conrad / The New York Times Photo Archives, 1983
11/09/2013
O pomo da discórdia

imagem daqui
O pomo da discórdia desapareceu. Tanto faz que tenha sido na guerra de Tróia ou quando a massificação e a mediatização deram o salto quântico.
Hoje, em regra, uma disputa gera-se entre os que estão a favor de um bolo argumentativo inconsistente e auto-contraditório cujo significado é inalcançável e os que estão contra um bolo argumentativo inconsistente e auto-contraditório que em muito pouco coincide com o primeiro e cujo significado é igualmente inalcançável.
Por vezes nada separa os contendentes.
Por vezes nada une os concordantes.
imagem daqui
O pomo da discórdia desapareceu. Tanto faz que tenha sido na guerra de Tróia ou quando a massificação e a mediatização deram o salto quântico.
Hoje, em regra, uma disputa gera-se entre os que estão a favor de um bolo argumentativo inconsistente e auto-contraditório cujo significado é inalcançável e os que estão contra um bolo argumentativo inconsistente e auto-contraditório que em muito pouco coincide com o primeiro e cujo significado é igualmente inalcançável.
Por vezes nada separa os contendentes.
Por vezes nada une os concordantes.
09/09/2013
06/09/2013
O assassino
Um Brock descrito há 60 anos por Ray Bradbury e emparelhado por mim com um pouco mais novo Myron Aub de Asimov.
Um Brock descrito há 60 anos por Ray Bradbury e emparelhado por mim com um pouco mais novo Myron Aub de Asimov.
05/09/2013
Dia Nacional do Legislador
É certo que podia ser outro, mas eu hoje estou por hoje – que 5 de Setembro seja o Dia Nacional do Legislador.
É certo que podia ser outro, mas eu hoje estou por hoje – que 5 de Setembro seja o Dia Nacional do Legislador.
04/09/2013
03/09/2013
Fósforos

Altura para afinal repetir o que já há três anos escrevi e que agora há uns quantos que vigorosamente defendem.
Altura para afinal repetir o que já há três anos escrevi e que agora há uns quantos que vigorosamente defendem.
Subscrever:
Mensagens (Atom)