11/08/2016

Fogo

Tenho muita dificuldade em lidar com gente que nega as evidências.
Sendo que a negação das evidências é um esteio fundamental do que se designa por politicamente correcto.
Ora no que diz respeito aos incêndios, há uma franja considerável de gente que nega a existência do incendiarismo. Nem com capturas em flagrante delito que se diz que ocorreram nem com confissões de delinquentes que se diz que tiveram lugar.
Nem com a constatação de que os fogos surgem de noite, alegando nalguns casos que a notícia do fogo é diferida no tempo em relação ao seu início, o que é óbvio.
O que não é óbvio é que essa dilação no tempo seja de horas. Que um fogo detectado de madrugada tenha tido início num vidro partido que fez de lupa à luz do dia.
Essa gente não sei a que acode. Mas que faz propaganda lá isso faz.

10/08/2016

Uma nota a reter


da página do Cadastro

Fiz aqui já por duas vezes*, pelo menos, referência à insustentável situação do cadastro geométrico da propriedade rústica. Cuja inexistência a Norte (grosso modo) pressupõe a ausência de cobrança de IMI, o que torna este imposto suspeito de discriminação e consequente inconstitucionalidade.
Vem agora o Presidente da República, honra lhe seja, e a propósito da aparente impossibilidade de imputar a propriedade de um terreno a alguém, de forma a responsabilizá-lo pela sua manutenção, referir a tal ausência de cadastro.
Fê-lo hoje, que eu desse por isso, em duas ocasiões distintas.
Aguardemos os desenvolvimentos. Retendo o que foi dito.

*(1 e 2)
O desgoverno

Um responsável do governo dizia ontem que quanto aos incendiários (presumo que já condenados e entretanto libertados), a GNR se encarregaria de os vigiar.
Se foi com espírito de quem conta uma anedota, calculo que ninguém se tenha rido.

09/08/2016

Arriba


imagem da SIC

Das coisinhas piores que há é a perquisição dos jornalistas a todos aqueles que eles pretendem estar a desafiar o que eles acham que deve ser ou o que é politicamente correcto.
Voltaram agora aos sopés das arribas para puxar as orelhas dos que por ali estão à sombra ou ao sol.
Não lhes ocorre que muitíssimo mais perigoso do que um mês inteiro em baixo de uma falésia é a viagem de carro até ao Algarve. Para os que viajam do Norte, do Centro e mesmo do Sul.
É claro que não lhes ocorre.

08/08/2016

No país do atraso mental

Nestes verões a sério, desde que há ene cadeias de televisão e facilidade de recolha de imagens, o país arde. E arde muito.
O que, no entanto, mais se torna difícil de suportar é o chorrilho de disparates que responsáveis e populares debitam nestes dias.
Continua a haver quem queira ladrilhar a floresta.
No país do atraso mental

A Autoridade Tributária e Aduaneira envia um reembolso de IRS respeitante a um contribuinte falecido, para o cabeça-de-casal da herança.
Só que o respectico cheque vem em nome do contribuinte falecido.
Não há gente racional em lado nenhum.

07/08/2016

O blogger repórter



Incêndio entre Olelas e Almargem do Bispo.

06/08/2016

A Ponte

E já lá vão cinquenta anos.
E uma distância ainda maior no que respeita a competência.


in Magazine da Morrison-Knudsen Company, Inc., Novembro de 1964
Ligeireza

Ainda sobre o erro de percurso da Volta na etapa de ontem, estranhei a ligeireza com que o assunto foi abordado pela organização e pelo seu director, dizendo que inclusive contava com a presença do público para demarcar o percurso.
Não cortar os acessos laterais ao percurso da volta e permitir o erro no percurso é naturalmente lançar os ciclistas e a caravana numa estrada aberta ao trânsito. Não ter havido um acidente de proporções alarmantes foi uma sorte. Que a ligeireza com que o assunto foi tratado dá a entender que não se percebeu.
Se não se percebeu, não se perceberá.

05/08/2016

Volta

Na Volta a Portugal, mais uns pés pelas mãos.
Ou o contrário.
Pode uma organização destas ter a sua complexidade. O que não pode é permitir erros de percurso, deixando em aberto opções nas encruzilhadas.
Ainda que a sinalização lá esteja. Esta é também tão miúda que pouco releva.
Quanto ao arrazoado que diz que os ciclistas têm obrigação de conhecer o percurso, uma boa gargalhada.

31/07/2016

Para memória futura

Julho de 2016 foi o mês em que não logrei acabar de ler um único livro.
Isto desde que há registos.
Aos cientificadores do comportamento humano estou disponível para fornecer quaisquer dados (ir)relevantes para análise.

30/07/2016

Para melhor

Para melhor a narração da Volta a Portugal em bicicleta.
Bastou trocar o eloquente João Pedro Mendonça pelo frugal Pedro Martins.
Também este falha mas não persiste no erro e não despende opiniões vãs e despropositadas.
Um exemplo que, mantendo-se, o que é duvidoso, deveria ser seguido nas televisões em geral.

28/07/2016

É só a inevitável estupidez?

É só a inevitável estupidez que leva a Sumol a anunciar o Sumol de maçã como uma novidade? Como se tal nunca tivesse existido?
Ou há qualquer coisa mais que nos escapa?