Por ter cão e por não o ter
Será da minha imaginação ou a forma subjectiva e partidária com que a imprensa nacional e estrangeira lidou com as restrições sanitárias impostas na China, criticando-as e ficando de alguma forma ao lado dos manifestantes contra as ditas, mudou de repente como a cana torta que de vergada para um lado se verga para o outro, e agora é crítica do alívio de tais medidas que levou aparentemente a uma nova vaga da doença?
Do meu púlpito indiferente ao caso, quase me parece que o fim das restrições sanitárias foi feito à laia de “agora provem lá o que tanto exigiam!”
07/01/2023
06/01/2023
Expresso cinquentenário
São cinquenta anos a folhear o Expresso.
Notando uma já mencionada descida de exigência intelectual ao seu leitor semanal.
Mantenho a compra regular mas cada vez me desinteresso mais pelos conteúdos. Uma questão de habito, diria.
São cinquenta anos a folhear o Expresso.
Notando uma já mencionada descida de exigência intelectual ao seu leitor semanal.
Mantenho a compra regular mas cada vez me desinteresso mais pelos conteúdos. Uma questão de habito, diria.
05/01/2023
04/01/2023
Necrologia
Há uns dias houve espalhafato por o número de óbitos em 2022 ter sido superior ao esperado.
O que se verificou foi de facto uma estabilização em patamar dos óbitos desde 2020, acima sim da média dos anos anteriores.
Se não foi a Covid-19 que levou a este aumento dos últimos três anos, algo foi.
Esperar uma redução foi, como se viu, um acto falhado.
Há uns dias houve espalhafato por o número de óbitos em 2022 ter sido superior ao esperado.
O que se verificou foi de facto uma estabilização em patamar dos óbitos desde 2020, acima sim da média dos anos anteriores.
Se não foi a Covid-19 que levou a este aumento dos últimos três anos, algo foi.
Esperar uma redução foi, como se viu, um acto falhado.
03/01/2023
Já não há alfaiates
Pela percentagem de homens que permite que se veja a ponta da gravata ou a camisa acima do cinto, com o casaco abotoado, se deduz o seguinte:
Ou já não há alfaiates;
Ou os homens não se dão conta da própria deselegância.
Recuso liminarmente a emergência de uma nova estética que imponha a visível ponta da gravata como elemento de destaque na moda a adoptar.
Pela percentagem de homens que permite que se veja a ponta da gravata ou a camisa acima do cinto, com o casaco abotoado, se deduz o seguinte:
Ou já não há alfaiates;
Ou os homens não se dão conta da própria deselegância.
Recuso liminarmente a emergência de uma nova estética que imponha a visível ponta da gravata como elemento de destaque na moda a adoptar.
02/01/2023
31/12/2022
30/12/2022
Serviços do Estado
Poderia talvez a ANSR ter solicitado a alguém mais capaz a elaboração da fotomontagem alusiva à passagem de ano. Dei conta disto através da página igualmente trágica da Direcção-Geral de Saúde, onde se têm acumulado os mais extraordinários disparates.
imagem da página de Facebook da ANSR
Modéstia à parte, um amador sem salário ou avença, faria muito melhor.
Poderia talvez a ANSR ter solicitado a alguém mais capaz a elaboração da fotomontagem alusiva à passagem de ano. Dei conta disto através da página igualmente trágica da Direcção-Geral de Saúde, onde se têm acumulado os mais extraordinários disparates.
imagem da página de Facebook da ANSR
Modéstia à parte, um amador sem salário ou avença, faria muito melhor.
28/12/2022
27/12/2022
26/12/2022
Incapacidade
A dizedora da CNN não conhecia José Carlos de Vasconcelos e ninguém lhe explicou quem ele é. Talvez ninguém por ali soubesse. Ia ouvi-lo sobre o falecimento de Mega Ferreira.
Chamou-lhe João ao apresentá-lo, o que o próprio corrigiu a seu tempo.
A dizedora da CNN fechou a intervenção do jornalista com um sonoro "João Carlos de Vasconcelos".
Achar que esta gente tem o mesmo estatuto profissional quer de José Carlos de Vasconcelos quer de António Mega Ferreira só tem uma justificação: a consideração de que a geração a que a dizedora pertence é a mais qualificada de sempre.
Mais gente com carimbos, sem dúvida.
Muito mais gente sem pés nem cabeça a palrar, sem dúvida também.
E que ainda por cima nem prestam atenção ao que ouvem.
A dizedora da CNN não conhecia José Carlos de Vasconcelos e ninguém lhe explicou quem ele é. Talvez ninguém por ali soubesse. Ia ouvi-lo sobre o falecimento de Mega Ferreira.
Chamou-lhe João ao apresentá-lo, o que o próprio corrigiu a seu tempo.
A dizedora da CNN fechou a intervenção do jornalista com um sonoro "João Carlos de Vasconcelos".
Achar que esta gente tem o mesmo estatuto profissional quer de José Carlos de Vasconcelos quer de António Mega Ferreira só tem uma justificação: a consideração de que a geração a que a dizedora pertence é a mais qualificada de sempre.
Mais gente com carimbos, sem dúvida.
Muito mais gente sem pés nem cabeça a palrar, sem dúvida também.
E que ainda por cima nem prestam atenção ao que ouvem.
25/12/2022
Uma semana que fosse
Calhava que houvesse uma semana em que não déssemos real conta de que andamos às voltas no Pinhal da Azambuja à mercê dos salteadores e capitaneados, nós, por um grupo de mentecaptos.
Calhava que houvesse uma semana em que não déssemos real conta de que andamos às voltas no Pinhal da Azambuja à mercê dos salteadores e capitaneados, nós, por um grupo de mentecaptos.
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