09/07/2026

Enquanto isso...

Enquanto a dita esquerda está mais preocupada com quem usa a burca e menos interessada por quem não tem água em casa, o meu velho JR está bem encaminhado para palmar o jantar das apostas: pode fazer o pleno dos semi-finalistas.

Resiliência

O emprego do vocábulo resiliência é, no meu entendimento, um atestado de pobreza intelectual.

O peso dos burros

O peso dos burros instalados na máquina da administração ou nela pendurados é o principal obstáculo ao desenvolvimento do país.
Sempre achei a estupidez superior à cupidez no cálculo dos estragos.
Os burros escolhem burros que escolhem burros...



imagem daqui

07/07/2026

Boa continuação

Continuem a dar responsabilidades a gente sem cabeça e depois queixem-se de que o caos se manifesta em todas as ocasiões.
Impunidade

Um país que permite que um bocado de lixo estrangeiro agrida com toda a desfaçatez agentes da autoridade é um país moribundo.
Vejamos o que acontece ao bocado de lixo.

04/07/2026

Portugal, 1995

Indicações

Uma coisa que é certa quando se vê um jogo de futebol é que, a seguir a uma asneira, um jogador desata sempre a dar indicações, gesticulando. É o sinal claro de que percebeu que errou.
A minha questão é extrapolar isto para a política. Que sinais dão os políticos quando metem a pata na poça?

02/07/2026

África minha

Um carro abandonado serve de esplanada, portas abertas. Adicionadas pelos alienígenas uma mesa e cadeiras.
A direita elitista travestida de esquerda que não precisa de frequentar o que já foi um sítio decente, acha que é racismo e xenofobia.

01/07/2026

Paternalismo

A notória evolução do paternalismo social em casos de mera sobrevivência animal, dá-nos uma boa medida da falha da educação por parte dos pais que as gerações mais recentes têm sofrido.
E dá-nos também uma ideia de que o próprio instinto animal soçobra talvez diante de um excesso de população. A Natureza saberá o que faz.
Bandalheira

Nesta bandalheira de interesses em que vivemos mergulhados, será possível distinguir uma franja de gente que queira governar o país?
Os pobres diabos de cada partido, de cada facção, hão-de jurar que sim.

29/06/2026

Imigração

A tropa do politicamente correcto pouco mais faz do que negar a realidade. É esta basicamente a sua natureza.
Já aqui referi muitas vezes o nosso problema de solução saturada, aquela que não dissolve mais. No caso, a sociedade que não consegue integrar mais imigrantes sem enquistar. Quistos que são facções de minorias que impõem os seus usos e costumes uma vez que se encontram localmente em maioria.
Só quem não vive em locais que se lumpenificaram, vendo destruídas as relações sociais há muito estabelecidas, não percebe a gravidade do que se está a passar.
Já não vamos a tempo de evitar os quistos sociais num país que, durante séculos e séculos, foi de um só povo, coisa que deveríamos ter valorizado muito mais.
É um facto que, dada a implantação geográfica da nossa terra – uma finisterra – veio aqui parar e ficou gente de muitos quadrantes que conjuntamente e em sequência de ocupação deu origem ao que somos.
É um facto também que há séculos e séculos que somos o resultado dessa mistura e que somos um só povo, homogéneo. Com as excepções dos francos do Alto Alentejo que por lá deixaram as pronúncias e dos pretos do vale do Sado que por lá deixaram o tom de pele, quase nada contribuiu para que fôssemos heterogéneos. Mas o caminho agora é outro, negá-lo é enterrar a cabeça na areia como fazem habitualmente os tais arautos do politicamente correcto. E traz problemas graves.

27/06/2026

Jornalismo

A profunda ignorância e a escassa inteligência de muitos jornalistas leva-os a interessantes premonições futebolisto-matemáticas.

26/06/2026

Geofísica

Do que ouvi ontem da boca de certos especialistas em geofísica que são dados à televisão, aproveitou-se o que disse aquele que assumia as incertezas e o desconhecimento de uma ciência que está na infância da arte.
Apareceu por lá uma triste senhora que proferiu umas certezas, facilmente contrariadas pelo histórico recente no leste da Rússia e que no final largou uma “resiliência”. Ficou identificada.
125

Nos cento e vinte cinco anos de um dos heróis de Mirandela. Um rapazinho.


In Ilustração Portuguesa - 2.ª série, n.º 686, 14 de Abril de 1919

25/06/2026

Prevenção

Já houve quem recentemente quisesse pôr-nos quotidianamente de mochila às costas com um estojo de sobrevivência.
Em alturas como esta não faltam os arautos da prevenção com sentenças mais ou menos absurdas. Isto num país e para um povo pouco dado a prevenções e cuidados antecipados.
Seria talvez mais avisado insistir no chamado bom senso, na noção das proporções, na série de conhecimentos atávicos que vamos perdendo à medida que perdemos a razão.
Concomitantemente o instinto de sobrevivência parece estar a perder-se, talvez à medida que a Natureza decide que a carga humana é demasiada e resolve alijá-la.
Em vez de manuais de sobrevivência mais valia dar banhos de realidade aos indígenas urbanitas que vivem num mundo de artifício.
O morto extra

Segundo um canal de televisão, um morto de nacionalidade portuguesa pelos sismos na Venezuela, é um morto extra.
Isto porque não estava incluído numa lista de cinco portugueses desaparecidos...
É isto o jornalismo em Portugal. É esta a gente que nos entra pelo écran.
Contagem

Fico com a ideia de que, finalmente, nas diversas cadeias de televisão a contagem oficial de mortos numa catástrofe deixa de ter significado noticioso, dando-se preferência à previsão de baixas, critério muito menos espectacular (já não está sempre a crescer) mas muito mais informativo.