12/10/2014
11/10/2014
10/10/2014
Relembrando perigos

Lá mais para diante, relembrarei o que aqui já escrevi sobre epidemias e os problemas sociais que se levantam face à mentalidade hoje instalada.
Entretanto rebobino a seis meses atrás.
Lá mais para diante, relembrarei o que aqui já escrevi sobre epidemias e os problemas sociais que se levantam face à mentalidade hoje instalada.
Entretanto rebobino a seis meses atrás.
08/10/2014
Já foram demitidos?
Espera-se que a esta hora em que está confirmado explicitamente que nos vai sair do bolso mais uma cavalada no ministério da Educação que os incompetentes responsáveis directos pela coisa já tenham sido postos na rua, com justa causa.
Ou isto é para ser a sério ou é para andarmos a brincar aos meninos que dizem que sabem fazer mas não sabem fazer nada?
Espera-se que a esta hora em que está confirmado explicitamente que nos vai sair do bolso mais uma cavalada no ministério da Educação que os incompetentes responsáveis directos pela coisa já tenham sido postos na rua, com justa causa.
Ou isto é para ser a sério ou é para andarmos a brincar aos meninos que dizem que sabem fazer mas não sabem fazer nada?
Broncas
Sendo que o péssimo jornalismo de que dispomos nunca nos dá uma ideia clara das coisas que acontecem, é ainda assim possível ter a ideia de que há uma bronca grande no ministério da Justiça e uma outra bronca grande no ministério da Educação.
Se no ministério da Justiça a coisa era esperada, dadas as baixíssimas expectativas que sobre ele recaem, já no ministério da Educação, ocupado por pessoa capaz e conhecedora dos males do sistema, esta bronca reveste-se de maior gravidade.
Nuno Crato não é um qualquer. É um homem com capacidades muito acima da média e sempre se disse consciente do monstro que era a estrutura do ministério a que preside. Se a falha é num algoritmo, mostra que foi incapaz de escolher uma equipa à altura de uma tarefa que não pode ser confiada a qualquer um. Se a falha é de outro cariz, ficamos sem saber. A informação dos jornais é nisso sempre uma nulidade. Em todo o caso, Nuno Crato tem muito mais obrigações do que a ministra da Justiça. Não pode deixar que estas coisas aconteçam e sair incólume.
Sendo que o péssimo jornalismo de que dispomos nunca nos dá uma ideia clara das coisas que acontecem, é ainda assim possível ter a ideia de que há uma bronca grande no ministério da Justiça e uma outra bronca grande no ministério da Educação.
Se no ministério da Justiça a coisa era esperada, dadas as baixíssimas expectativas que sobre ele recaem, já no ministério da Educação, ocupado por pessoa capaz e conhecedora dos males do sistema, esta bronca reveste-se de maior gravidade.
Nuno Crato não é um qualquer. É um homem com capacidades muito acima da média e sempre se disse consciente do monstro que era a estrutura do ministério a que preside. Se a falha é num algoritmo, mostra que foi incapaz de escolher uma equipa à altura de uma tarefa que não pode ser confiada a qualquer um. Se a falha é de outro cariz, ficamos sem saber. A informação dos jornais é nisso sempre uma nulidade. Em todo o caso, Nuno Crato tem muito mais obrigações do que a ministra da Justiça. Não pode deixar que estas coisas aconteçam e sair incólume.
04/10/2014
Topologia
Nunca tive qualquer dificuldade em ler às avessas, seja por rotação seja por reflexão.
Faço-o quase à mesma velocidade com que leio às direitas.
Ontem, surgiu-me no espelho do carro a palavra
.
Se não tive qualquer dificuldade em a ler, já a tive em a interpretar – movemos é uma palavra portuguesa? Significa o quê? A branca durou uns assustadores segundos. E creio que se tivesse lido movemos às direitas não se me tinha posto a dúvida. Capacidades em perda acelerada.
Nunca tive qualquer dificuldade em ler às avessas, seja por rotação seja por reflexão.
