12/10/2025
Eufemismos, abrangências e falsas simpatias
Combati durante anos o PCP.
Por isso mesmo lhe reconheço qualidades. Não embarcam em cassettes que não sejam as próprias. Não cedem a eufemismos, abrangências e falsas simpatias.
É nestes dias de campanha e de votação que se vêem os miseráveis lambe-botas da política com o mesmo aparato de quinquilharias retóricas: todos e todas e o escambau que se lhe segue, com falsos sorrisos alvares.
Combati durante anos o PCP.
Por isso mesmo lhe reconheço qualidades. Não embarcam em cassettes que não sejam as próprias. Não cedem a eufemismos, abrangências e falsas simpatias.
É nestes dias de campanha e de votação que se vêem os miseráveis lambe-botas da política com o mesmo aparato de quinquilharias retóricas: todos e todas e o escambau que se lhe segue, com falsos sorrisos alvares.
11/10/2025
A brincar às televisões
A RTP 3, que já foi RTP N, passa outra vez a usar aquela letra – RTP Notícias.
Se isto não é brincar às televisões não sei o que é.
A RTP 3, que já foi RTP N, passa outra vez a usar aquela letra – RTP Notícias.
Se isto não é brincar às televisões não sei o que é.
09/10/2025
CGD
A CGD continua a prover um serviço de excelência.
Vedado que está o acesso via internet por não se conseguir a validação de 2 factores, uma vez que a SMS devida nunca chega, passa-se ao glorioso serviço telefónico, onde depois de muitas “primas” estúpidas (muito boa a ideia naquele anúncio que faz referência a tal), consegue-se finalmente chegar ao contacto com um humano. Mas, tal como nas covas de lobo, meteram lá alguém com deficiência na compreensão do português. É todo um serviço de excelência, como disse acima.
A CGD continua a prover um serviço de excelência.
Vedado que está o acesso via internet por não se conseguir a validação de 2 factores, uma vez que a SMS devida nunca chega, passa-se ao glorioso serviço telefónico, onde depois de muitas “primas” estúpidas (muito boa a ideia naquele anúncio que faz referência a tal), consegue-se finalmente chegar ao contacto com um humano. Mas, tal como nas covas de lobo, meteram lá alguém com deficiência na compreensão do português. É todo um serviço de excelência, como disse acima.
05/10/2025
A bola e os simples
É no "desde cedo" (como dizia o velho R.C. a propósito das reportagens de televisão sobre os adeptos que se aglomeravam desde cedo nas barracas de entremeadas, coiratos e vinho morangueiro e que assim começavam) e no pós-prélio que podemos ter grandes representações, grandes amostras do que é o "bom povo português". A tal piolheira. Hoje é dia.
É no "desde cedo" (como dizia o velho R.C. a propósito das reportagens de televisão sobre os adeptos que se aglomeravam desde cedo nas barracas de entremeadas, coiratos e vinho morangueiro e que assim começavam) e no pós-prélio que podemos ter grandes representações, grandes amostras do que é o "bom povo português". A tal piolheira. Hoje é dia.
Substituição de populações
Não se trata de notícias falsas. Trata-se, sim, das habituais conjecturas a partir da observação de uma curva e da assunção de que essa curva será monótona – uma utilização básica de uma folha de Excel.
E trata-se sobretudo da obediência acrítica, como o são todas as obediências cegas, dos jornalistas à cartilha direitista e elitista, travestida de esquerdinha, sobre a imigração: eles, os imigrantes, são todos necessários e muito bem vindos desde que fiquem longe do quintal e não se cruzem connosco (com eles) no dia-a-dia.
Já quem partilha o espaço e o tempo com gente alienígena que não tem a menor noção de que está fora do seu habitat e que deve entender e respeitar as regras do local onde habita, constata que a solução está saturada: não é o chinês do restaurante, o indiano dos electrodomésticos ou o africano das obras que é um problema. Nunca foi. É a chusma. A carrada deles. Que se comporta como o fazia no seu lugar de origem. O ter que lidar diariamente com o desrespeito das mínimas regras de civilidade. E com a apropriação do espaço público.
