Absolvidos, pois
Mas afinal de quem foi a responsabilidade de haver gente a cegar no Hospital de Santa Maria?
Convinha saber isso (claro que eu duvido que algum dia se apure).
15/11/2014
14/11/2014
13/11/2014
12/11/2014
11/11/2014
09/11/2014
De Barcelona a Berlim, 25 anos depois
Não faço ideia se os catalães se inspiraram na data para marcarem o referendo de hoje. Talvez não. A data de 9 de Novembro é de quebra de fronteiras, não do seu levantamento.
Seja como fôr, há exactos vinte e cinco anos, para além das referências riscadas à España que diziam estranha, nada levava a supôr para breve uma tentativa de secessão. Tanto não que ela só ocorre com este referendo, todo este tempo depois.
E era de Barcelona que eu seguia, agarrado ao volante, a ouvir as notícias em castelhano sobre el muro e a fugir-me o volante para a direita.

adaptação de imagem do Google Street View
Chegámos a Paris pouco antes da meia-noite de 9 para 10. Já os sons em francês que o rádio portátil mal equilibrado e mal travado pela antena contra o espelho retrovisor, mostravam a grande excitação que ia pelo centro da Europa.
Nessa noite, alguém haveria de nos invocar outro final de guerra.
Não faço ideia se os catalães se inspiraram na data para marcarem o referendo de hoje. Talvez não. A data de 9 de Novembro é de quebra de fronteiras, não do seu levantamento.
Seja como fôr, há exactos vinte e cinco anos, para além das referências riscadas à España que diziam estranha, nada levava a supôr para breve uma tentativa de secessão. Tanto não que ela só ocorre com este referendo, todo este tempo depois.
E era de Barcelona que eu seguia, agarrado ao volante, a ouvir as notícias em castelhano sobre el muro e a fugir-me o volante para a direita.
adaptação de imagem do Google Street View
Chegámos a Paris pouco antes da meia-noite de 9 para 10. Já os sons em francês que o rádio portátil mal equilibrado e mal travado pela antena contra o espelho retrovisor, mostravam a grande excitação que ia pelo centro da Europa.
Nessa noite, alguém haveria de nos invocar outro final de guerra.
08/11/2014
Deduções
O jornalismo de hoje é a anedota de ontem.
Aquilo que, sob a forma de anedota, era apontado às crianças no sentido de lhes despertar a racionalidade, o sentido crítico, a detecção de inconformidades no raciocínio.
Quando se trata de deduzir qualquer coisa ou reproduzir até uma dedução, a regra é a asneira. Porque os jornalistas em regra não estão preparados para avaliar a lógica de uma frase. Escapa-lhes de todo.
A propósito de uma afirmação atribuída a alguém da DGS sobre o surto de legionella que teria dito que o facto de o período de incubação ser variável (como o é em todas as patologias), levaria a supôr (se todos os casos proviessem de uma mesma fonte e de uma mesma altura) que nos próximos dias haveria ainda novos casos, a interpretação jornalística foi mais ou menos esta: como o prazo de incumbação vai de oito a dez dias, é provável que nos próximos dias apareçam novos casos.
Não é preciso explicar a asneira nem o que falta à pessoa que tal redigiu para poder usar a lógica.
O jornalismo de hoje é a anedota de ontem.
Aquilo que, sob a forma de anedota, era apontado às crianças no sentido de lhes despertar a racionalidade, o sentido crítico, a detecção de inconformidades no raciocínio.
Quando se trata de deduzir qualquer coisa ou reproduzir até uma dedução, a regra é a asneira. Porque os jornalistas em regra não estão preparados para avaliar a lógica de uma frase. Escapa-lhes de todo.
A propósito de uma afirmação atribuída a alguém da DGS sobre o surto de legionella que teria dito que o facto de o período de incubação ser variável (como o é em todas as patologias), levaria a supôr (se todos os casos proviessem de uma mesma fonte e de uma mesma altura) que nos próximos dias haveria ainda novos casos, a interpretação jornalística foi mais ou menos esta: como o prazo de incumbação vai de oito a dez dias, é provável que nos próximos dias apareçam novos casos.
Não é preciso explicar a asneira nem o que falta à pessoa que tal redigiu para poder usar a lógica.
06/11/2014
04/11/2014
03/11/2014
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 25