Faço-o quase à mesma velocidade com que leio às direitas.
Ontem, surgiu-me no espelho do carro a palavra
Se não tive qualquer dificuldade em a ler, já a tive em a interpretar – movemos é uma palavra portuguesa? Significa o quê? A branca durou uns assustadores segundos. E creio que se tivesse lido movemos às direitas não se me tinha posto a dúvida. Capacidades em perda acelerada.
03/10/2014
Às moscas
Desta vez não recorri à praça de táxis1. Experimentei o acaso da era da informação e escolhi o nome que mais me pareceu da lista de restaurantes que o aparelho me estendia.
A situação esteve quase a ser revertida pois antes de estacionar o carro antevi uma lista em ardósia que me cheirou bem.
Estacionado o carro, encarei o nome do restaurante que o aparelho sugerira e por baixo também uma ardósia. Já ia a entrar por um corredor escuro por onde vira desaparecer uma mulher com trajos de cozinheira quando ouvi uma voz dizer que isto hoje está tudo às moscas.
Esperei que a minha aparição contradissesse em parte o orador assim que entrei num espaço mais iluminado onde já via gente e era visto.
A luz vinha forte de uma porta quase em frente pela qual se adivinhavam uma mesas de esplanada.
Saí pela porta e escolhi mesa. Nem vivalma.
Sentado, a mesma mulher que eu vira à porta perguntou-me se eu não quereria comer lá dentro, apontando para uma construção do outro lado do pátio em relação a mim.
Disse que não, ainda que ela me tivesse falado das moscas.
Já com vinho, pão e azeitonas, vi sair da denominada sala de refeições um indivíduo que me perguntou se eu tinha preferência pelo pátio em vez da sala de onde ele acabara de sair.
Respondi-lhe que não podia ter, visto não ter experimentado a sala. E que estava ali bem.
Como que parecendo concordar comigo fez menção de escolher a mesa à minha frente para se sentar, de costas para mim, a ler o jornal.
Julgou depois que seria melhor enfrentar-me e escolheu a cadeira na diagonal da minha no rectângulo que era aquela minha mesa de quatro lugares.
Começou a ler o jornal, tinha dois2 com ele, pertencendo a ambas as mesas, com um braço cá outro lá, sentado de lado em relação às duas.
Fez-me esta atitude lembrar a de um dono de uma casa que recentemente dei por estar fechada lá para a serra de Monchique.
Nada lhe disse e ele sobre nada me interpelou. A páginas tantas do primeiro jornal, sem tugir nem mugir, mudou o assento para a mesa vazia e deu-me as costas. Estava a comida a chegar.
Comi bem, barato e com moscas. E fiquei com vontade de lá voltar. Para ficar a saber sei lá eu o quê.
1 – É sabido que qualquer motorista de praça indica bons restaurantes.
2 - A Bola e o Diário de Coimbra.
Desta vez não recorri à praça de táxis1. Experimentei o acaso da era da informação e escolhi o nome que mais me pareceu da lista de restaurantes que o aparelho me estendia.
A situação esteve quase a ser revertida pois antes de estacionar o carro antevi uma lista em ardósia que me cheirou bem.
Estacionado o carro, encarei o nome do restaurante que o aparelho sugerira e por baixo também uma ardósia. Já ia a entrar por um corredor escuro por onde vira desaparecer uma mulher com trajos de cozinheira quando ouvi uma voz dizer que isto hoje está tudo às moscas.
Esperei que a minha aparição contradissesse em parte o orador assim que entrei num espaço mais iluminado onde já via gente e era visto.
A luz vinha forte de uma porta quase em frente pela qual se adivinhavam uma mesas de esplanada.
Saí pela porta e escolhi mesa. Nem vivalma.
Sentado, a mesma mulher que eu vira à porta perguntou-me se eu não quereria comer lá dentro, apontando para uma construção do outro lado do pátio em relação a mim.
Disse que não, ainda que ela me tivesse falado das moscas.