É xenofobia? É. É, porque da quantidade depende a qualidade. É uma lei básica.
Dito isto, há muito quem diga que não haverá substituição de populações mas depois se baseie nestas conjecturas que dizem exactamente o contrário.
Não se trata de pedir coerência aos ígnaros. Sobre isso estamos falados. Somos todos incoerentes.
Trata-se apenas de, na mesma frase, não haver utilização de argumentos contraditórios. Só disso.
Não se trata de notícias falsas. Trata-se, sim, das habituais conjecturas a partir da observação de uma curva e da assunção de que essa curva será monótona – uma utilização básica de uma folha de Excel.
E trata-se sobretudo da obediência acrítica, como o são todas as obediências cegas, dos jornalistas à cartilha direitista e elitista, travestida de esquerdinha, sobre a imigração: eles, os imigrantes, são todos necessários e muito bem vindos desde que fiquem longe do quintal e não se cruzem connosco (com eles) no dia-a-dia.
Já quem partilha o espaço e o tempo com gente alienígena que não tem a menor noção de que está fora do seu habitat e que deve entender e respeitar as regras do local onde habita, constata que a solução está saturada: não é o chinês do restaurante, o indiano dos electrodomésticos ou o africano das obras que é um problema. Nunca foi. É a chusma. A carrada deles. Que se comporta como o fazia no seu lugar de origem. O ter que lidar diariamente com o desrespeito das mínimas regras de civilidade. E com a apropriação do espaço público.
É xenofobia? É. É, porque da quantidade depende a qualidade. É uma lei básica.
Dito isto, há muito quem diga que não haverá substituição de populações mas depois se baseie nestas conjecturas que dizem exactamente o contrário.
Não se trata de pedir coerência aos ígnaros. Sobre isso estamos falados. Somos todos incoerentes.
Trata-se apenas de, na mesma frase, não haver utilização de argumentos contraditórios. Só disso.
04/10/2025
Português
Não me recordo de os meus pais me haverem alguma vez alertado para os erros de escrita nos jornais ou na televisão, bem como da locução nesta última.
Educar hoje um infante exige dos pais que, a par do bom uso da língua, o alertem para a quantidade enorme de asneiras que se lêem nos jornais e se vêem e ouvem nas televisões.
Não é coisa muito recente mas tem piorado muito.
Na reportagem o mentecapto que tocou na catenária tão depressa era homem como mulher como indefinido como tinha 18 e ao mesmo tempo 22 anos.
Não me recordo de os meus pais me haverem alguma vez alertado para os erros de escrita nos jornais ou na televisão, bem como da locução nesta última.
Educar hoje um infante exige dos pais que, a par do bom uso da língua, o alertem para a quantidade enorme de asneiras que se lêem nos jornais e se vêem e ouvem nas televisões.
Não é coisa muito recente mas tem piorado muito.
Na reportagem o mentecapto que tocou na catenária tão depressa era homem como mulher como indefinido como tinha 18 e ao mesmo tempo 22 anos.
03/10/2025
Escrever na pedra
Há alguns anos uma mente iluminada da autarquia de Vila Franca de Xira resolveu substituir as placas toponímicas em pedra por outras mais “resilientes, sustentáveis, responsáveis e ecológicas” (nota minha).
Aos despojos diz que deu forma de monumento: o Muro da Identidade.
Calculo que a razão para apear as placas de pedra tenha sido o risco de alguma mal fixada vir a cair na cabeça de uma criança. Não vislumbro outro...
Vamos nestes dias votar para eleger esta gente.
As imagens das placas novas são do Google Maps
Há alguns anos uma mente iluminada da autarquia de Vila Franca de Xira resolveu substituir as placas toponímicas em pedra por outras mais “resilientes, sustentáveis, responsáveis e ecológicas” (nota minha).
Aos despojos diz que deu forma de monumento: o Muro da Identidade.
Calculo que a razão para apear as placas de pedra tenha sido o risco de alguma mal fixada vir a cair na cabeça de uma criança. Não vislumbro outro...
Vamos nestes dias votar para eleger esta gente.
As imagens das placas novas são do Google Maps
02/10/2025
01/10/2025
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