Manobras de diversão
Num país que se assemelha à lenda do pinhal da Azambuja, onde andamos às voltas capitaneados por um grupo de mentecaptos e à mercê de um bando de malfeitores, procura-se responsabilizar um ex-ministro que viajava no banco de trás de um automóvel oficial, por um erro de condução do seu motorista.
Como disse um dos advogados creio que constituído pela família da vítima, o que se pretende é dar um exemplo ao país. E dão. Um péssimo exemplo, uma manobra de diversão.
Cabrita pode ter sido um mau ministro, na minha opinião. Por causa disso, ir implicá-lo num acidente de viação em que se encontrava no banco de trás, é no mínimo um tiro na água.