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
02/11/2014
Incêndios florestais
Vou aqui correr o risco de fazer uma presunção a favor deste governo. O facto é que não ouvi nenhum responsável do Ministério da Administração Interna vangloriar-se de termos tido, em 2014, um número de incêndios e uma área ardida (muito) abaixo das respectivas médias dos últimos dez anos. Ao contrário do que aconteceu em anteriores governos.
Pode ser que ainda venha a ser corrigida esta minha presunção.

a p.3 do Relatório Provisório de Incêndios Florestais Nº9/2014 (de 01 de Janeiro a 15 de Outubro), do ICNF, de 16/10/2014
Vou aqui correr o risco de fazer uma presunção a favor deste governo. O facto é que não ouvi nenhum responsável do Ministério da Administração Interna vangloriar-se de termos tido, em 2014, um número de incêndios e uma área ardida (muito) abaixo das respectivas médias dos últimos dez anos. Ao contrário do que aconteceu em anteriores governos.
Pode ser que ainda venha a ser corrigida esta minha presunção.
a p.3 do Relatório Provisório de Incêndios Florestais Nº9/2014 (de 01 de Janeiro a 15 de Outubro), do ICNF, de 16/10/2014
01/11/2014
31/10/2014
30/10/2014
Quarentenas
A argumentação dos simples divide-se em duas fases: a fase do descaso e a fase da aflição.
É sempre assim e sobre isso nada há a dizer.
O que merece reflexão é a reacção dos governantes às reivindicações dos simples resultantes do seu argumentário.
Um exemplo curioso de uma reacção argumentativa de uma simples é a da mulher que determinada a sua quarentena foi dar uma volta de bicicleta porque era isso que ela costumava fazer.
Se formos ceder ao pagode num caso mais sério do que o Ebola, teremos a tal catástrofe mundial.
A questão é sempre a da Lei Seca. Isso já todos sabemos. É até que ponto se podem apertar as torneiras sem que o líquido passe pelos capilares?
Ceder assim à estupidez é absurdo.
A argumentação dos simples divide-se em duas fases: a fase do descaso e a fase da aflição.
É sempre assim e sobre isso nada há a dizer.
O que merece reflexão é a reacção dos governantes às reivindicações dos simples resultantes do seu argumentário.
Um exemplo curioso de uma reacção argumentativa de uma simples é a da mulher que determinada a sua quarentena foi dar uma volta de bicicleta porque era isso que ela costumava fazer.
Se formos ceder ao pagode num caso mais sério do que o Ebola, teremos a tal catástrofe mundial.
A questão é sempre a da Lei Seca. Isso já todos sabemos. É até que ponto se podem apertar as torneiras sem que o líquido passe pelos capilares?
Ceder assim à estupidez é absurdo.
29/10/2014
Tradução e legendagem
“When you have a 3 mph current, if you are not tied to the ship, you will be 3 miles distant within an hour.” – citando de memória era a frase do marinheiro que aparecia no filme.
Nas legendas isto: “Quando existe uma corrente de 5 km/h, ..., ao fim de uma hora já se está a 4 km do barco”.
Nem vale a pena qualquer comentário. É sempre a mesma indigência mental.
“When you have a 3 mph current, if you are not tied to the ship, you will be 3 miles distant within an hour.” – citando de memória era a frase do marinheiro que aparecia no filme.
Nas legendas isto: “Quando existe uma corrente de 5 km/h, ..., ao fim de uma hora já se está a 4 km do barco”.
Nem vale a pena qualquer comentário. É sempre a mesma indigência mental.
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