Jornalismo
Acabei de ouvir na RTP um tipo dizer que antes do 25 de Abril não havia pronto-a-vestir em Portugal.
É isto o jornalismo.
11/04/2014
10/04/2014
Direita e esquerda

Pertenço ao grupo dos que arrumam a questão entre Direita e Esquerda da seguinte forma: a Esquerda é o grupo de pessoas que acredita na igualdade entre os homens, logo que a promove; a Direita é o grupo de pessoas que não aceita tal igualdade. Isto chega-me para a minha noção de um campo e do outro.
E é por ter esta básica divisão de campos que frequentemente discordo das classificações que ouço e leio. Um bocado como o belga que vai na auto-estrada fora de mão.
O problema é que inquirindo gente discordante desta redução não obtenho nunca um critério legível.
Vem isto a propósito dos 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974.
Na época, podre que estava o regime, só se falava no golpe e nas duas versões possíveis: a apoiada pela oposição conhecida, socialista e comunista, e a apoiada pelos sectores ditos da extrema-direita onde pontificam conhecidos militares.
Eram portanto, segundo os observadores da época, as vias da Esquerda e da Direita.
Viu-se depois que o golpe fora uma mistura das duas hipóteses. Porque tinha gente dos dois lados.
Seria interessante ouvir, dos mesmos que assim comentavam os sucessos da época, se estamos hoje a viver mais à direita ou mais à esquerda do que então.
Ainda que eu, por regra, não me reveja na atribuição dos rótulos tal como é feita pela generalidade dos comentadores.
Pertenço ao grupo dos que arrumam a questão entre Direita e Esquerda da seguinte forma: a Esquerda é o grupo de pessoas que acredita na igualdade entre os homens, logo que a promove; a Direita é o grupo de pessoas que não aceita tal igualdade. Isto chega-me para a minha noção de um campo e do outro.
E é por ter esta básica divisão de campos que frequentemente discordo das classificações que ouço e leio. Um bocado como o belga que vai na auto-estrada fora de mão.
O problema é que inquirindo gente discordante desta redução não obtenho nunca um critério legível.
Vem isto a propósito dos 40 anos sobre o 25 de Abril de 1974.
Na época, podre que estava o regime, só se falava no golpe e nas duas versões possíveis: a apoiada pela oposição conhecida, socialista e comunista, e a apoiada pelos sectores ditos da extrema-direita onde pontificam conhecidos militares.
Eram portanto, segundo os observadores da época, as vias da Esquerda e da Direita.
Viu-se depois que o golpe fora uma mistura das duas hipóteses. Porque tinha gente dos dois lados.
Seria interessante ouvir, dos mesmos que assim comentavam os sucessos da época, se estamos hoje a viver mais à direita ou mais à esquerda do que então.
Ainda que eu, por regra, não me reveja na atribuição dos rótulos tal como é feita pela generalidade dos comentadores.
09/04/2014
07/04/2014
Gente estudável
Quando o encontrei, levou logo a conversa para o tema que escolhera ou para mim ou para o dia em curso: a aplicação do efeito Mpemba à sexualidade.
Percebi depois que se dedicava desde há algum tempo a estabelecer paralelos entre experiências.
Depois de o ter ouvido dizer as vezes que achou suficientes que estava convencido que um indivíduo (de qualquer dos sexos) mais excitado arrefece mais depressa do que um que o esteja menos.
Quando o encontrei, levou logo a conversa para o tema que escolhera ou para mim ou para o dia em curso: a aplicação do efeito Mpemba à sexualidade.
Percebi depois que se dedicava desde há algum tempo a estabelecer paralelos entre experiências.
Depois de o ter ouvido dizer as vezes que achou suficientes que estava convencido que um indivíduo (de qualquer dos sexos) mais excitado arrefece mais depressa do que um que o esteja menos.
06/04/2014
05/04/2014
Bartoli ou a xenologia*
Uma questão que um responsável da aviação civil da Malásia levantou com estrondo é que os nomes, as nacionalidades dizem pouco sobre as pessoas.
O Expresso diz hoje (ainda não li a notícia e quis escrever isto antes) que há mais de uma dezena de indivíduos com nacionalidade portuguesa suspeitos de andarem a passear com a Alcaida.
Portugueses de quantas gerações? – é a pergunta que espero ver respondida depois de ler a notícia.
* entendida como o estudo dos outros, dos de fora parte.
Uma questão que um responsável da aviação civil da Malásia levantou com estrondo é que os nomes, as nacionalidades dizem pouco sobre as pessoas.
O Expresso diz hoje (ainda não li a notícia e quis escrever isto antes) que há mais de uma dezena de indivíduos com nacionalidade portuguesa suspeitos de andarem a passear com a Alcaida.
Portugueses de quantas gerações? – é a pergunta que espero ver respondida depois de ler a notícia.
* entendida como o estudo dos outros, dos de fora parte.
04/04/2014
03/04/2014
Dedos (e anéis)
Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Passaram-me à frente dos olhos as imagens de uma mulher de quem a voz-off dizia ter ficado sem casa nos terramotos destes dias no Chile.
E ouvi-a dizer que o importante era que ela e os seus estavam todos bem de saúde.
Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Seja como fôr, isto contracena com o instaladismo ao lado do qual vivemos. Sobre o qual me abstenho agora de falar por respeito à ideia com que fiquei daquela mulher. Errada ou acertada, a ideia.
Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Passaram-me à frente dos olhos as imagens de uma mulher de quem a voz-off dizia ter ficado sem casa nos terramotos destes dias no Chile.
E ouvi-a dizer que o importante era que ela e os seus estavam todos bem de saúde.
Nunca saberei a que ponto chegou a encenação. Se sequer chegou a existir.
Seja como fôr, isto contracena com o instaladismo ao lado do qual vivemos. Sobre o qual me abstenho agora de falar por respeito à ideia com que fiquei daquela mulher. Errada ou acertada, a ideia.
01/04/2014
Interrogação
Embora eu não alcance o significado da detenção do Santo Graal, que aparentemente tantas vidas fez correr e tantas vidas fez morrer, noto que no dia 1 de Abril de 2014 alguém se lembrou de dizer que é sabido o seu paradeiro e o nome do seu guardião.
A minha interrogação é esta: não alcançando eu o significado de tal detenção, uma notícia destas, a ser dada noutro dia do ano, teria um impacto tamanho no século XXI?
Nota: no Guardian, a notícia aparece com a data de ontem.
Embora eu não alcance o significado da detenção do Santo Graal, que aparentemente tantas vidas fez correr e tantas vidas fez morrer, noto que no dia 1 de Abril de 2014 alguém se lembrou de dizer que é sabido o seu paradeiro e o nome do seu guardião.
A minha interrogação é esta: não alcançando eu o significado de tal detenção, uma notícia destas, a ser dada noutro dia do ano, teria um impacto tamanho no século XXI?
Nota: no Guardian, a notícia aparece com a data de ontem.
31/03/2014
29/03/2014
27/03/2014
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