Já com vinho, pão e azeitonas, vi sair da denominada sala de refeições um indivíduo que me perguntou se eu tinha preferência pelo pátio em vez da sala de onde ele acabara de sair.
Respondi-lhe que não podia ter, visto não ter experimentado a sala. E que estava ali bem.
Como que parecendo concordar comigo fez menção de escolher a mesa à minha frente para se sentar, de costas para mim, a ler o jornal.
Julgou depois que seria melhor enfrentar-me e escolheu a cadeira na diagonal da minha no rectângulo que era aquela minha mesa de quatro lugares.
Começou a ler o jornal, tinha dois2 com ele, pertencendo a ambas as mesas, com um braço cá outro lá, sentado de lado em relação às duas.
Fez-me esta atitude lembrar a de um dono de uma casa que recentemente dei por estar fechada lá para a serra de Monchique.
Nada lhe disse e ele sobre nada me interpelou. A páginas tantas do primeiro jornal, sem tugir nem mugir, mudou o assento para a mesa vazia e deu-me as costas. Estava a comida a chegar.
Comi bem, barato e com moscas. E fiquei com vontade de lá voltar. Para ficar a saber sei lá eu o quê.
1 – É sabido que qualquer motorista de praça indica bons restaurantes.
2 - A Bola e o Diário de Coimbra.
02/10/2014
Cabotino
Por via onírica, cheguei hoje ao conhecimento com o mais cabotino dos cabotinos.
Dir-se-ia (e eu pensei-o) que a palavra fora inventada para ele.
Era visita de um amigo na república de férias onde nos encontrávamos. Tendo eu os horários trocados em relação a grande parte dos demais, incluindo o visitado.
Por via onírica, cheguei hoje ao conhecimento com o mais cabotino dos cabotinos.
Dir-se-ia (e eu pensei-o) que a palavra fora inventada para ele.
Era visita de um amigo na república de férias onde nos encontrávamos. Tendo eu os horários trocados em relação a grande parte dos demais, incluindo o visitado.
30/09/2014
28/09/2014
Ironias do destino
Quis o destino que os responsáveis do PS talham, que a consulta à maioria silenciosa dos eleitores do PS tenha tido lugar exactos 40 anos depois de uma outra maioria silenciosa se ter manifestado (ou não) em favor de um travão ao destrambelhamento que se adivinhava.
Em homenagem a essa coincidência, esta adaptação do cartaz de então:
Quis o destino que os responsáveis do PS talham, que a consulta à maioria silenciosa dos eleitores do PS tenha tido lugar exactos 40 anos depois de uma outra maioria silenciosa se ter manifestado (ou não) em favor de um travão ao destrambelhamento que se adivinhava.
Em homenagem a essa coincidência, esta adaptação do cartaz de então:
27/09/2014
Os dois simétricos
Por razões que a razão desconhece, Paulo Portas e António Costa gozam de uma cândida aprovação da imprensa que os guinda mesmo ao estatuto estelar.
Um mais do que outro, a seu tempo. Simetria quase perfeita desde que se passe um plano entre eles e se altere a gosto a variável tempo.
O estatuto estelar torna a imagem muito maior do que o objecto (ao contrário do que acontece com as estrelas verdadeiras que vemos no céu), dando a ambos uma aparência de capacidade que nunca mostraram ter. Antes pelo contrário.
De Portas, tem-se visto. De Costa, se verá ainda mais.
Por razões que a razão desconhece, Paulo Portas e António Costa gozam de uma cândida aprovação da imprensa que os guinda mesmo ao estatuto estelar.
Um mais do que outro, a seu tempo. Simetria quase perfeita desde que se passe um plano entre eles e se altere a gosto a variável tempo.
O estatuto estelar torna a imagem muito maior do que o objecto (ao contrário do que acontece com as estrelas verdadeiras que vemos no céu), dando a ambos uma aparência de capacidade que nunca mostraram ter. Antes pelo contrário.
De Portas, tem-se visto. De Costa, se verá ainda mais.
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