23/11/2023

Falta de tarola*

As agremiações politicamente correctas vão sendo pouco a pouco apeadas do poder enquanto se dizem surpreendidas pelo avanço daquilo a que elas chamam extrema-direita (extrema-direita é o nome do tapete para debaixo do qual varrem tudo aquilo que se lhes opõe).
Não alcançam que o problema-mor que as destitui é a sua completa e contínua negação das evidências. E a promoção de aberrações.

* tarola - na minha avoenga noção é sinónimo de juízo, bom senso, razão, acerto.

22/11/2023

21/11/2023

Rol de mortos

A automatização da rede e o meu acordo tácito promovem as notificações depois de ter consultado o rol de mortos lá da vila.
Recebo avisos discretos, silenciosos. A forma como chegam, com a fotografia dos falecidos a emergir, conheci, não conheci, é no mínimo perturbadora.
Longe da vila, vi recentemente desvelar-se a imagem de um velho amigo.
Surpresas destas...

20/11/2023

Os simples

Os simples estiveram ontem na minha atenção: a boçalidade, a chico-esperteza e a emoção epidérmica mostraram-se em todo o seu esplendor em directos e em diferidos numa tragicomédia em canal de televisão popular.
Já no estúdio apareceram os mesmos simples, mas encartados e certificados, a tecer esdrúxulas considerações com o ar supostamente grave que lhes é característico.
Todo um espectáculo popularucho que também faz parte da aprendizagem diária.

19/11/2023

Dobragem


Já não é a primeira vez que voz e rosto femininos combinados numa dobragem me deixam encantado.
Esta senhora que julgo francesa a falar em português num anúncio da Citroën tem esse efeito.

12/11/2023

Ponte metálica da Régua

Aqui a ouvir uma reportagem sobre a E.N. 222 e logo me soou um disparate: que a ponte metálica da Régua fora inicialmente uma ponte ferroviária.
Dá este erro uma ideia do cuidado com que estas coisas são feitas e da credibilidade destes ditos jornalistas.
"Data Center" de Sines

Não há jornalista que se interrogue sobre a natureza, importância e utilidade futura deste dito magnífico investimento que anda nas bocas do mundo e que, a acreditarmos no que se diz, só encontrava obstáculos?
Quantos postos de trabalho directos? Que expectativa de serviços a prestar?

07/11/2023

“O estado a que isto chegou...” *

Parece que andaram a jogar à bola e um deles foi eliminado.

* terá dito Salgueiro Maia em Santarém.

06/11/2023

Marcelo e a turbamulta

Mais tarde ou mais cedo o feitiço virar-se-ia contra o feiticeiro.

05/11/2023

Sporting

"[...] Ou pagaram a minha cláusula [...]" - assim interpreta Ruben Amorim a sua rescisão de contrato com o Sporting de Braga.
Isto para afirmar que costuma cumprir os contratos até ao fim (excepto quando...).
Que os simples usem esta linguagem simplificada é natural.
Que o próprio não saiba ou finja não saber quem paga formalmente uma indemnização quando se rescinde um contrato já não é natural.
Custa-me ouvir estas coisas do treinador do meu Sporting. Esta desresponsabilização sugere ilações para o futuro.

03/11/2023

Feicebuquiano (ai eu)

Sonhos e talvez pesadelos
No mundo dos sonhos, pesadelos tenho poucos. Há, porém, algumas imagens que por lá surgem e me causam algum incómodo. Esse incómodo é transmissível a coisas tangíveis que me aparecem à frente, sem que encontre para tal uma justificação.
Por outro lado, transporto também dos sonhos um enlevo particular por certos elementos do mundo real, que me incitam a visitar locais, a possuir bens e a usufruir do que antevejo aqui e ali em imagens.
São disso exemplo as monumentais escadarias em túnel do Forte de Fenestrelle que pretendo percorrer no sentido descendente; o singelo Daihatsu Sirion amarelo de 1999 que cobiço aos seus donos (sei onde está um); as carruagens Schindler que a CP possui e nas quais nunca viajei e algumas outras maravilhas.
Voltando aos pesadelos, um destes dias ensaiei umas brincadeiras num site de geração de imagens a partir de uma breve descrição em texto e saíram-me estas duas abaixo, que de imediato me causaram um incómodo emético, advindo do mundo onírico.
Vá lá a gente perceber as mulheres, quero dizer os sonhos ou os pesadelos.



02/11/2023

Alvoredo



Quando não existiam anemómetros, uma das maneiras de se avaliar um vento excepcional era contar as árvores caídas.
Nesse tempo e no imediato, saber-se-ia pouco sobre a extensão territorial do fenómeno. Se era coisa só dali ou se tinha feito estragos lá longe.
Hoje, as árvores caídas um pouco por todo o lado são notícia. E a notícia espalhada engorda sempre os factos.
Seja como for, hoje caíram por esse país, mais pelo Centro e pelo Norte, umas boas dezenas de árvores, talvez mais de um cento*.
Deve querer dizer que fez vento forte.

* talvez mais de dois centos, actualizando as notícias.

31/10/2023

A última coca-cola do deserto

Uma figura, há dias na SIC Notícias, dava conta de que o Chat GPT não dava uma resposta satisfatória sobre (a origem, a razão, o fim? d)o conflito israelo-palestiniano.
Para esta figura, o Chat GPT é uma espécie de Oráculo de Delfos dos tempos correntes, ou mesmo a última coca-cola do deserto.
Se o chat GPT não sabe a resposta...

29/10/2023

Extinções



O SEF foi extinto porque ocorreu um episódio grave que levou à morte de um indivíduo nas suas instalações.
Exemplo de uma medida irracional, semelhante à que extinguiu a JAE, porque por lá se dizia que havia gente corrupta.
Ambas as medidas tomadas por governos do PS. Não deve ser coincidência.

Creio que a fiscalização das fronteiras deve ser efectuada por um organismo de polícia que não se confunda com serviços burocráticos que tratem da imigração. Assim, a mudança parece fazer algum sentido, retomando uma tradição exclusivamente policial no controlo fronteiriço.
Já a ânsia de tornar todas as designações politicamente correctas que destinou o nome de Agência Portuguesa para as Minorias, Migrações e Asilo (APMMA) para o organismo que tratará das referidas burocracias, fez um ligeiro recuo, percebeu que as minorias são uma coisa e os imigrantes são outra e tratou de dar-lhe novo nome: Agência de Integração, Migrações e Asilo (AIMA).
A dita alteração, feita meses depois do nome atribuído, mostra o amadorismo desta gente.