05/09/2025

Regozijo

Há qualquer coisa de distópico no regozijo por um erro de identificação de um cadáver.
Sejam quais forem as circunstâncias.
Memória

Como deixou de haver memória nas redacções, só há gente que julga que o mundo começou quando se aperceberam de que estavam vivos, ninguém mencionou a semelhança do acidente de anteontem com um ocorrido na Nazaré em 1963.

04/09/2025

Desarvorar

Creio que ao invés de descarrilar, facto que ocorreu mas que não foi a causa inicial do acidente de ontem, desarvorar seria mais adequado. A descarrilar ainda seria preferível despenhar.
Enfim, minudências quando morre gente.

03/09/2025

Jornalismo

Uma coisa que me faz mudar de canal é um jornalista não entender o que está a ver, o que está a ouvir, não ter a noção das proporções, do tempo decorrido, do espaço envolvente, etc.
Acontece de cada vez que há qualquer coisa de extraordinário.
E.N. 120-1, 2007



E não E.N. 120 como está no painel.

31/08/2025

O algoritmo bronco

O algoritmo bronco activa-se do nada e faz perguntas por mim, já que eu não lhe pergunto nada. Que adequado!
Inseguro é o Estádio Nacional (ainda mais uma vez)



Para uns bimbos que agora piam menos, o Estádio Nacional era muitíssimo inseguro.
Seguros eram os excelentes estádios de 2004.
Ora, como já aqui referi mais do que uma vez, é difícil, se não impossível, encontrar no Estádio Nacional armadilhas ou ameaças pendentes que ponham em risco as pessoas.
No actual estádio de Alvalade já se vão acumulando as vítimas quer das armadilhas, gente que se precipitou no fosso (parece que foi finalmente eliminado) e gente que foi agora atingida por vidros que ficaram ao alcance da acéfala turbamulta. Já tinha acontecido algo semelhante em Aveiro (também um estádio de 2004).
A pior situação que pode existir num estádio, a debandada desenfreada da mole quando algo de inesperado acontece, está mais do que prevista no tão mal afamado Estádio Nacional - não faltam escapatórias no terreno circundante, sendo que é uma estrutura aberta. Já em qualquer dos tais de 2004 é melhor nem tentar um simulacro de evacuação em caso de pânico.
É claro que a alegada falta de segurança do Estádio do Jamor é uma invenção dos tontinhos do costume, quer porque fica perto de Lisboa quer porque foi uma obra do Estado Novo. A verdade é que tal invenção fez o seu caminho entre os ígnaros que papagueavam tal sempre que achavam que era altura.
A única coisa de muito duvidosa segurança no Jamor é a recente ideia de erigir frequentemente uma bancada amovível. Essa sim, é perigosa.
Queria ver se não repetia este assunto mais uma vez...

Fotografia de Armando Serôdio no Arquivo Municipal de Lisboa

28/08/2025

Coisas da vida


MCV
Surto

Em cada fase mais complicada da vida em sociedade, no caso os incêndios recentes, surdem os broncos, armados em comentadores, absolutamente incapazes de um só que seja raciocínio escorreito.
Ocupam todos os quadrantes partidários, sem qualquer excepção. E no seu viés tomam sempre por incapazes os que estão em quadrantes opostos.
Alguns deles têm responsabilidades políticas.

26/08/2025

Aldeia da Luz, 2017

O algoritmo bronco

O algoritmo bronco, apesar da sua baralhação topológica, deu uma boa ajuda para encontrar algo que eu sabia que existia numa determinada zona. Aos trancos e barrancos, mas deu.

25/08/2025

Alavancar (X)

Ess’agora! O que não falta são grupos coesos que desatam à berlaitada!
Se puseres uma porrada de malta, uma porrada é uma maneira de dizer que os autocarros são para aí de cinquenta e dois lugares, uma porrada de malta que nunca se tenha visto se calhar vão mais felizes todos juntos no autocarro que esse tal teu grupo coeso. Porrada é disfemismo, ‘tá claro!
Ok. Não vale a pena irmos por aí.
Pois não.
O que te digo é que, com a devida ensaboadela papagueiam tudo o que se quiser. Que nunca houve verões assim, invernos assim, calores assim, chuvas assim. Que foi fora-de-jogo e que foi penalti e que o outro é maricas e que a outra é...
Mas isso foi assim pelos séculos dos séculos. Descobriste a pólvora, pá!
Talvez. Mas nunca se espalhou tão bem aquilo que se quer como hoje.
E o que não se quer.
Ah, isso é marginal. O grosso do rebanho obedece ao capataz e ao cão que o guarda.
Capataz? Não será antes pastor?
Ai o c... Bebe mas é mais uma mine e concentra-te nisto – se o nosso problema de método não estivesse na alavanca, não haveria tanta gente a conjungar o verbo alavancar, soando a arrancar, carregar e outros esforçados verbos. É o mau uso da alavanca que o explica.
Agora é que deste uma p’rà caixa.
Manel! A abaladiça: mais duas mines e um pacote de alcagoitas.

FIM

publicado inicialmente em Agosto de 2013
Compilação (a minha) com erros

Com o devido desconto e para mera recreação, uma tabela sem grande rigor: